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A Bíblia Como Literatura
Muita
gente se espanta ao saber que a Bíblia é o livro favorito de
um ateu herege como eu. Inevitavelmente, são pessoas que
nunca leram a Bíblia. A Bíblia é literatura pura. Sexo, morte, drama, traição,
amor, paixão, redenção, castigo. Tudo o que caracteriza a
boa literatura está lá. |
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Kafka, Um Autor Traído
Não há como falar de Kafka sem mencionar
as violências e
traições que sofreu tanto por parte de seus editores, como
principalmente de Max Brod, seu pretenso melhor amigo. |
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Declínio e Queda do Império Romano, por Edward Gibbon
Em sua época, as pessoas liam Gibbon para conhecer a história de Roma. Para nós, o livro é duplamente interessante: lemos Gibbon para conhecer as opiniões de um cavaleiro inglês do século XVIII sobre a história de Roma. |
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A Importância da Revisão
Um grande número de artistas
de fim de semana parece achar que arte é algum tipo de
psicografia: jorra deles quase que
à revelia em momentos de inspiração divina e basta não
interferir pra ficar perfeito. Qualquer mexida posterior
será a profanação de algo sagrado e divinamente verdadeiro.
Arre. |
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Lusitano e Brasileiro: Duas Línguas Cada Vez Mais Distintas
Portugueses e brasileiros já
não falam a mesma língua faz tempo. Os editores de ambos os
países que ignoram esse fato o fazem em detrimento dos
leitores (que não entendem lhufas) e autores (cujas obras
são mal-transmitidas). |
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Ernesto Sábato,
Autor de Sobre Heróis e Tumbas
Estou lendo, e me deliciando, e me perdendo, em Sobre Héroes y Tumbas, de Ernesto Sábato, um livro ao mesmo tempo épico, filosófico, sensível, excitante, apocalíptico. |
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Junichiro Tanizaki: Um Velho Podólatra e Fetichista
Tanizaki, considerado um dos maiores, senão o maior,
romancista japonês, é praticamente desconhecido aqui.
Teve um livro traduzido pela Brasiliense na década de 80 e
depois nada. Finalmente, em 2000, a Companhia das Letras começou
a publicar sua obra aqui.
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Sex in Contemporary Fiction
It's not that good sex is
impossible to write about. I'd say good sex is irrelevant
to write about. Writing about good sex would be like writing
about someone's long, nice, happy life: boring, boring, boring. |
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Henry
Miller, Autor de Trópico de Capricórnio
Henry Miller é tão grande que se dá ao luxo de ser
grande até nos defeitos. Louco. Arrogante. Prolixo. Confuso.
Apaixonante. Energético. Passional. |
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Litoral, de Pedro Süssekind
Em cada uma das histórias,
a cidade do Rio de Janeiro é a personagem
principal, o tema e o enredo. Dá vontade de pegar Pedro
Süssekind pelo braço e passear com ele pelas ruas do centro. |
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Gilberto Freyre, Autor de Casa-Grande & Senzala
Casa Grande & Senzala
talvez seja a obra mais genial já escrita em nossa
língua. Ela atinge picos de maestria, insight e pura delícia que
são impossíveis de descrever. Uma nação que tenha alguém do
calibre de Gilberto Freyre para explicá-la para si mesma poderia
se dar por satisfeita na busca de sua identidade nacional. |
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Lobo Antunes, Autor de Manual dos Inquisidores
80 anos de experimentação estilística no século XX,
produzindo pilhas de romances ilegíveis, beat, surrealistas,
finalmente culminaram em
Manual dos Inquisidores, uma prosa radicalmente nova,
desconcertante, viciante, mas totalmente integrada ao
enredo, aos personagens, à história que se quer contar. |
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Herman Melville, Autor de Moby Dick
Moby Dick pode ser chato o quanto quiser. O livro
continuará pra sempre na lista dos grandes clássicos da
humanidade pois nenhum outro livro tem um final tão
sensacional. |
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Lima Barreto, Autor de O Triste Fim de Policarpo Quaresma
Estou lendo, e me deliciando, e me perdendo, em Sobre Héroes y Tumbas, de Ernesto Sábato, um livro ao mesmo tempo épico, filosófico, sensível, excitante, apocalíptico. |
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Dom
Quixote, por Miguel de Cervantes
Muita
gente gosta de ler o
Quixote como a aventura de um homem bom que teve coragem
de lutar por um mundo melhor. Mas essa é uma leitura
bastante superficial. A verdade é que a cegueira e o
fundamentalismo de
Dom Quixote fazem com que ele prejudique muitas pessoas
ao longo do caminho. |
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Dostoievski, Autor de Crime e Castigo e Irmãos Karamazov
Crime e Castigo se
perde por ser um romance de idéias. A mão pesada de
Dostoeivski não consegue dar voz igual aos seus personagens,
não consegue fazer calar sua ideologia. |
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Autran
Dourado, Autor de Uma Vida em Segredo
Dourado
é um artesão da língua.
Ninguém pode ser mais correto do que ele: o homem é
praticamente infalível. Mas, se nunca falha, também
nunca acerta. Seus livros são perfeitos, verdadeiras
obras-primas da ourivesaria, mas sem gosto, meio mortos e frios,
sem vida, sem energia. |
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O Pagador de Promessas, de Dias
Gomes
A peça é bonita, interessante, emocionante.
Dias Gomes tem um impressionante ouvido para diálogo. Apesar
disso, a estrutura maniqueísta da peça me pareceu mais
velha do que andar pra frente. |
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Livro
Zero, por Alexandre Plosk
Um
jovem mata uma velha usurária, vai para a prisão e conhece
uma moça chamada Sônia,
que o levará para o caminho da redenção. Soou familiar?
Livro Zero, romance de Alexandre Plosk, é uma releitura de
Crime & Castigo. |
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Ambrose Bierce, Ray Bradbury
e Carlos Fuentes
O fracasso de Bradbury em
resistir ao tempo me fez pensar em Ambrose Bierce, o grande
mestre contista norte-americano do século XIX.
Bierce, apesar de também mestre do efeito surpresa, pasmem!,
não envelheceu nem um dia. 150 anos depois, apesar de
imitadas à exaustão por todos os que vieram depois, suas
histórias ainda são surpreendentes. |
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Crônicas do Grão-Pará e Rio Negro, de Márcio Souza
O
amazonense
Márcio Souza está publicando, desde 1997, uma série de
romances históricos chamada Crônicas do Grão-Pará e Rio
Negro. Ostensivamente dialogando com O Tempo e o Vento, o
autor busca traçar, em quatro volumes, a história da
Amazônia no pós-independência. |
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A Colméia, de Camilo José Cela, e Os Maias, de Eça de Queiroz
Além
de serem grandes obras-primas ibéricas, ambos os romances
têm algo em comum: uma quantidade simplesmente assombrosa de
personagens, que geram uma quantidade ainda mais
avassaladora de tramas secundárias e terciárias, paralelas e
perpendiculares. |
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Todas as Festas Felizes Demais, por Fábio Danesi Rosa
O livro é bom, mas
Fábio é melhor. Não sei se dá pra entender. O fenômeno é
bastante comum em autores iniciantes. O livro de estréia,
por si só, não é bom, mas serve pra demonstrar que o autor
sim é bom: competente, com domínio da técnica, ainda pode
nos dar grandes alegrias. |
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Crônicos, de Daniela Abade
Mas, puta que o pariu,
Crônicos, o novo livro de Daniela Abade, é simplesmente
bom demais. No ifs and buts about it. Sem poréns e
entretantos. Sem ressalvas e críticas construtivas. Sem precisar
fazer descontos. |
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Quarto de Despejo, por Carolina Maria de Jesus
Manter os erros de português
de Carolina é um meio garantir que ela seja
vista somente como mais um literary freak. Nesse jogo entre
pessoas limpinhas e cheirosas, Carolina só entra mesmo como
atração principal. O jornalista que editou o livro é o
mestre de cerimônias do circo, nós somos a platéia e
Carolina, coitada, é a mulher-barbada. |
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O Código Da Vinci, por Dan Brown
Elogiar o livro e acrescentar "mas não é literatura" é como ir a uma churrascaria, elogiar a carne e dizer: "hmm, essa picanha está muito suculenta, mas não é uma salada". Ora bolas, claro que não. Se você quisesse uma salada, por que teria entrado na churrascaria? |
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Arte É Criação
Se Heifetz é tão artista quanto Beethoven, então Harold Bloom é tão artista quanto Shakespeare, e o mestre-de-obras é tão artista quanto o arquiteto. |
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A Infalibilidade do Autor
Dar ao autor o benefício da dúvida não quer dizer deixar de ler criticamente, ou perdoar qualquer barbaridade. Pelo contrário, quer dizer, somente, reservar as críticas para o final, quando você puder enxergar a obra como um todo. |
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Horácio Quiroga
Estação de Amor, de Horácio Quiroga, é uma linda história. Mas o melhor mesmo é o posfácio, escrito por Pablo Rocca. Não existe história tão boa que não possa ser arruinada por uma crítica rasteiramente ideológica. |
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Knut Hamsun
Knut Hamsun é considerado o maior escritor norueguês. Imaginem como seria nossa relação com Machado de Assis se, depois de ter escrito Dom Casmurro e Brás Cubas, ele tivesse virado serial-killer. Pois é. |
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Roberto Freire
Qualquer um que pretenda viver com mais liberdade tem, necessariamente, que passar por Roberto Freire. Sua auto-biografia me permitiu entender melhor o homem que ele é. Me permitiu também entender o homem que eu posso vir a ser. |
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Cartas Portuguesas
O livro que recebi de presente do meu mecenas Ricardo foi o Cartas Portuguesas, cinco cartas pretensamente escritas por uma freira lusitana a um cavaleiro francês, então estacionado em Lisboa, no século XVII. |
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Arte, Crime e Patrocínio
Um artista plástico espalha caixas pretas pelo metrô de Nova Iorque, gera pânico e acaba preso. Arte? Ou crime? Outro, pinta de vermelho um iceberg. Arte? Ou futilidade? No Brasil, uma jovem cria obras baseadas em buscas aleatórias no Google. Arte? Talvez, mas não de acordo com o Ministério da Cultura, que não prevê patrocínios para Cultura Digital. |
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A Inutilidade da Arte
Quanto mais útil a arte, menos arte ela é. A utilidade desvirtua a arte. O que distingue a agricultura da ópera é que uma é absolutamente vital para a nossa sobrevivência; a outra, nem um pouco. |
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Tradução: A Pureza do Original
Fico preocupado de ouvir um tradutor dizer que a pureza do original não existe ou que não deveria ser importante. Tremo de imaginar o que tradutores imbuídos dessa filosofia não devem modificar, interferir ou "melhorar" os livros que traduzem. |
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O Velho Libertário e o Jovem Discípulo
Peço perdão por não ser mais o homem que escreveu esses livros. Mas nem mesmo naquela época eu era assim o tempo todo. O importante é que eu era assim no momento em que escrevi aquelas palavras. O importante é que você seja assim no momento de lê-las. O resto é ficção. |
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O Dever do Escritor
Quem faz arte pra provar uma teoria filosófica, defender um governo ou mesmo socorrer uma pobre classe social oprimida não está fazendo boa arte. Está sendo, talvez, uma boa pessoa, um bom cidadão, um bom político, um bom filósofo. Mas um artista sofrível. |
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O Dever do Colunista
Quando mataram a Liana e o Felipe, boa parte dos colunistas da grande imprensa não teve pudor algum em somente repetir o blá-blá-blá do senso comum. Cadê o profissionalismo dessa gente? |
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O Golpe de Mersault
Camus distorce tanto nossa percepção que esquecemos que Mersault cometeu, de fato, o crime pelo qual está sendo acusado! O homem é culpadíssimo! |
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Heróis e Vilões
Qualquer bom autor sabe fazer seu leitor ir aonde ele bem quiser, como um treinador balançando o osso na frente do cachorro. A good author can get away with anything. |
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Duas Leis das Artes Dramáticas
Quem mais seria o vilão da história? Um estava morto, a outra era a mocinha e a outra era uma negona que tinha entrado no meio da trama. Só sobrava realmente ele. |
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A Escola Urbana
Uma nova escola literária vem tomando conta da literatura brasileira há mais de 30 anos. Por falta de nome melhor, eu a chamo Escola Urbana. |
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Pacto da Mediocridade
Que pacto de mediocridade é esse? Se nem os nossos formados em Letras-Inglês lêem Shakespeare no original, pra que servem? Não é esse seu trabalho? |
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Um Épico Injustiçado: O Senhor dos Anéis
Os doutores da Academia, que suspiram por grandes épicos da humanidade como "La Mort d'Artur" e "Bewoulf", torcem os narizes para "O senhor dos anéis". É pena. Iriam adorar. O livro foi escrito para eles e por um deles. |
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Literatura Imaginativa
os autores brasileiros parecem ter sido convencidos, em algum momento, que imaginação e boa literatura não combinam. O ideal de todos parece ser reescrever Um Coração Simples, do Flaubert, o romance, por excelência, onde nada acontece. |
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Romance do Não-Dito: Aquele Rapaz, de Jean-Claude Bernadet
Aquele Rapaz é curto pois tudo foi cortado. Aquele Rapaz é riquíssimo, mas nada está lá impresso. Aquele Rapaz, na verdade, é somente um guia de leitura para um outro romance, maior e muito mais grosso, que simplesmente não existe. |
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Saber Ler Literatura
Saber ler literatura é saber que abordar qualquer obra de arte jamais será uma atitude passiva. A verdadeira obra de arte exige compromisso, exige ação, exige feedback. Arte não se aprecia. Se apreciou, ou não é arte ou você entendeu errado. Verdadeira arte não se aprecia pois apreciar é uma atitude passiva e a verdadeira arte cobra interação. |
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A Grande Conversa
Os clássicos não são só livros consagrados: eles são as vozes da Grande Conversa. Não estão mortos: eles falam, eles gritam, eles choram, uns com os outros, o tempo todo. Heráclito teoriza, Aquino racionaliza, Cervantes ri, Descartes sugere uma outra opção, Kant contextualiza e Marx destrói. |
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Lady Averbuck
Ela parece merecer o apelido de Lady Averbuck. Tudo indica que é uma pessoa insuportável, mal humorada, ranzinza, arrogante e totalmente louca. O que importa é que ela é uma puta escritora. |
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Paulo Coelho na ABL
Paulo Coelho pode ser um péssimo escritor, mas é um escritor. E isso, convenhamos, já é mais do que podemos falar sobre muitos dos membros da Academia, como Getúlio Vargas e Roberto Marinho. |
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Autores Libertários
Muita gente tem me pedido sugestões de leitura. Autores bons há muitos. Mas como, em geral, quem me pede isso gostou desse blog, vou dar aqui uma lista dos meus pares, ou seja, autores que seguem, em larga medida, a linha filosófica desse brog: Whitman, Miller, Freire, Kerouac, Thoreau, Emerson, Sartre, La Mettrie. |
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Mais Livros do Mal
Sentei em uma daquelas poltronas maravilhosas (tinha 3 horas de hora pra fazer!) e li vários contos de cada livro. Estava torcendo, sinceramente, pra algum deles ser ruim e eu não ter que levar. Afinal, não é?, autor novo, todos jovens, nunca se sabe. Não foi o caso. |
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Literatura Contemporânea e Livros do Mal
Ultimamente, só venho lendo clássicos. Estou há mais de um mês no Dom Quixote, por exemplo. Sinto muita falta de literatura contemporânea, mas infelizmente isso custa dinheiro. Clássicos eu pego na biblioteca, eu baixo pela Internet e até mesmo compro edições baratíssimas em tudo quanto é sebo. Já, por exemplo, o novo livro do Bernardo Carvalho só comprando e pelo preço integral: não tem jeito.
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