Acabei de ler Eu É um Outro, a autobiografia de Roberto Freire e presente do mecenas Alexz.
Escreveu o Alexz:
"te mandei um do Roberto Freire, porque logo q comecei a ler seu blog (há mais menos 1 ano) seus posts tinham tudo a ver com a maneira dele pensar ,além é lógico do nome do seu blog LLL."
O Alexz tem razão. Amo e admiro Roberto Freire desde que li Sem Tesão Não Há Solução e Ame e Dê Vexame, na mesma tarde sôfrega, ambos presentes, adivinhem de quem?, da Joana. Cleo e Daniel e Coiote estão na minha fila de leitura há séculos e eu estava louco pra ler sua autobiografia desde que foi lançada, em 2002.
Qualquer um que pretenda viver com mais liberdade tem, necessariamente, que passar por Roberto Freire. Sua auto-biografia me permitiu entender melhor o homem que ele é. Me permitiu também entender o homem que eu posso vir a ser.
Só um porém: me irrita o esquerdismo rasteiro de Freire. Pra ele, ser rebelde e ser de esquerda são conceitos inseparáveis, o que não é verdade. Os comentários que mais me incomodaram foram coisas do tipo: "Ela tinha algumas atitudes burguesas, mas era gente boa." Porra, Roberto, e o que catzu quer dizer isso?
Um trecho:
"Ou somos nós mesmos ou não somos coisa nenhuma. E para ser si mesmo é preciso um trabalho de mouro e uma vigilância incessante na defesa, pois tudo conspira para que sejamos meros números, carneiros nos vários rebanhos. (...) Há no mundo ódio a exceção e ser si mesmo é ser exceção."
Esse trecho me marcou muito e vou retomá-lo em breve em um texto que estou escrevendo desde julho de 2002, que sempre esteve pensado para abrir o blog (!), mas que nunca foi terminado ao meu contento.
Basicamente, eu digo que o Liberal Libertário Libertino é uma persona, criada conscientemente por mim e mantida a custa de esforço constante.
Para alguns, isso sifinifica que tudo o que leram aqui é uma mentira. Esses podem seguir viagem com a minha benção. Eu, pelo contrário, acho que é justamente por isso que meus esforços são dignos de nota.
Já dizia Agostinho: de pouco vale a santidade de quem nunca teve desejos devassos.
* * *
Alexz, muito obrigado pelo maravilhoso presente, que tem tudo a ver comigo e com esse blog.
E você? Meus textos lhe agradam? Já lhe ensinei alguma coisa que valesse a pena? Se for o caso, considere retribuir dando um livro de presente para um autor falido.
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Postadas no blog em Maio 21, 2004
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