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  Alex Castro
Editor do seu Guia de Blog na Internet
Mendigando Livros na Internet

Estou pra fazer isso há muito tempo. Confesso que tinha vergonha. Pensei: o que meus leitores vão pensar?

Mas o Polzonoff abriu as porteiras. Deixou de lado o orgulho, deu agência e número da conta e pediu doações:

"No sistema capitalista, se uma pessoa trabalha ela tem direito a receber por este trabalho. Ora, o que eu faço todos os dias atualizando este site é trabalho. No entanto, não sou remunerado por ele. Se você gosta do que escrevo e acha que eu mereço ser remunerado pelas coisas que escrevo, pelas informações que dou e pelo divertimento, eis os dados da minha conta bancária: Itaú / Agência 0715 / CC 45264-5 Agradeço desde já qualquer tipo de contribuição, você sabe, para pagar o leitinho das crianças."

Mas não é verdade?

Pense bem: escrevo que nem um louco coisas legais e interessantes que fazem você voltar aqui dia após dia. E ninguém me paga nada por isso!

Agora, você, pessoa boa e caridosa, vai ter a oportunidade que sempre sonhou: retribuir todo o entretenimento que lhe proporcionei, me dando um simples presentinho.

E ainda faço melhor que o Polzonoff. Ninguém precisa dar dinheiro na minha mão. Assim, podem ter certeza de que não vou gastar tudo em cachaça ou livros do Mirisola.

Criei uma lista de presentes no Submarino e, por pudor, nem mesmo incluí livros de áreas não-afins a esse blog. É só literatura, e da boa.

Bote a mão na consciência, amigo leitor. Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas estou aqui, escrevendo três, quatro posts por dia só pra você.

A idéia nem mesmo é recente. Henry Miller, um dos maiores escritores de todos os tempos, fazia listas dos livros que estava procurando e mandava pros amigos, circulava entre leitores, publicava em seus romances. Um dos apêndices do seu "The Books in my Life" é a lista nominal dos leitores, por todo o mundo, que lhe haviam enviado livros.

Pois eu também acredito em toma-lá-dá-cá e gratidão. Me dê um desses livrinhos e estarei em seu débito profundo. Peça o que quiser e, se puder, farei.

A casa, comovida, agradece.

Os Mecenas

Mecenas eram aqueles santos que, sabendo que a arte não trazia retorno financeiro, sustentavam os artistas para que pudessem produzir com tranqüilidade.

Quem quiser me enviar um cheque mensal para que eu tenha tranqüilidade pra fazer um puta blog, para escrever excelentes romances ou mesmo, sei lá, pra dançar polca, podem me ligar. Dependendo do valor do cheque, posso ser bem flexível, lavo, passo, esfrego e até beijo na boca.

Sou como a Mãe Dinalda. Não cobro nada. Estou aqui nesse blog por livre e espontânea vontade. Por prazer. Minha retribuição fica a cargo da sua consciência.

Se meus textos não lhe tocam, beleza. Se o dinheiro vai fazer falta no leite das crianças, nem pense nisso.

Mas não passa dois, três dias sem que alguém me escreva dizendo que meus textos mudaram seu modo de ver a vida, abriram seus olhos, lhe mostraram novas perspectivas. Essas pessoas se dirigem à mim como se eu fosse algum tipo de guru iluminado e eu nem sei como começar a responder. Perguntem à minha mãe: ela vai confirmar que eu nunca soube receber elogios.

Pois agora, além dos obrigados, vou responder isso: se os meus textos realmente lhe tocaram e se você dispõe dos meios, por favor, considere doar um, dois, oito (pra que pensar baixo?) livros para um pobre escritor falido que não recebe um tostão pelo que escreve.

Pense no seguinte. Eu demorei horas para escrever aquele texto do qual você tanto gostou. Se eu tivesse gasto esse tempo em alguma atividade produtiva, eu hoje provavelmente estaria melhor alimentado e mais bem vestido,

Mas você nunca teria visto o mundo com novos olhos.

* * *

Eles já estão no ponto. Pode passar a sacolinha, irmã Dulce. Amém, irmãos!

Lista de Presentes Liberal Libertário Libertino

Postada no blog em Maio 10, 2004


 

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