SobreSites > Alex Castro > Artigos > Literatura > Henry Miller, Autor de Trópico de Capricórnio, Trópico de Câncer e Primavera Negra
>
Página Inicial
Quem Sou Eu
As Prisões
Ficção:
Mulher de Um Homem Só
Onde Perdemos Tudo
Liberal Libertário Libertino
Dinheiro
Artigos:
Literatura
Crônicas
Acadêmicos
Internet
Comportamento
Guerra do Paraguai
Taras
Colunas
Fotolog
Podcasts
Lista de Presentes
Termos de Uso
Banners
Leituras
Links
Fale com o Autor
  Alex Castro
Editor do seu Guia de Blog na Internet
Henry Miller, Autor de Trópico de Capricórnio
Tropico de Câncer HENRY MILLER
Tropico de Capricórnio HENRY MILLERHenry Miller é tão grande que se dá ao luxo de ser grande até nos seus defeitos.

Louco. Arrogante. Prolixo. Confuso. Apaixonante.
Energético. Passional.

* * *

Recomendo Henry Miller sem reservas. O velho pornógrafo é um dos meus autores favoritos. Em minha lista das dez maiores obras de todos os tempos, votei na sua legenda, por minha total incapacidade de escolher entre Trópico de Capricórnio, Trópico de Câncer e Primavera Negra.

O conteúdo pornográfico fez seus livros serem proibidos por décadas. Puro moralismo cego. Qualquer novela das oito tem mais cenas de sexo do que os livros de
Henry Miller. Todos os idiotas que lêem
Henry Miller pelo sexo acabam se desapontando.Primavera Negra HENRY MILLER

Colosso de Marússia, O HENRY MILLERO que faz dele um mestre é sua filosofia libertária. Primavera Negra tem todo um capítulo sobre as delícias de mijar ao ar livre.

Os críticos (e a maioria esmagadora dos leitores) não entendem que Miller encarava a vida como um todo. Ele brincava dizendo que tinha três tipos de leitores: os que gostam da filosofia e reclamam das longas cenas de sexo, os que gostam das longas cenas de sexo e reclamam dos longos monólogos filósofos e, finalmente, os que entendem que é tudo uma coisa só, matéria da vida, em estado bruto, sexo, mijo e liberdade.

Como sempre, a minha regra de ouro é começar pelos clássicos. Então, recomendo que penetrem na obra de
Miller através dos trópicos, Trópico de Capricórnio ou Trópico de Câncer, e depois encarem Primavera Negra.

O resto, só depois de se viciarem.

Entretanto, o conselho nem sempre dá certo. Recebi hoje esse email do fiel leitor Marcio Hack:Dias de Paz em Clichy HENRY MILLER
"Muito obrigado por ter indicado o Henry Miller. Comecei a ler ontem o "Sexus"... Mas fiquei curioso - por que você não menciona esse livro entre os melhores dele? Tentei o "Trópico de Câncer" mas não consegui ir além da página três - melhora depois daí? Ao passo que do "Sexus" eu já gostei no primeiro parágrafo."
Do Miller, eu li: Todos são incríveis. On Writing é uma coletânea de trechos e artigos sobre a arte de escrever, e The Books in My Life é sobre os livros que mais o influenciaram e marcaram, e me indicou leituras excelentes.

Estão na fila a trilogia
Sexus, Nexus e Plexus (também conhecida como Rosy Crucifixion), Dias de Paz em Clichy e O Colosso de Marúsia.

Henry MillerPelo o que pude perceber sobre os livros da Rosy Crucifixion, de ler sobre eles e de folhear os meus exemplares, eles são bem parecidos, quase que uma continuação, no mesmo tom e estilo, dos Trópicos. Quase sempre, as pessoas preferem os Trópicos e só os fãs mais ferrenhos gostam de Sexus, Nexus e Plexus.

Mas, realmente, não li.

De qualquer modo, fica a dica do Márcio. Para quem não lê inglês, a Companhia das Letras acabou de lançar duas novas traduções, em ediões belíssimas, de Plexus e Sexus (acima, à direita).

Henry Miller
vale muito a pena.

Os Amores de Henry Miller Plexus

Grande parte dos seus sofrimentos veio das relaçôes tumultuadas, conflitantes e dantescas com as mulheres, mas em nenhum momento da sua vida ele desistiu da eterna busca da sua outra metade. Ninguém melhor do que o autor de Trópico de Câncer para se definir: "Minha obra é como eu sou: o homem confuso, temeràrio, exuberante, obsceno, turbulento, escrupuloso, inquieto, mentiroso. O homem diabolicamente sincero que eu sou." (...)

A um dos seus biografos, Jay Martin, ele diz : "Evidente que nunca disse toda a verdade e isto vale para os meus amores também. Vàrios amores nâo figuram dentro dos meus livros. Ninguém pode conhecer a verdade da minha història."
Leia Os Amores de Henry Miller, o autor mais liberal, libertário e libertino que já existiu. E, se for comprar algum livro dele, compre por aqui.

Gostou desse texto? Contribua com um autor falido. Compre qualquer desses títulos clicando pelos links acima e eu ganho uma pequena comissão. E que Kafka lhe abençoe.

Postada no blog em Fevereiro de 2006


 

Mais Artigos de Literatura

 

A Bíblia Como Literatura
Muita gente se espanta ao saber que a Bíblia é o livro favorito de um ateu herege como eu. Inevitavelmente, são pessoas que nunca leram a Bíblia. A Bíblia é literatura pura. Sexo, morte, drama, traição, amor, paixão, redenção, castigo. Tudo o que caracteriza a boa literatura está lá.

Kafka, Um Autor Traído
Não há como falar de Kafka sem mencionar as violências e traições que sofreu tanto por parte de seus editores, como principalmente de Max Brod, seu pretenso melhor amigo.

Declínio e Queda do Império Romano, por Edward Gibbon 
Em sua época, as pessoas liam Gibbon para conhecer a história de Roma. Para nós, o livro é duplamente interessante: lemos Gibbon para conhecer as opiniões de um cavaleiro inglês do século XVIII sobre a história de Roma.

A Importância da Revisão
Um grande número de artistas de fim de semana parece achar que arte é algum tipo de psicografia: jorra deles quase que à revelia em momentos de inspiração divina e basta não interferir pra ficar perfeito. Qualquer mexida posterior será a profanação de algo sagrado e divinamente verdadeiro. Arre.

Lusitano e Brasileiro: Duas Línguas Cada Vez Mais Distintas
Portugueses e brasileiros já não falam a mesma língua faz tempo. Os editores de ambos os países que ignoram esse fato o fazem em detrimento dos leitores (que não entendem lhufas) e autores (cujas obras são mal-transmitidas).

Ernesto Sábato, Autor de Sobre Heróis e Tumbas 
Estou lendo, e me deliciando, e me perdendo, em Sobre Héroes y Tumbas, de Ernesto Sábato, um livro ao mesmo tempo épico, filosófico, sensível, excitante, apocalíptico.

Junichiro Tanizaki: Um Velho Podólatra e Fetichista
Tanizaki, considerado um dos maiores, senão o maior, romancista japonês, é praticamente desconhecido aqui. Teve um livro traduzido pela Brasiliense na década de 80 e depois nada. Finalmente, em 2000, a Companhia das Letras começou a publicar sua obra aqui.

Sex in Contemporary Fiction 
It's not that good sex is impossible to write about. I'd say good sex is irrelevant to write about. Writing about good sex would be like writing about someone's long, nice, happy life: boring, boring, boring.

Henry Miller, Autor de Trópico de Capricórnio
Henry Miller é tão grande que se dá ao luxo de ser grande até nos defeitos. Louco. Arrogante. Prolixo. Confuso. Apaixonante. Energético. Passional.

Litoral, de Pedro Süssekind 
Em cada uma das histórias, a cidade do Rio de Janeiro é a personagem principal, o tema e o enredo. Dá vontade de pegar Pedro Süssekind pelo braço e passear com ele pelas ruas do centro.

Gilberto Freyre, Autor de Casa-Grande & Senzala
Casa Grande & Senzala talvez seja a obra mais genial já escrita em nossa língua. Ela atinge picos de maestria, insight e pura delícia que são impossíveis de descrever. Uma nação que tenha alguém do calibre de Gilberto Freyre para explicá-la para si mesma poderia se dar por satisfeita na busca de sua identidade nacional.

Lobo Antunes, Autor de Manual dos Inquisidores
80 anos de experimentação estilística no século XX, produzindo pilhas de romances ilegíveis, beat, surrealistas, finalmente culminaram em Manual dos Inquisidores, uma prosa radicalmente nova, desconcertante, viciante, mas totalmente integrada ao enredo, aos personagens, à história que se quer contar.

Herman Melville, Autor de Moby Dick
Moby Dick pode ser chato o quanto quiser. O livro continuará pra sempre na lista dos grandes clássicos da humanidade pois nenhum outro livro tem um final tão sensacional.

Lima Barreto, Autor de O Triste Fim de Policarpo Quaresma
Estou lendo, e me deliciando, e me perdendo, em Sobre Héroes y Tumbas, de Ernesto Sábato, um livro ao mesmo tempo épico, filosófico, sensível, excitante, apocalíptico.

Dom Quixote, por Miguel de Cervantes
Muita gente gosta de ler o Quixote como a aventura de um homem bom que teve coragem de lutar por um mundo melhor. Mas essa é uma leitura bastante superficial. A verdade é que a cegueira e o fundamentalismo de Dom Quixote fazem com que ele prejudique muitas pessoas ao longo do caminho.

Dostoievski, Autor de Crime e Castigo e Irmãos Karamazov
Crime e Castigo se perde por ser um romance de idéias. A mão pesada de Dostoeivski não consegue dar voz igual aos seus personagens, não consegue fazer calar sua ideologia.

Autran Dourado, Autor de Uma Vida em Segredo
Dourado é um artesão da língua. Ninguém pode ser mais correto do que ele: o homem é praticamente infalível. Mas, se nunca falha, também nunca acerta. Seus livros são perfeitos, verdadeiras obras-primas da ourivesaria, mas sem gosto, meio mortos e frios, sem vida, sem energia.

O Pagador de Promessas, de Dias Gomes    
A peça é bonita, interessante, emocionante. Dias Gomes tem um impressionante ouvido para diálogo. Apesar disso, a estrutura maniqueísta da peça me pareceu mais velha do que andar pra frente.

Livro Zero, por Alexandre Plosk
Um jovem mata uma velha usurária, vai para a prisão e conhece uma moça chamada Sônia, que o levará para o caminho da redenção. Soou familiar? Livro Zero, romance de Alexandre Plosk, é uma releitura de Crime & Castigo.

Ambrose Bierce, Ray Bradbury e Carlos Fuentes
O fracasso de Bradbury em resistir ao tempo me fez pensar em Ambrose Bierce, o grande mestre contista norte-americano do século XIX. Bierce, apesar de também mestre do efeito surpresa, pasmem!, não envelheceu nem um dia. 150 anos depois, apesar de imitadas à exaustão por todos os que vieram depois, suas histórias ainda são surpreendentes.

Crônicas do Grão-Pará e Rio Negro, de Márcio Souza
O amazonense Márcio Souza está publicando, desde 1997, uma série de romances históricos chamada Crônicas do Grão-Pará e Rio Negro. Ostensivamente dialogando com O Tempo e o Vento, o autor busca traçar, em quatro volumes, a história da Amazônia no pós-independência.

A Colméia, de Camilo José Cela, e Os Maias, de Eça de Queiroz
Além de serem grandes obras-primas ibéricas, ambos os romances têm algo em comum: uma quantidade simplesmente assombrosa de personagens, que geram uma quantidade ainda mais avassaladora de tramas secundárias e terciárias, paralelas e perpendiculares.

Todas as Festas Felizes Demais, por Fábio Danesi Rosa
O livro é bom, mas Fábio é melhor. Não sei se dá pra entender. O fenômeno é bastante comum em autores iniciantes. O livro de estréia, por si só, não é bom, mas serve pra demonstrar que o autor sim é bom: competente, com domínio da técnica, ainda pode nos dar grandes alegrias.

Crônicos, de Daniela Abade
Mas, puta que o pariu, Crônicos, o novo livro de Daniela Abade, é simplesmente bom demais. No ifs and buts about it. Sem poréns e entretantos. Sem ressalvas e críticas construtivas. Sem precisar fazer descontos.

Quarto de Despejo, por Carolina Maria de Jesus
Manter os erros de português de Carolina é um meio garantir que ela seja vista somente como mais um literary freak. Nesse jogo entre pessoas limpinhas e cheirosas, Carolina só entra mesmo como atração principal. O jornalista que editou o livro é o mestre de cerimônias do circo, nós somos a platéia e Carolina, coitada, é a mulher-barbada.

O Código Da Vinci, por Dan Brown 
Elogiar o livro e acrescentar "mas não é literatura" é como ir a uma churrascaria, elogiar a carne e dizer: "hmm, essa picanha está muito suculenta, mas não é uma salada". Ora bolas, claro que não. Se você quisesse uma salada, por que teria entrado na churrascaria?

Arte É Criação 
Se Heifetz é tão artista quanto Beethoven, então Harold Bloom é tão artista quanto Shakespeare, e o mestre-de-obras é tão artista quanto o arquiteto.

A Infalibilidade do Autor 
Dar ao autor o benefício da dúvida não quer dizer deixar de ler criticamente, ou perdoar qualquer barbaridade. Pelo contrário, quer dizer, somente, reservar as críticas para o final, quando você puder enxergar a obra como um todo.

Horácio Quiroga
Estação de Amor, de Horácio Quiroga, é uma linda história. Mas o melhor mesmo é o posfácio, escrito por Pablo Rocca. Não existe história tão boa que não possa ser arruinada por uma crítica rasteiramente ideológica.

Knut Hamsun 
Knut Hamsun é considerado o maior escritor norueguês. Imaginem como seria nossa relação com Machado de Assis se, depois de ter escrito Dom Casmurro e Brás Cubas, ele tivesse virado serial-killer. Pois é.

Roberto Freire 
Qualquer um que pretenda viver com mais liberdade tem, necessariamente, que passar por Roberto Freire. Sua auto-biografia me permitiu entender melhor o homem que ele é. Me permitiu também entender o homem que eu posso vir a ser.

Cartas Portuguesas 
O livro que recebi de presente do meu mecenas Ricardo foi o Cartas Portuguesas, cinco cartas pretensamente escritas por uma freira lusitana a um cavaleiro francês, então estacionado em Lisboa, no século XVII.

Arte, Crime e Patrocínio 
Um artista plástico espalha caixas pretas pelo metrô de Nova Iorque, gera pânico e acaba preso. Arte? Ou crime? Outro, pinta de vermelho um iceberg. Arte? Ou futilidade? No Brasil, uma jovem cria obras baseadas em buscas aleatórias no Google. Arte? Talvez, mas não de acordo com o Ministério da Cultura, que não prevê patrocínios para Cultura Digital.

A Inutilidade da Arte 
Quanto mais útil a arte, menos arte ela é. A utilidade desvirtua a arte. O que distingue a agricultura da ópera é que uma é absolutamente vital para a nossa sobrevivência; a outra, nem um pouco.

Tradução: A Pureza do Original 
Fico preocupado de ouvir um tradutor dizer que a pureza do original não existe ou que não deveria ser importante. Tremo de imaginar o que tradutores imbuídos dessa filosofia não devem modificar, interferir ou "melhorar" os livros que traduzem.

O Velho Libertário e o Jovem Discípulo      
Peço perdão por não ser mais o homem que escreveu esses livros. Mas nem mesmo naquela época eu era assim o tempo todo. O importante é que eu era assim no momento em que escrevi aquelas palavras. O importante é que você seja assim no momento de lê-las. O resto é ficção.

O Dever do Escritor 
Quem faz arte pra provar uma teoria filosófica, defender um governo ou mesmo socorrer uma pobre classe social oprimida não está fazendo boa arte. Está sendo, talvez, uma boa pessoa, um bom cidadão, um bom político, um bom filósofo. Mas um artista sofrível.

O Dever do Colunista 
Quando mataram a Liana e o Felipe, boa parte dos colunistas da grande imprensa não teve pudor algum em somente repetir o blá-blá-blá do senso comum. Cadê o profissionalismo dessa gente?

O Golpe de Mersault 
Camus distorce tanto nossa percepção que esquecemos que Mersault cometeu, de fato, o crime pelo qual está sendo acusado! O homem é culpadíssimo!

Heróis e Vilões 
Qualquer bom autor sabe fazer seu leitor ir aonde ele bem quiser, como um treinador balançando o osso na frente do cachorro. A good author can get away with anything.

Duas Leis das Artes Dramáticas 
Quem mais seria o vilão da história? Um estava morto, a outra era a mocinha e a outra era uma negona que tinha entrado no meio da trama. Só sobrava realmente ele.

A Escola Urbana 
Uma nova escola literária vem tomando conta da literatura brasileira há mais de 30 anos. Por falta de nome melhor, eu a chamo Escola Urbana.

Pacto da Mediocridade 
Que pacto de mediocridade é esse? Se nem os nossos formados em Letras-Inglês lêem Shakespeare no original, pra que servem? Não é esse seu trabalho?

Um Épico Injustiçado: O Senhor dos Anéis   
Os doutores da Academia, que suspiram por grandes épicos da humanidade como "La Mort d'Artur" e "Bewoulf", torcem os narizes para "O senhor dos anéis". É pena. Iriam adorar. O livro foi escrito para eles e por um deles.

Literatura Imaginativa   
os autores brasileiros parecem ter sido convencidos, em algum momento, que imaginação e boa literatura não combinam. O ideal de todos parece ser reescrever Um Coração Simples, do Flaubert, o romance, por excelência, onde nada acontece.

Romance do Não-Dito: Aquele Rapaz, de Jean-Claude Bernadet    
Aquele Rapaz é curto pois tudo foi cortado. Aquele Rapaz é riquíssimo, mas nada está lá impresso. Aquele Rapaz, na verdade, é somente um guia de leitura para um outro romance, maior e muito mais grosso, que simplesmente não existe.

Saber Ler Literatura   
Saber ler literatura é saber que abordar qualquer obra de arte jamais será uma atitude passiva. A verdadeira obra de arte exige compromisso, exige ação, exige feedback. Arte não se aprecia. Se apreciou, ou não é arte ou você entendeu errado. Verdadeira arte não se aprecia pois apreciar é uma atitude passiva e a verdadeira arte cobra interação.

A Grande Conversa   
Os clássicos não são só livros consagrados: eles são as vozes da Grande Conversa. Não estão mortos: eles falam, eles gritam, eles choram, uns com os outros, o tempo todo. Heráclito teoriza, Aquino racionaliza, Cervantes ri, Descartes sugere uma outra opção, Kant contextualiza e Marx destrói.

Lady Averbuck   
Ela parece merecer o apelido de Lady Averbuck. Tudo indica que é uma pessoa insuportável, mal humorada, ranzinza, arrogante e totalmente louca. O que importa é que ela é uma puta escritora.

Paulo Coelho na ABL   
Paulo Coelho pode ser um péssimo escritor, mas é um escritor. E isso, convenhamos, já é mais do que podemos falar sobre muitos dos membros da Academia, como Getúlio Vargas e Roberto Marinho.

Autores Libertários  
Muita gente tem me pedido sugestões de leitura. Autores bons há muitos. Mas como, em geral, quem me pede isso gostou desse blog, vou dar aqui uma lista dos meus pares, ou seja, autores que seguem, em larga medida, a linha filosófica desse brog: Whitman, Miller, Freire, Kerouac, Thoreau, Emerson, Sartre, La Mettrie.

Mais Livros do Mal  
Sentei em uma daquelas poltronas maravilhosas (tinha 3 horas de hora pra fazer!) e li vários contos de cada livro. Estava torcendo, sinceramente, pra algum deles ser ruim e eu não ter que levar. Afinal, não é?, autor novo, todos jovens, nunca se sabe. Não foi o caso.

Literatura Contemporânea e Livros do Mal

Ultimamente, só venho lendo clássicos. Estou há mais de um mês no Dom Quixote, por exemplo. Sinto muita falta de literatura contemporânea, mas infelizmente isso custa dinheiro. Clássicos eu pego na biblioteca, eu baixo pela Internet e até mesmo compro edições baratíssimas em tudo quanto é sebo. Já, por exemplo, o novo livro do Bernardo Carvalho só comprando e pelo preço integral: não tem jeito.

 

LIBERAL LIBERTÁRIO LIBERTINO

Rebeldia, contemplação e muita sacanagem. Um blog pra falar de liberdade e literatura.