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  Alex Castro
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Sex in Contemporary Fiction - Martin Amis, Kafka and Job

Natasha Walter raised an interesting question in yesterday's The Guardian: where have all the good sex scenes gone? After all, we began the 20th Century breaking all taboos, describing everything. And where are we now?

"There was a time when almost all sex in novels was good - even when it seemed, objectively, to be rather bad sex. (...) A few decades later, there came a time when almost all sex in novels became bad. (...) Over the last few years, literary novelists writing in English have tended to stick with this kind of sex - comic, uncertain, somehow thwarted. (...)

A Informação - Martin AmisIt's all very different now, of course, from the struggle that writers once had to be honest about sex at all. We tend to forget how long it took to break down the codes of what was acceptable in mainstream literature. (...) For those writers earlier in the century who did choose to break down barriers the decision was always a moral one. This was obviously true for a writer such as DH Lawrence, who was famously moralistic about the need to break down false prudishness."


Of all writers Ms Walter talked to, I think Martin Amis came closest to hitting the mark:

"Good sex is impossible to write about... It may be that good sex is something fiction just can't do - like dreams. Most of the sex in my novels is absolutely disastrous. Sex can be funny, but not sexy."

But it's not that good sex is impossible to write about. I'd say good sex is irrelevant to write about. Writing about good sex would be like writing about someone's long, nice, happy life: boring, boring, boring.

The Chinese have a curse: may you live in interesting times. Not by coincidence, my favorite book from the Bible, Job, starts only when he is smitten by God. Before that, sincerely, what was there to tell? He was happy, he was rich, he was God-fearing. End of story.O Livro de Jó

Think about good sex. Literarily speaking, what is there to tell about good sex? Not a lot, except that it happens.

"After they first met, Joe and Lisa had great sex five times a day, for ten straight days." Period.

What else do you need to say? Do you really need to make a scene of it? Do you really need to describe each (or even one) of these awesome, delicious, ground-shattering sexual intercourses? Why? What would it add to your book? Precious nothing.

In the beginning of the 20th century, maybe writers would describe all the minutiae of sex as a way to overcompensate for Victorian strictness. But now?

Sincerely, I have bigger fish to fry, I have a plot to unveil. Unless something really extraordinary happens, good sex is just not worth going into.

* * *

So far, my only sex scene is about a young writer who has just found out he's been plagiarized by a dead author. His girlfriend suggests sex, as a distraction, but he's so miserable and worried he fails. She tries all his kinks, pushes all his buttons, and nothing. He folds himself into a fetal position and mulls about his newly-aborted literary career.

O Castelo - KafkaThe scene was shown in some detail, especially her attempts at reviving his indifferent penis. But think about this: would it be worth spending two, three pages in this if they had had great sex and he had gone to sleep feeling a new man?

Is there drama in that? Does that advance the plot at all?

Where a Victorian writer would have kept his silence, out of decency; where an early 20th century writer would have furnished a lavish, sassy description, out of rebelliousness and spite, an early 21st century writer may afford the luxury of only describing the essential.

* * *

Think about your favorite sex scenes in literature. Is any about perfect sex? Or is there always something unsettling about them?

I know I'm a freak, but I love the barely raucous, mildly embarrassing sex scenes in Kafka. My favorite is from The Castle, K. and Frieda frolicking behind the counter.

Strangely enough, there's nothing wrong with their sex per se, except that it symbolized life's ephemeral pleasures, even in the middle of the direst, most desperate difficulties.

And you? What is your favorite sex scene in literature?

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Postada no blog em Outubro de 2004



 

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Fico preocupado de ouvir um tradutor dizer que a pureza do original não existe ou que não deveria ser importante. Tremo de imaginar o que tradutores imbuídos dessa filosofia não devem modificar, interferir ou "melhorar" os livros que traduzem.

O Velho Libertário e o Jovem Discípulo      
Peço perdão por não ser mais o homem que escreveu esses livros. Mas nem mesmo naquela época eu era assim o tempo todo. O importante é que eu era assim no momento em que escrevi aquelas palavras. O importante é que você seja assim no momento de lê-las. O resto é ficção.

O Dever do Escritor 
Quem faz arte pra provar uma teoria filosófica, defender um governo ou mesmo socorrer uma pobre classe social oprimida não está fazendo boa arte. Está sendo, talvez, uma boa pessoa, um bom cidadão, um bom político, um bom filósofo. Mas um artista sofrível.

O Dever do Colunista 
Quando mataram a Liana e o Felipe, boa parte dos colunistas da grande imprensa não teve pudor algum em somente repetir o blá-blá-blá do senso comum. Cadê o profissionalismo dessa gente?

O Golpe de Mersault 
Camus distorce tanto nossa percepção que esquecemos que Mersault cometeu, de fato, o crime pelo qual está sendo acusado! O homem é culpadíssimo!

Heróis e Vilões 
Qualquer bom autor sabe fazer seu leitor ir aonde ele bem quiser, como um treinador balançando o osso na frente do cachorro. A good author can get away with anything.

Duas Leis das Artes Dramáticas 
Quem mais seria o vilão da história? Um estava morto, a outra era a mocinha e a outra era uma negona que tinha entrado no meio da trama. Só sobrava realmente ele.

A Escola Urbana 
Uma nova escola literária vem tomando conta da literatura brasileira há mais de 30 anos. Por falta de nome melhor, eu a chamo Escola Urbana.

Pacto da Mediocridade 
Que pacto de mediocridade é esse? Se nem os nossos formados em Letras-Inglês lêem Shakespeare no original, pra que servem? Não é esse seu trabalho?

Um Épico Injustiçado: O Senhor dos Anéis   
Os doutores da Academia, que suspiram por grandes épicos da humanidade como "La Mort d'Artur" e "Bewoulf", torcem os narizes para "O senhor dos anéis". É pena. Iriam adorar. O livro foi escrito para eles e por um deles.

Literatura Imaginativa   
os autores brasileiros parecem ter sido convencidos, em algum momento, que imaginação e boa literatura não combinam. O ideal de todos parece ser reescrever Um Coração Simples, do Flaubert, o romance, por excelência, onde nada acontece.

Romance do Não-Dito: Aquele Rapaz, de Jean-Claude Bernadet    
Aquele Rapaz é curto pois tudo foi cortado. Aquele Rapaz é riquíssimo, mas nada está lá impresso. Aquele Rapaz, na verdade, é somente um guia de leitura para um outro romance, maior e muito mais grosso, que simplesmente não existe.

Saber Ler Literatura   
Saber ler literatura é saber que abordar qualquer obra de arte jamais será uma atitude passiva. A verdadeira obra de arte exige compromisso, exige ação, exige feedback. Arte não se aprecia. Se apreciou, ou não é arte ou você entendeu errado. Verdadeira arte não se aprecia pois apreciar é uma atitude passiva e a verdadeira arte cobra interação.

A Grande Conversa   
Os clássicos não são só livros consagrados: eles são as vozes da Grande Conversa. Não estão mortos: eles falam, eles gritam, eles choram, uns com os outros, o tempo todo. Heráclito teoriza, Aquino racionaliza, Cervantes ri, Descartes sugere uma outra opção, Kant contextualiza e Marx destrói.

Lady Averbuck   
Ela parece merecer o apelido de Lady Averbuck. Tudo indica que é uma pessoa insuportável, mal humorada, ranzinza, arrogante e totalmente louca. O que importa é que ela é uma puta escritora.

Paulo Coelho na ABL   
Paulo Coelho pode ser um péssimo escritor, mas é um escritor. E isso, convenhamos, já é mais do que podemos falar sobre muitos dos membros da Academia, como Getúlio Vargas e Roberto Marinho.

Autores Libertários  
Muita gente tem me pedido sugestões de leitura. Autores bons há muitos. Mas como, em geral, quem me pede isso gostou desse blog, vou dar aqui uma lista dos meus pares, ou seja, autores que seguem, em larga medida, a linha filosófica desse brog: Whitman, Miller, Freire, Kerouac, Thoreau, Emerson, Sartre, La Mettrie.

Mais Livros do Mal  
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Literatura Contemporânea e Livros do Mal

Ultimamente, só venho lendo clássicos. Estou há mais de um mês no Dom Quixote, por exemplo. Sinto muita falta de literatura contemporânea, mas infelizmente isso custa dinheiro. Clássicos eu pego na biblioteca, eu baixo pela Internet e até mesmo compro edições baratíssimas em tudo quanto é sebo. Já, por exemplo, o novo livro do Bernardo Carvalho só comprando e pelo preço integral: não tem jeito.

 

LIBERAL LIBERTÁRIO LIBERTINO

Rebeldia, contemplação e muita sacanagem. Um blog pra falar de liberdade e literatura.