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  Alex Castro
Editor do seu Guia de Blog na Internet
As Prisões: Segurança 


Vivo um casamento aberto.

Muita gente acha que isso quer dizer que não amo minha esposa. Esses, sinceramente, eu nem considero. Outros dizem que vou arder no mármore do inferno. Idem idem.

Enfim, os racionais, em geral, me cutucam duas perguntas:

Você não tem medo de perdê-la? Você confia nela tanto assim pra ter certeza que ela não vai se apaixonar por outra pessoa?

E eu respondo: sim, tenho medo, e muito, e não, não confio nem um pouco.

Uma das prisões das quais consegui me libertar foi o medo. Eu tinha medo de tudo. Hoje, não tenho medo de quase nada. Meu único medo é, justamente, esse: perder minha esposa, meu amor, minha grande companheira.

O medo não tem lado bom.

O medo envenena, engendra insegurança, devora a auto-estima, derrete a confiança, destrói tudo que toca. Sinto o medo dentro de mim como se fosse um ataque de gases: algo nocivo e borbulhante, quente e fedorento. O medo me torna inseguro e possessivo, careta e grudento, chato e agressivo. Tudo o que não quero ser. Tudo o que não sou mais.

Ainda estou tentando me libertar desse último medo. Ele atrapalha meu casamento e me impede, em algum grau, de desfrutar totalmente minha felicidade. Mas, por enquanto, ele ainda está lá, rijo, ereto.

E me perguntam: você não tem medo de perder sua esposa?

Invariavelmente, o interlocutor é casado, e eu devolvo: e você, não tem medo de perder a sua?

Vivermos um casamento aberto não aumenta nem um pouco as chances de minha mulher encontrar outro homem maravilhoso, pelo qual ela vai se apaixonar e querer viver, criar família e ter um cachorro.

Quem está em um casamento fechado corre o mesmo perigo: por entre as barras, dá pra ver o sol e o verde lá fora, as pessoas se divertindo, a porra jorrando. Na verdade, de certo modo, correm até mais perigo, pois estão imersos em uma falsa segurança, acham que casou, acabou, agora é pra sempre, enfiam a cabeça na areia e fingem não saber que, desde que o mundo é mundo, o mundo é mundo. Parecem ter fé religiosa que, enquanto o sexo for bom, enquanto tudo estiver bem, enquanto eles forem fiéis, os parceiros serão fiéis.

Bem, amigo leitor, se você acha isso, eu gostaria muito de lhe apresentar a um grande amigo meu: Nelson Rodrigues. Claramente, vocês não se conhecem. O mau marido é corneado, a boa esposa também. Não há garantias. Nenhuma, nenhuma mesmo.

O tesão humano não tem dique nem barragem. O homem vai aonde sua ereção aponta.

A possibilidade de minha mulher se apaixonar por outro homem e querer me largar é algo bem real pra mim - sempre lembrando, claro, que o vice-versa é tão real quanto. Convivo com essa possibilidade todos os dias e tento fazer as pazes com ela. O fato de eu ainda ter medo de perder minha esposa é a prova que as pazes ainda não foram cimentadas, mas já nos falamos com cordialidade, trocamos bons dias de manhã, estamos caminhando. Assim como sei que, dia menos dia, vou morrer e estou em paz com isso, também sei que, quase com certeza, mais dia menos dia, eu e minha mulher vamos nos separar e pronto. A vida vai continuar. Relacionamentos são como entidades, eles têm seu ciclo de vida, nascem, crescem e morrem de acordo com um reloginho interno deles que muitas vezes a gente nem compreende.

Na verdade, dado o número de divórcios hoje em dia e a quantidade de mortes por acidentes e violência, um "casamento que dura a vida inteira" é mais provável de ser porque os dois cônjuges morreram juntos num acidente de carro do que porque ficaram casados até os 80 anos.

Segurança é uma ilusão.

A segurança nos é vendida como desejável para que a gente se estabeleça, compre um imóvel, arranje emprego fixo, case com a namorada da infância e tenha filhos. Como se só se pudesse viver em segurança. Mas, pelo contrário, a vida é insegura, os imóveis se desvalorizam, somos despedidos dos empregos, as mulheres nos largam, os filhos roubam o carro, batem nossa carteira e somem.

Quem acha que está seguro, está se enganando. Quem acha que encontrou segurança, está só piorando o baque que vai sentir depois. Eu aprendi a abraçar e aceitar a insegurança e assim eu tento viver.
 

Efêmeras e Transitórias Fontes de Segurança

Em relação ao meu casamento, eu tenho duas fontes de segurança. São efêmeras e transitórias e não oferecem conforto algum, como todas as fontes de segurança, mas, enfim, aqui são elas: a primeira é que, óbvio, minha mulher me ama e me ama muito.

A segunda é que, tanto quanto eu, ela ama a liberdade. Algumas vezes, os homens com quem ela se envolve aqui e ali querem levá-la para o mau caminho: lhe oferecem casa, comida e roupa lavada, vison no armário e carro na garagem. Mas nenhum oferece o mais importante: liberdade. Todos exigem exclusividade.

Homem, pra conseguir mulher, fala literalmente qualquer merda, mas algumas coisas são sagradas, tão fortes e subterrâneas que, sobre isso, nem conseguem mentir: nenhum, até hoje, ousou dechavar que lhe daria a mesma liberdade que eu dou. No fim das contas, todos admitem que, sinceramente, tanta putaria assim é demais. E viver aprisionada seria impossível pra uma libertina e libertária, sacana e sem-vergonha como minha respeitável esposa.

A Escolha de Helena

Helena era a mulher mais bela da Grécia e havia uma multidão de pretendentes em sua porta, lutando para desposá-la: todos partidões, reis e soberanos de todas as ilhas, comunidades e cidades-estado da Grécia. O pai de Helena sabia muito bem que assim que sua filha se decidisse, ele ganharia a amizade de um genro poderoso e a inimizade eterna de todos os outros potentados regionais. Um problemão.

Por isso, ele juntou os pretendentes e exigiu que se unissem em um pacto: eles não só honrariam a decisão de Helena, como se comprometeriam a defender a honra e os direitos do marido de Helena contra quaisquer dos outros. Todos toparam, bem machinhos mesmo, achando que, claro, Helena escolheria a eles, mal sabendo a roubada em que estavam se metendo. Helena escolheu Menelau e foi, pouco depois, raptada por Páris e levada para Tróia.

Para quem não sabia por que cargas d'água todos os gregos se uniram em uma longa guerra de dez anos só porque um marido perdeu a mulher, está aí a resposta. Menelau logo cobrou a promessa e, presos pelo pacto, lá se foram os homens mais poderosos da Grécia fazer guerra contra Tróia e defender seus direitos de marido enganado.

Bem, se depender de pensamento positivo, meu casamento não acaba nunca mais. Quase todos os homens que já se envolveram com minha esposa - o mesmo vale pra mim e minhas amigas - já pensaram, em algum momento, em roubá-la só pra eles. Ela nunca vai: volta sempre pra mim. De mim, eles nem tem ciúmes. Afinal, sou permissivo - ou otário, se a questão for vista por outro ângulo - e eles só têm acesso a ela porque ela está comigo. Mas morrem de ciúmes de outros homens com os quais ela possa se envolver. Claro. Caso ela me largue e finalmente se junte a um deles, homens pseudo-machões que são, todos a perderiam. Fim de festa.

Eu me sinto o próprio Menelau: eles defendem meus direitos com unhas e dentes, uns contra os outros. Eu não sei vocês, mas eu adoro a minha vida.

Eu me divirto muito.


Por Que Casamento Aberto?

Então, se tenho um casamento aberto, é por vários motivos:

Motivo Filosófico

Talvez o mais importante. Ninguém é de ninguém. Não me acho no direito de proibir ninguém de nada. Quem sou eu pra dizer com quem minha mulher pode ou não pode transar, com quem anda, a que horas chega? Nunca admiti que fizessem isso comigo e não vou fazer isso com os outros.

Motivo Prático

Se uma maior liberdade aumentasse as chances de eu perder minha mulher, eu até poderia pensar em não dá-la (partindo do princípio, claro, que a liberdade da minha esposa fosse algo sobre o qual eu dispussesse, pra dar ou desdar). Mas, como as chances de perdê-la para o próximo Ricardão são as mesmas de qualquer jeito, melhor que sejamos todos livres. Afinal, a liberdade é um valor, um fim e um meio - ver Motivo Filosófico.

Motivo Específico

Existem animais que não suportam o cativeiro, e morrem na gaiola de pura tristeza. Não acredito em quem diz que ama pássaros, mas os mantém presos em gaiolas mínimas, pra sempre impedidos de voar - que deve ser um dos maiores prazeres da vida, voar por motor-próprio, sem balões, aviões, motores, só você e o ar. Conheci minha mulher livre, safada, aberta, desimpedida. Essa foi a mulher que amei e por quem me apaixonei. Não sei se gostaria se ela virasse uma outra pessoa, mais careta, menos maluca, mais acomodada, matrona.

Enfim, cada pessoa tem seu jeito. Nós somos assim. Não consigo imaginar nem ela nem eu vivendo na prisão de um casamento burguesão fechadão. Conheço meu eleitorado: acho que no começo, apaixonada, desenganada de amor, ela poderia até se iludir que seria capaz de manter algo assim, mas logo descobriria que não podia não. Felizmente, como nós dois somos iguais, e só um gambá pra cheirar o outro, mesmo no auge da paixão possessiva (sim, passamos por essa fase ridícula), uma união hipocritogâmica nunca nos passou pela cabeça.

É como criar cachorro vira-lata: você prende na coleira, mas ele é esperto, na primeira brecha some e nunca mais volta. Se você criar o bicho solto, ele volta todo dia pra comer, some uns dias, aparece outros e, quando menos você espera, já faz parte da família.

Então, dado o objetivo prático de manter minha mulher minha mulher, dado ela ser quem ela é, bem, mesmo se eu não fosse também quem eu sou, um casamento aberto seria a melhor opção.

Motivo Interesseiro

Esse qualquer um entende. Dou (sempre frisando que é modo de dizer, pois não posso dar o que não é meu) liberdade já de olho nessa mesma liberdade pra mim. Ponto.


Outros Falsos Valores e Idéias

Uma vez liberto da falsa segurança de um casamento monogâmico, você também passa a questionar uma série de valores que lhe haviam sido impostos.

Mito: Só Se Pode Amar Uma Pessoa de Cada Vez

Lembra que diziam que só se pode amar uma pessoa de cada vez? Mentira. Dá pra amar várias. Amor não é uma quantidade fixa no organismo. Amor é uma sensação, é uma habilidade, é um dom. É que nem malhar: quanto mais você malha, mais pode malhar. Quantos exemplos temos disso por aí? É a coisa mais comum do mundo, mas é geralmente encarado como um estado de exceção. Não necessariamente.

Case Study: O Inseto e o Cavaleiro Andante

Olívia namorou seu primo de primeiro grau por cinco anos. Cresceram juntos, se amaram juntos, sabiam tudo um do outro, até falavam parecido. Graças a mais uma das inexplicáveis intolerâncias que grassam por aí, o fato de serem primos gerou inúmeros estresses com a família. Aliás, a maior fonte do estresse é que, justamente, era A família, uma família só, e não duas. E eles se separavam, voltavam, se separavam, voltavam de novo. Sempre com muito ardor e paixão, apesar dos percalços. O primo, que eu apelidei de Inseto, por ter a fibra moral de um besouro, mas já estou entregando o fim da história, começou a vacilar, e quanto mais a família atacava tanto o relacionamento quanto a Olívia, ele, ao invés de defendê-la, cedia, o Inseto.

Como tem sempre um urubu, apareceu em cena um outro cara, que era fissurado nela há tempos, e que eu apelidei de Cavaleiro Andante, porque ele passou a segurar todas as barras da menina, a salvá-la de todos os perigos. Já deu pra perceber que ele é o mocinho da história, né? A princípio, agia só como amigo, dava apoio a ela nas confusões do relacionamento e aparecia sempre na hora certa, e etc, mas continuava a fim dela, e ela sabia disso.

(Ninguém defende mais do que eu a possibilidade de uma verdadeira e assexuada amizade homem mulher, mas só quando ninguém quer comer ninguém)

Enfim, o Cavaleiro soube a hora de entrar e soube como se comportar, enquanto que o Inseto só polinizava as flores e não defendia a mulher que tinha. Ninguém vai se surpreender se eu disser que o Cavaleiro, pouco a pouco, se imiscuiu no coração dela. E, como nem muita besourada apaga cinco anos de amor, o Inseto estava lá também. Durante um bom tempo, nessa fase transitória, ela sinceramente amou os dois.

Mas, se a fase foi "transitória" é porque, em nossa cultura, só se ama uma pessoa de cada vez. Então, essas fases em que ficamos divididos entre duas pessoas são sempre transitórias: nossa ética, nossa própria criação nos obriga a acabar escolhendo alguém.

Por quê?

Se fosse culturalmente possível, essa fase de transição poderia durar anos. Se ela não pensasse no seu amor pelos dois como algo errado, a ser combatido. Se ambos os homens pudessem aceitar que sua mulher também ama o outro. Enfim, muitos ses.

O fim da história é anti-climático. O amor dela pelo Inseto minguou, o pelo Cavaleiro vicejou, estão casados, com uma filha linda, parabéns pra ele, que fez tudo direitinho, e pra ela, que escolheu muito bem.


Ainda Sobre o Mito de que Só Se Pode Amar Uma Pessoa de Cada Vez

Quanto a mim, cada mulher que levei pra cama, eu amei. Amei de verdade. Acho que sexo por sexo, sexo por esporte, sexo só por prazer, isso é do caralho, sem trocadilho, mas nunca cheguei lá. Só beleza, só estímulos físicos, não abrem nem meu apetite. Sou escritor, gosto de entrar na cabeça das pessoas, conhecê-las a fundo. Pra eu sentir tesão por uma mulher o suficiente pra levá-la pra cama, tenho que ter entrado nela, vasculhado tudo, olhado os livros nas estantes e já estar confortável lá dentro. E, se fiz tudo isso, é porque estou amando.

Lílian se sentia menosprezada por saber que eu tinha uma esposa, que eu era "dela" e que, portanto, nosso relacionamento, pra mim, era algo menor, fortuito. E eu dizia, insistia e reiterava que eu a amava, que eu a amava de verdade e que, naquele momento, eu amava apenas ela e mais ninguém, mas Lílian não acreditava de jeito nenhum. As mulheres estão acostumadas demais à mentiras masculinas similares.

Na verdade, ela fazia pior, algo que as mulheres adoram fazer: por amor, ela se forçava a acreditar em mim, mesmo não acreditando nem um pouco, e então acreditava, sinceramente, com uma entrega que só uma mulher é capaz, mas sempre sabendo não acreditar - tudo ao mesmo tempo. Fez algum sentido? Não? Então transmiti bem o conceito.

Dizia ela: pra estar comigo, pra se entregar, pra me amar, ela precisa se enganar de que era realmente única pra mim, precisava se esquecer que eu era casado. Pôxa, admiro pessoas que se iludem em meu benefício, mas é desnecessário. Quando estou com outras mulheres, não levo minha esposa pra cama conosco. Não há nada pior do que gente que enfia a faca da geléia na manteiga.

Eu amei todas, sem nunca deixar de amar minha esposa por causa disso, e sem nem amá-las menos porque tinha uma esposa.

Quem não gosta disso é a própria. Reclama que uma Lílian, que eu sinceramente amei, é mais perigosa para o nosso relacionamento do que meia dúzia de gatos pingados com quem ela transe sem nem saber o nome. Minha mulher é mais sexual, consegue transar sem compromisso, mas sabe que eu, sempre que estou com outra mulher, estou amando.Em maior ou menor grau, mas sempre amando.

E todo amor é perigoso, todo amor pode ser aquela que vai me tirar dela. E fica ainda mais estressada quando eu concordo que é verdade. Dá pra amar duas pessoas ao mesmo tempo, sinceramente e intensamente, mas também dá para que o amor por uma migre para a outra. Mas, enfim, esses são os medos com os quais ela tem que viver.


Mito: Quem Ama uma Pessoa Não Transa com Outra

Outro mito, esse ainda mais patético, é que se você realmente ama alguém, não poderia nunca transar com outra pessoa. Ou então - e essa é muito comum em mulheres que cresceram com uma dieta de Bianca e Sabrina na veia - que é impossível transar sem amar, fisicamente impossível, só é possível transar se o elemento sublime e o transcendental do amor estiver presente, então se o marido transou com a outra, é porque ele ama a outra. E, claro, como amor é exclusivo e vem em quantidades limitadas, se ele ama a outra, é porque não me ama. Hora de abrir um pote dois litros de sorvete.

Às vezes, tenho a impressão que as pessoas acham (e não só mulheres que leram muita Bianca) que o amor é como os óvulos: a gente já nasce com uma quantidade pré-determinada, e não passa daquilo. Mas, realmente, pra ficarmos na mesma metáfora, o amor é o sêmen: quanto mais a gente precisa, mais o nosso próprio corpo fabrica. Não tem limite.

Acho que a coisa que mais conheço são homens e mulheres que traem seus cônjuges sem nunca deixar de amá-los. Amá-los séria e profundamente. Amá-los sabendo que é com eles que querem envelhecer e criar os netos. Mas, peraí, aquela aluna da primeira fila fica cruzando e descruzando as pernas, não dá. Eu sei como é isso, eu dou aula. Alguns nem correm atrás, mas quando a oportunidade se oferece, pegam.

É como ganhar um almoço grátis no restaurante: tudo bem, você não gosta muito de comida japonesa, mas o cara na rua te ofereceu um panfleto, é de graça, afinal. E, por falar em dar de graça, é isso justamente que aquela nissei da primeira fila quer fazer com você. Por que não?

Sexo é uma brincadeira física. Eu faço algo no seu corpo que faz você se sentir bem e você faz algo no meu corpo que faz eu me sentir bem. Não passa disso. Pra todos os fins práticos, é a mesma coisa que um fazer massagem no outro, ou simples cócegas. Claro, sexo pode ser transcendental, sexo pode significar o mundo, sexo pode ter conseqüências trágicas e complexas, como aids, gravidez ou mulheres que não desgrudam. Mas também pode apenas ser um simples almoço grátis no japonês. E você não deixa de gostar menos de pizza por causa disso.

Minha mulher, que almoça nesse tipo de restaurante, tem razão em achar que os meus casos apaixonados são mais perigosos para o nosso casamento.

Antes de encerrar esse assunto, quero deixar bem claro que não sou contra, a princípio, casamentos monogâmicos. Eu só acho que ele exige um padrão de comportamento praticamente impossível de manter para a maioria das pessoas. Para quem consegue, deve ser ótimo. Mas também não se deixem levar pela minha opinião: a maioria dos meus conhecidos também acha que meu casamento é impossível de ser mantido, que alguém acaba tendo ciúmes, que alguém acaba se apaixonando por outro, etc, e, bem, ainda estou aqui.

Meu objetivo não é cagar regra, mas apenas expor como consegui resolver essas questões em minha própria vida. Cada um sabe o que funciona pra si.

 

As Outras Prisões

Introdução às Prisões

Monogamia Heterossexualidade
Verdade Segurança
Aceitação Medo
Ressentimento Preconceito
Patriotismo Ambição
Conformismo Religião
Respeito e Obediência Vergonha
Expectativas dos Outros Felicidade
 



Repercussão:

Garota Marota
Realmente a vida é incerta. Acho interessante o seu modo de expôr, afinal, vivemos perdendo, ganhando, mudando, crescendo e nisso tem as perdas e os ganhos, seja em relações ou vida prática dia-a-dia... O medo, claro, existe, mas temos que saber que nada é para sempre.... Só Deus!... 

Gervasio
essa história de amizade entre homem e mulher até que ninguém queira comer ninguém é a minha cara........ Meu amigo, sou comilão mesmo, tenho desejo, suador, excitação a muita criatividade sexual nas amizades com minhas amigas....., porém, quando tenho de ser amigo, sou mesmo. Converso, participo, respeito as idéias, mas, me controlo, pois, tenho paixão pelas minhas amigas sim......, sou curioso e não tenho como fugir disto.....a não ser que não exista nenhum tipo de atração entre eu e ela. Mas, se são amigos é porque existe afinidades e isso cria possibilidades..... Eu sinceramente, amo todas elas.

Mosana
Acho tb q amor e sexo ainda estao mto mal resolvidos na cabeça das mulheres.. mas existiu sempre uma sociedade machista.. onde era feio ser facil vulgar ou ter desejos sexuais.. e a familia paternalista privilegiando sempre aos homens etc e tal.. mas sabendo racionalizar bem a coisa.. e tendo certeza dos sentimentos.. td muda de figura!

Gervasio
Eu acho o amor perigoso também....e já sofri muito por isso.... Mas, preciso de amor, mesmo que isto seja uma doce ilusão, algo realmente temporário e imprevisível, mesmo que não dure, mesmo que um dia acabe......preciso amar, ter tesão, ter sede e fome de uma mulher, fazer loucuras, saciar apetites, gozar até desmaiar.....quero aproveitar e desfrutar o máximo. E isto pode ser feito sim....com diferentes mulheres, sempre serão sabores diferentes e realmente não existe nenhuma forma de se prender a uma só pessoa....eu mesmo não conheço

Ma
Olha, mêdo é só um sentimento! Assim como qualquer outro sentimento, é nosso! Se eu não tivesse mêdos para vencer, que faria na vida? Vc nunca vai perder o presente se ele for real, fica na memória! Com ela ou sem ela, tudo que vc vai ter em 20 anos serão as memórias do hoje! Viva o hoje e deixa o amanhã chegar, aí vc se preocupa. E, mulher ama ser amada. Faça amor com ela usando todos os seus poros, hoje, agora, e amanhã ela volta pedindo mais. Eu sou assim!
 

Gervasio
Quanta coragem e liberdade....... Eu não seria tão capaz, como você. Eu, muitas vezes, sou um homem possessivo, ciumento, inseguro, egoísta e não aceitaria conviver com tamanhas verdades. Um relacionamento aberto neste sentido, mexeria com todas as minhas concepções e idéias à respeito de convivência(pessoas) e convivio(casal)..... Não tenho coragem para assumir tanta liberdade. Hoje, mesmo sendo homem de espírito livre, solteiro e às vezes libertino, ainda possuo minhas limitações.Por este motivo, prefiro estar solteiro, pois, não preciso me preocupar e nem assumir responsabilidades que estão além de minhas forças.....penso também que preciso respeitar a vida, a opinião e a liberdade(mesmo com limites) de outras pessoas. Mas, acho bem legal a sua diversidade de idéias e opiniões à respeito de coisas tão particulares da vida. 

Palpiteira
Demais! Vc pegou um ponto muito DEZ. Esse lance da mulher se forçar a acreditar, mesmo não acreditando. Cara,isso é muito merda, mas muito real. Já passei por isso e faz um mau danado. Não sei pq mulher insiste em ser "burra". Parabéns mesmo!. 

Gervasio
Acho que o casamento transmite uma idéia de: apego, compromisso, vínculo, cumplicidade, círculo fechado, limites....por este motivo hoje não quero casar novamente...pois já morei com uma pessoa. Portanto, prefiro me sentir livre e ser reconhecido como tal.... Têm pessoas que ficam juntas, moram na mesma casa ou em casa diferentes e compartilham dos mesmos sonhos, família, objetivos.....sem estarem casadas. Acho que a idéia de liberdade deve ser tratada e negociada como o casal achar melhor.... Gostei da sua idéia de casamento aberto...

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É possível homem e mulher serem apenas amigos? Carla, recém-casada com Murilo, precisa lidar com a incômoda proximidade de Júlia, melhor amiga de seu marido desde a infância.
 

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Rebeldia, contemplação e muita sacanagem. Um blog pra falar de liberdade e literatura.