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Centros
de Controle de Zoonoses
É permitido, aos Centros de Controle de Zoonoses,
praticar a eutanásia em animais, desde que realizada com métodos humanitários.
O sacrifício eutanásico com o mínimo de sofrimento é feito com
aplicação intravenosa de barbitúrico anestésico que deprime o sistema nervoso
central. Por ser mais dispendioso, é rejeitado pela maioria das prefeituras.
Os CCZs também podem fazer o encaminhamento de animais para laboratórios e faculdades de ciências biológicas, onde servem como cobaias em experimentos, testes de drogas ou aulas. Estes animais terminam por ter uma morte lenta e dolorosa.
São considerados pelos laboratórios como material barato, e nas faculdades são muitas vezes manipulados por estudantes despreparados. Isso é um ato muito cruel, comprometendo a responsabilidade moral e ética.
A Universidade de São Paulo aboliu o sacrifício com cães nos seus
cursos, substituindo por uma simulação em computador.
A indiferença para com um animal pode levar à indiferença para com o ser
humano. E isto, para um médico, constitui uma tragédia.
A verdadeira finalidade dos Centros de Controle de Zoonoses deve ser
preventiva, através de campanhas educativas, evitando a procriação descontrolada de
animais, desestimulando a comercialização de filhotes e incentivando a adoção de animais abandonados.
As verbas governamentais precisam ser direcionadas para campanhas de esterilização e vacinação.
A nova imagem dos Centros de Controle de Zoonoses, voltada para o bem estar
animal, é fruto do trabalho de profissionais que tentam encontrar novas
soluções, apoiados por veterinários particulares,
através de convênios. Em todo o mundo existem programas de esterilização utilizados no combate
às zoonoses e a proliferação de animais de rua preconizadas pela Organização Mundial de
Saúde. A partir do momento que houver uma interação perfeita entre a conduta dos profissionais e o amparo legal através dos órgãos
oficiais, os animais estarão protegidos.
Os Centros de Controle de Zoonoses sempre foram classificados como os
vilões, mas hoje sabemos que a culpa também está na posse
irresponsável.
Adquiridos por impulsividade, estes animais acabam sendo vítimas de
abandono, sem terem seus sentimentos respeitados e nem os cuidados necessários para garantir uma condição digna de vida.
A questão não se resume em encontramos a melhor maneira de tirar os animais das ruas, e
sim impedirmos que sejam conduzidos a esta situação.
Não existe um método melhor ou pior de sacrifício, quando o resultado é a morte.
A adoção é a esperança de uma nova vida. Vamos lutar para que isto se transforme na finalidade dos
CCZs de todo o país.
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