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Castração...
Uma Boa Opção!
Os animais não são nossa propriedade, não temos direitos absolutos sobre
eles. Somente temos o dever de cuidar de seu bem estar e impedir que procriem descontroladamente.
Esses cuidados não estão relacionados a impedir o animal de ficar vagando pelas
ruas, preso solitariamente dentro de um apartamento ou abrigado em uma entidade
protetora, confinado em canis ou acorrentado, o tornando profundamente
infeliz. O animal precisa de liberdade, de movimentos,
de proteção e, principalmente, de uma identidade. Cada animal é único
e precisa ser respeitado.
Devemos lutar contra a percepção de que os animais são apenas 'coisas' feitas para servir aos
humanos. Ninguém deveria tê-los como companheiros, se não estivessem dispostos a assumir um compromisso para toda a vida.
O abandono é um ato cruel e degradante.
As pessoas precisam se conscientizar que recolher e levar um animal para o
abrigo não resolve o problema. Eles acabam fatalmente
sendo vítimas de estresse, brigas, doenças, ou sofrendo a eutanásia.
Por melhor que seja a intenção, se a pessoa não pensar no bem estar do
animal, ela jamais estará protegendo-o.
A maneira mais correta para garantirmos aos animais uma condição de vida
digna, erradicando a população canina e felina das
ruas, seria através de uma providência compatível e contínua,
voltada para toda a comunidade. Contando com o apoio dos poderes públicos e
clínicas veterinárias, poderiam ser realizadas campanhas educativas de incentivo
à posse responsável e à castração de machos e fêmeas.
O resultado deste trabalho permitiria um controle populacional. Aí sim os
abrigos teriam animais bem tratados, dentro de um limite
populacional razoável, os quais seriam encaminhados para adoção.
Mas, enquanto isto não ocorre, o que fazer com os animais
abandonados? Precisamos apelar às pessoas sensíveis para que os
acolham, plantando a semente da caridade e colhendo os frutos do amor.
É muito triste permitir que os animais paguem com a
vida o preço da incoerência humana. Num dia distante,
os trouxeram para sua sociedade e hoje se omitem em assumir a responsabilidade deste ato.
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