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Sociedade
de Proteção Animal
No Brasil existem inúmeras sociedades de proteção
aos animais, com objetivos muito próximos, vivendo praticamente
isoladas uma das outras. A tecnologia
atual permite um intercâmbio de informações
que propiciarão a formação de uma forte
aliança em defesa dos direitos dos animais. A grande
dificuldade que estas entidades enfrentam é a falta
de iniciativa para criar uma consciência ecológica,
onde seria demonstrado a comunidade que os animais merecem
ser tratados com amor e respeito.
No país do corporativismo só conseguirão
garantir estes direitos aqueles que souberem exercer pressão
da maneira mais contundente. Por isso, é preciso deixar
o comodismo de lado, a desculpa da falta de recursos, se modernizar
e através da criatividade encontrar uma maneira de
se tornar mais forte e atuante, possuindo representantes expressivos
no âmbito municipal, estadual e federal.
Lutar contra a “carrocinha”sómente não irá
solucionar o problema. A busca de resultados deve ser mais
ampla e elevada, com muita perseverança, desprovida
de vaidades pessoais e possibilitando a criação
de um “bloco”de pressão sobre a sociedade, cobrando
atitudes e denunciando as crueldades.
Os
seus dirigentes precisam desenvolver um trabalho junto aos
órgãos de imprensa local, com o intuito de obter
espaços e se fazer ouvir, visando mudar os conceitos
e criando uma nova mentalidade. Se ensinarmos ao cidadão
a respeitar os animais, estaremos também de alguma
forma combatendo a violência.
Com raras exceções, a maioria destas entidades
assiste pacificamente a todo tipo de extermínio, poluição
e até mesmo casos de vivisseção, sendo
que o máximo que fazem é enviar cartas ou e-mails
tentando impedir esta atitude.
Para se organizar uma sociedade protetora é necessário
planejar, criar convênios, promover palestras educativas
e buscar colaboradores conscientes. Afastar os políticos
demagogos e as pessoas frustradas. Aproximar de mentes abertas,
capazes de realmente amar os animais e que saibam percorrer
os caminhos das instituições governamentais
e privadas. Estas entidades não podem servir de emprego,
passatempo ou como uma plataforma política irresponsável
e sem vinculo sério com a causa animal.
Acredito
que com propósitos bem determinados, assessorados por
pessoas competentes e decididas surgirá um canal de
voz apropriado para implantarmos uma campanha unificada, capaz
de fortalecer o trabalho de cada um e mobilizar a todos em
prol do respeito a todas as formas de vida.
Vininha F.Carvalho
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