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 Fé Bahá’í
Camilo Mota
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RESENHAS DE LIVROS

O Kitáb-i-Aqdas: o Livro Sacratíssimo

É considerado o livro mais sagrado, correspondendo em importância aos grandes livros sagrados da humanidade, como o Gita, o Alcorão e a Bíblia, por exemplo. Segundo a Casa Universal de Justiça, no texto introdutório à obra em 1992, quando finalmente foram feitas as diversas traduções hoje existentes, “ao ratificar a validade das grandes religiões do passado, o Kitáb-i-Aqdas reitera aquelas verdades eternas enunciadas por todos os Mensageiros Divinos: a unidade de Deus, o amor ao próximo e o propósito moral da vida terrena. Ao mesmo tempo, remove aqueles elementos dos sistemas religiosos anteriores que agora constituem obstáculos para a nascente unificação do mundo e a reconstrução da sociedade humana”.

No Aqdas, Bahá'u'lláh orienta os fiéis quanto à leis necessárias para que o homem atinja a plenitude de seu desenvolvimento espiritual e social. Ele aborda, em seu conjunto, três áreas principais: a relação de cada pessoa com Deus; os assuntos de natureza material e espiritual que diretamente beneficiam o indivíduo; e as relações entre as pessoas e entre cada indivíduo e a sociedade. É neste livro em que se estabelece a orientação para que se crie a Casa Universal de Justiça (órgão administrativo da Fé Bahá'í no mundo, e que foi estabelecida formalmente em 1963, em Haifa, Israel). É o Aqdas também que apresenta as orientações quanto à oração obrigatória, o jejum, o casamento, o cuidado com o sepultamento dos mortos, o estabelecimento do calendário Bahá'í (que passa a ser contado a partir de 1844, contando com 19 meses de 19 dias, mais 4 dias intercalares – ou 5, em anos bissextos - que precedem o mês do jejum), o estabelecimento da educação compulsória, principalmente das meninas. Bahá'u'lláh, nesta mesma obra, proíbe o tráfico de escravos, o ascetismo, o monasticismo, o sacerdócio, a confissão de pecados (o perdão deve ser direcionado a Deus, através de oração, em espírito de arrependimento sincero), o uso de bebidas intoxicantes, jogos de azar, adultério, roubo, homossexualismo, mendicância, e uma série de outras exortações, cujo único objetivo, segundo o próprio Autor, visa levar o homem à verdadeira liberdade.

 

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