Como
Ser um Designer... e Como Anda o Design...
O que se entende por Desenho Industrial ou "design"? É o planejamento
e o desenho de objetos úteis a serem produzidos industrialmente, levando-se
em conta a função, a forma, a beleza em relação ao
homem. É comunicar, de maneira clara e eficiente e, por que não,
bela, uma mensagem, transmitindo conceitos visualmente, por meio de signos visuais,
códigos cromáticos, enfim, uma série de recursos que unem
a arte, a ciência, a psicologia, a semiótica, a tecnologia...enfim,
uma série de disciplinas do conhecimento humano.
O
design se manifesta, principalmente, através
de duas qualidades: funcionalidade e estilo. As pessoas
sempre associam design ao bom gosto, a algo bem feito.
Os melhores recursos que temos para descobrir o design
são os nossos sentidos, principalmente os
da visão e do tato, empregados no uso do produto
ou serviço.
Desse
modo, procure apreender, de maneira sensível,
tudo aquilo que rodeia o ser humano, já que
o designer emprega, embora com finalidades diversas,
meios específicos para atingir o homem, seja
através da comunicação visual
ou através da funcionalidade dos objetos.
Tal fato faz com que designer tenha oportunidade
para um melhor desempenho profissional, se apresentar
aptidões de natureza intelectual como raciocínio
abstrato, raciocínio espacial, senso artístico,
criatividade e espírito de observação.
Assim como para o Programador Visual, essas características
são necessárias ao Desenhista Industrial
de Produto.
Para ambas as habilitações são necessárias uma
boa dose de criatividade, imaginação e muita pesquisa e informação.
Entre outros requisitos, o interessado deve dominar o inglês, a informática
e conhecer outros idiomas para absorver informações de publicações
da área. Também é preciso ser sensível a informações
visuais, presentes nas áreas da fotografia, cinema e artes plásticas.
O
designer deve ter bastante criatividade, método,
disciplina e conhecimento técnico e cultural.
Quanto mais se estuda o meio de atuação
da área onde ele pretende atuar e se exercita
a observação e o olhar crítico,
mais recursos se têm para gerar uma solução.
Não são necessários grandes
conhecimentos de desenho, ao contrário do
que muitos pensam. É preciso que se saiba
representar e expressar graficamente uma idéia.
Como advento de computadores, gerar uma imagem ou
ilustração não exige tanta habilidade
manual do designer.
O
fato de que o trabalho do Desenhista Industrial
implica constantes reajustamentos a situações
novas, originadas muitas vezes da evolução
tecnológica, exige que o profissional apresente
como traços de personalidade, boa sociabilidade
e dinamismo.
E
como anda o campo de trabalho para ambas as áreas
de atuação?
Indústrias de todo tipo, desde a automobilística
até a de brinquedos, contratam o designer
industrial. Outro setor com boa oferta de trabalho é o
têxtil. Na área de programação
visual cresce a procura por criadores de sites para
a internet. Também existe campo para profissionais
que desenvolvem projetos de identidade corporativa,
criando desde o logotipo da empresa até o
uniforme dos funcionários, folders, cartazes,
etc.
Atualmente
há mais oportunidades no ramo
da programação visual devido à constante
crise econômica brasileira que, aliada ao posicionamento
da indústria nacional, dificulta o desenvolvimento
de projetos industriais. A fabricação
de objetos de design requer investimentos altos e
as indústrias não estão com
fôlego para isso. Assim, o grande desafio do
profissional é conscientizar o empresário
de que um objeto sem design é um produto de
risco. O design agrega valor ao produto em termos
de estética, ergonomia, conforto e funcionalidade,
além de ser um elemento muito importante na
racionalização da produção.
O designer, no contexto do mercado globalizado, deve
estar apto a atuar com visão estratégica,
contribuindo para aumentar a competitividade do produto
brasileiro. A indústria brasileira, por exemplo,
busca ampliar seu mercado interno e conquistar o
externo. Para que ela possa se colocar em condições
de disputar o mercado de consumo com indústrias
estrangeiras, faz-se imprescindível que focalize
sua atenção na racionalização
da produção e conseqüente redução
do custo de seus produtos.
Ainda
assim, alguns setores conseguem sobreviver a esse
momento desfavorável: movelaria, eletrodomésticos,
jóias e calçados. O setor de móveis é um
dos que mais requisitam o designer de produto.
O
Design é uma área que absorve as
novidades da informática, mas está em
constante renovação. O profissional
encontra espaço no mercado de trabalho especialmente
nas áreas gráfica e editorial, em produtoras
de vídeo e áudio, empresas de informática,
de multimídia.
Nos últimos anos, novas modalidades de design
tem sido inseridas no cenário profissional
tais como o design ambiental, que procura reduzir
o impacto causado pela produção em
escala industrial sobre o meio ambiente, promovendo
a utilização de materiais alternativos,
a combinação de diferentes matérias-primas
e evitando o desperdício; o design cênico,
que projeta palcos para teatro, música, balé,
cenários para cinema e produções
de TV; o webdesign, que projeta websites e apresentações
gráficas para a Internet; o design de vitrines,
cujo trabalho é aplicado nas lojas, melhorando
a exposição dos produtos, atraindo
consumidores e facilitando as vendas. Há ainda
o design de jóias e o design de interfaces,
que projeta as telas de programas de computador.
O
design se manifesta, principalmente, através
de duas qualidades: funcionalidade e estilo. As pessoas
sempre associam design ao bom gosto, a algo bem feito.
Os melhores recursos que temos para descobrir o design
são os nossos sentidos, principalmente os
da visão e do tato, empregados no uso do produto
ou serviço.
O
salário inicial desse profissional varia
entre R$ 800 e R$ 1,5 mil. Porém o curso possui
disciplinas que apontam alternativas para o designer
empreendedor montar seu próprio negócio.
Para
isso, é preciso acreditar em si, batalhar
e perseverar.
Rio de Janeiro, 09 de agosto de 2004
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