Esse
Tal Design...
Lembro-me quando ouvi a palavra pela primeira vez...
sequer sabia como se escrevia direito. Dezáin? Dezáiner?
O que vem a ser isso?? O que ele faz?
Anos
se passaram, a internet popularizou e dispersou
a informação mas a pergunta continua
sendo feita, como fruto da desinformação
que ainda se mantém entre estudantes e a sociedade
em geral.
Em sua grande maioria, os estudantes que ingressam
em faculdades não
receberam e nem tiveram noção do que seja design nas escolas
onde estudaram. Não têm embasamento, e muitos só descobrem
o real significado da profissão durante o curso.
Pois
bem, vamos falar um pouquinho desta atividade (como
já mencionei) tão glamurosa quanto
controvertida, que é o design
Da prancheta do designer pode sair tanto um automóvel quanto uma escova
de dente ou um outdoor. A profissão, que surgiu no fim do século
XIX, com o processo de industrialização da Europa e dos Estados
Unidos, é hoje um dos maiores diferenciais de competitividade industrial.
Muitas indústrias se utilizam do design como forma de se diferenciar
das demais.
Cuidar
do design, segundo alguns teóricos,
significa simplificar, eliminando o supérfluo,
até chegar ao essencial. Ao definir a forma
do produto, o designer não busca apenas o
valor estético. Ele também se preocupa
com a funcionalidade da peça. Terminado o
projeto, o profissional deve participar de outras
esferas de decisão, como a escolha dos materiais
que viabilizem a produção e a venda.
Entende-se
por design a melhoria dos aspectos funcionais,
ergonômicos e visuais dos produtos, de modo
a atender às necessidades do consumidor, melhorando
o conforto, a comunicação, a segurança
e a satisfação dos usuários.
Na
maioria das faculdades, o curso de Desenho Industrial
tem por objetivo formar profissionais na área
de Design, habilitando-os a atuar com competência,
senso crítico e reflexão apurada nas
habilitações de Comunicação
Visual e Projeto de Produto.
A
Comunicação Visual é uma
atividade profissional especializada em sistemas
de informação expressos em mídias
e suportes variados. Nela, o aluno estuda produção
e análise gráfica, uso das cores, impacto
das imagens e criação de desenhos e
logotipos. Enfim, toda uma gama de produtos visuais,
como animações, cartazes, marcas, editoração
e capas de livro, cd's, multimídia... Algumas
escolas dispõem de especialização
em embalagens e web.
O
designer também pode trabalhar com programação
visual, criando cartazes, marcas, capas de livros
e discos, além de embalagens. O programador
visual é também chamado de designer
gráfico e, neste caso, sua atuação é basicamente
nos meios de comunicação visual. Este
profissional elabora a forma e desenha o produto,
desenvolve embalagens, vinhetas para televisão,
cria a identidade visual de uma empresa ou instituição,
desenvolvendo suas cores características,
seu logotipo, ou ainda pode ser responsável
por sinalizações de trânsito
e de outros tipos.
O
Design de Produto é uma atividade profissional
especializada que promove a transformação
dos mais diversos materiais em objeto, serviços
e informações. O aluno lida com análise
de materiais industriais e faz projetos e protótipos.
Sua produção visa o mercado industrial,
voltado para linhas de produção e geração
de peças tridimensionais, desenho de objetos,
equipamentos, móveis e artigos de produção
em grande escala, na qual o profissional deve unir
o senso estético à funcionalidade (onde,
quando, de que forma e para quê o produto será usado).
Ele também cuida de tecnologia, pesquisas
e desenvolvimento de materiais adequados para o produto.
Para tal, tem que estar atento não só ao
progresso das ciências que o ajudarão
nesta elaboração, mas também às
necessidades sociais, econômicas e culturais
da época e da sociedade para a qual trabalha.
De modo geral, as faculdades oferecem cursos de
boa qualidade.
O
curso tem duração mínima
de três anos, a titulação é de
desenhista industrial e ainda não há regulamentação
obrigatória para o exercício profissional.
O
campo de atuação do designer, com
formação superior plena (quatro anos),
difere do campo de atuação do tecnólogo
em design. Enquanto a atuação do tecnólogo é voltada à execução
e atende a um nicho de mercado restrito à sua
especialidade, o bacharel em Desenho Industrial vai
atuar num espectro mais amplo, voltado para o planejamento,
projeto e desenvolvimento.
As
habilidades específicas podem variar de
faculdade para faculdade, mas em geral recaem sobre
Língua Portuguesa, Língua estrangeira
(inglês ou francês), Matemática
e Redação. Algumas faculdades exigem
habilidade especifica para desenho, podendo reprovar
o aluno que não se sair bem. Outras exigem
essa prova de habilidade apos as provas do vestibular,
orientando o aluno, com base no resultado de seu
exame, a cursar matérias especificas de aprimoramento
do desenho. A Esdi não exige tal habilidade.
Agora que você já sabe o que vai FAZER para seguir a carreira, é necessário
saber o que TER para se obter o tão almejado sucesso. Veremos isso num
próximo ensaio, mais à frente. Fique atento!
Rio de Janeiro, 19 de junho de 2004
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