Movimento
Espírita
"Os Espíritos anunciam que chegaram os tempos marcados pela Providência
para uma manifestação universal e que, sendo eles os ministros
de Deus e os agentes de sua vontade, têm por missão instruir e esclarecer
os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade."
Allan Kardec (O Livro dos Espíritos - Prolegômenos)
O que é
· Movimento
Espírita é o conjunto das atividades
que têm por objetivo estudar, divulgar e praticar
a Doutrina Espírita, contida nas obras básicas
de Allan Kardec, colocando-a ao alcance e a serviço
de toda a Humanidade.
· As atividades
que compõem o Movimento Espírita são
realizadas por pessoas, isoladamente ou em conjunto,
e por Instituições Espíritas.
· As Instituições
Espíritas compreendem:
- Os
Grupos, Centros ou Sociedades Espíritas,
que desenvolvem atividades gerais de estudo,
difusão e prática da Doutrina Espírita
e que podem ser de pequeno, médio ou grande
porte;
- As
Entidades Federativas, que desenvolvem as atividades
de união das Instituições
Espíritas e de unificação
do Movimento Espírita;
- As
Entidades Especializadas, que desenvolvem atividades
espíritas específicas, tais como
as de assistência e promoção
social e as de divulgação doutrinária;
- Os
Pequenos Grupos de Estudo do Espiritismo, fundamentalmente
voltados para o estudo inicial da Doutrina Espírita.
Influência
do Espiritismo no Progresso
798.O Espiritismo se tornará crença comum, ou ficará sendo
partilhado, como crença, apenas por algumas pessoas?
“Certamente que se tornará crença geral e marcará nova era
na história da humanidade, porque está na natureza e chegou o tempo
em que ocupará lugar entre os conhecimentos humanos. Terá, no entanto,
que sustentar grandes lutas, mais contra o interesse do que contra a convicção,
porquanto não há como dissimular a existência de pessoas
interessadas em combatê-lo, umas por amor-próprio, outras por causas
inteiramente materiais. Porém, como virão a ficar insulados, seus
contraditores se sentirão forçados a pensar como os demais, sob
pena de se tornarem ridículos.” (O
Livro dos Espíritos - Parte 3ª - Cap. VIII)
Grupos, Centros ou
Sociedades Espíritas
“Esses grupos, correspondendo-se entre si, visitando-se, permutando observações,
podem, desde já, formar o núcleo da grande família espírita,
que um dia consorciará todas as opiniões e unirá os homens
por um único sentimento: o da fraternidade, trazendo o cunho da caridade
cristã.”
Allan Kardec (O Livro dos Médiuns – cap. XXIX – item 334)
O
que são
Os
Grupos, Centros ou Sociedades Espíritas:
-
são
núcleos de estudo, de fraternidade, de
oração e de trabalho, praticados
dentro dos princípios espíritas;
-
são
escolas de formação espiritual
e moral, que trabalham à luz da Doutrina
Espírita;
-
são
postos de atendimento fraternal para todos os
que os procuram com o propósito de obter
orientação, esclarecimento, ajuda
ou consolação;
-
são
oficinas de trabalho que proporcionam aos seus
freqüentadores oportunidades de exercitarem
o próprio aprimoramento íntimo
pela prática do Evangelho em suas atividades;
-
são
casas onde as crianças, os jovens, os
adultos e os idosos têm oportunidade de
conviver, estudar e trabalhar, unindo a família
sob a orientação do Espiritismo;
-
são
recantos de paz construtiva, que oferecem aos
seus freqüentadores oportunidades para o
refazimento espiritual e a união fraternal
pela prática do “Amai-vos uns aos outros”;
-
são
núcleos que se caracterizam pela simplicidade
própria das primeiras casas do Cristianismo
nascente, pela prática da caridade e pela
total ausência de imagens, símbolos,
rituais ou outras quaisquer manifestações
exteriores;
-
são
as unidades fundamentais do Movimento Espírita.
Seus objetivos
Os
Grupos, Centros ou Sociedades Espíritas têm
por objetivo:
-
promover
o estudo, a difusão e a prática
da Doutrina Espírita, atendendo às
pessoas:
-
que
buscam esclarecimento, orientação
e amparo para seus problemas espirituais, morais
e materiais;
-
que
querem conhecer e estudar a Doutrina Espírita;
-
que
querem trabalhar, colaborar e servir em qualquer área
de ação que a prática espírita
oferece.
Suas atividades básicas
Os
Grupos, Centros ou Sociedades Espíritas têm
por atividades básicas:
-
realizar reuniões
de estudo da Doutrina Espírita,
de forma programada, metódica ou sistematizada,
destinadas às pessoas de todas as idades
e de todos os níveis culturais e sociais,
que possibilitem um conhecimento abrangente
e aprofundado do Espiritismo em todos os seus
aspectos;
-
realizar reuniões
de explanação do Evangelho à luz
da Doutrina Espírita, aplicação
de passes e atendimento fraterno através
do diálogo, para as pessoas que
procuram e freqüentam os núcleos
espíritas em busca de esclarecimento,
orientação, ajuda e assistência
espiritual e moral;
-
realizar reuniões
de estudo, educação e prática
da mediunidade, com base nos princípios
e objetivos espíritas, esclarecendo,
orientando e preparando trabalhadores para
as atividades mediúnicas;
-
realizar reuniões
de evangelização espírita
para crianças e jovens, de forma
programada, metódica ou sistematizada,
atendendo-os, esclarecendo-os e orientando-os
dentro dos ensinos da Doutrina Espírita;
-
realizar
o trabalho de divulgação da
Doutrina Espírita através de
todos os veículos e meios de comunicação
social compatíveis com os princípios
espíritas, tais como: palestras, conferências,
livros, jornais, revistas, boletins, folhetos,
mensagens, rádio, TV, cartazes, fitas
de vídeo e áudio;
-
realizar
o serviço de assistência e promoção
social espírita destinado a pessoas
carentes que buscam ajuda material: assistindo-as
em suas necessidades mais imediatas; promovendo-as
por meio de cursos e trabalhos de formação
profissional e pessoal; e esclarecendo-as com
os ensinos morais do Evangelho à luz da
Doutrina Espírita;
-
estimular
e orientar os seus freqüentadores para a
implantação e manutenção
da reunião de estudo do Evangelho
no Lar, como apoio para a harmonia
espiritual de suas famílias;
-
participar
das atividades que têm por objetivo
a união dos espíritas e das Instituições
Espíritas e a unificação
do Movimento Espírita, conjugando
esforços, somando experiências,
permutando ajuda e apoio, aprimorando as atividades
espíritas e fortalecendo a ação
dos espíritas;
-
realizar
as atividades administrativas necessárias
ao seu normal funcionamento, compatíveis
com a sua estrutura organizacional e com a legislação
do seu país.
Trabalho
federativo e de unificação do Movimento
Espírita
“O
Espiritismo é uma questão de fundo;
prender-se à forma seria puerilidade indigna
da grandeza do assunto. Daí vem que os centros
que se acharem penetrados do verdadeiro espírito
do Espiritismo deverão estender as mãos
uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para
combater os inimigos comuns: a incredulidade e
o fanatismo.”
Allan Kardec (Obras
Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI)
O
que é
-
Trabalho
federativo e de unificação do Movimento
Espírita é uma atividade-meio que
tem por objetivo fortalecer, facilitar, ampliar
e aprimorar a ação do Movimento
Espírita em sua atividade-fim, que é a
de promover o estudo, a difusão e a prática
da Doutrina Espírita.
-
Decorre
da união fraterna, solidária, voluntária,
consciente e operacional dos espíritas
e das Instituições Espíritas,
através da permuta de informações
e experiências, da ajuda recíproca
e do trabalho em conjunto.
-
É fundamental
para o fortalecimento, o aprimoramento e o crescimento
das Instituições Espíritas
e para a correção de eventuais
desvios da adequada prática doutrinária
e administrativa.
O
que realiza
-
Realiza
um permanente contato com os Grupos, Centros
ou Sociedades Espíritas, promovendo a
sua união e integração e
colocando à disposição dos
mesmos, sugestões, experiências,
trabalhos e programas de apoio de que necessitem
para suas atividades.
-
Realiza
reuniões, encontros, cursos, confraternizações
e outros eventos destinados a dirigentes e trabalhadores
espíritas, para a renovação
e atualização de conhecimentos
doutrinários e administrativos, visando
o aprimoramento e a ampliação das
atividades das Instituições Espíritas
e a abertura de novas frentes de ação
e de trabalho.
-
Realiza
eventos destinados ao grande público,
para a divulgação da Doutrina Espírita
a fim de que o Espiritismo seja cada vez mais
conhecido e melhor praticado.
Como se estrutura
-
Estrutura-se
através da união dos Grupos, Centros
ou Sociedades Espíritas que, preservando
a sua autonomia e liberdade de ação,
conjugam esforços e somam experiências,
objetivando o permanente fortalecimento e aprimoramento
das suas atividades e do Movimento Espírita
em geral.
-
Os
Grupos, Centros ou Sociedades Espíritas,
unindo-se, constituem as Entidades e Órgãos
federativos ou de unificação do
Movimento Espírita em nível local,
regional, estadual ou nacional.
-
As
Entidades e Órgãos federativos
e de unificação do Movimento Espírita
em nível nacional constituem a Entidade
de unificação do Movimento Espírita
em nível mundial, o Conselho Espírita
Internacional.
Diretrizes do trabalho federativo e de unificação do Movimento
Espírita
-
O
trabalho federativo e de unificação
do Movimento Espírita, bem como o de
união dos espíritas e das Instituições
Espíritas, baseia-se nos princípios
de fraternidade, solidariedade, liberdade e
responsabilidade que a Doutrina Espírita
preconiza.
-
Caracteriza-se
por oferecer sem exigir compensações,
ajudar sem criar condicionamentos, expor sem
impor resultados e unir sem tolher iniciativas,
preservando os valores e as características
individuais tanto dos homens como das Instituições.
-
A
integração e a participação
das Instituições Espíritas
nas atividades federativas e de unificação
do Movimento Espírita, sempre voluntárias
e conscientes, são realizadas em nível
de igualdade, sem subordinação,
respeitando e preservando a independência,
a autonomia e a liberdade de ação
de que desfrutam.
-
Todo
e qualquer programa ou material de apoio colocado à disposição
das Instituições Espíritas
não terão aplicação
obrigatória, ficando a critério
das mesmas adotá-los ou não,
parcial ou totalmente, ou adaptá-los às
suas próprias necessidades ou conveniências.
-
Em
todas as atividades federativas e de unificação
do Movimento Espírita deve ser sempre
estimulado o estudo metódico, constante
e aprofundado das obras de Allan Kardec, que
constituem a Codificação Espírita,
enfatizando-se as bases em que a Doutrina Espírita
se assenta.
-
Todas
as atividades federativas e de unificação
do Movimento Espírita têm por
objetivo maior colocar, com simplicidade e
clareza, a mensagem consoladora e orientadora
da Doutrina Espírita ao alcance e a
serviço de todos, especialmente dos
mais simples, por meio do estudo, da oração
e do trabalho.
-
Em
todas as atividades federativas e de unificação
do Movimento Espírita deve ser sempre
preservado, aos que delas participam, o natural
direito de pensar, de criar e de agir que a
Doutrina Espírita preconiza, assentando-se,
todavia, todo e qualquer trabalho, nas obras
da Codificação Kardequiana.
Missão dos Espíritas
Ide,
pois, e levai a palavra divina: aos grandes que
a desprezarão, aos eruditos que exigirão
provas, aos pequenos e simples que a aceitarão;
porque, principalmente entre os mártires
do trabalho, desta provação terrena,
encontrareis fervor e fé.
Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra!
o arado está pronto; a terra espera; arai!
Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos confiou; mas, atenção!
entre os chamados para o Espiritismo muitos se transviaram; reparai, pois,
vosso caminho e segui a verdade.
Erasto (O
Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XX - item 4)
Observações
1. O
Estatuto do Conselho Espírita Internacional
observa:
-
O
Conselho Espírita Internacional (CEI) é o
organismo resultante da união, em âmbito
mundial, das Associações Representativas
dos Movimentos Espíritas Nacionais.
-
São
finalidades essenciais e objetivos do CEI:
I
- promover
a união solidária e fraterna das Instituições
Espíritas de todos os países e a unificação
do Movimento Espírita mundial;
II - promover o estudo
e a difusão da Doutrina Espírita em seus três aspectos
básicos: científico, filosófico e religioso;
III - promover a prática da
caridade espiritual, moral e material à luz da Doutrina Espírita.
-
As
finalidades e objetivos do CEI fundamentam-se
na Doutrina Espírita codificada por Allan
Kardec e nas obras que, seguindo suas diretrizes,
lhe são complementares e subsidiárias.
-
Todo
e qualquer programa e material de apoio oferecidos
pelo CEI não terão aplicação
obrigatória, ficando a critério
das Entidades Espíritas adotá-los
ou não, parcial ou totalmente, ou adaptá-los às
suas próprias necessidades ou conveniências.
-
As
entidades que integram o CEI mantêm a sua
autonomia, independência e liberdade de
ação. A vinculação
com o CEI tem por fundamento e objetivo a solidariedade
e a união fraterna.
2. As atividades relacionadas no presente documento são
apresentadas a título de sugestão.
As Instituições Espíritas, no
uso de sua liberdade, poderão realizá-las
na medida em que o seu desenvolvimento e crescimento
criem condições para tanto e quando
os seus dirigentes considerarem oportuno.
3. As
atividades espíritas serão sempre realizadas
de forma compatível com as características
do ambiente social e com a legislação
do país em que se desenvolvam.
Os
Obreiros do Senhor
Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a
transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem
trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão
a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do
que tiverem esperado.
Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos e unamos
os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada
a obra”, porquanto o Senhor lhes dirá: “Vinde a mim, vós que
sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos
ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não
viesse dano para a obra!”
O Espírito de Verdade (O Evangelho Segundo o Expiritismo - Cap. XX -
item 5)
O Espiritismo
Assim como o Cristo disse: “Não vim destruir a lei, porém cumpri-la”,
também o Espiritismo diz: “Não venho destruir a lei cristã,
mas dar-lhe execução.” Nada ensina em contrário ao que
ensinou o Cristo; mas, desenvolve, completa e explica, em termos claros e para
toda a gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica. Vem cumprir,
nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou e preparar a realização
das coisas futuras. Ele é, pois, obra do Cristo, que preside, conforme
igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara
o reino de Deus na Terra.
Allan Kardec (O
Evangelho Seg. o Espiritismo - Cap. I - item 7)
No
trabalho de unificação
-
O
serviço de unificação em
nossas fileiras é urgente mas não
apressado. Uma afirmativa parece destruir a outra.
Mas não é assim. É urgente
porque define o objetivo a que devemos todos
visar; mas não apressado, porquanto não
nos compete violentar consciência alguma.
-
Mantenhamos
o propósito de irmanar, aproximar, confraternizar
e compreender e, se possível, estabeleçamos
em cada lugar, onde o nome do Espiritismo apareça
por legenda de luz, um grupo de estudo, ainda
que reduzido, da Obra Kardequiana, à luz
do Cristo de Deus.
-
A
Doutrina Espírita possui os seus aspectos
essenciais em configuração tríplice.
Que ninguém seja cerceado em seus anseios
de construção e produção.
Quem se afeiçoe à ciência
que a cultive em sua dignidade, quem se devote à filosofia
que lhe engrandeça os postulados e quem
se consagre à religião que lhe
divinize as aspirações, mas que
a base Kardequiana permaneça em tudo e
todos, para que não venhamos a perder
o equilíbrio sobre os alicerces em que
se nos levanta a organização.
-
Ensinar,
mas fazer; crer, mas estudar; aconselhar,
mas exemplificar; reunir,
mas alimentar.
-
É indispensável
manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos
Mensageiros Divinos a Allan Kardec: sem compromissos
políticos, sem profissionalismo religioso,
sem personalismos deprimentes, sem pruridos de
conquista a poderes terrestres transitórios.
-
Allan
Kardec nos estudos, nas cogitações,
nas atividades, nas obras, a fim de que a nossa
fé não se faça hipnose,
pela qual o domínio da sombra se estabelece
sobre as mentes mais fracas, acorrentando-as
a séculos de ilusão e sofrimento.
-
Seja
Allan Kardec, não apenas crido ou sentido,
apregoado ou manifestado, a nossa bandeira, mas
suficientemente vivido, sofrido, chorado e realizado
em nossas próprias vidas. Sem essa base é difícil
forjar o caráter espírita-cristão
que o mundo conturbado espera de nós pela
unificação.
-
Amor
de Jesus sobre todos, verdade de Kardec para
todos.
Bezerra
de Menezes (Trechos
da mensagem “Unificação”,
Psic. F.C.Xavier – Reformador, dez/1975)
Fonte: Folheto Divulgue o Espiritismo, do Conselho
Espírita Internacional.
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