A Copa de nossas mentes
Ano de Copa do Mundo. Impossível escrever a primeira coluna do ano sem falar Dela. Muito já se tem especulado, discutido e até inventado sobre o Mundial da Alemanha. E esse artigo não será diferente. Um monte de pitacos sobre a Copa, previsões e prognósticos baseados em muitas horas em frente à televisão e à internet, assistindo ao melhor do campeonato holandês e acessando as mais variadas páginas sobre futebol. Então lá vai.
Obviamente o Brasil é o favorito. Não há dúvidas. Nenhuma seleção chega perto dos talentos individuais brasileiros, nem a Argentina. Aposto no Brasil campeão. Mas isso não significa que será grande surpresa para mim se a Seleção Brasileira ficar pelas quartas ou semifinal. Essa é a grande graça da Copa, as inúmeras possibilidades de confrontos, surpresas e tristezas que quase sempre decorrem dessas gangorras de emoções. Tristezas brasileiras são superestimadas em Copas do Mundo. Lembram do Maracanazzo, do Sarriá, de Bates, sempre como tragédias irremediáveis. Mas foram apenas momentos na trajetória vitoriosa do Brasil em Copas. Em 2006, os tristes fatos poderão acontecer contra Gana nas oitavas de final, contra a Ucrânia nas quartas, Holanda na semi ou República Tcheca na final.
Sim, acredito que o adversário brasileiro nas oitavas será Gana. Não acredito na Itália, nem um pouco. No grupo E, República Tcheca passa fácil e Gana, para surpresa de todos e felicidade geral dos que não gostam da apatia italiana, fica em segundo lugar na chave. São minhas previsões abalizadas.
Outra surpresinha será a Ucrânia. Ganha da Espanha na estréia, segue tranqüila até conquistar o primeiro lugar do grupo H. Nas oitavas enfrenta a Coréia do Sul, até cruzar com o Brasil nas quartas. Shevchenko será uma ameaça forte aos selecionados de Parreira. Já a Holanda só ficará atrás da Argentina no grupo C. Seguirá imponente até enfrentar o Brasil pela terceira vez em uma semifinal de Copa do Mundo.
Mas um parágrafo especial quem merece é a República Tcheca. Baros e Nedved deverão fazer, acontecer e fazer de novo na Alemanha. Tenho até dó da pobre Itália na primeira fase. Japão, França e Argentina também serão apenas águas passadas para o time de Karel Bruckner. Na final, o provável confronto repetirá em parte o jogo da decisão de 1962. Em parte porque no Mundial do Chile a Eslováquia estava lá, compondo com a República Tcheca o adversário de Garrincha e seus companheiros. Imagino um jogo aberto e clássico, 4 a 1 para o Brasil, em uma partida tão memorável como a final de 70.
Bom, o que acontecerá na Copa de 2006 está sucintamente descrito acima. Outras colunas aqui no Sobresites deverão desvendar as nuances do campeonato. Caso as previsões não se concretizem, estejam livres para me xingar. Por e-mail, tá?
Postado em 12/02/2006
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