Gnose e Religião... A Gnose tem uma teologia e rituais, ela é uma religião? Apesar da Gnose ser frequentemente associada a uma religião, ela difere da religião ou fé (no sentido de crença) em um aspecto muito importante. Na Religião, o conhecimento do divino não é algo obtido intuitivamente, mas tido e aceito como parte de um “corpo de doutrina” – um dogma ou revelação vinda de fora – exposto em uma escritura sagrada, a Bíblia, Alcoorão, Gita, etc. Os Gnósticos estudam os textos sagrados de muitas religiões, muitos dos Evangelhos tem clara orientação Gnóstica, incluindo o Evangelho de João, Tomas, Filipe e Maria, e elementos gnósticos podem ser encontrados entre os Quakers e Antigos Católicos, na Kabbalah Hebraica, no Zen Budismo, Taoísmo, Sufismo, Baha´i, e na filosofia Grega, para citar alguns. Portanto, o Gnosticismo transcende as fronteiras religiosas. Mas e os rituais? Os ensinamentos gnósticos afirmam que o potencial para a iluminação está presente em todo o ser humano e que o processo de auto-realização é estritamente individual, ocorrendo no interior de cada um, por esforço próprio e auxílio divino. Mas por outro lado, a gnose também afirma que o processo de auto-realização pode, e na verdade deve, ser estimulado e facilitado a fim da consciência ser efetivamente desperta de seu sono. Esta estimulação à consciência é realizada pelos Mestres e Avataras que, adicionalmente aos seus ensinamentos, estabelecem rituais e sacramentos. Os rituais e sacramentos são meios de absorção de forças cósmicas que servem com um alimento adicional a nossa alma e um impulso extra para despertar nossa consciência de seu sono habitual. Os rituais, dependendo de quais sejam, podem ser realizados pelos sacerdotes, instrutores ou mesmo praticantes gnósticos devidamente preparados.
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