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As Aventuras dos Marotos [Ano 5 - Incompleto] Exibir próxima mensagem
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Aki Snape
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MensagemEnviada: Qua Out 17, 2007 11:01 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Esse capítulo é dedicado especialmente para a Lu... Wink

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Capítulo 23 – O Baile (Prólogo)

Cena 1

James estava ansioso para aproveitar cada momento da festa ao lado de Lílian, a princípio ele tinha ficado chateado por Remo ter conseguido a amizade de sua ruiva predileta sem fazer esforço, coisa que ele nunca havia conseguido, mas numa conversa franca, ele havia lhe dito que se aproximou dela para ficar próximo de Andrômeda e, que agora os três eram amigos de verdade.

Ele entedia muito bem o sentimento do amigo, quem dera ele pudesse ficar ao lado de Lily da mesma forma, ademais era muito bom ouvir Remo relatar as conversas que tinham. Ele quase desistiu de ir para o baile por não ter companhia quando o amigo lhe disse que ela o havia convidado e que seria bom ele levar Petter para que todos pudessem ir.

- Como é que estou? – Sirius perguntou empolgado.

- Com a gravata torta.

- Eu não sei dar nó, quer saber... – Sirius tirou a gravata e abriu alguns botões da camisa – Vou sem esse treco. Agora está melhor... – saiu do quarto piscando – Até mais.

- Petter? Quer andar logo? Assim você não vai encontrar as gostosuras do banquete.

- Droga! Meu casaco não entra – Petter apareceu num casaco comprimido – Eu engordei.

- Engorgio! – disse apontando a varinha para a roupa do amigo.

- Xii! Não quero ser chato, mas... A calça alargou demais.

- Mala sem alça! É ótimo pra você que vai poder comer muito sem se preocupar. Toma! – James jogou o cinto para o amigo pegar – Vai afivelando no meio do caminho. Estamos atrasados.

James empurrou o amigo para fora do quarto enquanto ele tentava ajustar a calça para que não mostrasse suas cuecas.

Cena 2

Remo aguardava Lílian na Sala Comunal quando ouviu a porta do dormitório feminino se abrir e se levantou da poltrona para recebê-la.

- Como estou?

Lílian girou bem devagar para ser apreciada. James vinha descendo as escadas da torre e parou par vê-la. Ela estava encantadora num vestido de alça, com um decote generoso em “V”, longo e branco que refletiam pequenos pontos luminosos, os cabelos presos na nuca, mas ainda com fios soltos e tudo isso, ele notou enquanto descia o restante da escada.

- Você está encantadora Lily – Remo disse olhando para a cara abobada de James.

- Obrigada! Você está muito elegante Remo.

- Boa noite, Evans! Você está linda.

- Boa noite, Potter! Você também está... bonito.

- Vamos então? – Remo ofereceu seu braço.

- Quer o meu também – Petter imitou Remo oferecendo-o para James.

- Engraçadinho! Deixa de graça, senão corto seu Rabicho.

Eles saíram da Grifinória e passaram pela Ala da Sonserina para pegar Andrômeda e encontraram Ted Tonks no corredor, ele expressou desagrado e ciúme ao ver que Andrômeda segurava os braços de Remo, apesar de Lílian também estar igualmente de braços dados, recebeu-a de cara amarrada e com um beijo rápido, o clima tenso estava armado enquanto entravam na Sala do Prof. Sloghorn.

- Entrem e divirtam-se, meus alunos prediletos. Vejo que trouxeram ótimas companhias – o professor veio recebê-los.

- Andy! – Lílian cochichou no ouvido de Andrômeda – O seu primo está engolindo outra garota que não é a Miss Verão.

- É verdade! – olhou ao redor e comentou – porém, a maior interessada não fica para trás, não é ela que esta se jogando para cima do Capitão Scott Woody da Grifinória?

- Por Melim! – Lílian sorriu sem graça – Não está mais aqui quem falou.

Ted a levou para um canto mais reservado do Salão sem deixá-la se despedir dos amigos. Remo franziu o cenho, pois achou a atitude do namorado de Andrômeda um pouco exagerado e seguiu-os.

- Remo! – James falou baixo

- Hem? – desviou um instante para o amigo.

- Você faria o favor de acompanhar o Petter até a mesa?

- Entendi! – Remo puxou Petter pela gola – Aquela mesa está pedindo para ser devorada. Quer alguma coisa de lá. Lily?

- Não, Remo. Obrigada

Eles partiram em direção a mesa deixando James e Lílian sozinhos.

- Errr... Só nós sobramos, Evans. Você aceita dançar comigo?

- Que remédio! Estou brincando! – Ela disse sorrindo. –É claro que aceito, Potter.

Cena 3

Ted e Andrômeda discutiam.

- Por que ele está aqui e porque ele te trouxe?

- De quem você está falando? Se está se referindo a Remo, ele é convidado da Lily. Eu não tenho culpa se você está jurado de morte pelos sonserinos por causa do último jogo. Eles apenas me acompanharam para eu não vir sozinha.

- E porque ela está dançando com o Potter?
- Qual o problema, Ted? Todos nós somos amigos.

- Muito repentino essa amizade de vocês. Agora você passa mais tempo com eles do que comigo.

- Eu não reclamo quando você fica com os seus amigos, reclamo?

- É isso! Você não sente ciúmes, você não reclama, parece que você é indiferente em tudo.

- Por que eu deveria sentir ciúme dos seus amigos? Eu só fico com eles quando você está treinando quadribol. Você realmente quer uma namorada chata que pega no seu pé?

- E porque você não vai me ver nos treinos?

- Porque você está ocupado e eu fico sem fazer nada além de olhar, assistir o treino é um tédio.

- Quer dizer que eu sou um tédio? Muito obrigado pela parte que me toca.

- Por Merlim! Não entenda dessa forma... Não foi isso que eu quis dizer...

- Só eu sinto algo, você não leva o nosso namoro a sério.

- Onde você quer chegar, Ted?

- Que a gente deve terminar agora enquanto ninguém se machuca.

- É assim que você me leva a sério?

Ted deu as costas e a passos largos sumiu do salão. Andrômeda estava em choque e de repente, o ambiente ficou abafado, ela precisou de ar e por isso, caminhou para o jardim, talvez lá voltasse a encontrar sua razão porque o seu orgulho estava ferido.

Da mesa, Remo assistiu o desenrolar dos acontecimentos, ele viu pelas expressões nos rostos de Andy e Tonks, que a conversa não havia sido amigável, ele queria ter ouvido a conversa, mas a música e o burburinho das outras vozes o impediam, a superaudição não funcionava em ambientes congestionados e preocupou-se ao vê-la sair.
- Remo! - Petter chamou sua atenção – Olha quanta comida!

- É, meu amigo. Aproveita que você está bem servido hoje.

- Xim! – Petter falou de boca cheia – Eu e essa mesa nos daremos bem.

- Eu estou precisando de um pouco de ar, está muito abafado aqui. – Remo sorriu – Você me dá licença? Vou dar um giro.

- Pode ir... Eu vou ficar bem.

Remo saiu para o jardim atrás de Andrômeda.
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Aki Snape
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MensagemEnviada: Qua Out 17, 2007 11:13 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Obs: Pensamentos de James de Azul e pensamentos de Lily de vermelho. (Como se precisasse explicar...) Excepcionalmente in color. Laughing

Capítulo 24 – O Baile (James & Lílian)

James levou Lílian até a pista de dança e a puxou para junto de si, uma música lenta começou a tocar e eles iniciaram os passos embalados por seus pensamentos.


Jonny Angel, You’re an angel to me
Jonny Angel, Você é um anjo para mim.

- Ela é meu anjo
James deslizou a mão da costa para a cintura de Lílian.
- Ele é a minha perdição.

Jonny Angel, How I love you
Jonny Angel, Como eu te amo.

- Eu te amo Lílian!
Lílian cerrou os olhos encostando a cabeça no peito dele.
- Eu ainda não sei o que sinto... Será atração, paixão ou amor?

How I tingle when he passed by
Como eu tremo quando ele passa por mim.

- É mais um frio no estômago.
James aspirou o perfume dos cabelos dela.
- Eu sinto calafrios.

Everytimes he says hello my heart begins to fly
Toda vez que ele diz Alô meu coração começa a voar.

- O meu bate mais forte.
Lílian ouvia as batidas do coração dele em sincronia com o seu.
- O meu só falta sair pela boca.

Jonny Angel, How I want you
Jonny Angel, Como eu te quero.

- Se quero!
James se colou um pouco mais nela.
- Eu queria um beijo agora.

He’s got something that I can’t resist
Ele tem algo que eu não consigo resistir.

- Você é muito linda!
Lílian estava com medo de encará-lo, mas podia sentir os olhos dele sobre si.
- Hoje eu não quero resistir.

But he doesn’t even know that I exist
Mas, ele nem sabe que eu existo.

- Puxa! Você me ignora.
James fez um caminho da cintura até o pescoço e acariciou a nuca dela.
- Você mexe comigo.

I’m in Heaven I get carried away
Eu estou no paraíso e eu fico obcecada.

- Eu nem consigo acreditar em nós dois assim.
Lílian correspondeu à carícia, sua mão parecia ter vida própria, pois parar nos cabelos macios dele.
- O que estou fazendo?

I dream of him and me ad how it’s gonna be
Eu sonho como seria ele e eu.

- Você está brincando comigo?
James levantou o queixo dela.
- Pare de provocar Lílian Evans.

Other fellows call me up for a date
Outros garotos me convidaram para sair.

- Eu mataria o primeiro que tentasse!
Lílian abriu os olhos e viu algo brilhar bem lá no fundo dos olhos dele.
- Eu estou perdida.

But I just sit and wait I’d rather concentrate
Mas eu apenas sento e espero me concentrar.

- Você me dá esperança?
James lhe beijou a testa.
- Agora eu sei que nunca será o mesmo com outros garotos.

Oh Johnny Angel ‘Cause I love you
Oh Johnny Angel (Por que eu te amo)

- Eu posso te beijar?

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Comentários da Aki:
Esse capítulo foi meu primeiro Short/song
Adorei fazer os pensamentos de cada um enquanto ele daçavam ouvindo a música.
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Aki Snape
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MensagemEnviada: Qua Out 17, 2007 11:29 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Capítulo 25 – O Baile (Remo & Andy)

Remo demorou a encontrar Andrômeda. Ele andou por todo o jardim antes de descobri-la no caramanchão bem perto da entrada. Eles podiam ouvir a música triste vinda do salão.


Why does the sun go on shining
(Por que o sol continua brilhando)

- Andy você está bem?
Andrômeda pulou em seus braços.
- Ele terminou comigo, Remo!


Why does the sea rush to shore
(Por que as ondas correm para quebrar)

- Por que?
Remo a abraçou, seu coração tendo esperanças que a razão lhe dizia para não ter em vão.
- Eu nem sei a razão do porquê termos discutido.


Don’t they know it’s the end of the world
(Eles não sabem que o mundo acabou?)

- Não chora, Andy!
Andrômeda derramava pérolas de lágrimas em sua camisa.
- Não se preocupe. Eu estou bem, Remo!


‘Cause you don’t love me anymore
(Por que você não me ama mais)

- Eu estarei sempre com você.
Remo acariciou os cabelos dela.
- Por que eu não te conheci primeiro, Remo?


Why does the birds go on singing
(Por que os pássaros continuam cantando)

- Não diga isso para mim, Andy.
Andrômeda levantou os olhos e viu sofrimento estampado na face dele.
- Eu sei o que você sente por mim. Sirius me contou.


Why do the stars grow above
(Por que as estrelas ficam a brilhar)

- Ele não deveria, aquele linguarudo!
Remo ficou de costa para Andrômeda e suspirou.
- Mas eu gostei muito de saber.


Don’t they know it’s the end of the world
(Eles não sabem que o mundo acabou?)

- Não brinque assim comigo, Andy!
Andrômeda abraçou Remo e encostou sua testa na costa dele.
- A gente podia tentar... nunca é tarde demais.


I wake up in the morning and I wonder
(Eu acordo de manhã e fico a pensar)

- Talvez! Quando você não sentir mais nada pelo Tonks.
Andrômeda enxugou as lágrimas com as costas das mãos.
- Você vai ver, eu esquecerei.


Why everything’s the same as it was
(Por que tudo continua do mesmo jeito que sempre esteve)

- Então, eu esperarei.
Remo a beijou na testa.
- Você fica comigo?


I can’t understand, no I can’t understand
(Eu não consigo entender, não, eu não consigo entender)

- Faço companhia.
Andrômeda se aconchegou nos braços dele.
- A festa acabou para mim.


How life goes on the way it does
(Como a vida segue o seu rumo)

- Não senhora! Nós vamos dançar!
Remo iniciou os passos.
- Eu não quero voltar para o salão.


Why does my heart go on beating
(Por que meu coração continua batendo)

- Nós podemos ficar aqui mesmo.
Andrômeda encostou a cabeça no peito dele.
- Eu estou ouvindo seu coração.


Why do these eyes of mine cry
(Por que os meus olhos ficam a chorar)

- Ele vibra quando está perto de você, Andy.
Remo rodopiou com ela.
- Eu também gosto muito de estar com você.


Don’t they know it’s the end of the world
(Eles não sabem que o mundo acabou?)

- Eu nunca vou esquecer o dia de hoje.
Andrômeda sorriu para ele.
- Eu juro que haverá dias melhores. O que mais você quer?


It ended when you said goodbye
(Ele acabou quando você disse ‘Adeus’)

- Um jeito de trazê-la até aqui.
Remo pegou a mão de Andy e colocou em cima de seu coração.
- Mas em seu coração eu já estou, Remo.


Don’t they know it’s the end of the world
(Eles não sabem que o mundo acabou?)

- Então só falta a recíproca ser a mesma.
Andrômeda corou violentamente, mas Remo não percebeu por causa da escuridão.
- Você vai descobrir que isso não é tão difícil.


It ended when you said goodbye
(Ele acabou quando você disse Adeus)

- Então, eu posso ter esperanças em relação a nós?
Remo parou de dançar e olhou bem dentro dos olhos dela.
- Todas que nós possamos ter daqui para frente.

Andrômeda se aconchegou mais e Remo a abraçou. Para eles o mundo deixou de existir, o tempo era só deles agora.

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Comentários da Aki:

Sendo uma romântica incurável, eu adorei escrever cada cena romântica desta fic, se James & Lílian só pensamentos sobre um amor que poderia ser, Sírius & Marlene uma paixão hot pepper e Remo & Andy, um amor daqueles que a gente jamais esquece.
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Aki Snape
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MensagemEnviada: Qua Out 17, 2007 11:57 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Capítulo 26 – Garotas & Garotos

Cena 1

Andrômeda e Lílian confabulavam as novidades do baile na Torre Norte.

- Eu preciso te contar o que aconteceu ontem, senão eu vou explodir, Andy!

- Então me conta, Lily. – Andrômeda riu por causa da ansiedade da amiga.

- Nós ficamos! – Lílian enrubesceu.

- Nós quem? Você e o James? Eu não acredito! – Andrômeda precisou segurar o queixo diante de tamanha perplexidade – Como foi que isso aconteceu?

- Ele me convidou para dançar e eu aceitei. Depois, aconteceu aquele beijo.

- Teve um beijo? - Andrômeda se empolgou.

- Na verdade foram vários beijos entre uma música e outra durante o baile todo.

- Nossa! E eu perdi tudo isso? Eu quero morrer... - Andrômeda fingiu se enforcar. – E agora?

- Eu não sei, Andy? Nós nos despedimos na Sala Comunal após mais alguns beijos, mas a gente não conversou.

- E o que você quer fazer? Passar do “ficar” para o “namorar”, talvez?

- O “ficar” foi tão bom, mas quem me garante que o “namorar” vai ser melhor?

- Sem garantias, amiga. Você só vai saber se namorar.

- O que você faria na minha situação, Andy?

- É claro que eu namoraria.

- Não parece que a gente está apressando as coisas?
- Eu teria muita pressa com tantas garotas atrás dele.

- Ah! Isso tem, mas eu queria ter um tempo pra nos conhecermos melhor. Ele mandou um recado e a gente vai se encontrar daqui a pouco.

- Está aí a oportunidade que faltava pra vocês conversarem.

- Isso se não começarmos de onde nós paramos ontem. Será que conseguimos conversar antes de outro beijo? - Andrômeda riu da cara marota de Lílian.

- Simplesmente tente, minha amiga.

- E você?

- Eu o quê?

- Você sumiu da festa.

- Com tudo isso que te aconteceu ainda deu para notar o meu sumiço?

- Eu estava embriagada, mas assim mesmo deu para sentir a sua falta – Lílian gargalhou.

- Sabe... Eu e o Ted brigamos e ele acabou terminando nosso namoro.
- Ah! Andy. Mas você não parece abatida, eu nem percebi.

Lílian abraçou a amiga bem forte. Foi a vez de Andrômeda corar violentamente.

- É que eu não fiquei desacompanhada por muito tempo.

- Andy! Você... não é o Sirius, não é? Como isso foi acontecer?

- Não é o que você está pensando. Pelo menos não houve beijo.

- E você queria que tivesse tido beijo? Com quem você esteve?

Lílian perguntou imaginando um candidato entre os inúmeros garotos que rondavam a amiga.

- Remo!

- Espera! Não estou entendendo nada. Nós somos amigos.

- Não precisa me lembrar disso. Eu sei, Lily! Eu estou me sentindo tão má.

- Como assim?

- Eu me achava a última das garotas. Você sabe que a minha vida era um inferno porque a Bellatrix e a Narcisa sempre fizeram questão de me deixar por baixo. E foi aí que eu te conheci, a nossa amizade me fez um bem tão grande. Então, o Ted me pediu para namorar e ele é o que toda garota sonha, bonito, popular e ainda por cima melhor jogador de quadribol da Corvinal. Meu ego foi lá para cima e eu fiquei tão eufórica, mas à medida que nós nos conhecemos eu percebi que ele não estava apaixonado por mim. Ele estava apaixonado pela pessoa que ele fantasiou para namorada, entende?

- Sim, entendo.

- Eu até tentei ser como ele queria, mas não ser você mesma cansa. Então, você e Remo ficaram amigos. Nós três começamos a passar mais tempo junto. Sem querer eu acabei descobrindo que ele é apaixonado por mim e eu já me sentia culpada por me interessar cada vez mais por ele. Acho que Ted notou e por isso terminou comigo.

- Andy! E eu nunca percebi nada disso. Sua amiga é pior do que um cego.

- Eu não te culpo, sua cabeça estava tão concentrada numa certa pessoa.

- Sim, agora me diga como vocês acabaram juntos no baile.

- Remo viu a nossa briga e foi me procurar. Eu estava chorando mais de alívio do que qualquer outra coisa por Ted ter terminado comigo e ele apareceu para me consolar. Eu não pensei duas vezes e me atirei nos braços dele, mas ele é tão bom que quer esperar até eu esquecer o Ted.

- E você não precisa de tempo para esquecê-lo.

- Por Merlim! Acho que meu sangue Black está falando mais alto. Eu me sinto perversa.

- Oh, Andy! Você não é má. Só acho que você deve ir com calma.

- Eu sei, mas agora que eu estou livre... É quase impossível resistir - Andrômeda suspirou - tudo bem amiga... Vai para o seu encontro com o James porque Remo também marcou comigo aqui.

- Até mais, então. Depois nos falamos.

Lílian se despediu dando um beijo e um abraço na amiga. Ela correu um pouco antes de se virar para acenar.

Cena 2

Os Marotos estavam deitados ainda em suas camas, exceto um.

- Cadê o Petter? - Sirius bocejou.

- Ele passou a noite no banheiro. - Remo se virou para olhar Sirius.

- Pudera! Ele passou o baile todo comendo. Eu tive que levá-lo à Madame Pomfrey! – James se levantou, sentou na cama e passou as mãos pelos cabelos num gesto impaciente para acordar de vez.

- A noite foi boa, hein? - Sirius encarnou.

- Ela foi inesquecível, mas acho que não tanto quanto a sua. Quem era a garota?

James acertou o travesseiro na cara do Sirius.

- Segredo, por enquanto.

- Hum... Dá o que pensar. Você nunca guardou segredo – Remo se espreguiçou antes de levantar – Será que nosso amigo cachorrão finalmente foi fisgado?

- E você, Remo? Onde esteve que sumiu a noite toda?

- É verdade. - James e Sirius encararam o amigo.

- Segredo. – Remo disse, dando um sorriso debochado.

Dois travesseiros voaram para cima de Remo acertando-o na cabeça e no tronco.

- Espera! Eu sou o único que não tem segredo aqui? Isso não é justo! Vamos igualar as coisas aqui.

- Então, começa por você mesmo. - Sirius gargalhou.

- E o que tem a mais para vocês saberem além de tudo o que vocês já sabem?

- Por exemplo, se você vai namorar a Lily. - Remo falou sério e lançou um olhar aniquilador.

- Bom, eu quero. O problema é se ela vai querer.

- Acho bom você tentar com todas as suas forças porque não quero ver essa garota magoada. Você vai ter que se ver comigo se isso acontecer.

- Puxa, Remo! Você é meu amigo há mais tempo - James sorriu.

- É, mas eu prefiro sair em defesa dela. Ela é mais bonita do que você – Remo devolveu os travesseiros aos seus donos.

- Quando eu levei o Petter para a enfermaria de manhã cedo, eu mandei um recado para ela. Marquei um encontro para a gente conversar. Ontem nós não tivemos tempo, as necessidades eram outras. - James sorriu, maroto.

- Eu me dou por satisfeito, por enquanto.

- Não querendo me intrometer, mas e você, Remo?- Sirius coçou o queixo.
- Hum... – Remo pigarreou e corou. – Bem, eu estava com a Andy.

- E o que você estava exatamente fazendo com a minha prima? - desta vez foi à vez de Sirius dar um olhar aniquilador e de cara fechada para o amigo.

- Ela e o Ted terminaram e eu estava tentando consolar.

- Que sorte a sua! Vai aproveitar esta chance?

- Sim, se você não meter esse nariz de cachorrão onde não é chamado. Eu me entenderei com ela, pode deixar.

- Vocês dois... Calma aí! - James advertiu ao sentir o clima tenso.

- Você é um linguarudo. - Remo suspirou.

- Ops! Eu juro que foi sem querer. - Sirius sorriu com ar de culpa.

- Você e essa mania de querer ser cupido quando nem consegue manter um namoro.

- Você que é muito devagar. Já faz tempo que a Andy está na sua.

- Como assim?

- Nas vezes que nós conversamos depois que você ficou amigo delas, eu só ouvia ela dizer “Remo isso” ou “Remo aquilo”. Eu percebi que o Tonks tinha dançado. Então, eu resolvi plantar uma pequena semente e pelo jeito ela germinou. Agora é com você, mas veja bem, a Andy é a única que amo na família inteira. Você é meu amigo, mas eu nunca vou te perdoar se ela sair magoada. Portanto, tome bastante cuidado.

- Eu me mataria antes de isso acontecer, Sirius.

- Agora que está tudo esclarecido. Eu estou curioso para saber quem estava com você, Sirius. - Remo mudou o assunto para o amigo cachorrão.

- É verdade! Quem é a vítima, desta vez?

- A Marlene McKinnon. Eu nunca percebi o quanto ela é atraente, mas ontem... Ela foi uma revelação.

- McKinnon? Aquela garota de óculos do primeiro ano da Cornival? – James estava surpreso.

- De fato! Ela estava irreconhecível. - Remo pigarreou.

- E você vai namorar ela? - James insistiu.

- Claro, não vou desperdiçar um achado desses. Ela já está no papo.

- De onde vem tamanha confiança? - Remo riu.

- Um dia você ainda vai levar um corretivo de alguma garota.

- Não inveja, James. - Sirius gargalhou e apontou para si mesmo. – Essa garota não existe, ninguém resiste a este cachorrão.

- Já que todos nós temos encontros, acho bom é a gente se aprontar. - Remo levantou de vez.

Os Marotos encerraram a conversa.

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Comentários da Aki:

Eu fiquei pensando se haveria muita diferença entre o que as garotas e os garotos comentariam no da seguinte, mas creio que afinal de contas não seria tão diferente. Laughing
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Aki Snape
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MensagemEnviada: Qui Out 18, 2007 12:24 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Capítulo 27 – O Dia Seguinte para os Quase Casais

Cena 1

Outono em Hogwarts, o sol estava tímido e só mesmo um início de romance poderia aquecer os corações. Lílian se encostou sob a copa avermelhada do Eucalipto. Ela olhava o balançar das folhagens, que caíam aos poucos quando James chegou sorrateiramente por trás dela. Ele colocou a mão sobre os olhos de Lílian e sussurrou em seu ouvido.

- Adivinha quem é?

- Uma andorinha errante? – Lílian sorriu, marota.

- Não, mas se você acertar ganha um beijo.

- Hum... Então, talvez... James!?

- Você me chamou de James – retirou a mão dos olhos de Lílian.

- Por Merlim! Você prefere que eu continue a te chamar de Potter?

Os dois estavam perplexos e riram um do outro.

- Você me deixa te chamar de Lily? - James acariciou a ponta dos cabelos dela.

- Deixo, mas acho que agora quero ganhar o meu prêmio.

Lílian fechou os olhos, mas James resistiu bravamente. Encostou sua boca levemente nos lábios dela.

- Só isso? - Lílian abriu os olhos e sorriu.

- Eu adoraria continuar de onde paramos ontem, mas nós precisamos conversar.

- Sim, seria impossível conversar se continuarmos de onde paramos ontem. Então, o que você sugere?

James segurou as mãos de Lílian e a puxou para se sentar ao seu lado no tapete de folhas.

- Você a acha que a gente... Que nós poderíamos...

- Namorar? - Eles falaram quase simultaneamente, e Lílian continuou - Você quer namorar comigo, James?

- Você gostaria, Lily?

- Eu... Não. Quer dizer, eu gostaria de ir um pouco mais devagar...

- Como assim? - James sentiu uma pontada no coração.

- Nós poderíamos começar como amigos?

- Amigos não se beijam, Lily. Pelo menos não como nós dois.

Lílian corou e James sorriu daquele jeito angelical para desanuviar o medo da rejeição.

- E se formos um pouco mais que amigos e um pouco menos que namorados?

James respirou um pouco mais aliviado, pois não se tratava de uma rejeição.

- Eu não sei como será isso, mas eu estou aceitando qualquer coisa desde que fiquemos juntos.

- É bom saber que você é capaz de me ouvir e que respeita o que estou sentindo.

- Puxa! Você me julga um completo idiota, não é?

- Não nego, porém estou tentando mudar isso. - Lílian sorriu sem graça.

- É uma pena que você tenha me julgado antes de me conhecer.

- E é por isso que gostaria de dar um tempo para a gente se conhecer melhor. É que por vezes você é muito bobo e exibido.

- Eu sou tudo isso só para te impressionar.

- Você não precisa se exibir para me impressionar. – ela fez uma pausa - Então, você concorda em me dar esse tempo?

- Eu já concordei, Lily. Eu espero merecer a sua confiança, amizade, carinho e, quem sabe, num futuro próximo, amor também?

Lílian olhou bem lá no fundo dos olhos azuis de James e viu a sinceridade espelhada neles, percebendo que existia um sentimento presente e pulsante, quase igual ao seu. O dele era uma certeza, mas o dela ainda era uma quase certeza.

- Um dia nós chegamos lá.

Seus olhos brilhantes transpiravam felicidade e James que resistiu no início não mais se conteve. Os dois tinham um futuro promissor para partilharem juntos.

Cena 2

Andrômeda olhava a paisagem e um sol tímido iluminava a torre norte. Ela estava tão concentrada em seus pensamentos que não viu Remo chegar, sentiu a presença dele pela lufada de vento que ele trouxe ao descer da vassoura.

- Bom dia, Andy. – Remo encostou a vassoura e se aproximou ficando ao lado de Andrômeda.

- Bom dia, Remo. Dormiu bem?

- Não muito. Eu sonhei com você.

- Então, não foi um sonho bom?

- Na verdade o sonho foi tão real que eu precisei acordar várias vezes para confirmar que era apenas um sonho.

- E o que aconteceu no sonho?

- Nós estávamos assim um do lado do outro e você olhou para mim.

Andrômeda se virou para olhar Remo.

- Você me disse que me amava.

- Isso antes ou depois de você me dizer que me ama – ela sorriu.

- Como você sabe, Andy? Você realmente esteve passeando em meus sonhos?

- Não é uma coincidência, você também esteve em meus sonhos.

Remo olhou Andrômeda com infinita ternura e ela desviou o olhar para que ele não percebesse o quanto isso a agradava. Uma lufada de vento soprou novamente e seus cabelos acariciaram o rosto dele sem querer, Remo segurou as pontas para sentir o perfume dela.

- No meu sonho eu te acariciei assim.

Ele afagou a nunca de Andrômeda. O carinho a arrepiou e ela se aconchegou nos ombros dele antes de falar.

- E no meu sonho você me beijou.

Andrômeda cerrou os olhos, ofereceu os lábios e esperou cheia de antecipação. Remo queria se controlar para ir mais devagar, mas definitivamente ela não ajudava nem um pouco. Por fim era uma luta perdida, pois à vontade venceu a razão. Ele se inclinou para dar o primeiro beijo, que deveria ter sido suave somente para testar os lábios um do outro.

Nenhum dos dois estava preparado para sentir esta explosão de emoções. Ambos tão acostumados a ponderar antes de agir. Agora se viam diante da descoberta de que podiam sentir sem que nenhum pensamento se sobrepusesse entre eles. O beijo continuou cada vez mais intenso, faminto e exigente até que a necessidade de ar os afastou.

- Desculpa, Andy!

Remo estava completamente sem fôlego e desconcertado. Andrômeda tentava se recompor, mas seus olhos brilhavam de puro contentamento.

- Você se arrependeu? Eu não!

Andrômeda ia abraçá-lo novamente, mas ele a impediu olhando bem dentro de seus olhos.

- E o Ted?

- Ele não está aqui entre nós.

Andrômeda explodiu e seus olhos brilharam em milhares de partículas de fúria. Remo não precisava ouvir mais nada. Ele acabava de confirmar que ela finalmente era sua, não havia mais dúvidas.

- Então, que ele descanse em paz.

Remo sorriu e a puxou novamente para si, agora as palavras também já não eram mais necessárias.

Cena 3

Sirius pensou estar atrasado para o encontro e se surpreendeu ao ver que Marlene ainda não havia chegado. Normalmente as garotas sempre esperavam por ele, mas tudo bem ele não se importava em esperar um pouco, com certeza ela demorou a decidir o que vestir. Ele se sentou como de costume na ponte e sorriu ao lembrar da noite passada.

- Sirius, meu querido.

- Sim, Samantha.

- Você ficará tristonho se eu for bem ali como o Scott?

- Não gatinha. Eu fico por aqui mesmo.

- Então, ta. Até mais.

Sirius observou Samantha caminhar até Scott Wood e se jogar para cima dele. O capitão da Grifinória ficou bastante surpreso, mas vendo que ele não reagiria tratou de aproveitar o que Merlim se dispunha a colocar bem diante do nariz. Ele riu, se Samantha queria causar ciúmes, não conseguiu o objetivo e ainda teria que agradecer Wood mais tarde por dar um motivo plausível para eles terminarem.

- Ela não é a sua namorada?

Sirius olhou para a garota que estava bem ao seu lado e ficou perplexo. Era Marlene McKinnon, a garota sem graça e de óculos da Cornival. Ela estava soberba, sua pele branca contrastava com o verde do vestido justo até a cintura.

Os cabelos da cor de mel caiam-lhe sobre os ombros e os olhos... Sirius não soube precisar se eram verdes ou dourados. A única coisa que ele teve certeza era de que se não fosse esse bendito baile, ele nunca teria notado que um pequeno tesouro se escondia sob o uniforme da escola.

- Agora não é mais. – Sirius olhou para Marlene de cima a baixo.

- O que é nunca viu? – Marlene foi atrevida e adorou o jeito como ele olhou para ela.

- Na verdade não. Você aceita dançar comigo? Isso é claro, se você estiver desacompanhada.

- Você está com sorte, eu vim sozinha.

- Que desperdício, se depender de mim você não ficará mais sozinha.

Sirius pegou a mão dela e conduzindo-a para a pista de dança, exceto algumas luzes que brilhavam como estrelas no céu tudo estava escuro. A música tocava enquanto os pensamentos de ambos corriam soltos.

I give her all my love, that’s all I do.
(Eu dei a ela todo o meu amor, isto foi tudo que fiz)

- Essa noite promete.
Sirius a segurou com firmeza pela cintura.
- Marlene o que você está fazendo?

And if you saw my love you’d love her too
(E se você a ver você irá amá-la também)

- Como é que eu nunca te notei?
Marlene rodopiou e seu vestido esvoaçou mostrando as pernas torneadas.
- Ele é o maior cachorrão.

And I love her
(E eu a amo)

- Que pernas!
Sirius se colou mais um pouco.
- Ele não está com boas intenções.

She gives me evetything, and tenderly.
(Ela me dá tudo e ternura)

- E que corpo.
Marlene se afastou, pois a tentação era grande.
- Alerta! Perigo!

The Kiss my lover brings, she brings to me
(O beijo que o meu amor me dá, ela o dá para mim)

- Será que a boca é tão macia quanto parece?
Sirius sorriu daquela forma irresistível.
- Ele é uma perdição.

And I love her.
(E eu a amo)

- Quem não arrisca não petisca!
Marlene só conseguiu fechar os olhos antes que ele a beijasse.
- Você vai se arrepender sua tonta.

A love like ours cold never die.
(Um amor como o nosso nunca morrerá)

- Ela é gostosa por inteiro.
Sirius saiu da pista de dança puxando-a para um canto mais afastado e escuro.
- Eu penso nisso amanhã.

As long as I have you near me
(Desde que eu a tenha perto de mim)

- E vai ser minha.
Marlene viu um brilho perigoso nos olhos dele.
- Você não me assusta mais.

Bright are the stars that shine, dark is the sky.
(Claro são as estrelas que brilham, escuro é o seu)

- Você já é minha moça!
Sirius encostou-se à parede e a puxou para outro beijo.
- Aproveita só esta noite.

I know this love of mine, will never die.
(Eu sei que esse meu amor nunca morrerá)

- Que delícia!
Marlene correspondia na mesma medida.
- Esse pedaço de mau caminho tem do que se gabar.

And I love her.
(E eu a amo)

- Você está mais do que aprovada.
Sirius a agarrou mais pocessivamente.
- Não pense que fui fácil, você vai descobrir que não.

Sirius se espreguiçou, ela estava demorando muito.

Marlene caminhava lentamente até a ponte, pois queria pensar nos argumentos que usaria para colocar a sua tática em prática. Ele estava sentado tranqüilamente na ponte e ela respirou fundo para tomar coragem.

- Bom dia, Black!
- Por favor, me chame por Sirius. Eu não gosto do meu sobrenome.

- Ah! Desculpa. Eu não sabia. – Marlene olhou para os cisnes no lago, eles logo voariam para bem longe.

- Sobre ontem à noite...

- Ontem foi inesquecível e eu adorei “ficar” com você. – Marlene o interrompeu.

- É. Eu também achei que à noite de ontem foi fantástica. E por isso pensei que a gente podia...

- Namorar?? – Marlene se antecipou novamente.

- É. Isso.

- E por que você quer namorar comigo?

- Porque todas as garotas querem namorar comigo e o que é bom tem que continuar.

Sirius deu um sorriso daqueles em que nenhuma garota em sã consciência seria capaz de resistir, mas Marlene era uma garota guerreira e resistiu.

- Eu não sou igual às outras garotas e eu não quero namorar você.

- E por que não? – Sirius estava perplexo.

- Por que não quero ser mais um nome na sua lista. Para que se dar ao trabalho de namorar comigo só por algum tempo? Namoro é um relacionamento mais sério e significa compromisso. E, eu sei que você não é capaz de se prender a alguém. Então, não é melhor que tenhamos tido uma noite inesquecível e só?

Sirius nunca havia recebido uma negativa e por isso não se deu por vencido. Desceu da ponte, aproximou-se dela como se não quisesse nada e roubou-lhe um beijo de forma devastadora. Marlene foi pega de surpresa e sem defesa, correspondeu.

- Está vendo porque vale à pena, Lene? O que importa se são alguns dias ou meses?

Marlene travou uma batalha interna, as emoções aflorando intensamente, mas enfim, não podia esmorecer.

- Nós não precisamos namorar para termos alguns beijos iguais a este. Você sabe onde me encontrar se quiser “ficar” esporadicamente ou quando sentir saudades de mim. Até mais, Sirius.

Marlene partiu sem olhar para trás e usou toda sua força de vontade nisso. Ela apostou alto ao rejeitá-lo, pois cachorrão do jeito que ele era, Sirius poderia encontrar uma substituta num estalar de dedos e a única magoada seria ela. Porém, ela precisava mostrar para ele que não era igual às outras garotas. Se a sua tática funcionasse talvez ele lhe desse mais valor.

Sirius nunca havia sido rejeitado e por isso ficou em estado de choque e sem reação. Ele procurava assimilar o que ela havia lhe dito, formulou hipóteses, calculou as possibilidades e não gostou da conclusão a que chegou. Ela simplesmente não podia dar um fora nele, não quando ele tinha a certeza de que ambos queriam a mesma coisa.

Ele decidiu que Marlene seria a sua garota de qualquer maneira. Táticas não faltavam e ele poria todas em prática até que ela mudasse de idéia, pois quanto mais difícil mais doce era uma conquista.
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MensagemEnviada: Qui Out 18, 2007 12:35 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Capítulo 28 – A Nova Amizade

Marlene se escondeu na Torre Norte para externar toda a sua tristeza, estava difícil para ela superar a solidão, depois que a notícia sobre o fora que dera em Sirius se espalhou e ela virou uma paria do dia para a noite entre as garotas da Corvinal.

- Ora, veja só! Nós temos visitas...

Andrômeda acabava de pousar a vassoura quando Lílian chegou logo atrás. Marlene se assustou e tentou fugir, mas as duas garotas foram mais rápidas.

- Aonde você pensa que vai? - a garota de cabelos vermelhos agarrou-a pelo braço.

- Desculpe... Eu não pensei que alguém costumasse vir aqui.

- Pois você se enganou e agora terá de arcar com as conseqüências. – a garota loira agarrou o braço solto e a obrigou a se sentar.

- Meu nome é Lílian Evans, mas pode me chamar de Lily.

- A namorada do Potter?

- Um pouco mais que amigos e um pouco menos que namorados. – ela sorriu.

- E o meu é Andrômeda Black.

- Black? – Marlene achou que estava enrascada.

- Eu sou a prima do Sirius. E você deve ser... Marlene McKinnon.

- Nossa! Então, é ela? - Lílian olhou para amiga que confirmou com a cabeça.

- Por que você está chorando? – Andrômeda entregou um lenço para Marlene.

- Por que estou me sentindo sozinha, mas o que isso interessaria a vocês? – Marlene usou o lenço para enxugar as lágrimas.

- Bem, a causa desse isolamento é o Sirius? – Lílian bateu amigavelmente na costa de Marlene.

- Sim, as garotas da Corvinal estão me ignorando desde que a notícia de que dei um fora nele se espalhou.

- Vai entender... – Lílian balançou a cabeça negativamente - Elas deveriam estar contentes por terem uma concorrente a menos.

- É exatamente o contrário, Lily. Sirius não está dando bola pra mais nenhuma delas e por isso estão descontando nela.

- Jura? – O coração de Marlene de um pulo enorme.

- Eu estou enganada ou você acaba de demonstrar que não está tão desinteressada no Sirius. – Lílian não resistiu ao comentário.

- Ah! – Marlene corou.

- Moça! Prepare-se porque você não vai sair daqui enquanto não nos contar tudo. – Andrômeda foi eloqüente ao falar e seus olhos brilhantes lhe conferiam um ar perigoso.

- Pare com isso, Andy. Você está assustando a... - Lílian passou o braço em volta de Marlene - Posso te chamar de Lene?

Marlene balançou a cabeça afirmativamente. Então, Andrômeda iniciou o interrogatório.

- Então, vamos do começo. Você é a garota misteriosa que “ficou” com o Sirius no Baile do Professor Sloghorn?

- Sim. O meu pai é amigo pessoal do professor e ele fez a gentileza de me convidar. Eu fui sozinha e vi quando aquela miss verão tentou enciumar o Sirius se atirando para cima do Wood.

- E daí? A duas amigas perguntaram ao mesmo tempo.

- A tática dela não funcionou e quando eu percebi... – Marlene suspirou sonhadora. - Nós já estávamos nos braços um do outro.

- E você quer que eu acredite que você nunca esteve interessada nele antes disso? – Andrômeda estreitou os olhos.

- Bem... – Marlene abaixou os olhos. - Na verdade, eu sou apaixonada por ele desde o dia em que ele salvou a minha coruja. Ela ficou presa no galho de uma árvore e ele me ajudou a soltar.

- Que fofo! O típico cavalheiro que ajuda uma dama em perigo.

- Você está sendo cínica, Lily. - Andrômeda alertou
.
- Céus! Desculpe-me, Lene.

- Então, você foi aquele baile com segundas intenções?

Lílian estranhou, a amiga estava implacável em suas perguntas.

- Sim. Depois dele salvar minha coruja, ele nunca mais me notou. Quando o professor Sloghorn me convidou, ele me pediu para organizar a lista de convidados e eu aceitei. Quando vi o nome dele, eu pensei que essa era a oportunidade de me fazer notar.

- E você conseguiu! – Lílian bateu palmas

- Mas... – Marlene esfregou as mãos suadas nas vestes - Na verdade, eu não tinha certeza alguma. Eu apostei toda a minha esperança neste baile.

- E por que ele não te notaria? Você é linda e ele só não notou a princípio por que afinal com aquela garota agarrada nele, era impossível ele enxergar um palmo além do nariz dele.

Lílian e Marlene riram juntas.

- Por Merlim! Então por que você deu um fora nele? – Andrômeda cruzou os braços.

- Porque eu fui preparada apenas para “ficar” com ele uma noite e eu me daria por satisfeita... – Marlene fez uma pausa para ordenar os pensamentos – Eu não pensei que ele fosse querer continuar. Então, no final do baile ele me deixou na porta da Corvinal e marcou um encontro pro outro dia. A princípio eu fiquei tão eufórica, mas depois eu entendi que seria apenas mais uma na lista dele. – suspirou - e descobri que quero muito mais, quero que ele goste de mim tanto quanto eu dele e resolvi que não seria tão fácil quanto às outras garotas.

Pela primeira vez Marlene viu Andrômeda sorrir.

- Eu sou a maior interessada na felicidade do meu primo. Ele é o único Black pelo qual eu tenho um enorme carinho. Apesar dele não demonstrar, ele está sofrendo por que pela primeira vez acho que se interessou de verdade por alguém. E acho que você é um bom remédio para a modéstia dele, mas não pisa muito nele está bem? E você pode mandar todas aquelas garotas da Corvinal para bem longe, você não precisa da amizade delas. Se você quiser, eu adoraria ser sua amiga. - Andrômeda estendeu a mão e Marlene a apertou sem vacilar.

- Eu também adoraria ser sua amiga. – Lílian sobrepôs as mãos sobre as delas.

Uma forte amizade nasceu de uma situação incomum, todas estavam apaixonadas por um Maroto.


Editado pela última vez por Aki Snape em Sáb Out 20, 2007 4:28 pm, num total de 1 vez
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MensagemEnviada: Qui Out 18, 2007 1:05 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Capítulo 29 – Natal in Love

Cena 1

Hogwarts estava em ritmo de Natal. Após uma noite de intensa neve a paisagem se transformara num lindo tapete branco. As garotas se divertiam ao ar livre montando quatro bonecos de neve, cada um representando um dos Marotos. O boneco mais engraçado era o de Petter, elas riam enquanto faziam às expressões nos rostos dos bonecos com galhos secos.

Ao ver as garotas entretidas, os Marotos se esconderam atrás das árvores para preparar uma emboscada para elas. Os Marotos preparavam uma pequena Guerra fria fabricando um monte de bolotas de neve. Petter não estavam entre os amigos, pois ultimamente ele só pensava em comer e dormir.

- Atacar!

Uma saraivada de bolotas de neve foram lançadas e as garotas foram pegas de surpresa, assim a única opção que sobrou para elas era uma retirada estratégica atrás dos bonecos de neve. Os garotos gargalhavam a valer até que uma mão surgiu por trás dos bonecos agitando um lenço branco.

Marlene se levantou e as outras apareceram uma atrás da outra. Os Marotos se aproximaram ainda rindo das garotas. Cada um deles pensava numa forma de ganhar ou roubar um beijo. Marlene esfregou um punhado de neve bem gelado na cara de Sirius. Ela riu e tentou fugir, mas ele foi mais rápido.

- Não senhora. Exijo reparação agora.

- Você me acertou primeiro e eu só dei o troco. Marlene de se debateu em vão. Quanto mais procurava se libertar mais Sirius usava de força para prendê-la.

- O motivo não interessa. Você vai ser castigada do mesmo jeito.

- Pára, Sirius. Está machucando, por favor?

Ele afrouxou a pressão nos pulsos, mas em vez de se ver livre, Marlene foi imobilizada numa árvore. Sirius a imprensou com a intenção de lhe dar um beijo, mas ela tentava fugir do beijo desviando o rosto várias vezes.

- Aceita Lene, por favor?

A entonação suplicante na voz de Sirius a fez erguer o queixo. Ele pareceu angustiado e desta vez Marlene não teve coragem para resistir. Ele ganhou o beijo que queria, mas tentou mais do que devia. Uma mão boba tentava subir cintura acima. Marlene tremeu de indignação por ele tentar se aproveitar, ela se afastou imediatamente e depositou um sonoro tapa no rosto de Sirius.

- Cachorrão! Eu dei licença apenas para um beijo. – Marlene o deixou esfregando a face latejante.

- Garota brava! – Ele sorriu maroto e a acompanhou de volta para Hogwarts.

Alguns momentos atrás, Lílian acertava uma bolota de neve na cara de James saindo em disparada, mas James acabou por alcançá-la agarrando sua cintura por trás e manteve-a presa em seus braços.

- Paz, James. – Ela ria sem fôlego e encostou a cabeça nos ombros dele.

- Então, agora você que paz de verdade, ham?

- Você está molhado. – Lílian arrepiou-se ao sentir a respiração dele em seu ouvido.

- A culpa é toda sua! – James beijou seu pescoço.

- Pode parar seu Maroto!

- Lily... – a voz dele estava rouca.

Lílian se virou e ficou um pouco temerosa ao perceber o quanto mexia com os sentimentos dele e seu coração bateu loucamente. Ela estremeceu enfraquecida pela emoção que a assolava.

- Eu estou com frio, James.

James suspirou várias vezes para se recuperar e como de costume passou a mão nos cabelos num gesto impaciente.

- Vem, você vai congelar - ele a aconchegou nos braços para aquecê-la. Mal ele sabia que todo esse estremecimento não vinha do frio.

Andrômeda também esfregou um punhado de neve no rosto de Remo. As três haviam combinado isso antes de acenarem o lenço branco, mas ao contrário das outras, ela não tentou fugir.

- Malvada! Remo limpou o rosto com a mão.

- Coitadinho! Deixa eu te ajudar. Ela retirou um lenço e limpou a maior parte, deixando somente a neve dos lábios.

- Você poderia limpar a minha boca também?

- Com muito prazer. – Andrômeda o beijou várias vezes retirando o restante da neve.

- Hum... Isso foi mais gostoso do que um sorvete.

- E mais gelado. – Andrômeda riu.

- Que tal tentarmos mais tarde com sabor de chocolate?

- Está frio mesmo. Eu adoraria tomar um chocolate quente. Vamos?

Remo segurou as mãos enregeladas de Andrômeda entre as suas enquanto caminhavam de volta para o castelo.

Cena 2

Os Marotos e as garotas estavam reunidos na Sala Comunal. No Natal, tudo era menos rigoroso em Hogwarts. Os amigos podiam convidar um número restrito de alunos das outras casas para compartilhar o Natal em suas casas.

Petter já havia subido para dormir e James percebeu que o amigo estava estranho ultimamente, principalmente depois que eles procuravam ter as garotas sempre por perto. Ele ainda não tinha comentado isso com os outros Marotos, mas procuraria tirar a história a limpo depois de aproveitar esse momento.

James estava com um peso em seu coração; sentia um enorme remorso por não ter voltado para passar o Natal em sua casa. Ao contrário dos outros amigos, ele não tinha um motivo plausível para estar lá, mas ele estava apaixonado e quando ele soube que Lílian ficaria em Hogwarts, não pensou duas vezes.

Resolveu escrever duas cartas: uma para os seus pais, informando que não voltaria para casa porque queria passar o Natal com os amigos e uma outra em particular para o pai, contando o verdadeiro motivo. Seu pai sempre foi seu amigo e na certa encontraria uma maneira de a mãe aceitar a sua decisão sem magoá-la. Ele ia parar sua introspecção para voltar à conversa, mas tomou um susto com o aparecimento de dois vultos na lareira.

- Oi, filho. Dumbledore permitiu a nossa aparição para te desejarmos um Feliz Natal.

- Mãe! Pai! – James ficou escarlate.

- Que bom que vocês estão se divertindo. O Natal está tão triste aqui em casa.

- Desculpa, mãe.

- Tudo bem. Feliz Natal Remo, Sirius!

- Feliz Natal, Sra. Potter. – os garotos responderam juntos.

- E onde está Petter? – a mãe estranhou.

- Ele já foi dormir, mãe. – James respondeu.

- Então, deseja um Feliz Natal por mim. E essas garotas lindas, quem são?

James meio que a contra gosto, se afastou para apresentar as garotas.

- Andrômeda Black, Marlene McKinnon e Lílian Evans.

- Encantada. - Cada uma delas respondia à medida que iam sendo apresentadas.

- E qual de vocês é a namorada do meu filho? - As garotas olharam para Lílian, delatando-a.

- Mãe! - James queria encontrar um lugar para se enterrar.

- Ela é linda, não é, Edward?- Vivian olhou para o marido e este olhou para Lílian por cima dos óculos.

- Sim. Você tem bom gosto meu filho. Bem, Vivian. - Ele olhou para a esposa - Agora que você já viu que eles todos estão bem, deixemos os jovens se divertirem.

- Claro, meu amor. Bom Natal, crianças! Eu espero encontrar todas vocês brevemente. Quem sabe nas férias? Eu escreverei para os seus pais. Até logo!

Os vultos sumiram e as chamas voltaram ao normal.

- Que coisa incrível, Lily. Você acabou de conhecer a mãe do James e ela pareceu gostar de você. E ela quer que a visitemos nas férias de verão.

- Pode parar... Andy, que anel lindo é esse?

Lílian se sentiu corada da cabeça aos pés, mudou de assunto propositadamente e Marlene pegou na mão de Andrômeda.

- Remo me deu de presente de Natal.

- Que lindo!

Lílian e Marlene disseram juntas com inveja da amiga e cada uma olhando para um Maroto.

- Eu vi Remo desenhar, mas não sabia que era para mim.

- Eu adoraria receber um presente desses, Remo. - Lílian comentou brincando, mas James ficou enciumado.

- Eu te daria um presente se você já fosse a minha namorada.

- Tudo bem. Quando eu for a sua garota, você me dá um presente melhor.
James sorriu. Lílian começava a entender como funcionava a mente dele e adorava ter o poder de levar certa vantagem sobre ele.

- São duas meias-luas, um de frente pro outro formando um coração. - Marlene continuava a admirar o anel.

- Pronto! Você nos fez uma gentileza, Remo. Agora, eu e o James viramos dois idiotas insensíveis. - Sirius reclamou e Remo riu dele.

- Quem manda você ser devagar, amigo?

- Devagar? - As garotas perguntaram sem entender.

- Nada, garotas. É uma piada particular dos dois. - James riu.

- Venha, moça. Já está tarde e como eu sou um Gentleman, vou te acompanhar até o portão da sua Casa, Andy.

- É... você também precisar ir, Lene.

- Eu vou sozinha.

- Eu não vou discutir com você. Vamos! - Sirius puxou Marlene.

O grupo se despediu.

Cena 3

- Enfim sós, Lily.

As covinhas de James apareceram e Lílian percebeu as intenções dele imediatamente.

- Eu vou dormir. – Ela tentou se levantar e foi impedida por mãos fortes.

- Não senhora. Nós temos tempo até os outros voltarem. – Ele se sentou ao lado dela no sofá.

- Tempo pra que Sr. Potter? – Ela se afastou até chegar na ponta do assento.

- Para namorar, Srta. Evans. –Ele se aproximou mais passando os braços sobre os ombros dela.

- Nós não somos namorados ainda.

- Só na teoria, na prática nós estamos um pouco mais adiantados.

- James! – Ela corou.

- Eu quero a continuação de hoje à tarde. – Os olhos dele brilhavam.

- Não. – Ela sussurrou, mas para si mesma do que para ele.

James tentava descobrir se o estremecimento de Lílian durante a tarde havia sido mesmo por causa do frio. Ele continuou a exploração a partir da orelha dela e acabou por descobrir o ponto fraco. Lílian estremeceu por causa de um arrepio involuntário e ele descobriu o poder de sedução que exercia sobre ela. Agora as forças estariam equiparadas.

- Está com frio, Lily? – Ele sorriu maroto.

- James... Não seja malvado. – Lílian sentiu sua boca ressequida ao falar.

- Você que é má comigo. Você já gosta um pouquinho de mim? – Ele sussurrou provocando mais ondas involuntárias, deixando-a mole e enfraquecida.

- Você é um tolo por perguntar. – Ela prendeu a respiração em expectativa.

- Eu sou um tolo apaixonado. – Ele aproximava-se cada vez mais de sua boca.

- E eu sou uma louca por gostar de você mesmo assim. – Lílian entreabriu os lábios.

- E agora eu vou dormir feliz e você está liberada. – James se afastou.

- E quem disse que eu quero ser liberada? – Ela puxou-o de volta.

- Que contradição Dona Lily, mas se a gente continuar vai ser difícil eu me controlar...

- Só mais alguns beijinhos.

- NÃO! Levante-se. Terminou as aulas práticas. – Lílian se levantou ao ser puxada por ele.

- Então, só mais um – suspirou - Um singelo beijo de boa-noite.

- Quem diria Lílian Evans suplicando por um beijo. – James sorriu de orelha a orelha antes de atender o pedido de sua amada.

Os pares de casais se separaram num dos corredores. Remo e Andrômeda andavam de braços dados e em silêncio. De vez em quando ele olhava para Andrômeda e ela lhe sorria. A felicidade deles era visível, nada melhor que amor correspondido para fazer bem a alma.

- O que você está tramando, Sr. Remo Lupin?

- Nada, Srta. Andrômeda Black. Só isso. – Remo parou repentinamente para lhe dar um beijo de supetão.

- Remo. Você não precisa de um ramo de azevinho para me dar um beijo.

- Você sabia que tinha um aqui?

Eles olharam para o ramo de azevinho pendurado acima de suas cabeças.

- É claro, Remo. As garotas sabem onde ficam todos os ramos de azevinhos espalhados por Horgwarts inteira. Vocês, os garotos só conseguem um beijo roubado porque simplesmente nós permitimos.

- Por Merlim! - Remo riu - Vivendo e aprendendo.

- E você não precisa mais roubar beijos. Controle-se! – Andrômeda riu.

- Não encrenca, beijo roubado e de surpresa é mais gostoso - Remo puxou o queixo de Andrômeda para cima e depositou um pequeno beijo - Assim também é bom.

- É, mas eu gosto mais assim. – Andrômeda se pendurou para dar um beijo intenso.

- Nossa! Você se superou. – Os dois sem olhavam famintos um pelo outro.

- Vivas para mim.

- Agora siga o seu caminho, moça. Antes que eu vire um lobo mau.

- Um lobo?

- Não tente entender as minhas piadas, eu sou um péssimo contador.

- Então, até amanhã. Ela se virou para ir embora.

- Até mais.

Remo encostou-se à parede para aguardar até que ela entrasse, mas ela parou no meio do caminho e voltou correndo. Diante dele, ela lhe tocou a face e olhou bem dentro de seus olhos.

- Eu te amo, Remo Lupin.

- Para sempre, Andy?

- Para sempre.

- Eu te amo também Andrômeda Black.

Andrômeda andou até a porta de entrada da Sonserina, confirmando vez ou outra se ele ainda estava no mesmo lugar. Da porta, ela fingiu tirar seu coração e jogou para ele. Remo fez que o apanhava no ar e o colocou com todo carinho dentro de seu peito. Ela sorriu e finalmente entrou.

Marlene caminhava na frente e Sirius vinha logo a seguir acompanhado o ondular de seu andar.

- Quer parar de ficar olhando, Sirius?
- Eu não tenho culpa. Você é quem sempre anda na minha frente. Só se eu for cego para não olhar. - Sirius agarrou Marlene com força puxando-a pela cintura para bem perto dele.

- Pára! Seu cachorrão!

- Você me tira do sério, Lene. Sabia que você mexe com o pior de mim?

- E onde está o seu lado melhor? Eu teria o enorme prazer em conhecê-lo agora. Larga, Sirius! – Ela gritou furiosa mais consigo mesma por gostar tanto dele.

- Não faça assim, Lene. – Sirius pediu tentando impedi-la de se debater.

- O que eu sou para você, Sirius? Alguém que te deu um fora e agora você quer conquistar a qualquer custo, é isso? – Marlene guerreava bravamente.

- Às vezes penso que sim, outras vezes eu sinto que é algo mais. – Sirius foi bastante sincero.

- Trate de saber o que você sente de verdade por mim. Não fica brincando com os meus sentimentos, pois saiba que você pode me magoar. – Marlene desabafou angustiada e desistiu de lutar.

- Mas é você quem me machuca todas às vezes que me ignora.

- Por que você não respeita o que sinto? Eu não me entregarei por tão pouco, Sirius.

- A dedução não é o meu forte, diga o que você quer de mim?

- Você é um tonto por não saber.

- Marlene me dá uma chance! – Sirius suplicou de joelhos ainda com as mãos na cintura dela.

- Levanta! – Ela corou envergonhada.

- De uma coisa eu tenho certeza! Eu preciso de você tanto quanto do ar que eu respiro.


A sinceridade de Sirius tocou o coração de Marlene, ela colocou as mãos no ombro dele e se inclinou para lhe dar um beijo amigável em seu rosto, mas Sirius virou o rosto e pegou-a desprevenida, ganhando o beijo que queria na boca.

- Eu não resisti. – Ele sorriu maroto.

- Boa noite, Sirius. – Ela suspirou exasperada e pensou: - Uma vez cachorrão sempre cachorrão!

- Marlene? – Ele se levantou.

- O que é, Sirius? – Ela estava super zangada.

- Você vai me dar uma chance? – Ele parecia um cachorro com o rabo entre as pernas.

- Eu acabei de dar e você a jogou fora.

- Você poderia explicar melhor? – Sirius cruzou os braços.

- Poderia, mas não quero. Descubra sozinho! Ela virou de costa para Sirius e foi embora.

- Garota complicada. – Marlene ouviu ele dizer antes de fechar a porta.


Editado pela última vez por Aki Snape em Sáb Out 20, 2007 4:55 pm, num total de 2 vezes
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MensagemEnviada: Qui Out 18, 2007 1:21 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Capítulo 30 – Os Conselhos

Cena 1

A primavera chegou, mas nem tudo estava bem entre todos os casais. Sirius alugava o casal de amigos na Torre Norte, pois Marlene não falava com ele desde o Natal. Remo e Andrômeda escutavam as lamúrias dele e ouviam calados até que Andrômeda não resistiu; o primo estava pior que uma mula em se tratando de burrice.

- Sirius, você gosta da Lene?

- É claro, eu não ficaria atrás de quem não me interessa.

- E o que te atrai nela?

- Ela é geniosa e nunca faz o que eu quero, mas ela é linda e me encanta. Ela tem algo diferente que as outras garotas. Eu sei lá, quando percebo já estou procurando por ela.

- Você é um tonto. Você tem a resposta e não enxerga o que está bem diante dos seus olhos.

Remo resolveu entrar na conversa para dar uma ajuda. Por mais que Sirus fosse o seu melhor amigo, era de seu interesse despachá-lo para ficar mais tempo com Andrômeda.

- E a Lene? O que ela sente por você?

- Eu sei que rola uma alquimia entre nós.

- E essa alquimia não vai além?

- Eu não sei... ela me deu um fora, lembra?

- E por que você acha que ela te deu o fora? - Andrômeda se impacientou.

- Não faço a mínima idéia, eu não sou de se jogar fora.

- Seja sincero, primo. Você gostaria de namorar uma garota com uma imensa lista de namorados e que não tenha ficado com eles por mais de um mês?

- Definitivamente? Isso não me interessa desde que a gatinha esteja afim!

- Eita! A coisa é mais difícil! Você teria uma boa opinião de uma garota assim?

- Eu ia achá-la mais rodada que uma cerveja amanteigada.

- BINGO! - Remo soltou um berro de pura alegria. – Ela te deu um fora porque você tem a maior fama de cachorrão.

- E você está tão acostumado a agir como um cachorro que você simplesmente quer sempre tirar vantagem.

- Eu sou assim, Remo?

- Infelizmente eu tenho que concordar com a Andy.

- O que você não consegue por bem, você sempre dá um jeito de conseguir. Você não aceita o que te dão com espontaneidade, Sirius. - Andrômeda foi dura com o primo.

- Como quando ela quis me dar um beijo no rosto e eu forcei a barra dando um beijo na boca?

- Exatamente, amigo!

- Sirius... A Lene gosta muito de você, mas ela é uma batalhadora e não está disposta a ser um jogo nas suas mãos. Se o que você quer é só uma conquista, se afaste dela enquanto você ainda não a magoou. Não se esqueça que ela é minha amiga e desta vez eu não vou ficar do seu lado.

- Tudo bem, Andy. Eu vou pensar nisso tudo que vocês me disseram. Agora vou deixar vocês em paz. - Sirius pegou a vassoura e seguiu para seu recanto preferido na ponte.

Cena 2

Sob a sombra do Eucalipto, outro casal ouvia as lamentações de Marlene. James estava começando a ficar impaciente.

- Lene, não é mais fácil você aceitar o Sirus do jeito que ele é?

- James! - Lílian olhou zangada para ele.

- Você acha que ele não vai mudar?

- E para que você quer mudá-lo? Você se apaixonou por ele, com todos os defeitos e qualidades que ele possa ter ou está apenas apaixonada pelo que ele pode vir a ser?

- Você tem razão... a quem eu estou tentando enganar? - Marlene disse pensativa – É claro que eu sabia da fama de cachorrão dele, mas mesmo assim eu me apaixonei.

- Você acusa o Sirius de não pensar nos seus sentimentos, mas você também não está pensando nos sentimentos dele.

- Como assim?

- Ele sempre teve as garotas que queria aos pés e para ele é difícil entender uma rejeição.

- Para quem teve tantas namoradas, ele está muito lerdo! - Marlene cruzou os braços em sinal de contrariedade.

- Você tem razão, mas ele está passando por uma situação inédita com você. - James completou.

- É verdade, Lene. Agora ele é um enorme cão sem dono. - Lílian riu.

- E você acha que eu devo me apossar e ser a nova dona dele?

- Sim, e dona com direito a uma coleira para frear um cão levado de vez em quando. - As duas amigas riram.

- Coitado! E eu estava tentando ajudar... - James ocultava um meio sorriso ao balançar a cabeça em negativa - Mas acho que piorei a situação dele.

- Não piorou nada! Até que você se saiu muito bem, James.

- Então, eu subi alguns pontos a mais no seu conceito?

- Com certeza! - Lílian sorriu.

- E no meu também. Você não é tão idiota quanto parece ser. Acho que a culpa é do Sirius, ele é uma má influência para você. – Marlene riu da careta que James fez - Desculpa! Às vezes eu te acho exibido sem necessidade.

- Lily, tem certeza que as duas não estão fazendo complô? - James riu e olhou com carinho para Lílian - Eu me exibo pra ela, Lene.

- Eu já disse que você não precisa se exibir para chamar a minha atenção. - Lílian devolveu o olhar.

- E eu acho que estou sobrando. - Marlene pigarreou.

Os dois haviam se esquecido dela por um momento, eles se abraçaram e olharam para a amiga.

- Infelizmente você está sobrando mesmo. - James sorriu.

- Vá tomar posse do seu cachorrão, Lene.

- Com tanta sinceridade, só me resta ir embora - Marlene deu a língua para eles - Até mais, seus chatos.

- Até mais. - Os dois responderam juntos.

Marlene resolveu esticar as pernas até o lago para refletir e ao chegar observou os cisnes. O dia estava agradável e por isso ela se perdeu em lembranças. Ela lembrou todos os momentos com Sirius, desde a primeira vez que o viu, os beijos no baile, o primeiro encontro ali mesmo e outros tantos após o pacto de amizade com Lílian e Andrômeda.

Sirius já sabia quem estava na ponte mesmo sendo só um ponto à distância. Ele pensou em ir embora, mas ela o atraia como um vaga-lume a procurar calor na luz. Ele decidiu que não queria desistir, não era mais por causa de orgulho ferido: ele realmente precisava e queria estar com ela. Ele desceu da vassoura, caminhando decidido para fazê-la entender isso.

Marlene sentiu a presença dele antes mesmo de avistá-lo, sentiu um súbito calafrio, e ele estava atrás dela. Ela se virou e notou a determinação estampada no rosto dele, então ergueu o queixo para enfrentá-lo.

- Eu gosto de você, Marlene. E nada do que você disser vai me afastar, nem o fora que você me deu - Sirius sustentou o olhar dela sem desviar os olhos em nenhum momento - Eu não tenho motivos para me orgulhar da fama de cachorro que eu tenho, mas posso ser só seu, basta você me querer.

- Eu também gosto de você, Sirius. Muito mais do que você imagina... eu acabei de decidir que eu não vou mais fugir do que sinto. Eu não quero passar o resto dos meus dias lamentando por não ter aceitado o que você pode me dar e ficar imaginado o que poderia ter sido. E mesmo sabendo que talvez eu saia magoada nisso tudo. – Marlene pulou no pescoço dele e Sirus a enlaçou pela cintura.

- Juro que eu não quero te magoar, Lene. Eu só quero estar junto de você.

Sirius entrelaçava os dedos nos cabelos dela sentindo a textura macia abaixo da nuca.

- Então, que seja, Sirius. A partir de hoje você é meu, cachorro sem dono!

Marlene sorriu marota enquanto deslizava os braços do pescoço para o peito dele.

- Este cachorro está carente, Lene. Você me concede um beijo?

- Beijo concedido!

O beijo foi apaixonado e passional, pois ambos tentavam externar tudo que sentiam nele.
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Le Weasley
Intermediário
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MensagemEnviada: Sáb Nov 03, 2007 9:54 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Hááá!
Finalmente terminei de ler! rsrs

Alguém já te disse que você escreve muito bem cenas de romance?

Se não disseram, fique sabendo!

Acabou jáá;
ou tem mais?

:*s tia
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Aki Snape
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MensagemEnviada: Dom Nov 04, 2007 3:14 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Tem muito mais sim, espero que a sua tarde de domingo seja produtiva.
Laughing muitos posts pra ler. beijos Lelyzinha

Ano 4

Capítulo 31 – O Medo e a Ameaça

Cena 1

Petter estava sozinho no quarto. Ele pegou uma caixa em baixo da cama e o abriu. Dentro havia todos os tipos de doces imagináveis e inimagináveis, que ele surrupiou da cozinha. Ele adorava aquele lugar, pois era o único lugar de Horgwarts em que seus desejos se tornavam reais.

Petter pegou um doce enquanto ruminava seus pensamentos: “Os Elfos nunca se interessam em saber quem eu sou. Ah! Era tão bom sentir poder, mesmo que de mentira. Os Elfos só atendiam aos desejos dele por ele ser um estudante.”

Ele não sabia nem como, nem o porquê, mas o Medo sempre aflorava e se apoderava de seu ser. Não tinha controle nenhum sobre essa sensação avassaladora, desse mal que lhe acometia. A única possibilidade de reação que encontrava, era canalizar este estado instável na sua compulsão por comida, ingerida na mesma proporção em que sentia medo.

No início, os Marotos lhe davam bem-estar, segurança e proteção. Com o tempo viu que essas sensações não durariam para sempre, o que pôde confirmar com o surgimento das garotas em suas vidas. Agora além do medo, sentia a ameaça sempre presente, como nunca sentiu antes delas surgirem. Era impossível conviver com esses dois sentimentos intensos ao mesmo tempo.

“Eu estou acuado e tudo isso é culpa daquelas garotas ordinárias. Eu quero a minha vida de volta, pelo menos enquanto estou em Hogwarts. Depois do sétimo ano cada um de nós vai seguir sua vida, um rumo diferente apesar da amizade”.

Ele sabia... não era inteligente, não era corajoso e nem mesmo era bonito. Nada havia em comum com seus amigos.

“Eu os invejo, sou apenas uma sombra e isso é menos que nada”.

Ele não conseguia evitar, a inveja crescia como erva daninha.

“Eu só estou na Grifinória porque pedi para o Chapéu Seletor me deixar junto deles”.

Ele precisava pensar em como sobreviver sem seus amigos após Hogwarts. Tudo era uma questão de ficar do lado mais forte.

“Não tenho cabeça para pensar nisso agora, mas eu posso pensar numa forma de afastar aquelas garotas inconvenientes. Eu quase não reconheço mais os Marotos. Apesar do medo e dos perigos, as aventuras noturnas eram formidáveis e agora estavam quase paradas porque eles só queriam estar junto delas. Eu tenho que maquinar um plano para eliminar cada garota intrometida. Deixa surgir só uma oportunidade, um cuidado para que ninguém perceba a sua intenção e elas já eram”.

Ele sorriu maquiavélico, ele não parecia mais o garoto franzino e assustado.

“Isso não deve ser difícil. O Sirius termina um namoro sem pestanejar, ele não consegue ficar longe das mulheres, mais cachorro do que ele impossível. Remo já tinha um bom coração, mas uma garota tem que ser bastante desmiolada para ser capaz de amar um lobisomem. Sim, infelizmente Andrômeda teria que descobrir o segredo de seu amigo. Ah, James! Esse era o mais difícil. O que aquela garota ranzinza tinha para deixá-lo tão cego? Ele teria que ficar “amiguinho” de cada uma delas para depois puxar o tapete”.

Assim pensando, Petter comeu o último pedaço de guloseima e se deliciou com o sabor doce. Quando ele fechou a caixa, ela estava vazia. E Petter nem percebeu o quanto suas emoções se assemelhavam com o vazio da caixa neste instante.

“E já escolhi a primeira vítima”.

Ele gargalhou e seu rosto contorceu-se numa sinistra máscara de insanidade.

Cena 2

As garotas confabulavam na Torre Norte.

- Então, vocês também receberam... – Andrômeda constatou – o mesmo cartão e o mesmo teor?

- Sim, ele não é muito criativo – Marlene acrescentou pasma - É inacreditável, mas milagres acontecem.

- Menos os presentes – Lílian sorriu. – Eu ganhei um livro de poesias, mas é do James. Eu vi a assinatura dele.

- Por Merlim! Eu ganhei uma caixa de bombons – Marlene riu – Com certeza ele apanhou com os Elfos na cozinha.

- Ele me deu um vaso de flores carnívoras – Andrômeda suspirou com pesar. – Eu devolvi de volta para a estufa da professora Sprout.

- Ah! Eu achei boa a intenção dele – Lílian sorriu. – O que vocês acham?

- Eu o acho esquisito – Marlene foi sincera
.
- E eu não confio nele – Andrômeda suspirou novamente. – Ele me dá arrepios.

- Tirando a parte que ele nos presenteou com coisas “alheias”, podemos dar uma chance para ele? – Lílian suplicou através do olhar – Afinal, ele deve ter algo de bom para ser amigo dos Marotos.

- Lá vem você, Lily – Andrômeda disse realmente aborrecida. – Como você consegue achar que todo mundo tem um lado bom? De nada valeu a última experiência?

- Experiência? – Marlene disse curiosa.

- Ela era amiga do Snape. –Andrômeda sibilou todo seu desprezo ao dizer o nome.

- Aquele seboso mal encarado da Sonserina? – Marlene ficou assombrada.

- Bem... eu me enganei, mas isso não quer dizer que me enganaria uma segunda vez – Lílian sorriu sem graça. – Ou posso?

Andrômeda e Marlene se olharam num mútuo entendimento silencioso.

- Tudo bem! Nós daremos essa chance, mas até que se prove o contrário eu ficarei com um pé atrás, entendido? – Andrômeda cruzou os braços.

- Eu adoro vocês duas! – Lílian abraçou as duas amigas.

- Então, vamos ao encontro – Marlene riu – eu quero ver a cara dele, quando ele tiver que nos enfrentar todas juntas.

Cena 3

Petter escondeu seu desconforto sob a bata do uniforme, esperando pela primeira garota que teria de enfrentar naquela manhã. Ele preparou-se para o encontro durante toda a semana anterior, pensando em cada detalhe, em cada explicação que daria, seria fácil enganar uma de cada vez, mas na verdade faltou-lhe coragem para enfrentar a três juntas.

- Olá, Petter! – Lílian disse.

Ele que estava entretido sobressaltou-se ao virar para ela e assustou-se mais ainda quando se deparou com as três a sua frente; arregalou os olhos, pois não estava preparado para isso.

- O-olá! – gaguejou.

- Nós quisemos facilitar, já que o assunto era o mesmo – Andrômeda disse com seu jeito peculiar de persuasão. – Você não se importa, não é mesmo?

- N-não! – Petter conseguiu dizer.

- Então, o que leva você a acreditar que nós não gostamos de você? – Marlene perguntou. – Afinal, eu sempre achei que você não gostasse de nós.

- E-eu... – olhou para os seus pés. – Estava com ciúmes. É que eles sempre foram amigos em tempo integral e a-agora, eu quase não os vê-vejo, quer dizer eu não os vê-vejo mais sem vo-vocês.

- É verdade, mas acho que isso não vai mudar – Andrômeda foi cruel. – Se depender de mim, eu ficaria mais tempo com o Remo, se pudesse.

- E-eu sei! Já que não posso mu-mudar isso, quero me tornar a-amigo de vo-vocês. Assim, não me sentirei tão deslocado.

- Por mim tudo bem, Petter – Lílian sorriu – Eu adoraria ter mais um amigo.

Petter estava perplexo. A ruiva, quando queria, até ficava mais bonita. Ao contrário do que pensou, foi até mais fácil convencê-la do que as outras.

- Obrigado Lílian – suspirou um pouco aliviado.

- Pode me chamar de Lily – sorriu novamente – Andy e Lene, vocês prometeram.

- Olha! Eu prefiro que todos sejamos amigos – Marlene estendeu a mão amigavelmente.

- Ah! Obrigado – ele apertou a mão estendida com entusiasmo.

- Tudo bem – Andrômeda apertou a mão dele também. – E, aproveitando, eu queria te agradecer pelo presente. Pena que eu tive que devolvê-lo para a estufa da professora Sprout... – acrescentou – era... perigoso demais.

Todos os sentidos de Petter ficaram em alerta; ele percebeu que ela era seu maior empecilho e a adversária mais difícil seria a que mais achava fácil. As aparências enganavam, e ele teria que mudar todo seu esquema de maquinações.


Editado pela última vez por Aki Snape em Dom Nov 04, 2007 3:19 am, num total de 1 vez
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Aki Snape
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MensagemEnviada: Dom Nov 04, 2007 3:17 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Capítulo 32 – Ensaio e Erro

Cena 1

Na Sala Comunal, os Marotos se reuniam para adiantar os estudos, pois havia inúmeros trabalhos, exercícios e testes antes do final do ano letivo e eles queriam estar mais tempo ao lado das garotas.

- Onde está o Petter? – Sirius indagou injuriado – Ele deveria estar aqui fazendo a parte dele.

- Ele está meio esquivo ultimamente.

- Você também notou, Remo?

- Sim. Ele está assim... – Remo pensou por alguns segundos – desde que as garotas começaram a fazer parte das nossas vidas, eu creio.

- É verdade! Acho que ele se sente deslocado, pois se pensarmos bem, ele é o único que ainda não tem uma namorada. Ademais deixamos as nossas aventuras para trás.

- E o que nós faremos, James? Arranjamos uma namorada para ele? - Sirius sorriu daquele jeito peculiar de deboche - Quem sabe a Mulher Gorda?

- Humm... - Remo não segurou o riso e os outros também não, ao imaginar Petter e a Mulher Gorda juntos – vai ser difícil encontrar alguém para acompanhá-lo numa empreitada até a cozinha.

- Quem sabe só precisamos continuar com as nossas incursões noturnas? - James apresentou uma solução simples, útil e agradável.

- Mas as nossas saídas não pararam de todo, pelo menos não na semana em que preciso sumir - Remo lembrou.

- E por falar nisso!

Sirius mostrou um livro grosso de capa dourada em auto-relevo e que dependendo da posição em que era visto, via-se um bruxo transformando num animal qualquer.

- O que é isso? - James perguntou curioso.

- Um livro altamente interessante.

- Esse livro de magia está acima de nossos padrões, Sirius. - Remo comentou perplexo com a ousadia do amigo.

- É o que estou pensando? Transformação voluntária para qualquer animal - James ficou empolgado.

- Exatamente! Como animais um pouco mais conscientes que você, nós poderemos te acompanhar para qualquer lugar, isso equivale dizer que você não precisa mais ficar preso naquela casa.

- Eu confesso, Sirius! Seria uma ótima idéia, mas acho que é muito perigoso para vocês. E se não der certo?

- Nós tentamos até conseguir, Remo.

- Que eu saiba todo Animago precisa ser registrado... – Remo tentava incutir um pouco de responsabilidade – E depois, ainda há um grande agravante. Eu estaria traindo a confiança que Dumbledore depositou em mim.

- Ninguém precisará saber disso, muito menos Dumbledore - James defendeu a idéia. - Será que conseguiremos ser um Animago?

- Por Merlim! Por vezes você é um verdadeiro desmancha prazeres, Remo. Por que você não procura apenas relaxar? Ademais, você só trairá o Diretor se encontrar algum humano. Quem nós haveremos de encontrar pelo caminho? E, já que nem mesmo nós estaremos na forma humana, que perigo você pode representar?

- Vocês são uns loucos e eu mais ainda por me deixar convencer.

- E então, estamos de acordo?

Petter surgiu neste momento, ele ouviu a conversa desde o momento em que Sirius apresentou o livro e ficou escondido. Finalmente os amigos iam sair da letargia e ele se motivou, sendo o primeiro a estender a mão.

- Juro solenemente não fazer nada de bom.

Os Marotos se surpreenderam com a repentina aparição do amigo, mas seguiram-se os votos.

- Você está treinando para ser espião, Petter? – Sirus perguntou cheio de cinismo. – Me diz quem está te treinando, pois eu o quero como professor.

- Menos, Sirius! Desde quando você estava “aí”? – Remo perguntou com a consciência pesada.

- Desde quando esse “Almofadinhas” mostrou o livro. – Petter foi sincero.

- Ah! - James olhou aliviado para Remo – Quando começaremos?

- Imediatamente! – Os olhos de Sirius brilhavam de ansiedade – Mas acho que precisamos ler primeiro.

- Já sei que vai sobrar pra mim – Remo disse dando de ombros.

- Já que você insiste – James disse – Sou todo ouvido!

- Hehehe! – Petter gargalhou timidamente.

Os amigos que pensavam conhecer Petter neste momento, ainda se surpreenderiam com a capacidade dele inventar artimanhas mirabolantes, principalmente quando acuado e com um objetivo determinado. Onde tudo no momento era amor e amizade, o pior ainda estava por vir, a “Traição” de um amigo.

Cena 2

No dia sequiente os Marotos se encontraram novamente na Sala Comunal. A primeira tentativa de transformação acabou sendo infrutífera, com conseqüências penosas para os três iniciantes: Sirius tentou se transformar num urso e acabou com o peito peludo; James tentou se transformar num cervo e acabou com a ponta de um chifre na testa; Petter, finalmente, tentou se transformar num rato, e acabou com a voz esguichada e uma certa protuberância no traseiro.

- Eu avisei! - Remo sorriu. Ele era o único ileso desta aventura.

- Veja só como é a vida, James! Nós tentamos tornar a vida de um amigo mais suportável e o que ganhamos com isso? Que ingratidão, Remo!

Sirius estava aborrecido porque precisava andar com o colarinho fechado; o calor dava uma sensação de desconforto e ele se sentia sufocado. Remo gargalhou sem pena alguma dos seus amigos, divertindo-se com o estado de infortúnio dos três. Nesse momento, uma grande coruja prateada adentrou a janela aberta.

- Alada, minha amiga! - James falou carinhosamente com a coruja, entregando-lhe a sua recompensa. - Você trouxe uma resposta?- Ele retirou a mensagem e a leu minuciosamente:

Meu filho,
Muito me orgulha saber que você está se esforçando nos estudos, mas Animago? Você não acha que está exagerando um pouco? Qual a necessidade de antecipar um aprendizado? A experiência me diz que algo importante está intervindo nessa sua ação e que não está relacionado aos seus estudos.
Porém, confio que você usará corretamente o conhecimento que partilharei neste momento. Para ser um Animago, há necessidade de concentração interior, visualização mental e domínio sobre o corpo.
No início, a transformação deve ser tentada em animais fáceis e de pequeno porte. Caso haja erro, algumas conseqüências poderão ocorrer, tais como adquirir partes corpóreas dos animais, mas não se preocupem os efeitos não são eternos. O incômodo pode levar de duas a três semanas dependendo do animal. Quanto maior o animal mais tempo se levará para a recuperação total.
E, por favor... antes que vocês e os outros garotos cometam a insanidade de se transformar em qualquer animal, aconselho a esperarem até às férias, pois sendo seu pai, um perfeito Animago registrado, eu poderei ensinar-lhes devidamente.
Sem mais,
Edward Potter


- Rapazes! Tenho boas e más notícias.

- Quais são as boas notícias? - Remo estava curioso.

- Meu pai nos ensinará a sermos um Animago.

- Que ótimo! - Sirius ficou extasiado.

- E a má notícia? - Petter estava inquieto.

- Bem, vai levar umas duas ou três semanas para que a gente se recupere dessa aventura.

- Que droga! Eu não posso ficar com esse colarinho fechado por duas semanas...

- Pelo menos dá para esconder o seu peito peludo, Sirius! - Petter esguichou feito um rato – E James... bem, o seu chifre parece mais um calo na testa e dá para cobrir com uma atadura. Mas e eu? - Petter cruzou os braços fazendo um bico maior que a de um bule.

Remo se contorceu de rir até não mais poder, reverberando uma estrondosa gargalhada.

- Sinto ter que lhe dizer isso, meu caro Rabicho. Você terá que ficar de quarentena na enfermaria. Se fossem apenas os esguichos ensurdecedores, mas... - Remo tentava controlar o riso e as lágrimas – essa coisa aí atrás não vai dar para disfarçar.

- Rabicho? - Sirius e James se olharam indagando Remo ao mesmo tempo.

- Ah! E que tal? Eu acabei de inventar um nick para o Petter. - Remo sorriu.

- Ficou legal, Petter! - James tentava animar o amigo amuado.

- Então, já temos Almofadinhas, Aluado e Rabicho. – Sirius mudou o foco para James - Só falta você.

- Não esquente a sua cabeça com isso, meu caro amigo.

- Eu faço questão, James - Sirius esboçou aquele sorriso maroto. - Afinal, amigo é para essas coisas.

- Chifrudo? - Petter queria descontar a sua raiva.

- Posso saber em que sentido? - James se enfureceu.

- Calma! Pontas não seria melhor? – Remo tentava aplacar a ira de ambos - Uma alusão sutil para o seu estado atual.

- Perfeito, Remo! Então, com os nicks, o Mapa dos Marotos ficará completo. - Sirius lembrou.

- Desculpa. Petter! Eu não deveria ter rido. - Remo deu um tapa amigável na costa do amigo para fazer as pazes.

- Tudo bem. - Petter disse com um pouco menos de rancor.

- Vamos lá para a enfermaria para ver o que a nossa querida Madame Pomfrey pode fazer por nós. - Sirius disse amigavelmente – Afinal, ainda temos uns dias antes das férias.

- É, vamos. Preciso colocar uma atadura nessa coisa e enquanto isso, nós precisamos inventar uma explicação plausível para Lily. - James comentou inocente.

- Graças! Eu não tenho que passar por isso. - Remo sorriu feliz.

- Sorte! Tomara que a Marlene não descubra. – Sirius suspirou infeliz.

Eles saíram para o corredor vazio em direção a enfermaria. Petter andava na frente fazendo caras e bocas enquanto ouvia o restante dos Marotos conversarem sobre o que Lílian e Marlene seriam capazes caso descobrissem essa travessura.

Petter estava louco para que elas descobrissem tudo, inclusive sobre Remo, mas ele pesou os prós e os contras: ”Ainda não é a melhor oportunidade”. Ele resolveu esperar uma oportunidade melhor; seria humilhante demais para ele se elas descobrissem o seu desconforto também.
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MensagemEnviada: Dom Nov 04, 2007 3:22 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Capítulo 33 – As Férias

Cena 1 (De pai para filho)

A noite estava calma, o Sr. Potter fumava seu cachimbo sentado à varanda, quando James apareceu.

- Oi, pai. – James se sentou ao lado Edward.

- Sem sono, meu filho?

- Ansioso. – Ele suspirou.

- Vai dar tudo certo! – Edward sorriu. – Sua mãe é ótima quando se trata de diplomacia. Fui informado agora a pouco que todas elas virão. Já está confirmado.

- Sério? – James não cabia em si de contentamento. – Como ela conseguiu, pai?

- Bem, ela pediu para que Dumbledore nos recomendasse por carta. Somos uma família acima de suspeita, portanto espero que faça a sua parte, meu rapaz. Seja um cavalheiro e conserve seus amigos na linha.

- Sim, senhor! – James bateu continência. – Nos manteremos na linha.

- Ótimo! – Edward sorriu.

- Pelo menos tentarei, Sirius é minha preocupação... – calou-se - agora Remo, tudo bem. E por falar nele, graças a poção milagrosa de Dona Vivian, ele se recuperou rapidamente – desviou o assunto.

- Sim, filho – Edward concordou. – Filho! Quero ter uma conversa séria de bruxo para bruxo. Diga-me! Quais são as suas intenções para com essa moça?

- As melhore possíveis, pai – James sorriu mostrando as covinhas. – Eu nunca tive tanta certeza de algo.

- Quando foi que você cresceu, meu rapaz? – Edward suspirou – Nós, os homens da família Potter, só amamos uma mulher em toda nossa vida, James. Portanto, você tem a nossa benção, mas tenha em mente que os pais dela talvez possam se opor.

- Por que eles se oporiam, se tenho certeza de que posso fazê-la feliz?

- Pelo simples motivo que eles não são bruxos, James. Eu soube por Dumbledore, que eles foram contra a ida dela para Hogwarts, no início. A minha experiência me diz que você terá de lutar por sua felicidade.

- Eu faria tudo por ela, pai. Até morrer se fosse preciso.

- Espero que isso não seja necessário, meu filho. – Edward disse com o semblante carregado.

- Não se preocupe, eu os dobrarei apenas com o meu charme – James riu – Mas primeiro eu preciso convencê-la de que eu sou sua melhor escolha - ele passou a mão no cabelo num gesto impaciente. – como faço isso, pai?

- Use seu charme em dobro – Edward sorriu lembrando muito James – E paciência, meu filho.

- Mulheres! Por que elas gostam tanto de complicar?

- Não sei, mas sem a sua mãe, eu não saberia viver – Edward guardou o cachimbo e se levantou – Você ainda vai ficar aqui?

- Um pouco, pai. Boa noite!

- Boa noite, filho. E para vocês também, rapazes. – Edward gargalhou – e não pensem que me esqueci. Quero que todos vocês sejam cavalheiros respeitáveis enquanto as garotas estiverem sob nossos cuidados.

Edward entrou fechando a porta atrás de si.

Cena 2 (Papo cabeça)

Sirius desceu do telhado da varanda e Remo saiu detrás das ameias.

- Vocês estavam aí esse tempo todo? – James estava rubro de vergonha.

- Eu queria ter uma conversa com assim com meu pai – Remo suspirou cheio de tristeza. – Você tem muita sorte, James.

- Eu sei – Remo se sentou no lugar que Edward havia estado e James bateu em seus ombros.

- Que história é essa de Remo tudo bem e Sirius é minha preocupação? – Sirius fingiu zanga – Quer dizer que o namoro com a Lily é sério mesmo? Um Potter ama somente uma mulher na vida. - Sirius imitou a entonação de Edward e sorriu cínico – De onde vem tanta certeza?

- E você não tem certeza sobre a Lene? Você já se perguntou por que tem que ser ela e não outra garota? – James contra-atacou. – E por falar nisso, eu nunca mais te vi olhando para outra garota, Sirius. A não ser, é claro, quando você quer causar ciúmes nela.

- Touchê! Acho que nós três estamos irremediavelmente apaixonados, ham? – Remo riu.

- Pelo menos a sua situação é melhor do que a nossa. Você é correspondido.

- E vocês não são? A Lily só não quer admitir e a Lene... bem, ela é durona, mas nada que um charme em dobro não resolva – Remo sorriu marotamente.

- Bom, é claro que usarei minha arma secreta – James riu – o problema será me controlar para não passar dos limites e ser um perfeito cavalheiro, Remo.

- E qual o problema de passar dos limites?

Remo e James se olharam num mudo entendimento, como se dissessem um para outro “Não disse”.

- E aí, quem se habilita a me explicar? – Sirius ficou amuado e cruzou os braços.

- Bom, nos controlarmos é uma forma de demonstrar para a garota que ela é especial, entende?

- Não! Se eu quero e ela quer a mesma coisa, por que precisamos parar para demonstrar qualquer coisa?

- Eu desisto. Vou dormir. Tente você, James. Boa noite para vocês. – Remo entrou.

- Sirius, alguma garota já te negou alguma coisa?

- Só a Lene!

- Ainda bem, então ela te ensina essa lição. – James riu – Vamos dormir!

Sirius levantou a contra gosto e dois entraram.

Cena 3 (Saudade Tripla)

Fazia uma semana desde que as garotas vieram, mas eles ainda não tinham estado sozinhos. Sua mãe conseguiu organizar a vida deles na casa. James finalmente marcou um encontro com Lily no pomar de laranjeiras. Ele subiu na árvore e aspirou o perfume das flores. Sem ter o que fazer enquanto esperava por ela, colheu as flores e trançou uma coroa para lhe presentear.

Lílian corria ao seu encontro e olhava ao redor procurando-o, mas não o viu escondido entre as folhagens da copa, ela se sentou sobre a sombra para aguardar a sua chegada e James aproveitou para olhá-la sem que percebesse.

-Vai! - James sussurrou tocando levemente a coroa com sua varinha. A coroa flutuou até se encaixar na cabeça de Lílian.

- James? – Lílian olhou para cima e sorriu – Desça, já daí!

- Acho que não! A visão está melhor daqui de cima.

Lílian olhou para o decote de seu vestido e se levantou bruscamente.

- James Potter! – Ela estava escarlate.

- Sabe que você fica linda corada? – Ele desceu rapidamente.

- O que faço com você, James? – Fingiu zanga.

- Pode me dar um beijo, senhorita. – ele sorriu.

- Você não está merecendo, acho que você precisa é de um corretivo.

- Mas não mereço um beijo pela coroa de flores?

- E depois, posso te dar um tapa pelo atrevimento?

- Só se você ainda o quiser depois deste beijo.

- Conven.... - Lílian não concluiu, pois James a beijou apaixonadamente, exprimindo toda saudade que sentiu pelo tempo que não se viram.

- James, você andou treinando? – Lílian suspirou, disse ainda de olhos cerrados e agarrada a ele.

- E como eu faria isso? – James se afastou e lhe ofereceu a face para o castigo.

- Você cresceu – Lílian ignorou o gesto de James. - Qualquer dia destes vou precisar aprender a escalar - pulou novamente em seu pescoço.

- E o castigo? – Ele a abraçou.

- Fica para a próxima vez. Poderíamos continuar as nossas aulas práticas?

James a suspendeu para que ficasse mais alta, então Lílian abaixou seu rosto para beijá-lo novamente.

- Garota decidida! – James disse entre um beijo e outro – Mas, esse aperfeiçoamento técnico está ficando muito perigoso, portanto já para casa.

Eles caminharam de volta abraçados.

Cena 4 (Saudade Tripla)

Sirius e Marlene caminhavam por entre as flores do jardim, podia-se sentir o perfume de flores diversas, alfazemas, rosas e violetas, de todas as cores. Ela andava na frente e ele a acompanhava logo atrás. De repente, ela parou de andar e ele chutou uma pedra em seu caminho.

Marlene estendeu a mão, pegando-o de surpresa, Sirius sorriu feliz e eles passaram a caminhar de mãos dadas até o caramanchão. Lá chegando, ela se sentou enquanto ele ficou em pé. Sirius parecia um cão aguardando as ordens de sua dona.

- Senta aqui do meu lado – bateu no assento – Eu vou ficar com torcicolo, se tiver que olhar para você o tempo todo.

Ele se sentou guardando uma certa distância. Após a conversa que os Marotos tiveram na varanda, ele resolveu que evitaria passar dos limites, pois queria ser correto com Marlene.

- O quê você tem? – perguntou receosa de que ele já estivesse cansado dela e o encarou bem dentro dos olhos – você não parece o mesmo.

- Eu estou tentando me controlar, Lene – explodiu – James e Remo inventaram essa história.

- O que exatamente eles inventaram?

- Que quando a gente gosta de uma garota de verdade, não devemos passar de um certo limite para demonstrar que ela é especial.

Marlene irradiou felicidade. Então, ela era especial para ele. Era um sonho ouvi-lo declarar isso em alto e bom som.

- Você não precisa mudar seu jeito de ser, Sirius. Eu posso muito bem te alertar quando você transpor esses limites.

- Verdade? - Ele se aproximou.

Ela cerrou os olhos e aguardou o momento pelo qual sonhou, desde a breve separação. Sirius levantou seu queixo e explorou cada centímetro de sua boca, como se estivesse a fazer uma pesquisa.

- Eu Passei dos limites? - Ele parou.

- Por enquanto, não. - Ela encostou a cabeça no ombro dele.

Desta vez, Sirius a envolveu pela cintura, colando-se a ela enquanto com uma das mãos acariciava-a na nuca. Ele percorria um caminho de fogo entre a veia pulsante de seu pescoço e o lóbulo da orelha. Marlene perdeu completamente a noção das coisas, o fôlego lhe faltava e em sua cabeça um sinal de alerta apitava.

- E agora? Passei dos limites? - Seus os olhos brilhavam perigosamente.

- SIM, algo me diz que devemos voltar.

Marlene se levantou, mas Sirius a impediu pegando-a de surpresa. Ela caiu sentada em seu colo e ele beijou-a sedento, desejou muito mais do que ele poderia querer e mais do que ela poderia lhe dar no momento. Ela pensou que seu coração fosse parar enquanto Sirius passeava suas mãos por onde queria e Marlene já não tinha mais forças para resistir. No entanto, ele parou e se afastou. Sirius também respirava com dificuldade.

- Isso é uma tortura, Lene – disse inconsolável.

- É verdade – sorriu – mas você faria isso novamente por mim?

Ela cravou seus grandes olhos sobre ele. Era um teste, ele bem sabia e tudo parecia depender de sua resposta.

- É claro que faria! – suspirou aliviado ao perceber que dera a resposta certa e acrescentou – Vamos antes que me arrependa.

Desta vez, Sirius a abraçou pela cintura e eles percorreram o caminho de volta um do lado do outro.

Cena 5 (Saudade Tripla)

Remo e Andrômeda sentaram no balanço da varanda. Ele segurava a mão dela enquanto acariciava ao redor do anel.

- Eu gostaria de conhecer sua família.

- Tio Alfardo e Sirius são a única família que você precisa conhecer.

- Então, é com o Tio Alfardo que preciso oficializar nosso namoro? - Remo levantou as mãos para o céu.

- Sim, é para ele. Por incrível que pareça, ele é meu tutor legal – sorriu cheia de felicidade – mas você tem absoluta certeza?

- E você não?

- É claro que tenho, mas... – disse pensativa – somos menores de idade e ainda precisamos terminar os estudos.

- Sim, temos uma infinidade de coisas para fazer antes – ele suspirou enquanto brincava com uma mecha de seus cabelos – até mesmo apresentá-la aos meus pais, o que não posso fazer no momento, meu pai está se convalescendo.

- Seu pai está doente? É grave, Remo? – disse surpresa.

- Um pouco, assim que houver uma melhora, eu a apresento. Eu prometo!

- Tudo bem, amor.

- Diga isso novamente!

- O quê?
- Amor! - Remo encostou sua testa na dela.

- Meu amor! - Corou enquanto tocava nariz com nariz.

- Eu te amo, Andy.

Eles se beijaram com infinita ternura, diante de uma platéia que não sabiam existir. O mundo deixou de existir, mas o momento foi breve. O silêncio foi quebrado pelo ranger de uma porta se abrindo.

- Hum-hum. A Sra. Potter chamou-lhes a atenção.

O casal alienado se separou enfim, surpreendidos pelos dez pares de olhos voltados para eles.

- Acabou a hora do recreio, pelo menos para os rapazes – Vivian riu – Garotas para a sala de chá e os rapazes para o escritório de Edward.

O grupo entrou para se separarem no corredor e sob os olhos de águia da Sra. Potter só lhes foi permitido apenas um rápido beijo de amigos.

Cena 6 (Chá das Cinco)

A Sra. Potter se sentou na poltrona e serviu o chá. O aroma de eucalipto se sobressaia no chá fumegante.

- Aqui estamos nós! Sobre o quê conversaremos, hoje? É tão bom ter outras mulheres na casa - Vivian suspirou.

- Sra. Potter! Eu posso lhe fazer uma pergunta impertinente?

- Marlene! - Andrômeda advertiu.

- Tudo bem. Deixe-me verificar por mim mesma, se a pergunta é mesmo impertinente – sorriu encorajando Marlene.

- Como a senhora se apaixonou pelo Sr. Potter?

- Bem, eu conheci Edward a minha vida inteira. Nossos pais eram amigos e vizinhos, portanto tinham esperanças acerca de nossa união. Nós convivíamos juntos como se fossemos irmãos. Para onde ele ia, eu o seguia até que ele foi para Hogwarts sem mim.

- Então, o casamento não foi por amor?

- Lene! - Lílian corou violentamente.

- Engano seu, Marlene. Eu precisei ir para Hogwarts e conviver com outros garotos para descobrir o quanto Edward era importante para mim.

- A senhora teve dúvidas? - Andrômeda perguntou incrédula.

- Às vezes o amor não fica claro desde o início. Vejo em seus olhos, que você ama uma certa pessoa e não tem nenhuma dúvida a respeito.

- Que tipos de dúvidas a senhora teve? - Lílian disse tímida.

- Todas as que você possa imaginar e mais algumas, Lílian. Primeiro eu achava, que sentia por Edward apenas um amor fraterno, no máximo uma grande amizade e por isso, me esforçava para conhecer outros rapazes, que eu inevitavelmente acabava comparando com Edward. Eu tentava, mas não conseguia encontrar ninguém melhor que ele. Então, vendo-o junto de outras garotas, senti ciúmes e fiz coisas terríveis contra ele, das quais não me orgulho. Foi duro admitir que eu o amava, pois me lembro que sofri muito pensando que ele não me amava da mesma maneira – Vivian fez uma pausa, o silêncio era absoluto – mas Edward me provou que eu estava errada, o que sentíamos um pelo outro era recíproco e verdadeiro, independente da vontade ou interesse de nossos pais. Hoje ainda tenho muitas dúvidas, mas elas já não centralizam minha vida. Um conselho, dado para garotas especiais como vocês: as dúvidas sempre vão existir, mas não devemos usá-las como desculpa para não viver um momento por medo de tentar.

- Sra. Potter! Eu juro que é minha última pergunta! - Marlene receou pela ousadia.

- Responderei quantas perguntas você quiser, minha cara. – Vivian sorriu.

- Como dizer “não” aos avanços quando queremos dizer “sim”?

Andrômeda e Lílian coraram até a raiz dos cabelos, se houvesse um buraco grande e profundo, ambas se enterrariam imediatamente dentro dele.

- Bem... – Vivian corou involuntariamente – Não é que você precise dizer “não” a todos os avanços, mas acho que tudo tem um momento certo. E nem tente se enganar, uma mulher, bruxa ou não, sempre sabe quando está preparada para dizer “sim” e sinceramente, acho que vou ter uma conversinha com Edward para que ele aconselhe certos rapazes que eu conheço sobre “avanços”.

Marlene corou violentamente. Andrômeda sorriu, pois amiga provava um pouco de seu próprio remédio.

- Sra. Potter – Lílian tomou coragem – Como podemos ter a certeza de um amor verdadeiro?

- Você deve seguir o que seu coração mandar, Lílian. Você nunca encontrará ”sentimentos” usando a “razão”. Mas não se preocupe, eu conheço o meu filho e posso dizer que ele está completamente apaixonado por você.

Lílian se calou, pois o problema não era James. Por que será que ela sentia insegurança? A ela parecia que perderia o controle sobre si mesma se admitisse amar James?

- Sra. Potter? – Lílian calou-se. – Podemos amar mais o outro do que a nós mesmos?

- Sim, Lílian. O amor se constrói a dois e ele exige uma dedicação contínua de ambas as partes. Um problema se instala entre duas pessoas quando não há dedicação de uma das partes e o outro se sente lesado porque a recíproca não é igual. Dizem que o amor verdadeiro pouco ou nada exige em troca, mas eu ainda não vi nenhum amor sobreviver sozinho – um silêncio se formou na sala até que o relógio soou - Merlim nos acuda! O tempo passou tão rápido. Quem se habilita a me ajudar? Posso ensinar a técnica de como agarrar um bruxo pelo estômago. – ela riu dando por encerrada a hora do chá.

Cena 7 (Animagia)

Os Marotos entraram no escritório, com uma preguiça enorme. Seus pensamentos todos voltados para a sala de chá. O Escritório do Sr. Potter foi mobiliado de forma que parecesse uma sala de aula temporariamente. Petter já estava em sua carteira e os olhava com uma cara de mau-amigo.

- Olá, rapazes, sentem-se! Quanto mais rápido começarmos mais rápido terminamos.

Eles se sentaram a contra gosto e pela primeira vez demonstravam desinteresse. Remo se afastou num canto em que pudesse assistir, mas sem atrapalhar.

- Bem, é difícil competir com as garotas, mas façam um esforço, por favor? – Edward sorriu. - Nas semanas anteriores, as aulas teóricas sobre transfiguração foram cansativas e repetitivas com o intuito de fixar algo em suas mentes. Nas aulas práticas obtivemos com certo sucesso a transformação de partes corpóreas de certos animais. Hoje, nós iremos um pouco mais além.

- Finalmente, seremos um animago? – Os Marotos se despertaram.

- Ainda não - houve um desânimo geral – mas se vocês conseguirem dominar várias partes do corpo em conjunto, estarão a um passo disso. Muito bem, descobriremos as capacidades de cada um, afastem as cadeiras!

Carteiras e cadeiras foram arrastadas para as paredes. O centro da sala ficou vago e os Marotos se enfileiraram um do lado do outro.

- James, você primeiro. Tente fazer aparecer chifres em sua testa enquanto transforma suas mãos em patas de um cervo e depois os reverta novamente.

James respirou fundo e fechou os olhos para se concentrar. Quando abriu os olhos, chifres enormes cresciam de sua testa enquanto as mãos transformavam-se em longas patas de cervo. Ele fechou os olhos novamente e reverteu a transformação.

- Muito bem, filho. Isso foi à parte mais fácil e agora vou pedir uma coisa bastante difícil para você Sirius. Existem animais mágicos que são diferentes dos animais comuns. Eu quero que você transforme sua cabeça numa águia e o seu corpo num cavalo.

Sirius procedeu da mesma forma e ao abrir os olhos seu corpo se contorceu e ele se sentou como um animal de quatro patas, um quase hipogrifo surgiu diante deles. Sirius se sentiu ridículo e fechando os olhos novamente, reverteu a transformação.

- Bravo! Eu estou orgulhoso de vocês. Em breve vocês terão domínio sobre o corpo todo e poderão se transformar em qualquer animal.

- E eu senhor Potter? – Petter disse ansioso.

- Bem, Petter! Primeiro, eu sugiro que você tente transformar seus dentes em dentes de rato.

Petter fez o mesmo que os outros e ao abrir os olhos seus dentes estavam enormes como as de um rato. Ele concentrou-se para reverter à transfiguração, mas algo definitivamente não estava certo. Por mais que tentasse, ele continuava com os dentes de ratazana.

- Eu não consigo, Sr. Potter – ele choramingou.

- Petter! Por Merlim, você não se olha no espelho? – Sirius disse aborrecido.

- Claro que me olho – retrucou zangado.

- Então, Petter – James disse paciente - Fique calmo e pense na imagem que você vê no espelho,

- Pense em como são os seus dentes? - Remo disse de onde estava.

Petter fechou os olhos e finalmente, ele conseguiu reverter à transformação.

- Por hoje chega rapazes! James, Sirius e Remo; vocês estão dispensados. Você não, Petter! Um pouco mais de treinamento antes do jantar não lhe fará mal algum. Fechem à porta antes de sair, ninguém deve saber que treino animagos clandestinos.

Os Marotos saíram deixando o pobre Petter esfomeado.
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MensagemEnviada: Dom Nov 04, 2007 3:24 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Capítulo 34 – Férias 2

Cena 1 (O Chamado)

Vivian abriu a porta, a noite estava escura e somente as estrelas iluminavam o céu. Ela estava inquieta e isso agora era freqüente, seu coração pesava toda vez que Edward era chamado no meio da noite. Assustou-se ao perceber um vulto sentado no balanço.

- Petter! O que está fazendo sozinho aqui fora?

- Ah! Eu estou sobrando – Ele se lamuriou – Por isso, preferi estar aqui.

- Então, me faça companhia. Edward... precisou sair, mas nós inventamos um piquenique no regato.

- Eu lhe faço companhia, mas é somente pela senhora. Um piquenique agora à noite?

- Sim, eu quero mostrar algo para as garotas antes que todos vocês voltem para Hogwarts.

A porta se abriu novamente e os casais saíram.

- Vamos então? – Vivian perguntou – Pegou a cesta, James?

- Está aqui, mãe.

Vivian segurou-se no braço de Petter e eles iniciaram a breve caminhada até o regato em silêncio. A noite estava agradável, uma leve brisa soprava por entre as árvores e o perfume de camélias se alastrava no ar.

- Sentem-se! – Vivian murmurou – E silêncio!

Eles estenderam as toalhas no chão e se sentaram calados. Vivian acendeu um incenso que pegara no cesto. O ar exalou um perfume exótico, que era levado pela brisa. Vários pontos luminosos surgiram nas folhagens. A natureza manifestava toda a sua magia, tudo a volta brilhou igual a uma árvore no natal.

- É tão lindo, James. – Lílian suspirou – São vaga-lumes.
- Sim, Natal em pleno verão – James sorriu. – Eu tinha me esquecido.

- Parecem estrelas caídas do céu – Andrômeda disse encantada.

- É verdade – Remo disse maravilhado. – Os vaga-lumes quase não existem mais, eles só se reproduzem em águas limpas.

Um vento forte soprou e as pequenas luzes se deslocaram. Alguns deles pousaram nos cabelos de Marlene.

- Você ficou mais linda, Lene.

- Faz cócegas – Marlene riu.

Enquanto os jovens se divertiam, Vivian assistia calada. Um presságio lhe dizia que essa paz não duraria para sempre. Ela procurou conforto segurando nas mãos de Petter, mas ao contrário ficou mais apreensiva. Petter estava frio, Vivian pressentiu que algo estava muito errado. Não eram somente as mãos enregeladas, mas Petter tinha a sua alma congelada.

- Petter! – Vivian sussurrou – Você está bem?

- Como? – Ele não ouviu e por isso foi evasivo. – É bonito.

Ela o olhou atentamente, apesar de parecer um garoto normal, ela percebeu que ele já não era mais aquele pequeno garoto encantador, que a perseguia pedindo por sua atenção. Ela estremeceu involuntariamente, o futuro pareceu incerto e tenebroso.

- Petter! Se eu pedir algo você me atenderia?

- Qualquer coisa, Sra Potter! – disse sem pestanejar.

- Prometa-me que se algum dia você tiver que escolher entre um caminho mais fácil e outro mais difícil, você se lembrará que tem coragem suficiente para enfrentar qualquer mal que surgir em seu caminho?

- Prometo! – Petter não havia entendido.

- E nunca esquecerá, que pertence a esta família?

- Nunca, Sra. Potter.

- Oh, Petter! Que Merlin tenha piedade de todos nós. – Ela o abraçou como abraçaria James.

- Nada de mal acontecerá. - Ele percebeu a aflição e tentou confortá-la.

- Tomara que você esteja mais certo do que eu.

James olhou a mãe abraçada ao Petter e não resistiu.

- Está roubando a minha mãe, Petter?

- Não! – Petter ficou envergonhado.

- Ele não precisa, meu filho – Vivian sorriu e pousou a mão em seu coração.
- Neste coração ainda tem muito espaço – e completou sorrindo - acho que não é de mim que precisa ter ciúme, James.

Todos riram, James levantou as mãos e se deu por vencido.

- Touchê, mãe! – Ele sorriu.

Cena 2 (A Preocupação)

Alvo Dumbledore esperava um visitante em seu gabinete. Já era bem tarde da noite e seus pensamentos estavam apreensivos. Rumores sobre o surgimento de um novo senhor das trevas ocupavam sua mente. A lareira estalou e um vulto se materializou, a Fênix piou avisando-o que o visitante acabara de chegar.

- Boa noite, Alvo! – disse o homem – Recebi a mensagem através de seu patrono.

- Boa noite, Edward! Desculpe chamá-lo tão tarde, mas precisava de notícias. Então, esses rumores são verdadeiros?

- Sim, senhor. Há um novo líder das Trevas e ele se intitula Lord Voldemort.

- Era o que eu temia – suspirou pesadamente.

- O senhor o conhece? – disse espantado.

- Infelizmente, sim. É um ex-aluno, assim como muitos. E o que de concreto já foi descoberto?

- Que ele acredita na supremacia dos puros-sangues.

- Ah! Não poderia ser de outra forma. Quantos bruxos “amigos”, nós conhecemos com as mesmas idéias.

- Ele está dando trabalho para o Ministério da Magia, pois houve uma série de assassinatos no mundo trouxa. Já não tínhamos credibilidade e agora com o ataque, as nossas relações estão por um fio.

- Faço idéia, meu caro. É uma forma inteligente de desviar nossa atenção do que realmente interessa. Quem ele está recrutando para a causa? – olhou-o sobre os óculos de meio aro.

- Os desacreditados e os rechaçados pela nossa comunidade, entre eles, Gigantes, Dementadores e Elfos, além de famílias de bruxos perigosos ligados a Grindenwall.

- Ele vai usar o “mal” de nossa Comunidade, vai se alimentar de nossa ferida, o preconceito. Seja sincero, Edward. Quais as medidas “sensatas” que estão sendo tomadas pelo Ministério?

- Nenhum, senhor. Eles não crêem que esse Lorde vá longe e inicie uma outra guerra. Ele não foi considerado perigoso – suspirou inconformado.

- E qual a sua opinião?

- Como um Auror, eu ouso dizer que não devemos menosprezar nenhum inimigo em potencial.

- Você sempre teve uma boa visão, meu jovem.

- Não tão jovem assim, senhor – ele sorriu.

- Sim, mas não queira comparar – os olhinhos sagazes brilharam – Você tem razão, convocarei a Ordem imediatamente e devo dizer, preciso que você recrute quantas pessoas puder para o nosso lado, de preferência pessoas confiáveis, nós precisaremos de toda ajuda de que dispomos.

- Por que o senhor não está no Ministério? – indagou curioso.

- Eu nunca me interessei pelo Ministério, nem quando me ofereceram o cargo de Ministro por duas vezes, aprendi uma dura lição e por isso prezo a liberdade e o direito de todos serem livres, Edward.

- O que faremos com as crianças?

- Por enquanto, seguiremos o curso da vida, mas deixarei os professores em alerta. Agora vá! Tomei muito do seu tempo, Viviam deve estar preocupada, mande as minhas lembranças a ela.

- Mandarei, Alvo. Ela lhe enviou um grande beijo.

- E eu nem lhe perguntei como todos estão. Desculpe a indelicadeza de um velho senil.

- Estamos todos bem – sorriu. – E você está longe de ser senil, Alvo. Até logo, então.

- Até logo! Mandarei notícias em breve.

Edward sumiu nas chamas deixando um Dumbledore pensativo.

Cena 3 (O Segredo Descoberto)

As luzes da casa estavam todas apagadas. Edward recostou-se na árvore e olhou para a janela de seu quarto. Edward recostou-se ma árvore e olhou para a janela de seu quarto. Ele se lembrou do tempo em que ficava sonhando com o dia em que teria Vivian para si. Ele sentiu a sua presença antes mesmo de sentir o suave perfume de violetas, aguardou ela surgir ao seu lado.

- É você, Edward? – ela sussurrou.

- Sim, meu amor. Eu acabei de chegar.

Ela aconchegou-se nos braços dele para sentir o calor e a segurança, que lhe faltaram desde a hora em que ele saiu.

- Eu me senti solitária sem você?

- Com a casa cheia? – ele riu. – É muito bom saber que você ainda sente a minha falta.

- E Dumbledore?

- Ele mandou lembranças e eu mandei as suas – ele tentava esquivar-se da pergunta. – E o piquenique como foi?

- Não tente mudar de assunto, Edward James Potter – respondeu zangada. – O que realmente ele queria?

- Saber sobre o novo Senhor das Trevas – ele suspirou exasperado. – Por que não consigo esconder nada de você? Eu quero te proteger... alguns assuntos não deviam ser ouvidos para evitar seu sofrimento.

- Não se zangue, Edward. Eu prefiro, assim. Dumbledore vai convocar a Ordem?

- Sim. E me pediu para recrutar mais bruxos. Eu fico mais tranqüilo sabendo que ele vai agir. Você sabe como tudo no Ministério é burocrático.

- E Hogwarts! As aulas continuarão normalmente?

- Sim. É mais seguro seguir a vida. Não queremos chamar a atenção desse que se intitula Lord Voldemort.

- Então, eu estava certa. Oh, meu amor! Eu tive um presságio ruim.

- Não se preocupe. Não há de ser nada, nós ainda veremos os nossos netos – Edward sorriu - acho que nem está num futuro tão distante assim.

- Ela é um doce, mas sabe ser enérgica quando precisa – Vivian sorriu com candura – ela vai descobrir que eles foram feitos um para o outro.

- Se parece extremamente com alguém que eu conheço – ele a beijou na testa – Vamos para o nosso quarto?

Eles caminharam para dentro, sem saber que escondidos na copa da árvore, Lílian e James acabavam de ouvir toda a conversa.
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Aki Snape
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MensagemEnviada: Dom Nov 04, 2007 3:26 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Capítulo 35 – De volta às Aulas

Cena 1 (A Reunião)

Uma semana após o início das aulas, os Marotos se reuniram na Biblioteca com as garotas presentes. James relatou o que ouviu escondido juntamente com Lílian, no último dia de férias em sua casa. Eles discutiam em voz baixa para não serem ouvidos por ninguém.

- O que vocês acham? – James indagou preocupado. – Meu pai falou sobre um novo Senhor das Trevas, quem vocês acham que ele pode ser?

- Eu li uma pequena nota no Profeta Diário outro dia destes sobre um lunático chamado Voldemort – Andrômeda disse pensativa – Seria ele?

- E o que dizia a nota? – Sirius perguntou interessado – Geralmente a verdade é registrada nas pequenas matérias, o resto é apenas sensacionalismo, não é?

- Eu também li – Marlene tentava lembrar o conteúdo – dizia que esse tal de Lord Voldemort era um bruxo lunático que pregava a supremacia dos sangues puros e está aterrorizando os trouxas, o Ministério está tendo dificuldades diplomáticas por causa dos assassinatos em série.

- Se ele está a-atrás dos tro-trouxas – Petter gaguejou – não pre-precisamos nos pre-preocupar, os bru-bruxos estão salvos.

- Obrigada pela parte que me toca, Petter? – Lílian disse com o semblante carregado – tem bruxos mestiços também. Você acha que esse louco se contentará apenas em perseguir os trouxas? Eu duvido muito.

- Me preocupa o fato de Dumbledore contatar seu pai para saber informações sobre esse bruxo, isso significa que ele não um mero boato e que ele está preocupado com a segurança de Hogwarts – Remo finalmente se manifestou – só não acho legal nos manter em ignorância, devemos nos preparar para o pior, eu nunca subestimaria um inimigo em potencial.

- Alguma idéia sobre o que seria a Ordem de Fênix? – James indagou novamente.

- Talvez alguma organização, um grupo de defesa – Lílian observou.

- Eu não sei... essa coisa de supremacia dos sangue puros... isso me lembra a idéia de muitas famílias sonserinas, eu ficarei atenta a qualquer notícia, principalmente quando se tratar de fofocas de minha querida irmã Narcisa e companhia.

- Eu posso pesquisar sobre as ordens que existem para ver se tem algum com esse nome – Marlene se ofereceu.

- Eu te ajudo, Lene. – Lílian sorriu – E vocês rapazes o que vão fazer?

- Enquanto vocês fazem tudo isso, nós iremos estudar para os N. O. M. S – James riu – Bem, nós temos algo em mente, mas no momento não podemos revelar – disse piscando.

- Mas assim... – Lílian sorriu – segredos para nós? Vocês são uns malandros. – fez uma pausa antes de continuar. – Reunião encerrada? O duro é que temos de continuar aqui para resolver todos esses trabalhos e deveres.

- É uma lástima mesmo – Marlene suspirou.

Andrômeda nem se dignou a comentar de tanto desânimo, olhou para Remo e ele apenas apertou a sua mão para lhe dar força.

- Que é isso garotas? Se nós três conseguíamos dar conta, agora que somos seis cabeças pensantes acabaremos mais rápido – Sirius disse cínico, olhando para Petter – Você não pensa, ajuda mais se fizer o que agente te manda, assim fazemos a sua parte também.

- Mais devagar, Sirius – James tentou apaziguar a situação – Petter sempre nos ajuda no que pode.

- Está tudo bem – Petter fingia, mas no fundo as palavras de Sirius conseguiram atingi-lo, uma ferida abria sangrando lentamente. – Por onde começo, James? Que livros eu procuro?

- Deixo por sua conta, Petter. – James sorriu aliviado – Você sempre encontra o que procuramos.

O clima pesado pareceu desanuviar e todos eles iniciaram a árdua tarefa de pesquisa, sem saber que isto era apenas o início do fim.

Cena 2 (Arquibancada Lotada)

Hogwarts em peso estava no campo para assistir ao campeonato de Quadribol. A Sonserina havia disputado o terceiro lugar contra a Lufa-Lufa, no dia anterior e perdido. A final imperdível seria entre a Grifinória e a Corvinal. A disputa seria acirrada entre o melhor artilheiro, Ted Tonks da Corvinal, e o melhor apanhador, James Potter da Grifinória. Um dos dois faria história nesta temporada.

Lílian, Andrômeda e Marlene aguardavam o início da partida, enquanto guardavam os lugares para os Marotos. Eles chegaram junto a uma multidão de alunos, cada qual carregando a bandeira vermelha com a insígnia da Grifinória. Até mesmo alguns alunos da Lufa-Lufa se distribuíam entre torcidas para a Corvinal ou para a Grifinória.

Petter se acomodou, enquanto Sirius sem cerimônia se sentava ao lado de Marlene.

- Olá garotas! - Sirus olhou diretamente para Marlene.

- Vocês demoraram. O que aconteceu? - Andrômeda puxou a mão de Remo para que ele se sentasse entre ela e Lílian.

- Detenção com o Filch - Remo suspirou – Polimento das inúmeras taças de prata.

- E James? – Lílian disse apreensiva – Está tudo bem com ele?

- Ele já está na concentração, Lílian. - Petter falou com um certo prazer, por ele saber onde James estava em vez dela.

- E o que vocês aprontaram desta vez? - Marlene perguntou para Remo, ignorou Sirius completamente, zangada por ele já estar aprontando.

- O pior é que não fizemos nada, Lene - Sirius obrigou Marlene a olhar para ele - Agora tudo que acontece é culpa nossa. Nós sempre somos os primeiros suspeitos. Filch não se conformou em sermos inocentes e nos passou uma detenção assim mesmo.

- Que injusto! - Lílian se levantou de repente e esbarrou numa garota que passava justamente nesse momento - Oh. Desculpa! Que desastrada eu sou.

- Não tem importância. - a garota cumprimentou a todos e seguiu seu caminho.

Lílian sentou-se novamente e continuou: - Mas ainda bem que a detenção terminou a tempo do jogo!

A garota era Julia Watson da Lufa-Lufa, a nova namorada de Ted Tonks. Ela era uma bonequinha extremamente meiga, de estatura pequena, cabelos e olhos negros. A concepção em carne e osso, do ideal de perfeição, era o que Tonks desejava para namorada. Remo apertou a mão de Andrômeda, depositou-lhe um beijo rápido e ela lhe sorriu.

- Ela é bonitinha. - Andrômeda seguiu Julia com os olhos.

- Você é muito mais linda e é minha. – Remo frisou o minha pocessivamente. Andrômeda se surpreendeu. Ela gostou da sensação de pertencer a alguém. Eles se olharam por uma breve eternidade até que Lílian pigarreou, trazendo-os de volta ao mundo real.

- Será que dá para deixar esse namoro para depois? Será que o jogo vai ser duro?

- Com certeza! Ele deve ficar todo quebrado como sempre - Sirius comentou sem pensar e Marlene deu uma cotovelada no peito - Não se preocupe, Lily. O James tira de letra - ele complementou enquanto pegava a mão dela para lhe massagear o peito dolorido. Sirius sorriu ao ver o colorido no rosto de Marlene, apesar de rubra ela não retirou a mão de seu peito.

- Tudo bem – Lílian pigarreou novamente – E eu aqui, sozinha e nervosa... mas eu juro que se James se exibir desnecessariamente, eu termino de quebrá-lo!

Todos riram do repente de Lílian, menos Petter, que fez uma careta escondida para que ninguém percebesse.

Cena 3 (Exibição no Ar)

James correu feito um louco, vestiu o uniforme às pressas enquanto ouvia o capitão, Scott Wood, dar as suas últimas instruções para o time, quando ele o viu.

- James! Você tem sorte por eu não te quebrar todo agora! Se você não se esforçar para ganhar esse jogo, eu juro que você irá ver com quantos ossos se faz um bruxo todo quebrado.

- Valeu! Vou ter isso em mente – James sorriu – Tô pronto!

- O que te aconteceu, cara? – perguntou George Campbell, um dos batedores.

- Filch! – James disse simplesmente.

- Por Merlin! De novo! – exclamou incrédula, Serena Lee, uma das artilheiras.

- Não tivemos culpa desta vez! – James se defendeu.

- Blá, blá, blá. – Sean Cleaver, o goleiro encarnou.

- Tudo bem, James. O que importa é que você chegou a tempo. – Clarice Linspector, a outra artilheira o confortou.

- É verdade. - Christopher Plum, o batedor grandão, lhe deu um tapa amistoso na costa.

- Bem, deixemos isso para lá – Scott chamou a atenção deles novamente – Recapitulando! O esquema vai funcionar assim: Sean, conto coma a sua defesa no gol. Eu sei que é quase impossível deter o Tonks, mas façam o máximo para que ele não se aproxime da goles. Para isso, precisamos de vocês, George e Chris, marcação acirrada! Serena e Clarice, passe limpo para mim, nada de erros. E, você, James, se nós conseguirmos manter a dianteira, eu quero que procure o pomo feito um louco. Tudo certo? – todos da equipe afirmaram positivamente - Então, boa sorte para todos nós. Coragem! – Olívio estendeu a mão.

- Garra! – os dois batedores e as duas artilheiras também estenderam as mãos.

- Determinação! – foi à vez de James e o goleiro estenderem as mãos.

- Grifinória! - bradaram em alto e bom som.

Os jogadores seguravam as suas vassouras com firmeza. Nesse momento, ouviu-se a ovação do lado da Corvinal: os jogadores do time oposto acabavam de entrar, para dar a volta sobre o campo. O portão se abriu do lado da Grifinória e os jogadores da Grifinória entraram no campo, recebendo aplausos e gritos ensurdecedores.

Bandeiras azuis e vermelhas se agitavam quando os jogadores desceram ao centro do gramado para aguardar o apito inicial. Um silêncio sepulcral se fez no estádio antes do apito soar; as bolas foram lançadas, e os jogadores seguiram para as sua posições. A Grifinória disparou o placar na frente, enquanto James voava para o alto.

- Gente. Obrigada por terem votado em mim. Eu estou tão emocionada por estar aqui com vocês. Juro que darei o máximo de mim para arrasar nesta locução.

- Narração, srta. Holliday. – corrigiu a professora McGonagall, já demonstrando um ligeiro arrependimento pela escolha através de votação do locutor da partida.

- É isso “aí”! – Samantha, apesar do erro, não perdeu a sua pose de Miss Verão e acenou para a multidão.

- E lá vai o Potter rumo ao céu azul anil, não é lindo? Enquanto isso, o meu amorzinho, Scott Wood, faz um ponto para a Grifinória! Eu te amo, amorzinho! Mostra para eles que você é o melhor! - Scott Wood pareceu se integrar à cor do uniforme - Por Merlim, não! – Samantha deu um sonoro grito – O Phillips Lennon, meu ex, pegou a bola, lançou para o Tonks e ele marcou. Droga, Phill. Você é um chato, é por isso que você não arranja namorada. – Samantha fez um lindo biquinho e ao coitado do Phill restou apenas o embaraço.

Um longo tempo se passou e o jogo estava super disputado. Artilheiros e batedores se enfrentavam fazendo um jogo limpo, de técnica e de velocidade, um jogo completamente sem trapaças e bonito de se ver. Do alto, James observava a paisagem à procura do pomo de ouro enquanto se desviava de algum balaço errante. Lá embaixo, Samantha Holliday acabava de anunciar sessenta para a Grifinória e quarenta para a Corvinal.

James resolveu que já era tempo de agir, antes que o Ted Tonks diminuísse a vantagem. Foi quando James percebeu um brilho inconfundível e ele mergulhou usando todo o peso de seu corpo para atingir a velocidade necessária.

Andrew McCartney, o apanhador da Corvinal tentou segui-lo, mas não conseguiu controlar a vassoura e acabou espatifado no chão. Os dois batedores, Jimmy Hopikins e Antoine Ross tentavam desesperadamente acertá-lo com o balaço, mas era impossível na velocidade em que James estava.

Ele seguiu rente ao chão, sentindo a grama tocar em seus joelhos, e estendeu a mão para pegar o pomo. Antes de alcançá-lo, porém, o pomo dourado mudou de direção e subiu em direção ao céu. James disparou atrás dele como um foguete e de repente parou; a Máxima Stillus parecia ter perdido a força e ele caiu vertiginosamente. Porém, para a surpresa de todos, no último momento fez um perfeito looping antes de aterrissar no gramado.

James mostrou o pomo para a platéia e sorriu na direção em que havia visto Lílian e os outros amigos; a Grifinória acabava de vencer o campeonato. Os estudantes deliravam. Sirius e Remo conjuravam da platéia uma magia para que todas as bandeiras ficassem vermelhas. Os jogadores dos dois times desciam gradativamente para se cumprimentarem. Quando o time se aproximou para carregar James para o vestiário, entre os aplausos, James podia jurar que ouviu Lílian murmurar, zangada, a palavra "exibido".
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Aki Snape
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MensagemEnviada: Dom Nov 04, 2007 3:29 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Capítulo 36 – Tristeza Lupina

Cena 1 (A confissão)

Vivian aguardava a anfitriã no salão de espera, seu coração estava dolorido pela notícia que a trouxe até ali. A porta se abriu e uma mulher pálida, de cabelos negros, ainda uma mulher muito bela, porém de semblante sofrido entrou.

- Morgana! – abriu os braços para envolver a amiga num abraço forte.

- Oh Vivian. Por que o meu Joshua? – ela soluçou – O médico nos desenganou. Se ele se for... como viverei sem ele? Remo... Por Merlim! Preciso avisá-lo.

- Não se preocupe, Morgana – amparou-a nesse momento difícil – Edward já foi buscar as crianças.

- Crianças?? Ma eu só tenho Remo – ela disse atordoada – Ele é tudo que me restará na vida.

- Remo e James, meu filho também virá, Morgana. – levou-a para o sofá e se sentaram.

- Claro, onde estou com a cabeça – tentou controlar suas lágrimas – Deve ser um jovem garboso... e valoroso, uma mistura de vocês dois - sorriu forçadamente querendo vencer a tristeza.

- Ah! Mas Remo é exatamente igual a Joshua. – segurou a mão dela – Você deve se orgulhar dele.

- Sim, é doloroso ver como ele é parecido com o pai e saber, que ele não terá um futuro e tudo por causa de uma briga antiga e estúpida – ela disse cheia de ódio – Eu jamais o perdoarei.

- Mesmo sendo Fenrir seu irmão? – suspirou saudosa. – Nós éramos todos amigos.

- Ele já não é mais meu irmão, tornou-se um monstro sanguinário que não se importa nem com a família depois que conheceu aquele homem. – ela desabafou.

- De quem você está falando? – disse assustada com o a intensidade das emoções de sua amiga.

- Tom Riddle.

- Riddle? Nós o conhecemos? – tentava lembrar de algum ex-aluno com esse nome. – Acho que não me lembro.

- Não sei se ele foi aluno – suspirou cansada por guardar segredo há tanto tempo. – É o que se intitula Lord Voldemort.

- Morgana, o que está me dizendo? – disse chocada – Fenrir está envolvido com Lord Voldemort?

- Sim, ele se afastou gradativamente da família e sumiu por muito tempo, até aquele dia em que chamou Joshua para uma conversa fora daqui e ele levou Remo consigo. – ela disse tristemente – Encontramos Joshua quase a morte, tentamos de tudo para salvá-lo por todos estes anos e ele não se recuperou, agora vou perdê-lo definitivamente, Vivian.

- Oh! Morgana. – não havia palavras de consolo – Você tem Remo.

Vivian sabia que nada consolaria a amiga, ela mesma não saberia aceitar perder Edward, se tiverem que morrer... teria que ser junto.

- Temo por meu filho todas as vezes que ele se transforma. – disse com o olhar assustado. – Ele fica tão diferente, mas então quando passa e vejo aqueles olhos de reconhecimento, eu agradeço por ele estar vivo. Vivian, não sabemos a extensão do que Fenrir fez... ele não poderá ter uma vida normal, se apaixonar, casar, ter filhos... você entende?

- Entendo sua preocupação, mas não concordo. – pensou tristemente em Remo e Andrômeda – O amor às vezes supera muita coisa.

- O que você está sabendo, que eu não sei? – perguntou surpresa. – Ele está apaixonado por uma menina? O meu Remo?

Vivian se calou.

- Aguardemos que ele lhe diga, Morgana. – ela decidiu esperar por Edward enquanto fazia companhia para sua amiga.

Cena 2 (A Notícia)

A Professora McGonagall os interceptou quando eles caminhavam pelos corredores da Grifinória.

- Potter! Preciso que me encontre Lupin – disse com seriedade – ambos precisam estar na sala de Dumbledore imediatamente.

- Professora McGonagall, o que houve? – Lílian perguntou apreensiva.

- Notícicas tristes, minha menina – ele lamentou. – Principalmente para o jovem Lupin. O pai dele está agonizante, não passará desta noite.

- Por Merlim! – James apressou o passo, puxando Lílian. – Eu sei onde encontrá-lo, estaremos lá Professora McGonagall.

James e Lílian corriam de mãos dadas à procura de Remo, ele deveria estar namorando Andrômeda no laguinho, mas eram notícias tristes que levavam ao amigo. O casal encontrou Andrômeda na ponte, mas sozinha. Lílian estava ofegante e com dificuldade para respirar por causa da corrida.

- Andy! Onde está Remo? – James perguntou querendo recuperar-se – Precisamos encontrá-lo. É urgente!

- Ele foi colher algumas flores para mim, não é um encanto? – Andrômeda disse sorrindo, ainda sem perceber a gravidade. – Lá está ele – acenou.

- Andy, amiga – Lílian segurou sua mão – Você vai ter que ser forte e acho melhor ela dar a notícia, James - Lílian contou o que estava acontecendo e Andrômeda empalideceu, mas concordou em ser a portadora dessa notícia tão triste para seu amado.

James e Lílian viram a amiga se aproximar de um Remo sorridente e abraçá-lo, enquanto dava a notícia para ele. Remo a abraçou de volta, como se Andrômeda fosse sua tábua de salvação naquele momento e desabou de joelhos, o amigo chorava nos braços dela. James abraçou Lílian, ela chorava por Remo. Eles precisavam dar tempo para o amigo se recompor.

Cena 3 (A Curta Viagem)

Após passar pela gárgula Remo e James chegaram diante da porta da sala do Diretor, bastava bater e entrar, mas Remo parecia estar paralisado. James bateu levemente no ombro do amigo.

- Vamos? – enconrajou-o – melhor entrarmos.

Remo abriu a porta, Dumbledore os aguardava, ele estava de costa conversando com outra pessoa.

- Pai? – James o reconheceu. – Que está fazendo aqui?

- Vim buscá-los – olhou atentamente para Remo. – Precisamos ir.

Remo apenas aquiesceu, eles caminharam para a lareira quando a porta se abriu intempestivamente.

- Remo! – Sirius entrou primeiro acompanhados dos outros amigos – Queremos ir junto, Sr. Potter.

- Sinto muito! – balançou a cabeça em negativa. – Não há mais tempo. Despeçam-se aqui.

Sirius aproximou-se de Remo dando um forte abraço. Petter, Lílian e Marlene não contiveram as lágrimas enquanto faziam o mesmo com o amigo. James e Lílian apenas se olharam num entendimento mudo.

- Está tudo bem – Remo disse apático. – Não se preocupem. Eu volto logo – olhou para Andrômeda enquanto falava.

Andrômeda o abraçou e ele lhe devolveu o abraço, pois ela era um bálsamo para sua dor.

- Eu te amo, Remo – ela sussurrou para que só ele ouvisse – estarei com você onde estiver.

Remo a afastou e beijou-lhe cada uma das mãos antes de entrar na lareira. A última visão que teve foi de Dumbledore, ele não moveu os lábios, mas ouviu-o dizer: - Coragem, meu rapaz.

Cena 4 (O Adeus)

- Entrem em duplas para não cansá-lo – o médico disse com autoridade. – Ele quer falar com os Potter primeiro.

Edward e Vivian adentraram o quarto, caminhando até o leito. Joshua outrora tão bonito e vivaz jazia pálido.

- Joshua! – Vivian murmurou, lágrimas corriam soltas por ver o amigo debilitado.

- Vivian... sempre tão formosa – ele disse com dificuldade. – Não conte... para Morgana ... que lhe disse... isso.

- Você sempre quis roubá-la de mim – Edward brincou – mas nunca conseguiu, não é mesmo?

- É verdade... – pareceu relembrar os bons tempos, mas seu semblante ficou sombrio – Ed, vocês... precisam... tomar cuidado – e após recuperar o fôlego – os bruxos... correm perigo... vocês correm... perigo.

- Shhh! Não fale – Vivian apertou a mão dele. – Guarde suas forças para sua família.

- Não... – alterou-se apertando as mão de Vívan – Preciso falar... ele é perigoso.

- Quem? – Edward indagou – Fenri?

- Aquele... que... eles chamam... de Lorde das Trevas – Joshua respirava com dificuldade. – Naquele dia... Fenri quis... que me juntasse a ele... eu não aceitei e... ele não exitou em atacar... a mim e... Remo... cuidado... Fenri... não é... mais... humano.

- Pare! – Vivian implorava e olhou zangada para Edward – ele deve descansar.

- Não... por favor...- Joshua suplicou – chamem... Remo - Os Potter’s saíram pesarosos.

- Seu pai quer vê-lo – Edward disse pegando firmemente no ombro de Remo.

- James? – Remo empalideceu – Você entra comigo?

- Claro – James pressentiu que o amigo estava para desmoronar – Vamos lá. – ele abriu a porta para Remo entrar e ficou aguardando, enquanto o amigo se aproximava do pai.

- Filho... – Joshua levantou a mão e Remo o agarrou firmemente.

- Pai! – não conseguiu evitar as lágrimas que escorriam de sua face. – Não nos deixe... precisamos de você... eu preciso de você.

- Não tanto quanto eu... meu filho. – Joshua estava mais do que emocionado – se pudesse... nunca partiria, não assim...- ele continuou mostrando toda sua agonia e preocupação – Remo... tome cuidado. Nunca mais confie... em Fenri Lobo Greyback... pormeta-me – ele apertou-lhe a mão – nada do que lhe diga... nada fará... nenhuma diferença...

- Eu prometo pai, que nós acertaremos as contas – Remo disse pontuando cada palavra com ódio mortal – por tudo que nos causou.

- Não... – Joshua sussurrou enfraquecido e seu olhar temeroso – eu quero... você vivo – apertou novamente a mão de Remo – vivo...entendeu? – ele repetiu – entendeu?

- Está bem, pai – Remo disse para tranqüilizá-lo e limpou as lágrimas. – Eu entendi.

- É... seu amigo? – Joshua percebeu James parado junto a porta – Filho de Ed... e Vivy, com certeza.

- Sim, um de meus melhores amigos. E eu queria tanto te apresentar os outros... – Remo suspirou – Há o Sirius, que nada tem da família Black. O pequeno Petter, que é um medroso, mas não deixa de ser amigo. Marlene, a controladora, que é namorado do Sirius. Lílian é trouxa, mas muito inteligente, ela é a namorada do James. E Andrômeda... é um encanto... e...

- E... sua namorada – Joshua completou ao perceber o brilho nos olhos de seu filho. – perdi... muita coisa... e... vou perder muito... mais. Agora preciso... ver... sua mãe. - Remo se levantou, mas antes que se fosse Joshua lhe disse –Eu... te amo – estava muito fraco – jamais... se esqueça disso – ele respirava com dificuldade.

- Eu também te amo, pai – Remo disse transtornado pela dor enquanto saia para buscar a mãe, Morgana fraquejou, nunca o espaço entre a porta e o leito parecera tão longo.

- Meu amor... – Joshua disse com tristeza no olhar – Eu sempre... te amei... desde o primeiro dia... em que me esbofeteou... por aquele... beijo... roubado.

- Você sempre foi muito cheio de si e o está sendo novamente, se pensa que vou sofrer quando se for...– as palavras contradiziam seu sofrimento e Morgana soluçou – Eu te odeio por partir sem mim.

- Então... não vou... me preocupar... – tentou sorrir, mas não tinha mais forças para isso. – Você... encontrará outro... vai sobreviver... sem mim.

- Tolo! – Morgana beijava o rosto querido – não quero mais ninguém, fique comigo Joshua. Eu te amo muito, preciso de você...comigo – ela disse num fio de voz.

- Eu venci... pois te amarei... – respirou o último sopro de vida, antes de partir – por toda a eternidade.

- Josh? – sentiu uma dor dilacerante e por um momento pensou que talvez pudesse partir junto com ele – NÃO! – gritou inconsolável – Não parta sem mim.

Remo entrou no quarto e via a mãe batendo no pai já sem vida, ele controlou sua própria dor para agarrar a mãe e abraçou-a para que parasse de se debater.

- Mãe, eu estou aqui. – Remo disse firme – Nós venceremos.

Morgana finalmente deixou de lutar e chorou todo seu desalento nos braços do filho. Os Potter sofriam pela dor de perder um ente querido e assistir a dor dos amigos.
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