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Alba Célia
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Dom Fev 03, 2008 2:23 pm |
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Uma fic sobre uma aventura mágica a descoberta da verdade...
Duas grandes amigas separadas por um continente, e unidas pelo mesmo desejo...
O reeencontro poderá ser mágico...
Inspirado em Aki Snape... Uma amiga além das fronteiras...
E dedicado a todos os Potterianos...bjs!
Aguardem! |
Editado pela última vez por Alba Célia em Ter Mar 11, 2008 5:07 pm, num total de 7 vezes |
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Alba Célia
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Dom Fev 03, 2008 3:36 pm |
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Capitulo 1 - O fim do sonho
" O último rastro de névoa evaporou no ar do outono. O trem dobrou a esquina. A mão de Harry ainda levantada num gesto de adeus.
"Ele ficará bem," murmurou Gina.
Harry olhou para Gina e, então, ele baixou sua mão distraidamente e tocou a cicatriz em formato de raio em sua testa.
"Eu sei que ficará."
A cicatriz não doía há dezenove anos. Tudo estava bem."
Susan fechou lentamente o livro. Suas lágrimas desciam copiosamente pelo seu rosto angelical, ela mal podia acreditar que já havia terminado. Ela se trancara no quarto por quase uma semana e solvera o mais lentamente possivel aquele livro, não queria que acabasse logo. Evitara a internet para não encontrar os Spoilers. Sua mãe batia na porta para chamá-la muito zangada com aquela recusa até em sair para o shopping, coisa que fazia todo sábado para encontrar a galera.
As vezes a mãe ouvia gritos assustados de pavor e corria para o quarto para saber se sua filha estava bem. Era só mais um personagem que havia morrido. Dona Júlia mal via a ora daquele livro terminar. Em algumas ocasiões maldizia o dia em que entrara naquela livraria, e comprara o primeiro exemplar de "A pedra filosofal", mas nunca vira sua filha ler tanto e com tanto gosto. Seu quarto estava repleto de livros. Não apenas a série Harry Potter, mas Fronteiras do Universo, Eragon e Eldest, O dia do Coringa, The Dark is Rising, entre dezenas de títulos organizados em sua nova estante. Sim, ela tivera que comprar uma estante nova para empilhar tantos livros diferentes: Desventuras em série era uma série longa, e Deltora Quest já estava na terceira coleção. Ela melhorara muito seu desempenho na escola.
Pra dizer a verdade até ela se apaixonara pela série, e ainda não tinha podido ler o livro, e aguardava ansiosa sua vez. A noite quando sua filha estava dormindo ela foliava secretamente o livro, e já fizera uma leitura rápida, mas precisava ler os detalhes.
Susan tinha ficado um dia inteiro sem comer, somente chorando quando Snape morrera. Sua filha não se conformava que Snape tivesse morrido daquela maneira. Dona Júlia sempre achara que Snape era culpado, mais sua filha nunca perdera a fé na inocencia de um de seus personagens preferidos.
O quarto de Susan continha tudo que se referia ao mundo potteriano. Ela comprava pela internet varinhas, vestes, cachecois das 4 casas, chapéus de Macgonnagal e Dumpledore, e todos os bonecos enfeitavam uma prateleira colocada sobre sua cama. Aquele consumismo dela era alimentado pelo pai, pelos avós, tios, padrinhos e amigos e qualquer festa, inclusive no Halloween.
Começara a ler o livro aos 7 anos de idade. Na escola, a professora atentara para o desinteresse de Susan para a leitura, então Dona Júlia resolveu investir nisso. Uma amiga sugeriu o livro que havia sido lançado há pouco anos e o filme estava em cartaz. Já havia o segundo título saindo, mas Dona Júlia resolveu comprar o primeiro livro apenas e se ela lesse compraria o outro título. Deu certo, até demais! Agora Susan completava 14 anos. E crescera lendo Harry Potter.
Esse ano ela iria para a HighSchool, em Londres. Eles moravam, numa pequena cidade a beira mar, no interior da Inglaterra. Agora precisavam mandar Susan para um colégio interno para continuar os estudos, e mais tarde, fazer Universidade. Aliás a idéia de um colégio interno tinha partido dela.
Fora sugestão de uma amiga que ela mantinha na internet, uma garota americana. Eram amigas e confidentes, aliás, se conheceram na internet, num desses sites de Harry Potter, elas tinham essa mesma paixão em comum. A tal garota também viria para a mesma escola e enfim ela iam se conhecer pessoalmente.
O verão já estava no fim. Setembro estava a pouco mais de um mes de distancia, e Susan se despedia cada dia um pouco de sua casa. Parecia que Susan ia para Hogwarts. |
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Dom Fev 03, 2008 4:16 pm |
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Susan enxugou as lágrimas e aproximou-se da escrivaninha aonde estava o computador e ligou o MSN. Precisava falar com Katherine. Precisava dividir com alguém aquele sentimento de vazio. Chorar as últimas lágrimas. Abraçada ao livro deu um giro pelos sites, lendo comentários, mas sem vontade de expressar o que sentia, enquanto o MSN fazia o Login.
Quando o MSN entrou ela procurou Katherine, mas ela parecia estar off line. Encostou desanimada na cadeira, quando apareceu o nome de Katherine, entrando.
| Citação: | - Vc tá ai? Faz tempo que estou esperando vc entrar...
- Katherine! Que bom! Pensei que vc n tava ai...
- Faz tempo... terminou?
- S ... ! Meu peito... tá queimando...
- Vc viu... Snape...
- Ele não podia morrem assim...
- Não foi nada justo... pro meu Snape... pra mim ele é o grande heroi, isso sim... Potter é um bobão...
- Ora vamos Kate... Harry foi muito corajoso... e no fim ele entendeu Snape... até fez uma homenagem a ele...
- Finalmente né?
- rsrsrsrsrs... Você não desiste! Você vai qdo p Londres...
- Viajo amanhã!
- Já?
- Estou atrasada ao meu ver... rsrsrsrs... Su, aquele nosso plano ainda está de pé?
- Tá em cima... já fiz o roteiro... vc viu meu email?
- Não! Vc enviou qdo?
- Nossa Kate! Antes de me enclausurar, como diz minha mãe... rsrsrsrs
- Vc levou uma semana... pô, pensei que vc tava brincando... por isso que eu não achei vc... eu engoli o livro em dois dias e uma madrugada...
- Ah, Kate... eu sou assim né?
- Ainda bem... seria um tédio se vc fosse como eu... rsrsrsrs |
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Editado pela última vez por Alba Célia em Seg Fev 04, 2008 1:41 pm, num total de 1 vez |
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Dom Fev 03, 2008 5:06 pm |
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Susan conversou com Katherine toda a madrugada, e dormiu a manhã toda. Dona Júlia passou pra pegar o livro e cobrir Susan. Era sua única filha. Isso ela tinha em comum com Katherine e uma tinha visto na outra a irmã que não possuia. Aliás, era impressionante como ela tinham se apegado. Foram 7 anos se comunicando pela internet. Muitas vezes tinham feito planos de passarem as férias juntas mais nunca havia dado certo.
Dona Júlia olhou o monitor acesso, com o último recado de Kate:
- Até agosto... bjs mil, Su!
Elas falavam muito pelo telefone. Esse mês a conta havia vindo astronômica. O pai reclamou bastante, eles não eram ricos. E pelo que sabia os pais de Katherine também não eram milionários. Tinham um pequeno negócio no estado do Kansas e fizeram uma grande economia para enviar Kate para aquela escola em Londres, aliás uma excelente escola.
E Kate era uma aluna brilhante. Muito inteligente, com notas acima da média em todas as disciplinas. Dona Julia sorriu. Olhou a foto montagem que elas tinha feito pela internet unindo as duas com as roupas do Harry Potter. Susan vestia o traje da Grifinória, sua casa, e Kate vestia Sonserina é claro!
Algumas vezes ela teve a oportunidade de conversar com a mãe de Kate, uma senhora muito calma e muito doce. Nas fotos que Kate enviara, parecia uma moça muito fina. Kate era uma estonteante loira dos olhos azuis, enquanto sua Susan era ruiva de belos olhos verdes. A mãe de Kate era uma loira miudinha, de belos olhos azuis, e o pai um Alto homem de cabelos louro escuros, diferente dos da mãe e da filha que era bem mais claros...
Sheila Adams, era a mãe de Katherine Adams. Ela era inglesa e conhecera o marido num intercambio, na América. Se corresponderam por um ano e decidiram casar. Ele veio buscá-la. E ela logo se tornou mãe. Kate e Susan tinham a mesma idade. Susan Portman era uma garota alegre e muito popular, atleta exemplar, e ativa nos clubes de leitura da escola. Kate por outro lado era uma garota introspectiva, rebelde e muito travessa, cheia de planos inteligentes e piramidais. Ela tinha muitos amigos apesar de não ser popular na escola.
Dona Júlia apagou o abajur ao lado da cama e fechou a porta silenciosamente. |
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Dom Fev 03, 2008 6:37 pm |
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Capitulo 2 – Em Londres.
O telefone tocou as 17:30hs na pequena casa dos Portman em Brishire, uma pequena vila a 20 km de Glasgow, no condado de Cúmbria. Era uma ligação de Londres para Susan. Do outro lado da linha uma animada Kate a saudou:
- Su... sou eu Kate! Estou aqui, em Londres! Não é o máximo? Cheguei a pouco... Ainda estou no Aeroporto. Na sala VIP... – ela deu uma risadinha inconfundível.
- Kate! Que bom ouvir sua voz! Tem alguém ai te esperando? Você passou pela alfândega numa boa?
- Tudo OK! Sem sustos, sem problemas... Ah, parece que estou vendo uma moça com papéis falando com a aeromoça encarregada de me entregar a tutora temporária... Tenho que ir... Mais tarde te dou um toque... bjs... Te espero aqui!
- Não faça nada sem mim ta?
- Ta! To indo ! Xau!
Susan ficou ansiosa por sua partida para Londres. Ainda faltava uma semana para ela viajar. E ela contava os dias para essa viagem. Já fizera e desfizera suas malas bem umas cem vezes. Mas não esquecera de encaixotar seus livros. Ela não ia se separar deles por nada. Dona Júlia já desistira de convencer Susan a deixá-los. Teriam que pagar extra para enviá-los no bagageiro do ônibus. Eram dois malões só de livros, fora os bonecos de pelúcia, o laptop novo que ganhou do Tio no aniversário. Susan fazia 14 anos no dia 31 de julho.
- Que coincidência! - diziam seus amigos – você nasceu no mesmo dia que Harry Potter!
Ela sorria satisfeita. Coincidentemente Kate nascera no dia 30 de julho, um dia antes. No mesmo dia de Neville Longbottom. Elas riam muito das coincidência. Mas Kate queria ter nascido no mesmo dia que seu personagem favorito: Severo Snape.
Os amigos de Susan fizeram uma romaria a casa dos Portman para se despedir dela. Muitas lágrimas e lembranças enchiam os dias de Susan. Sua melhor amiga Melissa não se conformava com a partida de Susan. Ela não gostava de Kate, pois o ciúme daquela amizade a corroia, impedindo de dar uma oportunidade a Kate. |
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Dom Fev 03, 2008 7:10 pm |
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O dia da partida chegou. Dona Júlia já havia despachado a bagagem de Susan um dia antes, para que ela não tivesse tempo de mudar de idéia. E naquela altura já deveria estar na escola.
Toda a família se reuniu na rodoviária para dar o último adeus a pequena Susan. E logo ela ganhava a estrada. Eram cinco horas até Londres, mas ela chegaria ainda de dia. Ela levou o seu Laptop na mão. Já havia colocado nele tudo o que interessava do seu PC e agora estava fazendo alguns ajustes, para se distrair durante a viagem. Vez por outra olhava a paisagem e tentava segurar a ansiedade crescente.
As luzes de Londres logo podiam ser vistas, e Susan guardou seu Laptop, se preparou para descer na rodoviária. Uma moça já a aguardava e a levou para o carro. Em vinte minutos ela avistava os portos de Gran Education HighSchool. Era muito linda, uma mansão antiga que cobria quatro quarteirões. |
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Seg Fev 04, 2008 9:53 am |
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Kate estava no quarto esperando quando Susan chegou. Elas ficaram no mesmo quarto, com mais duas meninas que iriam conhecer. Kate guardou a cama de cima para ela, não queria perder um só minuto para ficar junta de sua irmã de coração, que finalmente iria conhecer.
Passaram um minuto se olhando, e já lágrimas inundavam seus olhos de emoção. O abraço foi infinito. Parecia que fazia muito que não se viam. A moça retirou-se discretamente percebendo que não precisaria fazer as apresentações. Elas iriam se virar bem.
Louise e Ágata, as companheiras de quarto delas, olharam a cena assustadas. Uma olhou para a outra e começou a gesticular. Riram, abafando seus risinhos cínicos com a boca. Um olhar de pura maldade podia se ver em seu rosto, e em seu lábio se leu: Sapatas. Sairam correndo como se aquilo fosse uma doença contagiosa.
Kate e Susan não ligaram para as colegas de quarto, mesmo percebendo a maldade. Começaram a falar ao mesmo tempo. Uma querendo saber como a outra estava. Riram e choraram ao mesmo tempo. Era tão bom.
- Eu tomei a liberdade de abrir o seu caixote! - disse Kate com um sorriso - Arrumei sua estante de livros.
- Tudo bem, me poupou o trabalho de uma semana!
- Botei seus livros junto com os meus. Puxa, Su, seus livros do Harry Potter são super conservados, até parecem novinhos em folha, exceto que falta o plástico que os embala.
Susan desatou a rir. Olhou a prateleira onde estavam seus livros. Kate dividira a prateleira em dois lados. De um lado estavam os dela, e do outro os de Susan. Susan observou que os livros de Kate estavam caindo de tão usados. E gargalhou.
- Os seus por outro lado...
- Eu não consigo de parar de lê-los e de relê-los... - disse Kate um pouco sem jeito. - Queria ser como você que consegue decorar tudo com uma lida.
- Que nada, Kate! Você me surpreende sempre com detalhes que eu não percebi, e agora sei como você sabe tanto sobre o Harry Potter. - disse Susan. - Kate... qual é a dessas meninas daqui?
- Xi Su, uma tortura... São riquinhas e não suportam Harry Potter... Vê se pode...
- Em que mundo nós estamos... - respondeu Susan arrasada.
- Mas tem umas garotas legais que curtem o Harry, mas elas só viram os filmes e só querem saber do Dan...
- Não sabem o que estão perdendo...
- Me encheram de perguntas sobre os dois últimos livros... Uma até pegou o Enigma pra ler...
- Você emprestou Kate? E se... - começou Susan.
- Ah.. Não tem importancia Su, o Harry está aqui e aqui - aKate a pontou para a cabeça e para o coração ao dizer aquelas palavras.
- Que bom que eu cheguei né?
- Nem me fale! Já estava entediada! Venha... vamos conhecer o resto da escola e das meninas que eu falei!
Kate e Susan desceram as escadas que davam para os dormitórios e foram para a sala comunal. Lá estavam todas as garotas, em torno de 130 meninas de várias idades. Uma 30 eram da idade delas.
Logo Susan conheceu Virginia e Lucy. Susan as achou estranhas, porque eram aquele tipo de garota meio boba. Só falavam de Dan Raddiclife e nada de Harry Potter. Foi chato conversar com elas. Falavam o tempo todo de como o Dan era gostoso, maravilhoso. Uma delas, a Lucy, tinha até um autógrafo dele. Tinha feito um city tour no estúdio dos filmes e contou para elas como era. Bom, essa parte foi interessante. |
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Alba Célia
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Seg Fev 04, 2008 11:20 am |
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Kate e Susan notaram que as pessoas cochichavam a sua volta, a medida que andavam pelas dependências do colégio. Ao chegarem no pátio central descobriram os garotos da escola. Um menino de belos olhos negros e cabelos escuros fitava calado as duas amigas. Seu olhar misterioso lhes chamou a atenção. Os cabelos eram escorridos de tão lisos. Ele vestia uma camiseta preta e calças jeans. Estava recostado em uma árvore.
Kate ficou enrusbecida quando seus olhares se encontraram. O olhar não passou despercebido a Susan, que não se fez de rogada e agarrando o braço da amiga se aproximou do rapaz.
- Oi eu sou Susan, Susam Portman, e esta é minha amiga, Kate Adams. Nós somos novas aqui na escola. - disse com um sorriso muito atraente. Porém o rapaz não pareceu reagir ao charmoso sorriso. Continuou olhando para Kate.
Susan ficou desanimada. Achava que ele não iria se aproximar, quando o rapaz as surpreendeu, dizendo:
- Hugo, Hugo Simpson, e não riam do meu nome por favor!
- Por que - perguntaram surpresas.
- Por causa daquela série americana estupida chamada "Os Simpsons", o pessoal torra meu saco me perguntando se meu pai é o "Homer Simpson"... - respondeu o garoto com olhar de desafio, o que conteve as garotas de dar gargalhadas da história.
- Isso é muito chato né? - respondeu Susan sem graça. Kate estava muda, como Susan nunca vira a amiga, que sempre falava e "escrevias pelos cotovelos".
- Melhor do que ter fama de lésbica no primeiro dia... - atacou ele, irritado.
- Que? - os olhos de Susan brilharam perigosamente. - Eu e Kate somos amigas a 7 anos... Só que nos conheciamos apenas pela internet...
O rapaz olhou curioso o brilho agressivo nos olhos de uma indignada Susan e disse sem pudor e sem medo.
- Seus olhos ficam bonitos quando você fica com raiva... - Kate ficou chateada com aquele comentário. E fez um movimento pra se retirar, mas Susan a segurou pelo braço. - Desculpe o comentário... - ele sorriu pela primeira vez, e seu sorriso fez as meninas pararem de respirar. Era o sorriso mais atraente que elas já viram. - Eu sou novato também... Ainda não fiz amigos... Meus pais me arrastaram para cá... estão se divorciando... e ficam fingindo pra mim que tudo está ótimo... E ai me internaram nessa escola para fazerem tudo escondido de mim... Mas não quero ninguém com peninha de mim viu? - avisou.
- Sinto muito! - Kate falou pela primeira vez. - Eu sou da América... Você é daqui mesmo? - mudou rápido de assunto antes que ele se aborrecesse.
Ele sentou debaixo da árvore e fez sinal para que fizessem o mesmo. Ali começaram a conversar, e os três logo notaram que tinham muitas coisas em comum, inclusive a paixão pelos livros de Harry Potter. Desconfiado ele testou os conhecimentos das duas até a última, para saber se não se tratava de fãs dos filmes e dos atores. Hugo era escocês, mas morava em Londres a muito tempo. O pai era americano e a mãe escocesa, ele porém havia nascido na Escócia. Morou em Nova York três anos, depois voltara para viver definitivamente em Londres.
A discussão sobre os livros estava tão acalorada que atraiu a atenção de alguns garotos. Logo Hugo estava fazendo amizade com mais cinco companheiros: Ted, Henry, Peter, Christian e Philippe, todos assíduos leitores de Harry Potter, do Senhor dos anéis e de livros afins, e jogadores de RPG. Foi ótimo para Hugo, e ele se tornou muito próximo das moças. Eles formaram uma galera muito manera.
Lucy e Ginny se tornaram parte do grupo, com tolerancia de todos, principalmente por Lucy ser a única que fez um city tour nos estúdios e explicar a todos o que era se sentir em Hogwarts. Ginny, a mais tontinha das duas foi apelidada assim, o que fez dela a Ginny do grupo deles.
Elas se comprometeram em ler os livros, embaraçadas pelo número de detalhes que desconheciam, e por não terem lido nada a não ser revistinhas de fofocas.
Kate mostrou a todos os seus planos de fazer o caminho dos livros de Harry Potter desde a pedra filosofal. Todos acharam a idéia genial.
- A gente começa por Surrey, onde Harry Potter nasceu... - começou Kate mostrando o papel com o projeto.
- Tem a ilha que o Hagrid foi buscar o Harry, alguém sabe onde é? - perguntou Susan.
- Que tal transformar isso num grande jogo de RPG? - sugeriu Phil.
A galera foi ao delírio com essa idéia.
- Podia ser uma mistura de fanfic com RPG... - sugeriu Susan.
- Como assim? - perguntou Hugo.
- Bem... Ao invés de nos fazermos de personagens da história, ou seja, ninguém será Harry, ou Mione, ou Rony, ou mesmo qualquer um dos marotos... Nós seriamos nós mesmos nos aventurando em Hogwarts... Uma nova geração de bruxos... querendo por exemplo conhecer a história da magia... por isso estávamos estudando a vida do mais famoso bruxo Harry Potter, que venceu o maior bruxo das trevas de todos os tempos...
Cada um emitia uma opinião nova sobre aquele incrível jogo de "faz de conta", deixando a imaginação correr sem limites. Naquela tarde solidificaram sua amizade, e em um pergaminho inventado, cada um escreveu o seu nome, selando o pacto entre eles. |
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Seg Fev 04, 2008 1:36 pm |
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Capitulo 3 – O tédio dos dias normais
As aulas começaram. O grupo descobriu que estava todo na mesma turma. Todos estavam animados com os primeiros dias, novos amigos, novos professores, novos ares. Tudo era muito novo e diferente. Para eles tinha um que de Hogwarts. Eles começavam a chamar a atenção da escola, sempre juntos, sempre discutindo detalhes dos planos para o primeiro final de semana.
Os detalhes do jogo iam sendo discutidos, enquanto eles resolviam seus papeis e poderes. O DVD de Harry Potter e a Ordem da Fênix estava para sair e eles tinham combinado de se reunir para assisti-lo juntos. Para Susan era muito novo sair com uma galera que amava tantos os livros de J.K. quanto ela.
Lucy havia conseguido um livro autografado pela autora, o que deixou a todos extasiados. Ela estava tentando conseguir entradas para ver os sets de filmagens do Enigma do Príncipe. Lucy tinha um tio que trabalhava nos bastidores do filme e de vez em quando ele conseguia para ela novidades acerca do filme, que cena já havia sido gravada, quem tinha sido contratado para representar que papel, entre outras coisas. Porém conseguir a entrada de um grupo maior era um pouco mais complicado. Segundo o tio demoraria um pouco.
Fora estes encontros os dias passavam sem maiores novidades e logo todos entraram na rotina. No dormitório, Louise e Ágata tornaram-se grandes opositoras as duas amigas, principalmente depois que elas descobriram Hugo no grupo das meninas. O garoto novato era a sensação da escola e fazia sucesso com todas as garotas, inclusive com meninas mais velhas. Ele, contudo, não dava a menor bola para elas. Estava sempre ao lado de Kate e de Susan, as únicas garotas com quem ele se abria. Ginny e Lucy faziam parte do grupo mais não tinham a mesma intimidade que elas, embora fizessem força para conquistar o rapaz. Ele era gentil e interessado, porém com certa reserva. As demais garotas, principalmente Louise e Ágata eram cortadas sem dó do circulo de relações dele. Principalmente depois que ele descobriu que elas começaram a fofoca sobre Kate e Su. Ele era extremamente grosseiro com elas, e protegia as meninas de qualquer tipo de fofoca.
Um certo dia, Hugo trocou socos com um garoto mesquinho que ousou falar mal de Kate, dizendo que ela era esquisita. Nesse dia ele faltou a aula, pois ficou em detenção na sala do Orientador educacional. Este atribuiu a agressividade de Hugo ao processo de divórcio dos pais e o encaminhou ao Psicólogo para iniciar a primeira de uma série de sessões de terapia.
O garoto ficou bastante machucado. Mas ele teve sorte, pois Hugo estava sozinho. Os outros garotos do grupo também não gostavam que se falasse mal das meninas de seu grupo, e se estivessem lá a coisa teria sido muito feia.
Phil ficou muito frustrado por saber da detenção de Hugo. Os seis rapazes tinham se tornado amigos inseparáveis. Chamavam a si mesmo de marotos versão ponto dois, por que ele tinham dois membros a mais. A semelhança de seus heróis, eles criaram o mapa dos marotos.2, desenhando todos os corredores da escola.
As vezes ele se disfarçavam de meninas e iam até o quarto de Kate e Su, e as tiravam da cama em plena madrugada. Lhes faltava a capa da invisibilidade de James Potter. Su dizia que ele tomavam a poção polissuco por que a imitação era perfeita. Christian era um pintor fabuloso e caprichava nos detalhes. Somente os trejeitos masculinos os denunciavam.
Outras vezes Ginny e Lucy participavam das escapadas, mas como estavam em quartos diferentes ficava difícil acordá-las para participarem sempre. Em geral, combinavam uma hora para se encontrar no salão comunal das meninas e preparavam esquemas de fuga só para se divertir. Os monitores circulavam nos corredores para verificar se alguém estava descumprindo uma regra da escola. Eram conhecidos no grupo como os “abortos”. |
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Alba Célia
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Enviada:
Seg Fev 04, 2008 2:38 pm |
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Katherine Adams, Susana Portman, Christian Plessey, Phillippe Taylor, Teodore Walters, Henric Murray, Peter Sutherland, Virginia Wright e Lucille a lista com seus nomes estava exposto no corredor, com os dizeres acima: Os fanáticos religiosos do Harry Potter- fora adoradores de bruxos. Fora um choque para eles verem seus nomes sendo zombados daquela maneira. Estranhamente o nome de Hugo Simpson não estava na lista. Os amigos começaram a murmurar se não teria sido ele o autor daquela infâmia. Kate e Susan porém não acreditaram.
- Nós conhecemos Hugo, ele não faria isso. – disse Susan indignada com a desconfiança deles. – Eu acho que alguém que nos colocar contra ele, deixando propositadamente o nome dele de fora.
- Isso é obra de alguma menina, veja a letra... – Apontou Kate com astúcia.
- É verdade - acrescentou Chris. – veja esses desenhos nas letras... Mesmo sendo letra maiúscula, a gente pode ver os detalhes aqui...
- Mas porque elas não fizeram com jornal recortado? – perguntou Ted, cismado com aquela conclusão.
- Papel cortado suja muito, iria denunciá-las facilmente... – desvendou Kate, pensativa. – Alem do mais isso deve ter sido feito na biblioteca. A senhora Livenstone não aceita sujeira lá... E é um lugar reservado para se fazer esse tipo de coisa... Iria parecer um trabalho de escola...
- E poderiam pregá-lo de madrugada... - completou Susan.
- Hugo já viu isso ai? – perguntou Lucy.
- Ele ainda não desceu... – disse Phil.
- O que é que eu ainda não vi? – falou Hugo atrás deles. Ginny apontou para cima, e Hugo acompanhou seu gesto. Ficou branco, depois seu rosto foi ficando vermelho, e seus olhos brilhavam de ódio. – Quem fez isso vai pagar muito caro... Eu vou descobrir...
- Eu já tenho uma idéia de quem foi... – disse Kate com um tom ameaçador na voz.
- Eu também imagino... - disse Su. |
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Enviada:
Ter Fev 05, 2008 5:02 pm |
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Todos olharam para elas, esperando que lhes dissessem quem havia feito, mas as duas se olharam com cumplicidade.
- Primeiro nós vamos procuras as provas... depois nos reunimos para a resposta... – disse Kate com um ar de mistério que fez todos rirem.
- Vocês não vão nem dividir as suspeitas com a gente. – perguntou Henry com olhar pidão.
- Juntem todos numa grande roda... - disse Susan com olhar maroto.
O grupo formou uma grande roda e Susan começou a falar no ouvido de cada um, e a reação de indignação ficou estampada em cada olhar. Lucy e Ginny foram as mais indignadas. Mas todos juraram manter segredo até que tudo ficasse provado.
Os dias passaram normalmente. O evento da pichação causou uma divisão na escola, em grupos de apoio, e grupos de provocação. Foram motivo de chacota de alguns, enquanto outros achavam injusto o que estava acontecendo a eles.
A direção da escola ficou profundamente irritada com o ocorrido e puniu os alunos citados, acusando-os de serem os mentores, se não os executores da pichação. Todos receberam tarefas, e foram isolados uns dos outros com o fim de dissolver o grupo.
Kate, Susan, Lucy e Ginny foram colocadas em quartos separados umas das outras. Susan permaneceu em seu antigo quarto, e Kate foi removida para um segundo quarto, Lucy foi removida para um terceiro quarto, e Ginny permaneceu no quarto em que estava. Uma monitora era responsável de vistoriar as atividades das meninas e de levá-las de uma atividade para a outra.
Os meninos receberam semelhante punição. Eles se encontravam nas refeições, mas não podiam sentar na mesma mesa. Hugo era o único que não havia sido punido, e a cada refeição sentava-se ao lado de algum deles para trazer discretamente bilhetes dos companheiros escritos na hora das aulas, rapidamente, com palavras de estimulo uns para os outros.
Susan continuou suas investigações. Ela e Kate tinham um código secreto que usaram durante anos, para burlas a vigilância de suas mães. Quando a mãe de uma das duas entrava no quarto por algum motivo e tentava ler as mensagens do MSN, elas mudavam automaticamente de linguagem para que as mães não compreendessem o que diziam.
Elas encontravam meios inusitados de passar mensagem uma para outra, no meio da leitura de um texto, quando alteravam a leitura “sem querer” usando a linguagem codificada, e sendo imediatamente corrigidas pelos professores, ou copilando respostas no quadro, “sem querer” errando uma ou outra palavra, ou frase. Deixando no quadro de avisos, mensagem para um colega inexistente, cujo nome era comum entre as duas. |
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Alba Célia
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Enviada:
Ter Fev 05, 2008 5:33 pm |
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Foram duas longas e tortuosas semanas. E dois finais de semanas perdidos sem poder se ausentar da escola, nenhum dos integrantes do grupo. Mas finalmente o mentor da brincadeira de mal gosto baixou a guarda. Susan descobriu o material usado e recolheu amostra da letra criminosa. Com o material cuidadosamente recolhido, levou para a sala da Diretora Mrs Sanderson. Relatou suas suspeitas e as razões da suspeita, mostrou as provas, e pediu que ela investigasse cuidadosamente.
Susan não foi sozinha, levou Lucy consigo. Lucy tinha outro tio que trabalhava para a Scotland Yard, e pediu a ele que fizesse teste nas digitais. Lucy intimidou a diretora com a idéia de que seu tio poderia intervir na escola, se ela não tomasse as devidas providências. A verdade precisava vir a tona.
A diretora descobriu outras provas de que o mentor era realmente os suspeitos denunciados por Lucy e Susan. Era a hora da vingança. Susan deu o alarme e Hugo levou os recados para cada um. A ansiedade os acompanhou durante todo o dia, pois a retratação deveria ser feita pela direção da escola e pelos responsáveis pela punição deles.
O auditório estava lotado, quando a diretora chegou. Louise e Ágata estavam sentadas uma de cada lado de Hugo. Aliás, nas últimas semanas elas estavam sempre tentando ficar amigas dele, paquerando-o ostensivamente. Louise parecia se derreter ao lado dele. Ele as evitava, e expressava abertamente seu asco por elas, mas elas o cercavam cada vez mais.
Nesta ocasião esperaram para ver onde ele ia sentar e vieram uma de cada lado para encurralá-lo. Ele não tinha como escapar do cerco. Louise sentou-se ao lado direito e insistia em falar com a amiga do outro lado, a Ágata, roçado seus seios fartos no peito de Hugo, e passando os lábios rente aos de Hugo. Usava um perfume francês caríssimo, e ao olfato de Hugo, cheirava a bosta de vaca. Ele fazia tantas caretas, que os companheiros começaram a rir dele. Phil, sinalizava para Ted, Henry e Chris.
Peter estava penalizado, então pegou um copo com água e passou ao lado de Ágata derramando, “sem querer” sobre o mini vestido que ela usava para a ocasião. Ágata deu um grito furiosa, e saiu correndo para o banheiro. Hugo aproveitou a oportunidade e procurou outro lugar para sentar, fugindo do assédio de Louise. Com os lábios gesticulou um “obrigado” para Peter. Ted estava próximo e soltou uma piada:
- Mas cara tu és boiola mesmo, hein? Que isso, ta negando fogo?
- Quem disse que eu gosto de cobra! – retrucou aborrecido e devolveu. – Se tu és chegado numa jibóia, pode ficar... Meu negócio é gatinha! – dizendo isso olhou para Kate e para Susan, que estavam observando a discussão umas cadeiras abaixo e baixaram os olhos vermelhas. Elas se olharam a distância com cumplicidade e abafaram seus risinhos. Os garotos todos a uma distancia do outro caíram na gargalhada. |
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Alba Célia
Avançado

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Ter Fev 05, 2008 6:16 pm |
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A diretora pediu silencio e inicio seu discurso habitual. Ágata voltou rapidamente para o seu lugar. Num dado momento de seu discurso a diretora parou e olhou firmemente para os seus alunos, correndo os olhos por toda platéia, inclusive a cadeira do corpo docente, que apoiava cada palavra.
- Entre outras coisas que ocorreram na escola, um especificamente pede um olhar especial e uma reconsideração, neste mês. – continuou a diretora. – há duas semanas um incidente sério ocorreu no nosso meio, uma pichação, que visava denegrir não somente a imagem da escola, como pensamos erroneamente, mas também denegrir a integridade de excelentes alunos desta escola. Uma pichação que expunha o modo de vida escolhido por alguns alunos, alunos que tinham interesses em comum, conforme descobrimos. Alunos cujas notas excedem as expectativas de nosso corpo docente, que por não encontrar nota melhor tem se aplicado a dar apenas um mero 10, a cada um deles. – Ela parou para observar as reações dos alunos. Um murmúrio se espalhou gradativamente pelo salão. – Bom, estes alunos foram indevidamente punidos, por um crime que não cometeram...
- COMO NÃO... – ecoou uma voz irritada do fundo do salão.- ELES PRATICAM BRUXARIA NA ESCOLA, FAZEM PACTOS E MANDINGAS, VIVEM SUSSURANDO FEITIÇOS PELOS CORREDORES... EXPELIA SEI LÁ O QUE...
- Como eu estava dizendo, antes de ter sido interrompida, é que eles foram acusados injustamente, e corajosamente cumpriram as punições impostas. Nos fizemos uma pequena investigação após denúncia devidamente documentada por um membro indignado do grupo. E estamos aqui para nos retratarmos publicamente por uma atitude errada que tomamos como escola. Estamos aqui para pedir nossas desculpas a Katherine Adams, Susana Portman, Christian Plessey, Phillippe Taylor, Teodore Walters, Henric Murray, Peter Sutherland, Virginia Wright e Lucille Curtis, e queremos que todos saibam que os responsáveis pelo ocorrido, irão se desculpar com vocês pessoalmente, logo mais em meu escritório. Quanto aos culpados saibam que já sabemos quem são, e se vocês não estiverem hoje a noite as 19:00 h em meu escritório para enfrentar as conseqüências que seus abomináveis atos merecem, serão convidados pelos monitores a estar lá, em nossa presença. Os pais de vocês já estão sabendo do ocorrido e aguardam a nossa ligação. Temos uma decisão a tomar e depende da sua atitude. Bom todos estão dispensados para irem as suas atividades normais, com exceção dos alunos citados nesta ocasião. Precisamos combinar a retratação.
Todos se retiram atordoados, querendo saber quem eram os culpados. O corpo docente ficou para conversar com o grupo. Hugo também ficou a pedido da diretora. Passaram meia hora discutindo todos os detalhes das punições e recompensas que mereciam após aquelas injustas semanas. Lucy e Susan fizeram uma exigência a direção da escola, ficarem todas juntas no mesmo quarto. Os meninos pegaram carona no pedido, e a diretora ficou com um problema nas mãos: como colocar seis meninos em dormitório para quatro, mas prometeu que tudo seria arranjado. Combinaram de se encontrar todos as 19:00 h no escritório da direção. |
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Alba Célia
Avançado

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Enviada:
Qua Fev 06, 2008 10:21 pm |
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Capitulo 4 – Vingança é um prato que se come frio
Eram quinze para as dezenove horas quando a galera de Susan chegou a porta da direção. Os dez companheiros estavam cheios de ansiedade com os próximos minutos, pois teriam uma cena lastimável.
Os meninos ficaram surpresos ao ver um casal a porta. Um Senhor muito alinhado, trajando um terno Prada feito sob medida, que dava ao homem um ar de nobreza. A mulher que sentava ao lado dele era igualmente elegante, vestia um caríssimo vestido de seda, também sob medida, Saint Laurent, com sapatos finos de salto alto e uma bolsa de couro de jacaré da mesma cor que os sapatos. Os cabelos perfeitamente penteados faziam-na parecer mais alta do que na verdade era.
Eles olhavam em volta com ar esnobe, observando tudo ao redor, como se as coisas fedessem, inclusive eles. Alias, quando Susan e seus amigos entraram, eles se afastaram discretamente, e a mulher segurou a bolsa com mais firmeza.
A diretora abriu a porta e convidou o casal a entrar. Após 5 minutos de conversa, ela retornou e pediu que todos entrassem. Surpresos descobriram a sala vazia.
Ginny cochichou de modo que só eles ouvissem, falando da existência de uma ante-sala que ficava do outro lado da direção, de onde se podia ouvir tudo que acontecia na direção por um vídeo. Apontou disfarçadamente na direção de onde estaria a câmera,
Ginny havia ficado presa ali após uma de suas travessuras e descobrira a ante-sala e o monitor. Eles estavam sendo observados pelo casal. Hugo estava muito calado, observando tudo como um animal prestes a dar um bote.
Os professores chegaram e sentaram nas poltronas reservadas, e logo depois surgiu monitor de alunos, trazendo em sua companhia Quatro jovens e um garoto.
As garotas era Ágata e Louise, e duas desconhecidas, amiguinhas delas, e o garoto era Brandon Smith, o mesmo garoto que havia apanhado de Hugo quando fazia insinuações maldosas sobre Su e Kate. As garotas estavam muito assustadas. O garoto os olhava com ar de desafio. Louise estava confiante e com o ar de arrogância maior que o de costume. Olhava para a diretora e para os professores de modo intimidador, que se encolhiam ao seu olhar.
Mrs Sanderson parecia nervosa, e os professores acompanhavam o seu nervosismo. Su e Kate se olharam trocando entendimento. Ambas deram um passo a frente, elas iam cuidar de tudo. Os demais estavam um pouco nervosos. A diretora parecia fraquejar em suas decisões, parecia que iria abafar o caso, e tinha algo a ver com o casal que chegara de surpresa.
Kate adivinhou que estes seriam os pais de Louise, pela aparência, e pela arrogancia que exibiam, além do comportamento confiante de Louise. |
Editado pela última vez por Alba Célia em Sáb Fev 09, 2008 11:33 pm, num total de 1 vez |
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Alba Célia
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Enviada:
Sáb Fev 09, 2008 11:32 pm |
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- Bom... - a diretora pigarreou- aqui estão os responsáveis. Vamos ouvir as suas desculpas.
- Não há o que desculpar... - respondeu arrogantemente Louise. - Eu nada fiz do que deva me arrepender...
- Isso não nos deixa alternativa... - a diretora olhou na direção do que seria uma camera. - Teremos que falar com seus pais Louise...
- Eles jamais acreditarão em você... - disse confiante. - Que eu, o anjinho deles, foi capaz de se rebaixar a essa... gentinha. Esse bando de pobre...
- Mas as suas digitais foram encontradas no cartaz...
- E como tem tanta certeza de que eram as minhas digitais...
A diretora pegou um documento, e tirou também uma canetinha rosa que pertencia a ela, deixando a menina boquiaberta em ver seu objeto tão particular ali na mesa da diretora.
- Essa canetinha é sua? - perguntou ela.
Louise gelou, mas manteve o rosto inexpressivo. Mentiu descaradamente.
- Foi tirado de suas coisas...
- Então há ladrões aqui na escola... e a senhora se preocupando com um monte de incompetente...
- Foi a professora Rosinha quem pegou na aula de história a mando meu...
Louise engasgou. Kate e Su estavam se divertindo com as tentativas de escapar da armadilha que elas tinha tecido com muito cuidado durante aquelas duas semanas.
- Bom senhorita Louise, este documento, que vem da polícia, diz que a digital desta caneta é sua, assim como a digital no cartaz...
- Polícia!!! - Louise começou a suar - Como a polícia foi envolvida num caso tão bobo desses... Como a polícia se deixou envolver. - Louise bufava de raiva. - A polícia devia se preocupar com bandidos... em prender bandidos, ao invés de se envolver em questões escolares comuns...
- Isto que aconteceu aqui não foi uma besteira, Srta Louise! - exclamou indignada a diretora.
Os pais de Louise entraram na sala de sopetão. Ao ver seus pais Louise empalideceu. Mas não se fez de rogada, atirou-se nos braços da mãe e chorou copiosamente. Fez uma ceninha e soluçou desesperada.
- Acho que já chega dessa tortura inútil, Sra Sanderson! - disse o pai de Louise de modo autoritário. A diretora ficou surpresa. - Quanto ela deve ao grupinho ai por danos morais, etc, etc... Entre em contato com meus advogados para acertar os detalhes.
- Mas nós não queremos dinheiro... - disse Hugo, dando um passo a frente e impedindo a passagem dos pais de Louise que tentavam tirá-la de lá rapidamente. - Queremos uma retratação... Queremos uma punição, pois fomos punidos injustamente...
O pai de Louise ficou surpreso ao ver Hugo.
- Você não é Hugo Simpson, o filho daquele magnata do petróleo? - disse olhando para a diretora, que confirmou com a cabeça. Olhou para ele e sorriu com um jeito falso - Como um rapaz tão bem relacionado se envolve com essa... gente. - Ele olhou para os rostos em busca de reconhecer mais alguém.
- Essa... gente, como o senhor diz, merece respeito. São MEUS amigos, que foram injustiçados, por essa hipocrita mimada e mau caráter que você chama de filha.
Kate e Susan deram um risinho abafado. Os outros baixaram a cabeça para não rir. O pai de Louise se sentiu ofendido.
- O que vocês querem de minha filha afinal de contas? - perguntou impaciente. - Não basta estarem expondo-a a esse vexame ridículo...
- Queremos - disse Kate - que ela seja devidamente punida... Ela merece limpar os banheiros pelas próximas duas semanas...
- E sair daquele quarto... Ela e essa amiguinha sem sal dela - completou Susan, olhando nos olhos dele.
- E deve ser separado de todos os seus amigos... - disse Lucy. - Como nós fomos...
- Isso é um absurdo... Isso é um abuso, de um monte de pirralhos... - disse o pai de Louise.
- Mas temo que assim será, Senhor... - disse a diretora tensa.
- Jamais! Minha filha não ficará nem mais um dia nessa escola... - disse ele muito zangado.
- Então eu terei que fazer queixa dela, formalmente no conselho tutelar - disse Ginny, muito invocada com a atitude dele. - Com as provas que temos aqui, ela terá uma ficha suja quando deixar a escola...
- O senhor precisa educar melhor sua filha... - arriscou uma professora lá atrás. - Ela não pode viver como se fosse dona do mundo...
- A Senhora sabe com quem está falando? - disse o pai de Louise. - Sou o Lord...
- Eu conheço o seu título, Sir Arthur! - disse a professora vermelha de indignação. - Sei também de seu parentesco com sua majestade... Mas todos nós estamos sujeitos a lei, Senhor, até mesmo sua majestade, que Deus a abençoe!
Sir Arthur olhou a todos por um momento, e foi obrigado a descer de sua arrogancia, tomando a filha pelos ombros, puxou-a dos braços da mãe com firmeza e virou-a de frente para todos, dizendo:
- Desculpe-se!
- Mas pai... - balbuciou ela assustada. Até aquele momento estivera confiante que iria se safar.
- Eu disse Desculpe-se, Louise Marie... - ele ordenou, e tom da voz dele a fez calar. Ela olhou para o rosto de Kate e de Susan, e seus olhos brilhavam de raiva.
- Me desculpem... - por fim falou.
- Agora você obedecerá as ordens da diretora... Fará todas as tarefas que for incumbida...
- Nãooooo, por favor pai... - ela suplicou olhando para ele.
- Você se meteu nessa encrenca... Agora pague as consequencias Louise Marie...
A mãe começou a chorar. A diretora respirou aliviada e a tensão da sala se esmaeceu. Os professores foram se retirando a medida que os detalhes da punição dos três envolvidos foi sendo resolvida.
O grupo saiu rindo e festejando a vitória, pelos corredores do Colégio, abraçados andaram até o pátio central onde todos aguardavam pra ver quem era o responsável pela pichação.
Muitos vieram cumprimentar os garotos e as mocinhas. Todos se abraçavam, até que Kate se viu cara a cara nos braços de Hugo. Seus olhos se encontraram e ela enrusbeceu violentamente. Sentia seu corpo tremes, enquanto um frio na barriga a inquietava. Seus rostos estavam tão próximos, que Kate podia sentir seu hálito de hortelã. Um desejo violento de beijar aqueles lábios a assomou.
- Oi... - Susan estava ao lado deles, olhando- os estranhamente sombria.
Eles se afastaram rapidamente. E Susan disfarçou, arrastando Kate mostrou;
- Olhe quem vem ali...
As duas se aproximaram rapidamente de Louise e Ágata e sorriram satisfeita, enquanto Susan dizia:
- Vingança é um prato que se come frio... |
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