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Rafalupin
Intermediário

Mensagens: 215
Localização: Nos campos de Hogwarts, voando em uma vassoura.
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Qui Abr 12, 2007 5:20 pm |
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Nossa, Antes de mais nada, gostaria de dizer... Aki, vc é demais, trazer as fics de volta foi um golpe de mestra. Estou muito feliz de poder postar aqui outra vez por isso Voltemos a ação.
Antes de tudo, os caps iniciais são introdutórios a um personagem muito importante para a fic, Harry e cia entram mais tarde pessoal. Bom Divertimento....
Cap 001
Fim da guerra, o recomeço.
Era meia noite em um beco escuro da Inglaterra,um homem encapuzado espera algo,em seus braços um embrulho se debate.
A noite estava muito escura, motivo pelo qual ele não notou mais uma presença no beco.
Em meio a isso o ruído de algo cortando o ar,um homem montado em uma vassoura começava a descer ao chão até que parou.
__ Me esperando a muito tempo Júlio?
__ Tempo suficiente, e Penélope?
Mas o outro apenas balançou a cabeça negativamente e murmurou:
__ Moody.
__ Aquele bastardo, filho da mãe! Tem certeza?
__ Você mesmo o viu estourando a sua porta.
__ E Milorde, alguma notícia?Encontraram-no, ele está vivo?-Existia certa urgência na voz. -Diga-me Lúcio.
__ Realmente parece que ele se foi. Não encontramos nenhum rastro nas ruínas nem em lugar algum.
Silêncio.
__ E então Julio, o que você pretende fazer, todos sabem que você é um de nós.
__ Acalme-se Lúcio, vou me esconder, mas antes preciso de um favor seu.
__ Qual?
__ Leve meu filho para a casa dos avós, eu não terei tempo para isso se quiser ficar vivo.
__ Certo, mas como fará isso sem que nenhum deles perceba?
__ Ainda não sei, mas pensarei em algo.
__ Então está bem, dê-me o garoto, deixarei ele na casa dos velhos ainda hoje.
__ Obrigado, não sei como agradecê-lo.
__ Pensaremos em algo, logo,logo.
Então o bebê foi passado aos cuidados do homem. Que com um movimento de sua capa... desapareceu.Nesse momento estalos fortes foram ouvidos,e um rumorejo de capas negras quando oito bruxos encapuzados irromperam na noite cercando Júlio, não dando chance de escapatória.
__ Júlio Boneth, se entregue passivamente e lhe garantiremos um julgamento justo!-- Disse um deles com uma voz seca e irritada.
__ Julgamento justo--retrucou Júlio-- Como o dos Lestrange que foram mandados direto para Azkaban?Nunca!!...-Foi rápido demais, Júlio retirou a varinha das vestes:
__ Nunca vão me ter vivo... AVADA KEDAVRA!
Um jorro de luz verde saiu da varinha e acertou em cheio o coração do bruxo mais próximo que caiu com um baque surdo no chão, morto. Enquanto isso outros dois bruxos que estavam próximos do homem adiantaram-se com as varinhas em punho:
__ EXPELLIARMUS! Fachos de luz vermelha irromperam das duas varinhas acertando o homem pelos lados imobilizando-o terminantemente. Um dos bruxos retirou seu capuz,deixando seu rosto à mostra.
__ Ele não estava sozinho Moody, tinha mais alguém com ele--disse schaklelbolt--desaparatou, não consegui ver o rosto.
O bruxo mais velho balançou a cabeça pensativo e falou com sua voz áspera:
__ Este idiota estava com o filho nos braços, vi quando o covarde fugiu enquanto a mulher dele duelava comigo,como se fossemos fazer alguma coisa com a criança,venha vamos voltar ao ministério,vamos ter muita papelada porque com certeza este aqui vai falar bastante.Enquanto ao outro deixe,mais cedo ou mais tarde eu pego ele,mais cedo,eu espero.
Então dois outros conjuraram amarras em Júlio que estava caído e fizeram-no levitar a alguns centímetros do chão, outros dois encarregaram-se do colega morto.As nuvens encobriram a lua e derepente eles não estavam mais lá,somente um homem restava,com o rosto encoberto pela escuridão.
Enquanto isso à caminho da França estava Július Boneth nos braços do bruxo,sem saber o que o destino lhe reservara.Em uma modesta rua de Paris o bruxo chamado Lúcio chega ao seu destino,a casa da família Thonson.A rua estava escura e calma como deveria estar àquela hora da madrugada,a escuridão da noite ajudou a manter longe olhares indesejados.O homem andou até a frente de uma das casas mais próximas e ficou parado em sua soleira como se pensasse se devia ou não fazer o que tinha vindo fazer,finalmente parecendo despertar de um transe deixou o bebê na soleira da porta:
__ Tomara que tenha mais sorte que o seu pai, fedelho.
E deixando o garoto, saiu devagar até que dobrou a rua e desapareceu. Não faltava muito para amanhecer, motivo pelo qual não demorou muito para o garoto ser encontrado,logo de manhã a senhora Thonson abriu a porta a procura do jornal matutino e encontrou o bebê.Mafalda Thonson,ao contrário da filha,Penélope,não era bruxa e era muito bondosa,tinha baixa estatura,cabelos curtos e grisalhos e tinha um olhar de quem vivera bastante.Quando viu o menino à sua porta levou a mão ao peito:
__ Alberico! Venha aqui e rápido.
O senhor Thonson que era um homem de aspecto severo e rabugento, tinha os cabelos totalmente brancos como a neve do inverno, era um pouco mais alto que sua esposa, e mancava da pena esquerda, veio rápido (ou pelo menos o quanto pôde) gritando e zangando aos rosnados:
__ O que foi mulher?O que está acontecendo?Para que os gritos?-- Mas Mafalda não precisou responder a pergunta do marido, já nos braços da mulher estava o bebê--Mas o que é isso?
__ É um menino seu velho rabugento.
__ Eu sei o que é,o que está fazendo na soleira da porta é que me intriga.--Mafalda notou um pequeno pedaço de papel no meio das roupas da criança,desembrulhou e leu:
Caros Sr. e Sra. Thonson
Sei que lembram de mim, quando levei Penélope de sua casa
mas agora,Penélope está morta,ou pode estar.Preciso do mai-
or favor que jamais pedi à alguém,por favor cuidem de Július,
Estou com problemas e não mais posso cuidar dessa tarefa. Es-
pero que o coração fale mais alto que as desavenças.Ele tem
apenas vocês agora,portanto espero que o recebam de braços
abertos.Como eu e Penélope,Július é um bruxo e já tem vaga
garantida na Escola Durmstrang de Bruxaria e Feitiçaria,onde
cursará 7 anos após fazer 11 anos de idade,até lá peço que
não revelem nada do seu passado para sua própria seguran-
ça,e de vocês também.
Espero que amem este garoto tanto quanto Penélope
amou.
Júlio Boneth.
Mafalda corou ligeiramente e disse finalmente:
__ Ele é nosso neto,Alberico,ele é nosso neto.
O velho Alberico pareceu perder a sua cor mas se manteve firme:
__ Neto que neto,eu não tenho filhos.--Disse com vontade.Nessa hora Mafalda pareceu fraquejar mas falou com voz firme:
__ Você não acha que já é hora de esquecer,nessa carta Júlio conta que Penny pode estar morta,você nem mesmo sente preocupação com seu próprio sangue.Ela pode estar morta e a única coisa que temos para nos lembrar dela é este bebê portanto nós vamos cuidar dele e ponto final,eu já perdi duas filhas por sua causa e esse seu moralismo barato,não vou perder mais nada por você.Agora temos um neto para criar...---Mas era tarde demais,Alberico explodira:
__ E você realmente acha que eu criarei o filho daquela aberração... --disse ele cuspindo por entre os dentes, mas então deparou-se com os grandes olhos azuis do menino e a magia se fez.-- Eu já vou avisando,ele vai freqüentar a escola em que eu estudei e não aquelas escolas malucas em que ela estudou,me diga,ele também é um...um daqueles...tipos?--Terminou ele sem muita convicção.
__ De acordo com o que diz aqui... -- Disse Mafalda--...ele é sim,e tem vaga garantida em uma dessas escolas para bruxos.
__ Fora de cogitação.
__ Tudo bem Alberico, fora de cogitação.Ele vai estudar na escola em que você estudou e pronto.
Com isso o Sr. Thonson pareceu começar a gostar da idéia.
__ E então mulher,vai ficar com ele na rua ou vai entrar pra se esquentar.--Então entraram,e Mafalda foi logo para cozinha preparar algo para o bebê se alimentar.
O velho Alberico se conformou e até gostou da idéia de ter uma criança na casa,mas fez questão de ocultar isso de sua mulher.
A casa dos Thonson ficava na Av. Les enfantes n° 124 ,uma das mais chatas e esnobes de toda Paris,mas agora aquela casa era especial.Qual seria o futuro de Július T. Boneth e qual seria o mistério que cerca o seu nome.
Oito anos se passaram desde que fora deixado à porta de seus avós,aos cuidados de uma senhora amável e de um velho rabugento que brigava por tudo.
Mafalda Thonson estava na cozinha,era manhã de segunda feira,ela fazia o café da manhã à espera de que os homens da casa acordassem,o que para ela era muito comum.Ela parecia particularmente feliz naquela manhã,vestindo seu conjunto surrado de saia e blusa azul-água e um avental sujo,lavava tudo que sujára enquanto preparava o café,e cuidava do bolo que estava no forno antigo.Seus cabelos agora brancos da idade estavam bem presos em um pequeno laçarote combinando,cantarolava feliz até que a figura de um garoto loiro de olhos bem azuis distraiu sua atenção.
__ Bom dia Julinho,levantou cedo.
__ Olá vovó.
__ Está se sentindo diferente?Afinal hoje é seu aniversário...Parabéns!
__ Aniversário,ah é,é mesmo hoje,quase me esqueço.
__ Do seu próprio aniversário,mas como?O que houve não está feliz?
__ Não é isso vovó,é que você sabe o que o vovô gosta de fazer no meu aniversário,pra que eu tenho que limpar aquele sotão todo ano?
__ Július,você sabe que limpar o sótão é só uma desculpa para ficar com você.
__ Então se ele gosta de ficar comigo por que não me leva prá tomar sorvete ou coisa parecida,por que limpar o sotão?
Mafalda riu divertida e abraçou o neto afetuosamente dando-lhe um beijo na testa.Neste instante o ruído de passos nas escadas interrompeu-os.Era o avô do garoto que entrava na cozinha.
__ E aí garoto,cresceu algum centímetro desde ontem,para mim parece o mesmo pirralho mirrado de sempre - Disse ele rindo,Mafalda o censurou com o olhar ao que ele se calou.
O café da manhã foi como sempre,silencioso,pois o velho Alberico acreditava em comer calado.Logo após Július,como sempre foi ajudar sua avó com a louça do café.
__ Vamos Július,ou você prefere ficar aí quebrando a louça da família - E se levantou rumando despreocupado em direção a sala de estar.
__ É ,ele não vai desistir - Disse o garoto soltando um muxoxo bem audível.
__ Como você já sabe ele só gosta de ficar com você! - Disse Mafalda bondosa.
__ E por isso ele me tortura?
A avó riu gostosamente e replicou:
__ Vá antes que ele desembeste a gritar,aí sim será uma tortura!
Então o garoto se levantou,beijou a avó e saiu arrastando os chinelos em direção ao avô,que a esta altura estava impaciente,encostado no corrimão da escada,ele disse ao ver o garoto:
__ Por que a demora moleque?
__ Estava terminando de ajudar a vovó na cozinha - Mas Alberico Thonson já não escutava,preocupado demais com uma mosca que pousava teimosamente na ponta do seu nariz.Após se certificar de que a mosca não iria mais 'atacar',se levantou começou a subir com certa dificuldade a escada reclamando baixo algo a ver com "... a sujeira da cidade..." e "... deviam aterrar todos esses rios...".Subindo os degraus vagarosamente,derepente,virou-se e disse:
__ Vai ficar aí me olhando ou vai subir?Vamos,temos muito o que fazer.- E saiu em direção a uma porta que ficava no fim do corredor do segundo patamar.Alberico puxou um molho de chaves muito grande e começou a experimentar as chaves uma a uma,como se não tivesse pressa alguma,finalmente uma delas serviu,enquanto isso o pobre Július ficava a um canto à espera de ordens,o avô do garoto abriu a porta que dava para uma escada empoeirada e ingrem.Quando chegaram ao alto da escada o garoto avistou mais uma vez o sotão dos Thonson.
O menino não gostava nada daquele lugar e ficou imaginando como seria passar só uma vez um aniversário normal sem ter que limpar aquele sotão idiota mas seu avô chamou sua atenção aos gritos,tirando o garoto de seus devaneios:
__ Július! Anda com isso seu moleque malandro,temos muito trabalho pela frente e eu não quero ficar o dia inteiro aqui.
O sotão era grande,escuro e tinha cheiro a mofo e cachorro molhado,mesmo que nenhum cachorro houvesse habitado naquela casa nunca.Havia várias coisas velhas e quebradas largadas aos cantos,caixas atulhadas de roupas antigas e manchadas,e uma arca,à qual Július nunca fora autorizado a abrir.Quando tinha 9 anos,ele havia encontrado as chaves da arca mas fora pego no ato por seu avô.Não havia quase luz a não ser pela pequena lâmpada bem no meio do aposento,à qual mal iluminava o lugar dando um aspecto horripilante.
__ Bom,vamos a limpeza - Disse o velho Thonson,e então começaram.
Não se falaram durante as duas horas seguintes,nas quais Július limpava enquanto seu avô ficava zangando e resmungando,até que o velho Alberico falou:
__ Ei moleque! Eu vou buscar uma vassoura para que você possa varrer esse sotão depois de limpar essa prataria.- E saiu devagar pela porta que estava entreaberta.Július ficou alguns segundos olhando fixamente para o lugar onde seu avô havia acabado de sair e finalmente se sentou para descansar.Suado,cansado e com fome ele passou as costas da mão em sua testa enxugando o suor que pingava do seu rosto devido ao esforço.Sentado em um banco de madeira ele esperava seu avô voltar,foi quando uma luz fraca bateu em seu rosto,era capaz de jurar que a luz havia vindo daquela velha arca do seu avô.Afinal,o quê havia naquela arca que seu avô queria tanto esconder?Tentado por aquela luz misteriosa o garoto foi chegando mais perto,com seu coração aos pulos ele agarrou o cadeado antigo e enferrujado e constatou o inevitável:estava trancada.O menino esperava que algo acontecesse,a luz se intensificou naquele instante como se aquílo estivesse planejado para acontecer,Július ficou um pouco assustado e deu um passo para traz ao mesmo instante que como por magia o cadeado se abriu...sozinho.Július se sobressaltou com aquilo mas estava muito mais curioso que amedrontado e chegou mais perto da arca,então a luz diminuiu sua força mas continuava presente para que o menino pudesse enxergar o conteúdo da arca.
Na arca havia nada mais que livros,muitos livros.Július chegou ainda mais perto da arca e pegou um dos volumes,era grosso e suas páginas estavam caindo mas era fácil ler seu titulo que era gravado em letras verdes garrafais,se intitulava " Adivinhe o futuro - um manual prático para bruxos sem sorte.",o garoto pensou que aquele livro não poderia ser de seu avô,pois o velho Alberico Thonson não era dado a esse tipo de leitura,soltando o volume na arca mais uma vez,ele deteve sua atenção em outro livro,era mais fino e muito mais conservado que o anterior,era de cor marrom e com letras douradas dizia:" O álbum de Penélope Thonson ".Era o álbum de fotos de sua mãe,nunca em sua vida tinha visto uma foto de sua mãe,pois seu avô tinha uma antiga mágoa dela e agora iria poder conhecer o seu rosto,com o coração aos saltos ele abriu o álbum de fotos e se deparou com algo inexplicável,na primeira página havia uma grande fotografia de uma menina loira de olhos muito azuis vestindo um vestido de seda azul,com cadernos embaixo dos braços ela acenava para a câmera,sorrindo mas o espantoso era que a foto se movia,a menina,sua mãe,realmente acenava para ele.Foram ouvidos ruídos na escada e Július,rapidamente recolocou os livros na arca e a fechou como estava levantando-se dali muito rápido,foi bem em tempo,pois seu avô havia chegado a porta do sotão,asmático e desconfiado.
__ Você está com cara de culpado,o que você fez?
O menino tomou um grande susto e respondeu gaguejando:
__ Nada vovô,só estava limpando.- Mas o velho Thonson não acreditou muito.
__ Vá,vá ajudar sua avó e deixe que eu acabo aqui,seu enxerido.
Ele tentou dissuadir o avô mas não teve jeito e Július teve que ir.O dia se passou como todos os outros e logo após o jantar o menino foi se deitar,seu quarto ficava no segundo andar da casa,era o típico quarto de um garoto de 11 anos,a não ser pela grande variedade de livros espalhados pelas prateleiras.Július adorava ler e simplesmente devorava os livros até que o acabasse.Deitou-se finalmente em sua cama e tentou dormir,mas o sono não vinha e quando finalmente ele conseguiu dormir foi para sonhar...
Sonhou que era apenas um bebê e que estava nos braços de uma mulher,que o abraçava muito forte,havia mais alguém no lugar,era um homem,moreno,olhos negros,cabelos curtos,parecia nervoso com alguma coisa,mas o garoto não podia imaginar o que era,em meio a isso ouviu-se um estampido alto,a mulher gritou,Július foi arrancado dos braços da mulher(gritos e explosões)__ Fuja Júlio,leve ele daqui,eles chegaram,vou atrasa-los.--__ Não,você vai eu fico e luto...-- __ Vá Júlio,vá... (Bum)A porta da casa foi derrubada,Július estava voando...a noite estava escura e então ele acordou...
Seu quarto estava escuro,tudo estava silencioso,como sempre...ele acordara suado,cansado e abalado então virou sua barriga para cima,arrumou os lençóis e pensou:
__ Que sonho estranho!!
Muitas semanas se passaram desde aquele sonho e os dias estavam ficando frios na medida que chegava julho e cada vez mais Július tentava entender aquele sonho maluco,mas sua vida continuava a mesma de sempre.
Em uma manhã sua vó o chamou na cozinha.
__ Július,eu quero que você até a casa do Sr. Jean Luc e chame seu avô para almoçar,quando ele está naquela casa ele perde a noção do tempo,está lá hà mais de três horas.
__ Tudo bem,vou e já volto com o vovô.
As ruas não representavam nada de especial para o garoto que havia crescido naquela redondeza,apesar de ter sido sempre superprotegido pela avó,ele estava acostumado a andar por aí sozinho e sabia muito bem aonde ia.Logo já estava perto da casa do amigo de seu avô,encontrou Alberico Thonson se despedindo do amigo.
__ Já vou indo Jean,sabe como é Mafalda,e afinal já está quase na hora do almoço. - Dizia ele quando avistou o garoto subindo a rua - __ Viu só,já mandou Július atráz de mim.- E se virando para o garoto falou:
__ Você está me vigiando é garoto,qual é o problema com vocês,acham que eu sou caduco ou o quê?
__ A vovó mandou eu vir buscá-lo vovô. - Bastou para ele tornar a zangar e balançar a bengala ameaçadoramente:
__ O quê! Eu não posso sair que vocês pensam que eu vou me perder.Vamos logo para casa.-E assim foi durante todo o trajeto até a casa.Quando chegaram o almoço já estava servido na cozinha.
Ao terminarem Július ajudou sua avó nas tarefas de casa,como estava de férias da escola não tinha mais nada a fazer a não ser ficar em casa o dia todo e foi o que fez,até anoitecer.Após o jantar,Július foi se deitar em seu quarto e quando chegou notou uma pequena carta em cima de sua cama,era em papel pardo,parecia velho,tinha um selo oficial,timbrado com um selo incomum.A curiosidade o levou até a cama,pegou o envelope e leu:
Sr. J.T. Boneth
Rua Les enfants n°124
Paris,França.
Era o seu nome e seu endereço naquele papel estranho,mas ele não se lembrava de ter recebido carta alguma e sua avó teria dito se alguma carta tivesse chegado.Mesmo assim ele abriu a carta.
Instituto Durmstrang de Magia e Feitiçaria
Diretor Igor Karkaroff
Prezado Sr. J.T. Boneth
Informamos que o ano letivo começará no dia 1° de setembro.informamos também que a condução que o levará até a escola estará atracada na Laguna Circe em Paris às 23:00 horas do dia 30 de agosto para todos os alunos da região.
Anexamos nesta oportunidade também a lista de materiais escolares.
Atenciosamente Prof.ª Alina Nilovich
Vice-diretora
Aquilo tudo parecia loucura,não era a primeira vez que as palavras magia e feitiçaria estavam ligadas a sua família.O conteúdo daquela carta o deixou confuso e até assustado,que escola era essa?Quem eram essas pessoas? BAM ,a janela se escancarou,o coração de Július começou a bater mais rápido,o garoto perdeu o equilibrio e caiu no chão.O vento acalmou e veio o silêncio,mais calmo ele tentou se levantar,foi quando algo entrou veloz pela janela derrubando o garoto mais uma vez batendo a cabeça dolorosamente no chão perdendo os sentidos por alguns segundos.Quando recuperou-se do choque olhou em volta do quarto e notou algo muito estranho,encarrapitada nas costas da cadeira de sua escrivaninha havia uma grande e negra coruja.Július ficou muito amedrontado e esse medo triplicou quando o animal levantou vôo em sua direção indo pousar em sua perna esquerda.
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_________________ Se apenas puder viver por acaso, acaso viverei para sempre?
Editado pela última vez por Rafalupin em Sex Out 12, 2007 12:22 pm, num total de 6 vezes |
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Aki Snape
1ª Ordem


Mensagens: 1758
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Enviada:
Qui Abr 12, 2007 10:34 pm |
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Rafalupin!
Não precisa me agradecer, mas ajudaria muito se relamente você voltar à ação. Eu é que agradeço porque mostra que segui o caminho certo!
Nossa!
Leitura muito interessante!
Título bem sugestivo.
Narração empolgante! Parece que estou lendo HP às avessas!
E please?
CONTINUA! |
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Everaldo
1ª Ordem


Mensagens: 106
Localização: Rio de Janeiro
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Enviada:
Sex Abr 13, 2007 8:38 pm |
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Essa é boa.
As coisas estão acontecendo aqui.
Primeiro é ver as boas e velhas fics de volta ao SS, nos remetendo ao áureo tempo do Fórum, da época de maior popularidade da internet, reunindo os maiores escritores e mais entusiastas leitores - hoje espalhados aqui e ali, em todo canto e em lugar algum.
Agora eu venho aqui e o que vejo? Rafalupin, mesmo que não tenha o encontrado no MSN há uns milenios (ok, meus horarios no MSN são quase inexistentes), sinto como se nunca tivessemos cortado contato ao ver uma de suas fanfics.
A grande verdade é que ainda não li, cousa esta que vou fazer tão logo envie este comentario, pois ele urgia de sair: Fico mui feliz de ver esta fic, apenas e tão somente pela menção do nome do autor.
Claro que, hoje, estou lendo coisa muito boa cá no SS, dos escritores de agora, mas um pouco de nostalgia não faz mau a ninguem, não?
Agora, com licença. Tenho coisa para ler neste tópico.
Carpe diem quam minimum credula postero. |
_________________ You Are a Wizard, Harry - Hagrid
O Contador de Histórias
Família Weasley
Ethamba! |
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Rafalupin
Intermediário

Mensagens: 215
Localização: Nos campos de Hogwarts, voando em uma vassoura.
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Enviada:
Seg Abr 16, 2007 1:53 pm |
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Nossa, estou emocionado!!!
Primeiro Aki, agora um velho conhecido, nosso querido (salve,salve) Contador de histórias. É verdade, não nos vemos no MSN há uns tempos não é? Mas meus horários também estão meio diminutos nos últimos tempos. Acho que você Everaldo, acha maravilhoso, tanto quanto eu, a volta das fics no SS, realmente era o que estava faltando. E agora é chamar os antigos, que desta terra se foram, de volta e recomeçar com vontade redobrada com os novos autores. Everaldo, fico muito feliz que você tenha postado aqui nesta que é uma das minhas "obras" mais amadas. Um grande abraço e nas palavras de alguém que tenho em alta conta...
Carpe diem
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_________________ Se apenas puder viver por acaso, acaso viverei para sempre? |
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Rafalupin
Intermediário

Mensagens: 215
Localização: Nos campos de Hogwarts, voando em uma vassoura.
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Enviada:
Seg Abr 16, 2007 2:55 pm |
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Qualquer semelhança é mera coincidência...hehehe, neste capítulo veremos o início da vida bruxa de Julius.
Cap. 002
Passado repassado
Július se acalmou estranhamente com a visão do belo animal,a curiosidade tomou lugar do medo que sentia,a beleza exótica das penas completamente negras daquele animal.A coruja olhava atentamente,vigiando cada movimento do garoto,e a um olhar mais clínico Július notou que nas patas da coruja havia um pequeno pedaço de pergaminho amarrado.
Com muito cuidado ele removeu o papel da pata do animal,então o animal voou até a cama do menino,július então prestou mais atenção no pedaço de pergaminho que estava em suas mãos,estranho,mas o papel era idêntico ao daquela carta estranha que o garoto recebera,július resolveu ler:
Caro Július
Creio que esta não seja a melhor maneira de dizer isso mas
eu estou vivo,escondido,mas vivo.Sei que você estranhará
o que está escrito nesta carta mas eu preciso contar o que
realmente aconteceu na noite em que tudo desabou sobre a
minha cabeça,contar o que você é,contar-lhe a verdade.
Você é um bruxo.Assim como eu e sua mãe.Sua mãe foi as-
sassinada na noite em que tive de fugir e te deixar,um auror
a matou,Alastor Moody era o nome dele,o mais importante
agora é você saber a verdadeira história,antes de entrar no
mundo mágico.Você será grande,seu futuro o espera e você
não poderá fugir.Ninguém imagina quem você realmente é
nem mesmo você saberá até chegar a hora certa.
Lord Voldemort foi um grande bruxo e você será ainda maior
espere mais cartas minhas,pois elas virão quando você menos
esperar
Até lá,esteja feliz meu filho
J.N. Boneth
O garoto estava cada vez mais confuso.Era impossível,seu pai estava vivo e dizia que ele era um bruxo e que sua mãe e ele também eram,era simplesmente uma idéia ridícula,só podia ser brincadeira.
A coruja continuava empoleirada na perna do menino:
__ Você é esperto,como foi que me encontrou,você deve ser uma coruja treinada.Bom! Você deve estar com fome não é? Vou ver se consigo alguma coisa para você na cozinha,fique quieto aqui,eu já volto.
Saiu em direção à cozinha,mas quando entrou teve uma surpresa:
__ O que a senhora está fazendo aqui vovó? Mafalda estava sentada à mesa,encoberta pela penumbra-A senhora está bem?- Ela simplesmente sorriu.
__ Pensei que você não viria mais.Está na hora de você saber de tudo,ou pelo menos tudo que eu puder te contar.
__ Como assim a verdade,você quer dizer que isso é verdade,eu sou um...um bruxo?
__ Sim,como sua mãe e seu pai.
__ Quer dizer que vocês me enganaram durante todos estes anos?Você e o vovô,sabiam todo esse tempo...
__ Nós não podíamos,seu pai pediu na carta que escreveu quando deixou você na porta da nossa casa quando sua mãe morreu!
__ Quando minha mãe foi assassinada,a senhora quer dizer!
Só agora Mafalda notara a carta nas mãos de Július...
__ Quem lhe mandou a carta?
__ Meu pai...-- Mafalda ficou pálida com a notícia.
__ Seu pai está vivo?Então ele está escondido em algum lugar,mas como?Sua tia...
__ O quê tem a titia?
__ Sua tia é uma bruxa,seu tio é um bruxo e...e Camile,sua prima,também.Mas sua tia me disse que seu pai estava morto, que não havia sobrevivido a Azkaban...-- Július não estava entendendo toda aquela conversa ,como sua vó sabia tudo aquilo? -- Július sente-se.
E de repente ela pareceu muito séria,então continuou:
__ A verdade é que sua mãe e seu pai foram pegos pelo ministério da magia por terem se afiliado a um bruxo das trevas que se intitulava Lord Voldemort,ao que parece este foi morto,foram perseguidos por um auror,uma espécie de força de bruxos.Você foi deixado a nossa porta por seu pai e desde então está conosco.
__ E o vovô sabe que eu sou um bruxo? -- Perguntou o garoto.
__ Sabe -- respondeu a avó -- mas ele se nega a aceitar.Você vai responder a seu pai?
__ Não sei,a senhora acha que eu devo?
__ Se é o que o seu coração pede,faça.
__ Mas o que o vovô vai pensar disso?
__ Com o seu avô eu me entendo -- disse ela séria -- Agora vá dormir mocinho,e amanhã nós conversamos.
__ Mas vovó...-- Mas não conseguiu,sua avó era muito teimosa,mais que ele.
E então dormiu.
Na manhã do outro dia o quarto estava banhado de luz do sol,a coruja continuava empoleirada na cadeira aos pés da cama com a cabeça debaixo da asa.Július começou a se lembrar da noite anterior,lembrando da loucura e de toda aquela história mirabolante.
Logo após lavar o rosto o garoto foi até a cozinha,onde estavam seu avô e sua avó.
__ Bom dia Július,dormiu bem?
__ Bom dia vovó,bom dia vovô.
__ Sente-se - disse Mafalda - Tome seu café, seu avô tem uma surpresa para você,não é Alberico? - Disse ela olhando agora para seu marido.
Július sentou-se na mesa ao mesmo tempo em que seu avô levantava e atravessava a porta sem sequer olhar em seu olho.
__ Július, após o café quero que você arrume suas malas...
__ Vocês vão me expulsar... - gritou esganiçado - Mas eu nem queria ser bruxo eu..
__ Calma, menino, ninguém vai expulsar você. Sua tia Emilia vem buscar você amanhã para que você possa ir para a escola com sua prima que também vai começar este ano na mesma escola que você. Camile também vai para... Como é mesmo o nome da escola?Ah sim... ESCOLA DURMSTRANG DE MAGIA E BRUXARIA.
Dito isso a avô de július entrou novamente na cozinha com a "surpresa" envolta em panos ,era um pacote grande,mas a graça daquela cena era que Alberico carregava aquilo como se o pacote fosse explodir a qualquer momento.
__ Aqui está mulher - Disse ele - Mas não pense que eu concordo com isso.Por mim eu trancafiava ele em uma escola de verdade e só tirava de lá quando tivesse 35 anos.
__ Ora Alberico, deixe de ser tão rabugento e aliás você nem é tão radical assim e você sabia que um dia isso ia acontecer.
Então ele colocou o pacote em cima da mesa:
__ Vou sair, não vou compactuar com isso, essas esquisitices - e saiu batendo a porta com força.
Mafalda esperou seu marido sair para falar:
__ São de sua mãe, as coisas da escola, seus livros e fotos.
Julius abriu o embrulho e constatou que eram as mesmas coisas que ele havia visto no sótão da família algum tempo atrás.
Então ele pode conferir todas as coisas mágicas que havia no baú de sua mãe.
Os livros estavam velhos e mofados, e Julius não entendia nada do que estava escrito neles,não que ele não soubesse ler ou algo assim mas simplesmente o que dizia ali eram encantamentos e poções.O que realmente deixou o garoto contente foi poder rever as fotos de sua mãe durante um pequeno período.
Há noite o menino fora se deitar com a promessa de que sua tia viria no outro dia na primeira hora da manhã. Mas quando chegou, teve uma surpresa, a coruja voltara e dessa vez estava dentro de uma gaiola, ela piava baixinho. Ao lado da gaiola estava um bilhete:
Um presente
J.B
Julius ajeitou a gaiola precariamente em cima da escrivaninha e foi se deitar, para dormir um sono sem sonhos, sem medos, apenas uma pequena comoção que se fazia em seu estômago como se um alienígena fosse sair de dentro dele.
No outro dia acordou antes de sua avó, o que significa muito cedo mesmo, antes mesmo de amanhecer, para arrumar suas coisas para a viajem. Parou olhando para suas roupas. ”O que vou levar?” se perguntou, ”o que os bruxos usavam?”, sentiu pela primeira vez que sua vida seria
diferente, pra sempre.Acabou colocando quase todas as suas roupas nas malas junto com alguns livros de que gostava,pois era um garoto aplicado quando se tratava de estudo.
Desceu para tomar o café um pouco depois de escutar barulhos na cozinha, quando entrou na mesma se deu de cara com seu avô:
__ Bom dia vovô.
__ Bom dia – seco (como sempre) – como quer suas torradas?
Aquilo era estranho.
__ Bem... torradas... eu acho.
O velho Alberico se virou para a pia e continuou a fazer o café.Alguns momentos depois o garoto arriscou.
__ Onde está a vovó?
__ Ela foi fazer compras – disse o avô.
Neste momento Mafalda thonson entrou na cozinha.
__ E então como está esta manhã?
__ Bem,um pouco nervoso.
Grunhidos do avô...
__ Mafalda eu vou sair – disse o velho.
__ Mas – disse Mafalda.
E se direcionou até a porta mas antes de sair parou...
__ Bom ano letivo pra você Julius – e saiu sem dar tempo para resposta.
__ Vovó... – ia começar Julius mas Mafalda interrompeu...
__ Deixe ele Julinho,sabe ele praticou a noite toda para dizer isso. – disse sorrindo.
Nesse momento um carro buzinou lá fora,e alguns segundos a campainha tocou.
__ Vá lá meu neto,sua tia Emília chegou.
O garoto abriu a porta e lá estava, a cópia fiel de sua irmã, eram gêmeas. Loira, seus olhos azuis estavam com lágrimas.
__ Olá Julius! – disse ela
__ Oi tia Emília, como está? – disse meio sem jeito e de repente a mulher o puxou em um abraço apertado e molhado, pois suas lágrimas molharam o rosto do garoto.
Alguns segundos depois ela finalmente o soltou e perguntou:
__ Cadê a sua avó?
__ Estou aqui Millye... – disse a avó do garoto com lágrimas nos olhos e as duas se abraçaram.
Desde os 18 anos de Emília as duas não se viam e era emocionante para elas virem uma a outra depois de tanto tempo.
As duas ainda estavam com lágrimas nos olhos quando se separaram e Emília disse:
__ E então me digam, como vocês conseguiram convencer papai disso?
__ Não convencemos – disse Mafalda – mas Julius deve seguir seu caminho não é? Depois de alguns momentos de conversa entre as duas, Emília disse que realmente precisavam ir.
__ Vá buscar suas coisas Julius – disse ela – enquanto ainda é cedo, se demorar-mos mais sua prima é bem capaz de ter um treco. – sorriu, um lindo sorriso.
O menino correu até seu quarto e pegou suas duas malas e a gaiola da coruja que estava bem acordada nesse momento.
__ Você está cheio de surpresas, não é? – disse ela olhando a coruja. – vamos então?
Quando estavam prontos se despediram da avó e Emília ajudou o garoto a carregar suas malas até o carro, um carro comum de passeio.
Já estavam no carro quando Julius disse:
__ Eu não sabia de nada até chegar a carta da escola, quando chegou a carta de Camile tia? – sem saber por que ainda não se sentia a vontade de falar sobre seu pai. Sua tia, ao que pareceu, respeitou essa decisão.
__ Há algumas semanas querido. Mas ela não gostou.
__ Por quê?
__ Porque Alexander matriculou-a em Durmstrang ao invés de Beuxbatons.
Julius não entendeu a última palavra. Emília notando a confusão na cabeça do garoto meramente disse:
__ Outra escola de magia.
O resto da viajem se passou normalmente. O garoto olhava tudo atentamente a procura de algo mágico, pensava que agora que sabia que era um bruxo devia prestar mais atenção nas coisas que o cercavam. Ficou surpreso quando sua tia guinou o veículo para uma estrada de chão batido muito estreita, mas nada comentou. Sabia que ela,seu tio e sua prima moravam longe do centro da cidade, mas aquilo era muito longe.
__ Tia? – disse ele finalmente – Onde estamos indo? Onde você mora?
Emilia olhou para seu sobrinho com muito carinho.
__ Moramos no condomínio dos bruxos, Julius. É bem afastado, por causa dos trouxas, sabe?
Trouxas, pensou ele, o que era isso? Resolveu não perguntar,mas anotou mentalmente,perguntaria a Camile pois se sentiria mais a vontade, começava a se sentir meio bobo pela situação.
O carro fez a volta em um carvalho muito velho e então toda a paisagem mudou.
As casas não eram tão diferentes das casas do centro de Paris, mas com algumas coisas totalmente diferentes. Uma delas tinha três chaminés, cada uma delas jogava uma fumaça de cor diferente, Emília murmurou algo como, “Ela nunca desiste,não imagina o mal que faz aos cabelos”,Julius não entendeu e também havia um pequeno buldogue parado em frente a uma das casas, mas quando o animal se virou de costas o garoto constatou que ele tinha dois rabos.” Estranho” pensou ele maravilhado com tudo aquilo. Sua tia disse que não estavam muito longe da casa.
Pararam em frente a uma bela propriedade de dois andares que ficava na esquina da rua principal.
__ Chegamos – disse Emília sorrindo – Julius, me ajude com as malas sim?
__ Sim tia – disse ele, mas quando abriu o porta malas do carro teve uma surpresa...
__ Locomotor malas – entoou sua tia com a varinha apontada para as mesmas. – as malas começaram a se mover, juntamente com a gaiola da coruja e flutuaram até a porta da casa para a total surpresa do garoto.
__ Desculpe – disse ela – mas achei que você gostaria de ver algo para ter certeza do que está acontecendo.
Ela estava sorrindo. Julius somente sorriu de volta e começou a olhar em volta:
__ O que você está olhando Julius?
__ Todos esses... essas pessoas são brux...bruxos? – disse ele.
__ Sim, todos eles – respondeu Emília e pareceu pensar no assunto por um momento – Todos menos os Tielines, mas o filho deles é bruxo então... é isso – acabou ela sem muita convicção sobre o que estava falando.
__ Entre – disse ela – sua prima deve estar com muita saudade de você. Afinal faz muito tempo que vocês não se vêem, não é?
Julius confirmou com a cabeça.
Apesar de conhecer o tio e a prima,nunca estivera em sua casa e agora sabendo de sua condição de bruxos,era mais interessante ainda conhecer.
Seguiu Emília e as malas que voavam atrás dela até a porta da casa a sua frente.A porta foi aberta com um estalo e Emília entrou com o menino em sua esteira.
A casa dos Swanson era naturalmente uma casa “diferente”, sim essa era a palavra para aquilo.
Emília pendurou seu casaco em um cabide, que tinha várias mãos, às quais literalmente seguraram o casaco, todas ao mesmo tempo, brigando pelo casaco até que a tia deu um olhar pelo canto do olho e as mãos pararam de atracar-se (mas fizeram gestos obscenos quando ela virou as costas). A sala da família era estranha,cheia de coisas diferentes ao que o garoto estava acostumado, como as três vassouras penduradas perto da lareira.Julius ficou olhando as vassouras e Emília falou simplesmente:
__ São vassouras voadoras, Julius. Uma da sua prima, uma minha e uma do seu tio, mas a minha está quase nova, sabe. Eu prefiro manter os pés no chão se é que você me entende – terminou com um pequeno arrepio.
O menino “trouxa” ficou fascinado com a idéia de voar em uma vassoura, mas achou que era da mesma opinião de sua tia, preferia ficar com seus pés no chão. Mas achou a idéia desconcertante.
__ Vamos até a cozinha – as malas subiram as escadas sozinhas, o garoto disse “mas...” e sua tia sorriu. – você deve estar morrendo de fome, não é?
Só agora que sua tia falara no assunto que ele se deu conta de que não comera nada desde o momento que se levantara, mas a situação o tinha ocupado demais para que ouvisse seu estomago roncar. Ela sorriu.
__ Onde será que Camile está? – perguntou Emília
Entraram na cozinha,era tudo normal demais,uma mesa de madeira, um refrigerador, último modelo, e um microondas contrastavam com um enorme caldeirão...espere!!! Um caldeirão no meio da cozinha, sim e algumas outras coisas estranhas. A foto da família encima do balcão se movia e sua prima e seu tio acenavam felizes de um parque florido e o relógio cuco que deu o maior susto no garoto quando ao marcar 11:00, o pássaro cuco sair voando gritando ” Ta na hora, ta na hora “..
__ Estranho – sentenciou Emília – Camile parecia que ia explodir quando eu contei à ela que iria te buscar,que você tinha descoberto a verdade.
O garoto deu de ombros...
__ Tia,onde está o tio Alex? – perguntou
__ Está trabalhando na loja.
__ Vocês tem uma loja? – surprendeu-se.
__ Sim – disse ela – no mercado dos Bruxedos e Sortilégios.
O garoto ia perguntar o que era o mercado Bruxedos e Sortilégios, mas... Irrompeu da porta uma distração na forma de uma menina loira, de seus 11 anos, com sardas pelo rosto,os olhos azuis,contrastando com sua pele pouco bronzeada. Era Camile.
__ Julius – gritou, pendurando-se no pescoço do garoto que perdeu o equilíbrio e quase caiu. – Quando mamãe contou que você ia também, eu não acreditei, pensei que o vovô não iria deixar, tinha perdido as esperanças sobre isso mas...
__ Calma menina – disse Emília – assim vai deixar seu primo tonto.
Julius ficou olhando sua prima, como crescera desde a última vez que vira ela acidentalmente em um parque.
__ Oi Camile, como está? – ela sorria.
__ Venha – disse a menina pegando sua mão e puxando, ele só teve tempo para acenar para sua tia que lhe deu um adeusinho antes de se virar para a pia.
Subiram as escadas rapidamente, divisando o segundo patamar da casa que era um pouco mais escuro.
O quarto da menina foi uma surpresa, já que não parecia nem um pouco com o quarto de uma menina.
Havia pôsteres de bruxos de uniforme voando em vassouras,(todos se mexiam fazendo verdadeiras piruetas saindo e entrando no papel). Alaranjado, era isso que definia o quarto da menina, os mesmos bruxos em todos os recortes, OS CHUDLEY CANNONS (nota do autor: desculpem, não resisti.).
__ É o meu time de quadribol favorito. Mas eu sei que está em desgraça – disse ela conformada – eu sou uma sofredora,como o papai diz.
Julius sorriu.
__ O que é quadribol? – perguntou.
__ Você não sabe o que é quad... Ah claro que não, - disse a menina sentindo a mancada – mas não tem problema,eu posso te ensinar tudo que você precisa saber.
E entraram a tarde falando sobre o esporte dos bruxos... O Quadribol.
Mais tarde desceram para jantar, Julius ainda meio sentido com o fato de sua prima não ter contado que era uma bruxa.
__ Eu não podia – dissera ela – Há um estatuto que proíbe os trouxas de saberem de nossa existência.
__ Afinal – perguntou – O que é um trouxa?
__ É alguém que não é mágico, que não tem magia em seu sangue.
__ Mas eu sou um bruxo, ou vou ser – protestara – não sou um... um trouxa.
Mas ela dissera:
__ Eu não sabia, mamãe não me contou até hoje de manhã.
Estavam com muita fome, Emília tinha feito um almoço maravilhosa, e tinham feito um lanche no meio da tarde, mas aquilo tudo parecia ter aberto um apetite de leão no garoto.
Estavam no meio da sala quando ouviram um ruído na porta. Alex havia chegado do trabalho.
__ Pai... – disse a menina se atirando no colo do homem. Alex não parecia um homem normal, estava alheio naquelas roupas de bruxo, o garoto pensou. Estava com uma capa marrom por cima de um casaco comprido. E suas calças estavam manchadas de algo muito violeta.
__ Oi Mille, - disse o homem, e então viu Julius – e aí moleque vem aqui dar um abraço no seu tio – e o puxou num abraço bem apertado, parecido com o que sua tia lhe dera, mas com uma diferença, a barba de Alex fez cócegas em seu rosto.
__ Está aí há muito tempo? Quando chegou?
__ Fui buscá-lo hoje cedo Alex – disse Emília que aparecera na porta da sala.
__ Que bom muito bom. Queria ver a cara do velho Alberico Thonson. – disse rindo.
__ Ah! O que é isso? – disse a tia quando viu a calça. – eu acabei de lavar essas aí, Alex como você é descuidado.
Então foram para a cozinha, jantar um delicioso ensopado de carne que Emília havia preparado.
__ Então, o que achou de sua nova condição? – perguntou o tio em meio a uma mordida.
__ Ainda não senti a diferença tio, por isso, ainda não sei o que pensar.
Emília então falou:
__ Que tal pensar de estomago cheio? Não vi você tocar na comida.
O jantar na casa dos Swanson foi algo diferente também. Na casa de seu avô era silencioso e aqui era barulhento, engraçado. Nem Emília, muito menos Alex se importavam com as risadas altas, ao contrário, eles pareciam acentuá-las mais ainda. Parecia que eram os que mais se divertiam.
Era muito gostoso estar sentado ali, comer o gostoso ensopado e conversar, rir, era... diferente.
Quando terminaram, foram para a sala com a promessa de sorvetes de morango e mais risadas.
__ E então ele me perguntou: O que a doninha tem de tão engraçada. – disse Alex, Emília e Camile caíram na gargalhada, juntamente com Alex, mas Julius não entendeu a piada, ficou olhando para eles com uma cara de bobo.
__ O que você está pensando, querido? – perguntou Emília sorrindo.
__ Na verdade nada. Só estava imaginando quando eu vou acordar.
Camile parou de rir, Alex o encarou curioso. Ele continuou:
__ Até dois dias atrás eu estava lá em casa, com o vovô e a vovó sem nada em que pensar a não ser que iria voltar para aquela escola esnobe, com aqueles garotos esnobes, e... agora estou aqui.Me empanturrando de sorvete – riu – a ponto de explodir de tão feliz, e ainda assim sinto um vazio no peito.
Emília foi até ele e o abraçou.
__ Camile – disse ela – Leve seu primo até o quarto, foi um dia de muitas novidades. Mas amanhã... ele terá mais surpresas.
Subiram as escadas e Julius foi deixado no quarto por sua prima, era um aposento muito parecido com o seu próprio. Suas coisas estavam no baú nos pés da cama, assim como a coruja que estava encarrapitada dentro de sua gaiola, encima da escrivaninha, estava acordada encarando-o com aqueles olhos incrivelmente negros, pareciam olhos humanos, ele pensou.
Deitou e dormiu.
Na manhã do outro dia o garoto acordou bem cedo, antes mesmo de sua tia e sua prima, Alex estava trabalhando há esta hora, estava a sua vontade. Uma lembrança veio em sua mente, não havia escrito a seu pai. Levantou-se devagar e abriu a gaveta da escrivaninha, lá havia um pedaço grande de pergaminho uma pena e um pote de tinta, ele as pegou e sentou na cadeira.
Molhou a pena no tinteiro e escreveu:
Pai
Obrigado por ter revelado a verdade, mesmo que tarde.
Também quero agradecer pelo presente, gostei muito da
Coruja. Decidi chama-la de Heros, porque não posso chamá-la
de coruja pelo resto da vida.Estou na casa do tio Alex e da tia
Emília.
Aqui está tudo bem.
Espero saber notícias logo...
Seu filho Julius.
Terminou a carta e se levantou, abriu a gaiola de Heros e esticou o braço, ao que a coruja subiu em seu braço e andou até seu ombro lhe dando uma bicada carinhosa na orelha.
__ Se eu estiver certo, você pode entregar esta carta não é? – Heros esticou a pata em resposta. Julius amarrou a carta na perna com uma fita de seda, de maneira que ficasse bem presa.
__ Acha ele ta. – disse à coruja, ela piou baixinho e voou.
Julius ficou contemplando o vôo de Heros até que a coruja sumiu no horizonte onde o sol se levantava.
__ Ele volta – disse uma voz atrás dele – eles sempre voltam.
Era Camile.
__ Vamos descer e tomar café? – disse ela.
Julius assentiu com a cabeça e seguiu a prima.
Ele se virou e sorriu, sentiu-se muito feliz de ser quem era e de estar onde estava.
E ainda tem mais, muito mais, é só esperar um pouquinho. até a próxima...
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_________________ Se apenas puder viver por acaso, acaso viverei para sempre? |
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Aki Snape
1ª Ordem


Mensagens: 1758
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Enviada:
Seg Abr 16, 2007 10:32 pm |
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Rafa!!
De fato uma leitura muito contagiante.
Não dá vontade de parar. Eu tive que me trancar no banheiro...
Ops É uma mentira deslavada porque não dá para carregar o pc até lá, mas tive que ler no sossego.
Eu ODEIO ser atrapalhada. (risos)
E com filhos te dizendo: - Mãe onde está isso, onde está aquilo!
Bem, já pode ter uma idéia do quanto sou requisitada (gargalhadas)
CONTINUA!
Por favor! Aguardando mais um capítulo!
Enquanto brindo todos com o Terceiro Capítulo de O Amor Não Escolhe Dono! |
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Rafalupin
Intermediário

Mensagens: 215
Localização: Nos campos de Hogwarts, voando em uma vassoura.
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Enviada:
Qua Abr 18, 2007 3:22 pm |
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Valeu Aki, logo posto mais um, espero q todos estejam gostando.. Um grande Abraço e valeu pelo seu voto lá no Sábado de Votação. |
_________________ Se apenas puder viver por acaso, acaso viverei para sempre? |
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Everaldo
1ª Ordem


Mensagens: 106
Localização: Rio de Janeiro
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Enviada:
Qui Abr 19, 2007 9:09 pm |
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| Rafalupin escreveu: | Nossa, estou emocionado!!!
Primeiro Aki, agora um velho conhecido, nosso querido (salve,salve) Contador de histórias. É verdade, não nos vemos no MSN há uns tempos não é? Mas meus horários também estão meio diminutos nos últimos tempos. Acho que você Everaldo, acha maravilhoso, tanto quanto eu, a volta das fics no SS, realmente era o que estava faltando. E agora é chamar os antigos, que desta terra se foram, de volta e recomeçar com vontade redobrada com os novos autores. Everaldo, fico muito feliz que você tenha postado aqui nesta que é uma das minhas "obras" mais amadas. Um grande abraço e nas palavras de alguém que tenho em alta conta...
Carpe diem
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Antes da leitura até (mesmo porque não vou poder ler agora u.u) vale comentário que este desejo realmente procede. Urge que seja espalhada a boa nova da volta deste cantinho cá no SS, mesmo que tambem tenhamos nosso "canto maior" lá no Forum da Xu, no Alohomorra.
Mas agora preciso ir.
Quando tornar aqui, já teho o compromisso de voltar a este conto.
Carpe diem quam minimum credula postero. |
_________________ You Are a Wizard, Harry - Hagrid
O Contador de Histórias
Família Weasley
Ethamba! |
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Aki Snape
1ª Ordem


Mensagens: 1758
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Enviada:
Sex Abr 20, 2007 8:23 pm |
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Rafa!
Se de onde saiu este capítulo tem muito mais...
Então eu aguardo!!
CONTINUA! |
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Rafalupin
Intermediário

Mensagens: 215
Localização: Nos campos de Hogwarts, voando em uma vassoura.
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Enviada:
Dom Abr 22, 2007 11:04 pm |
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cap003
Bruxedos e Sortilégios
__ Resolveram acordar então – disse Emília quando os dois entraram na cozinha – sentem para tomar o café por que estamos com pressa.
__ Aonde vamos? – perguntou Camile.
__ No mercado. – disse Alex entrando na cozinha.
Camile estranhou ver o pai àquela hora em casa em plena terça-feira.
__ O que está fazendo aqui pai, você não foi trabalhar? – perguntou.
Ele sentou e pegou uma torrada na cesta e começou a comer.
__ Não vou abrir a loja, nós vamos comprar os materiais de vocês hoje. Eu quero estar presente.
Camile olhou maravilhada para Julius e este ficou encarando o tio. Triste.
__ Se você está pensando no dinheiro, não se preocupe sua avó já cuidou de tudo. Santa Mafalda. – disse rindo.
Julius não falou nada, continuou comendo.
Eram 10:30 na altura em que Emília conseguiu aprontar tudo. Medida em que Julius não agüentava mais de curiosidade, e Camile parecia descontraída com suas vestes de bruxa, seus cabelos em uma pequena trança, lia uma revista de fofocas que se intitulava “Poções e corações”, encantada com a possibilidade de Gilderoy Lockhart, o famoso bruxo publicar um novo livro, “Viagens com Trasgos”.
Estavam todos prontos, Julius se sentindo muito diferente, pois era o único com vestes trouxas ali, Emília prometera comprar vestes de bruxo quando chegassem ao mercado. Pararam na sala, Julius ficou olhando para eles.
Foi Alex quem explicou:
__ Agora escute, com muita atenção: nós vamos viajar de pó-de-flú, um método muito mais rápido que ir de carro até lá. – Julius concordou, mas pensou “Por que não podemos ir de carro?”. – A viagem de flú é feita através de uma lareira, se atira o pó – mostrou ao garoto o pó-de-flú – e diz o nome do lugar onde se quer chegar.Entendeu?
__ Sim – respondeu – é só jogar e gritar.
Emília foi a primeira:
__ UNICÓRNIO DOURADO – gritou ao jogar o pó na lareira, as chamas ficaram verdes e ela desapareceu em meio às chamas.
__ Você é a próxima Mille – disse Alex. Camile se adiantou, e logo após...
__ Sua vez Julius.
Seu coração perdeu o compasso, uma coisa era ver a tia fazer as malas voarem, outra bem diferente era ele entrar em uma lareira e pegar fogo até sumir. Ele se adiantou, pegou o pó-de-flú e entrou na lareira.
__ UNICÓRNIO DOURADO – e então aconteceu.
Começou a girar muito rápido, muito rápido, um barulho muito alto estourava seus ouvidos, começou a enjoar e quando pensou que estava prestes a desmaiar caiu e bateu com a cara no chão.
Estava com dor no corpo, abriu os olhos e viu dois pés a sua frente pouco antes de...
__ Julius – era sua tia Emília, que o ajudou a levantar. Olhou em sua volta, estava em um tipo de loja de grãos, mas havia coisas singulares naquele lugar.
Pouco depois Alex apareceu, apesar de se desequilibrar, ele não caiu de cara, Julius achou que tinha sido o único, pelo menos até olhar o nariz de Camile. Estava inchado e sangrava um pouco, a menina estava chorosa, Alex foi até ela e com sua varinha curou o machucado.
E então, um cheiro forte chegou ao seu nariz, forte e desagradável, cheiro à podre e meias sem lavar, mas após o impacto do cheiro ruim vinha a maravilha que era a loja, havia barricas de coisas viscosas, tigelas de asas de moscas secas, dentes de cobra, asas de morcego e tudo mais que se precisava para um kit de poções.
Alex fez duas malinhas que continham os ingredientes de poções, entregou uma para cada um, Camile parecia totalmente enojada com a idéia de que dentro havia todas aquelas coisas nojentas e viscosas que ela vira seu pai colocar dentro da maleta e quando pegou,segurou com as pontas dos dedos.
__ Camile – indignou-se Emília – você tem que parar com esse nojo que você tem dos ingredientes das poções, ou vai acabar levando bomba na matéria.
A menina a olhou com extrema timidez e colocou a maleta no bolso da veste, ruborizada.
Agora Alex pesava um pó prateado e muito brilhante.
__ Isto é pó de chifre de unicórnio, é muito raro, e caro, guardem bem. – virou-se para Emília – Vamos comprar o resto da lista?
__ Vamos logo... – disse Emília eficiente.
Saíram da loja, e Julius finalmente pôs os olhos n’O Mercado Bruxedos e Sortilégios. Era uma rua comprida e reta com bifurcações para todos os lados. O sol brilhava forte, machucava os olhos.
Começaram a caminhar pelo mercado, o garoto estava encantado com a variedade de pessoas na rua.
__ Emília – chamou Alex – você leva Camile para comprar os livros, enquanto eu e Julius vamos ver as roupas e a varinha.
Dito isso, Julius seguiu o tio por uma ruela mal iluminada até o seu fim onde pararam em frente a uma loja, em sua fachada o garoto pode ler claramente: Trapobelo moda mágica, escrito em letras azul turquesa.
Alex conduziu o garoto até o interior da loja, Julius notou a variedade de tecidos, inclusive um tecido prateado, que o garoto jurava ter visto desaparecer diante dos seus olhos. Logo uma bruxa baixinha com uma cara redonda e infantil veio atendê-los.
(calma, apesar da semelhança, não é a Umbridge). Ela usava um chapéu cor de rosa pontudo muito engraçado.
__ Bom dia – disse ela sem prestar atenção, mas quando levantou o rosto – Alex, que você está fazendo aqui? Não abriu a loja hoje?
__ Olá Anita. – respondeu Alex sorridente – Estou em missão escolar. Este é meu sobrinho, Julius boneth.
__ Olá Sr. Boneth, prazer em conhecê-lo.
__ Olá – respondeu sem jeito.
A bruxa se virou para Alex:
__ Durmstrang, não é? – perguntou.
__ Sim Anita – disse Alex.
Anita fechou a cara.
__ Eu só queria ter certeza, sabe. Você não mudou de idéia.
__ Anita, não vou discutir isso de novo.
A bruxa disse quase em um sussurro, mas audível de qualquer maneira.
__ Durmstrang, com aquele Karkaroff, ele não é o que se pode chamar de um bom diretor, não é? – não era uma pergunta.
__ Você sabe o que eu penso Anita. E realmente, Julius tem vaga garantida desde que nasceu eu não poderia interferir nem que quisesse.
Anita pareceu muito contrariada quando disse:
__ Bom, você sabe o que faz. – e se virando para Julius – Vamos ali tirar suas medidas querido.
Alguns momentos depois, os dois saíram da loja com os embrulhos pesados do uniforme de Durmstrang e algumas outras vestes que Alex fez questão de dar de presente a Julius “Você não pode ficar andando com roupas trouxas em Durmstrang”.
__ Agora, sua varinha Julius. Isso sim é importante.
__ Onde vamos comprar a minha varinha? – perguntou curioso.
__ No “Varas e Varinhas”, a melhor loja de varinhas de toda Paris.
__ Foi onde o senhor comprou a sua?
Alex tirou a varinha das vestes e olhou-a com carinho.
__ Não Julius – respondeu – minha varinha foi comprada no “Olivaras”, em Londres.
Enquanto andavam o garoto lembrou do olhar do tio para a varinha, eram mesmo importantes para seus donos essas varinhas, pensou.
Saíram da ruazinha estreita e adentraram a rua principal, mais adiante estavam Emília e Camile Cheias de sacolas.
__ E aí? Compraram... o ... uniforme? – perguntou Emília cansada.
__ Sim, agora vamos comprar as varinhas dos dois – respondeu Alex, e saíram em direção contraria.
No caminho, Julius pode perceber a grandiosidade e a simplicidade daquele mundo. Para aquelas pessoas era normal brigar por preços mais baixos em produtos como Caldeirões e vassouras voadoras. Passaram por uma loja de aspecto sujo, que na vitrine ostentava um grande crânio de touro. O garoto teve uma péssima impressão, mas como ainda não entendia o mundo mágico não quis fazer nenhum julgamento precipitado.
O garoto despertou de um devaneio onde se deixou simplesmente levar pelas ruas quando Alex parou em frente a uma loja muito simpática, pequena e apertada. Julius percebeu na porta duas letras “V” douradas.
Entraram na loja logo atrás de Alex que parecia conhecer tudo ali. Camile não parecia nada entusiasmada com a loja, estava sim, era olhando muito avidamente para as pequenas caixas que havia nas prateleiras.
No fundo da loja estava um bruxo negro, com um grande chapéu pontudo branco e vestes totalmente brancas. Ele sorria.
__ Verne – disse Alex abraçando o bruxo.
__ Esperava vê-lo hoje meu velho amigo. – respondeu o bruxo numa voz trovejante e grave, então viu Julius e Camile – e vejo que trouxe seus pequenos, e Emília, quanto tempo, não é?
__ Realmente Verne, realmente. – respondeu
Verne arregaçou as mangas das vestes brancas.
__ Bom! Mãos à obra. Quem vai ser o primeiro?
Julius e Camile se olharam e a menina sorriu acenando a cabeça em sinal para que o garoto fosse primeiro.
Julius se adiantou.
__ Então vamos lá – disse o bruxo chamando o garoto para uma porta lateral, a mesma ia para uma sala menor que não tinha nada além de uma cadeira velha. O garoto seguiu o bruxo até lá.
__ Sente-se Sr...
__ Julius Boneth. – adiantou-se o garoto.
__ Pois então, Sr. Boneth. Sente-se e fique à vontade, eu já voltarei. – e saiu esvoaçando as vestes.
Julius ficou ali, parado por alguns segundos, olhando as marcas nas paredes, buracos, não, grandes rombos e marcas de queimado, o menino ficou imaginando o quê tinha, por Deus, feito aquelas marcas.
Verne voltou alguns momentos depois com uma dúzia daquelas pequenas caixas empilhadas em seus braços, parou em frente ao garoto e depositou-as nos seus pés. Abriu a primeira caixa, entregou nas mãos do garoto que ficou olhando para o bruxo e pra varinha por alguns segundos, o qual a retirou das mãos do garoto, empurrando outra em seu lugar, nada aconteceu, outra varinha, e outra, e outra... até que.
__ Essa é a última da pilha que eu trouxe, quem sabe? – disse o bruxo, que a esta altura já estava com uma cara de poucos amigos. Abriu uma caixa particularmente antiga e surrada, dela ele retirou uma varinha negra, fina e flexível.
Entregou a varinha nas mãos do garoto, que ao segura-la sentiu-a vibrar, e logo após a varinha começou a esquentar na sua mão e soltou um jorro de luz verde na sala.
__ Não posso dizer que eu previra isso... – disse a Alex enquanto embrulhava a varinha do garoto.
__ O quê? – Perguntou Alex curioso.
Julius não entendia por que o bruxo estava com aquela cara, imaginava que dera muito trabalho.
__ Eu já havia perdido as esperanças de vender essa varinha... – disse o bruxo – Foi meu falecido avô quem a produziu e foi a última varinha feita por ele. Ela é feita do miolo de um salgueiro lutador, 27 cm e contém não um, mas dois fios da cauda do único unicórnio negro que já existiu, meu avô morreu por causa desta varinha.
__ Um unicórnio negro – disse Emília – mas eu pensei que isto fosse apenas uma história que contavam na escola, então existiu mesmo um unicórnio negro?
__ Sim, existiu. – assentiu Verne – e ele tinha todo o poder de um unicórnio, mas não repelia as energias negativas, ele as captava, por isso seu pelo negro. – virou-se apara Julius, seus olhos se fecharam – Cuide-se garoto, pois passará por uma prova e quando isso acontecer, a escolha será sua – disse ele, então seus olhos toldaram, e foi numa voz parecida com um silvo baixo que ele proferiu:
A balança penderá e seu sangue vai perecer.
O lord das trevas voltará e ao seu lado reinará.
O bem vai sucumbir e o mal vai prevalecer...
A balança penderá e seu sangue vai perecer
O lord das trevas voltará e ao seu lado reinará.
O bem... sucumbir... o mal... prevalecer...
Verne abriu os olhos e sorriu meio abobalhado.
__ Bom, mas isso é história, não é? – disse sorrindo – Vamos lá pequena Mille?
Alex e Emília olhavam para Julius e Camile parecera entender tanto quanto o garoto, na verdade a menina estava decidindo se devia cair na gargalhada ali mesmo ou se deixava para depois. Então Camile seguiu Verne e nada foi dito.
Segundo Verne, Camile iria ser uma bruxa bem prática, pois pegou a primeira varinha que lhe foi dada. Bétula, com uma pena de Fênix, 20 cm. Boa para transfigurações segundo Verne.
Saíram da loja Varas e Varinhas, e fizeram o caminho de volta para a loja de Alex, no meio do caminho passaram novamente em frente à loja encardida, mas desta voz Julius não se conteve.
__ Tio Alex, que loja é aquela – disse olhando a loja no momento em que um homem encapuzado entrava sorrateiro.
Seu tio o olhou e respondeu parecendo não querer prolongar o assunto:
__ Aquela loja ali não tem nada pra você, na verdade não tem nada que interesse para qualquer bruxo decente. É uma loja para bruxos que usam magia negra.
__ Então é uma loja de artigos de magia negra? – disse Julius, sem nem saber o que estava falando.
__ Sim Julius, é. – respondeu Alex sem nem olhar para o garoto. Emília deu um sorrisinho nervoso.
Nada mais foi dito até que chegaram em casa.
Camile subia as escadas quando Emília se lembrou que não tinha comprado os caldeirões, mas Alex a acalmou dizendo que ele compraria no outro dia quando fosse para o trabalho.
__ É tanta compra que a gente sempre esquece alguma coisa, é inevitável.
Alex se sentou na poltrona perto da lareira e ficou pensativo. Emília foi preparar o lanche ao visto que já era bem tarde para almoçar. Julius sentou-se ao lado do tio e ficou olhando a expressão preocupada do tio.
__ Tio? – disse sem ter certeza se devia incomodar o descanso do bruxo. Alex olhou Julius nos olhos:
__ Sim?
__ O que significou aquilo que Verne falou, O lorde das trevas era o tal Voldemort?
Alex fixou seu olhar em Julius e disse:
__ Antes de deixá-lo ir para a escola, quero que me conte: O que seu pai lhe contou?
Julius contou, ficou aliviado em poder partilhar suas dúvidas e medos.
A expressão de Alex era indistinguível, Julius contara todo o conteúdo da carta ao seu tio que parecia não acreditar no que ouvira após o garoto terminar, Alex se recostou na poltrona e deu um profundo suspiro.
__ Nunca pensei que ele fosse fazer contato com você, pensamos que depois de tanto tempo ele não teria a coragem de mostrar a cara por aí de novo.
__ Mas tio – interrompeu o menino – meu pai não estava preso ou morto? Pelo menos era isso que vovó achava, que ele não havia sobrevivido à Azkaban, o que é isso?
__ Azkaban é a prisão dos bruxos, Julius. Nunca ninguém escapou de lá.
__ Mas se ninguém nunca... – se perguntou Julius – como ele pode estar... ah eu não entendo!
__ Seu pai não fugiu de Azkaban, pois nunca esteve lá. Comensais da morte, os seguidores de Você-sabe-quem, na noite em que seu pai foi finalmente preso pelos aurores, os atacaram e levaram seu pai, nunca foi encontrado, depois de sete anos foi dado como morto, pois se acreditava que os comensais estavam fazendo uma “reciclagem” naqueles que haviam falhado.
A cabeça do garoto estava girando, comensais da morte, aurores, você-sabe-quem?
Tudo aquilo estava muito errado, não podia ser verdade.
__ Mas como então? – perguntou o garoto.
__ Não podemos desprezar a idéia de que alguém esteja brincando com você. O fazendo pensar que seu pai está vivo. Mesmo não existindo nenhum motivo aparente.
Julius parecia que ia desmaiar de tão branco que estava. Alex pareceu perceber isso porque desconversou.
__ Mas isso não é para um garoto da sua idade pensar, você deve pensar nas suas aulas que começam em alguns dias – disse sorrindo, passou a mão no rosto do garoto e completou – Vamos jantar, amanhã terei... não, teremos um dia cheio.
E foram para a cozinha.
Julius acordou na manhã do outro dia com o sol no rosto, Heros, a coruja, estava encarrapitada nos pés da cama do garoto.
__ Bom dia Heros, por onde você andou? – disse o garoto quando viu a ave. Heros olhava fixamente para o garoto que se levantava e esfregava os olhos e se espreguiçava ainda sonolento. – Queria saber como você consegue sair da gaiola dessa maneira.
Ainda confuso Julius desceu as escadas e foi até a cozinha. Emilia estava preparando o café da manhã da família quando o garoto chegou.
__ Bom dia tia, onde está Camile?
__ Aquela dorminhoca deve estar na cama ainda, vamos, tome seu café enquanto está quente.
Camile apareceu na porta, ainda de pijamas:
__ Tive uma idéia primo. Que tal eu te ensinar a voar?
__ Ótima idéia Mille. – emendou Emília.
Julius concordou com a cabeça, mas com a certeza de que preferia ficar com os pés em terra firme.
__ Então ta certo. Depois do café nós vamos.
Julius sentiu um aperto no estômago.
Após o café, como prometido os dois foram pegar as vassouras, Camile pegou a sua vassoura, uma Comet 260, Julius ficou com a vassoura de Alex, um modelo antigo, um pouco lerdo, segundo Mille, uma Cleansweep seven, mas era melhor que a velha Shooting Star de sua tia.
Foram até o jardim da frente da casa, o condomínio estava ensolarado naquela manhã.
__ 1° lição – disse Mille sorrindo – e única. Monte na vassoura, e dê um impulso, depois é só se acostumar com o vento nos cabelos.
Julius olhou incrédulo para a cena: Camile começou a subir, e subir, até que estava há uns 15 metros, foi quando gritou:
__ E aí? Você num vem?
Era a sua deixa, um pouco sem coragem e tremendo, o garoto passou a perna por cima da vassoura de seu tio, olhou para cima visualizando sua prima sorridente, metros acima ela acenava. Deu impulso.
Começou a subir devagar, mas a vassoura estava firme, vibrava um pouco, mas se mantinha firme, chegou ao lugar em que Mille estava.
__ Viu! Não é nem um pouco difícil. – disse a menina.
__ Bela aula a sua. Suba na vassoura e voe.
__ Ah! Não seja um bebê, Julius. Vamos – e guinou a vassoura para o sul com Julius na sua esteira.
O condomínio era uma maravilha, era sem nenhuma dúvida, “mágico”.
Sobrevoavam as casas da vizinhança como se aquilo fosse totalmente normal, e era. Os vizinhos acenavam para Mille que sorria de volta e acenava. Julius estava totalmente maravilhado com tudo aquilo quando algo passou muito veloz por ele.
Um garoto de cabelos pretos e lisos, do tipo oriental, olhos negros, estava parado alguns metros acima dos dois.
__ Cuidado moleque, quase derrubei você. – falou o garoto com raiva, mas quando viu Camile completou em uma voz cínica – desculpe, não vi você.
__ Liang, deixe ele em paz, ele não fez nada para você, porque você é tão indigesto? – disse Camile, corando de raiva.
__ E por que você não cuida da sua própria vida – disse o garoto com cinismo na voz.
Camile ficou ligeiramente corada com isso.
__ Liang, pare de importunar os vizinhos, se não, eu conto para o papai... e você sabe o que ele vai fazer se pegar você de novo...
O garoto empalideceu.Uma menina de Cabelos lisos e negros subia a toda a velocidade, quando emparelhou com Liang, ela parou
__ Você não teria coragem... – disse o garoto em tom de desafio.
__ Experimenta.
Podia se ver o desapontamento no rosto do garoto...
__ A gente se esbarra – disse a Julius antes de guinar a vassoura e zunir até a janela de uma casa um pouco afastada.
__ Desculpe o meu irmão Mille, mas você sabe como ele é. Totalmente repugnante – confidenciou a menina. – Você eu não conheço... – disse olhando para Julius.
__ Claro – interrompeu Camile – Chiang, este é Julius, meu primo, Julius esta é Chiang, irmã daquele peste.
Julius cumprimentou a menina que retribuiu o aceno.
__ Mas o que vocês estavam fazendo? – Perguntou a menina. – Voando por ai, a esmo?
__ Estou ensinando o Julius aqui a voar.
__ Bela aula... – riu Julius.
__ O que você disse Julinho? – disse Mille rindo.
__ Nada... nada.
Foi quando Chiang falou:
__ Por que não damos uma volta nós três?
__ Por mim tudo bem – disse Camile.
__ Então vamos... – e saíram os três – “o último que chegar é um hipogrifo velho.” Disse Chiang enquanto voavam. Julius, para variar... não entendeu.
Tinham voado duas horas, somente rindo uns dos outros, Julius havia finalmente superado seu pequeno medo de voar, e achava que não havia outro modo de viajar (nota do autor: aonde foi que eu ouvi isso?).
Decidiram descansar embaixo de uma árvore, o sol ainda estava alto e havia um calor incomodo que fazia o suor fazer a roupa grudar na pele.
Então a conversa rumou para as escolas.
__ Minha mãe queria que nós fôssemos para Hogwarts, mas papai bateu pé e acabamos indo mesmo para Durmstrang – dizia Chiang em meio a um bocejo.
__ Ah, eu queria ir para Beuxbatons, você já viu as fotos da “Poções e Corações” sobre os dormitórios daquela escola, e os uniformes... – suspirava – que arraso. Mas papai me mandou para Durmstrang – disse fazendo uma careta.
__ Pelo menos vamos ficar juntas, podemos ser parceiras nas aulas... – se virou para Julius que estava meio deslocado no assunto e brincava com um graveto. – E você Julius, para que escola você vai?
__ Durmstrang também – respondeu Camile antes mesmo que ele abrisse a boca para responder.
__ E você está ansioso? Nervoso? Por que eu estou, dizem que os professores lá são muito severos...
__ Ele não entende muito disso – disse mais uma vez Camile não o deixando responder de novo – Julius,até uns dias atrás não sabia nem que era bruxo...
Chiang o olhou com uma curiosidade óbvia.
__ Então você é trouxa?
__ Trouxa? – perguntou Julius – Afinal o que é isso?
__ Você é trouxa... – disse Chiang espantada.
__ Ele não é trouxa... – se indignou Camile – seus pais são mais bruxos que qualquer um. Ele é filho de Julio e Penélope Boneth.
Neste momento Chiang levou a mão a boca... e gaguejou.
__ Os Bo...Boneth? Os comensais?
__ Sim, os próprios. – disse Camile triunfante...
__ Ora, isso não é nenhuma honra – disse Chiang desgostosa.
__ Mas prova que ele não é trouxa. – sentenciou a menina.
Então a morena se levantou e montou sua vassoura.
__ Eu acho que vou indo, sabe. Eu tenho que ajudar mamãe com o jantar. Até mais.
E voou até sumir atrás de uma das casas. Julius ficou olhando Camile.
__ O que foi que aconteceu? – perguntou.
Camile olhou para o garoto, com cara de culpa.
__ Eu acho que falei demais...
A semana passou rapidamente e cada vez mais o garoto se acostumava com a vida de bruxo. Só faltava uma semana para o término das férias e o começo das aulas em durmstrang. Havia pedido ao seu tio se podia pegar a vassoura para treinar todas as manhãs ao que o tio assentiu na hora, e já estava muito bom nisso.
Em uma manhã particularmente fria, Julius estava sobrevoando as casas.
__ Julius – escutou o garoto, alguém chamava seu nome. Diminuiu a velocidade da vassoura e desceu. Era Chiang.
__ Oi.
__ Oi.
__ É... como você está?
__ Bem, bem e você?
__ Bem Também, e Camile como está?
__ Dormindo... – e os dois riram de si mesmos.
__ Julius – começou Chiang – me desculpe aquele dia, sim?
__ Tudo bem. Não se preocupe – um silêncio incômodo se instalou - E seu irmão?
Chiang fez uma cara de nojo...
__ “Aquilo” ta dormindo ainda.
Os dois riram.
__ E então, nervoso? – indagou a menina.
__ Mais curioso.
Da porta da casa saiu um homem, vestes negras, cabelos lisos e compridos, uma cara de poucos amigos. Quando viu Julius e Chiang, uma expressão de curiosidade se mostrou no seu rosto.
Chegou mais perto dos dois. Chiang viu quando ele parou ao seu lado.
__ Ah! Oi pai.
__ Bom dia, Chie, tão cedo, já de pé? – perguntou o homem.
__ Ah, - disse corando – eu tava sem sono.
__ Você não apresenta seu amigo? – disse o homem sem tirar os olhos de Julius. Aquilo incomodou o garoto.
__ Claro, Pai este é...
__ Julius Boneth – disse Julius estendendo a mão para o Bruxo.
__ Prazer,... Sr. Boneth? – Repetiu o nome como se algo fosse familiar apertando a mão do garoto – Você é filho de Julio Boneth?
__ Sim, sou. O senhor conheceu o meu pai?
__ Na verdade, sim. Estudamos juntos, Julio e eu, que bela dupla nós fazíamos.
Pena... que ele se perdeu.
Julius ficou olhando o Sr. Chin, parecia profundamente triste.
__ Mas isso é passado, não é? – disse ele olhando para o garoto. – não convida seu amigo para entrar Chie?
__ Muito obrigado Sr. Chin, mas eu tenho que ir. Minha tia deve estar ficando preocupada, faz algum tempo que eu saí, e eu não costumo demorar tanto.
__ Bom, que seja. Mas saiba que as portas desta casa estarão sempre abertas para você. – colocou a mão no ombro do garoto, e saiu.
__ Não entendi? – disse Chiang.
__ O quê?
__ Meu pai nunca simpatiza com alguém assim.
__ Vai ver é porque ele e meu pai foram amigos.
__ É, vai ver...
__ Eu vou indo, até...
__ Até...
Quando Julius acordou no outro dia, seu tio estava sentado ao lado de sua cama.
__ Aconteceu algo, tio Alex? – perguntou ainda bocejando.
__ Eu estava esperando você acordar, sua prima e sua tia tiveram que sair, vão passar o dia todo fora, e a não ser que você queira ficar o dia todo sozinho, você vai ter que ir comigo para o mercado, o que você acha?
__ Vou com o senhor, claro.
__ Então, tome um banho e desça para tomar café, mas não demore.
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_________________ Se apenas puder viver por acaso, acaso viverei para sempre? |
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Aki Snape
1ª Ordem


Mensagens: 1758
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Enviada:
Seg Abr 23, 2007 12:09 am |
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Rafa!!
Você já escreveu fics que não sejam sobre HP?
Eu adoraria ler outras narrativas, pois gosto muito do jeito que vc escreve!
Beijos |
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Rafalupin
Intermediário

Mensagens: 215
Localização: Nos campos de Hogwarts, voando em uma vassoura.
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Enviada:
Seg Abr 23, 2007 12:25 am |
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Claro AKi, sou escritor amador... escrevo contos e poesias...mas adoro escrever HP... é uma válvula de escape...me relaxa...que bom q vc gosta...continua lendo aí... bjão |
_________________ Se apenas puder viver por acaso, acaso viverei para sempre? |
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Rafalupin
Intermediário

Mensagens: 215
Localização: Nos campos de Hogwarts, voando em uma vassoura.
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Enviada:
Sex Abr 27, 2007 5:05 pm |
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Ae pessoal, hoje a noite tem capítulo novo nas minhas duas Fics, HP e o Sucessor do Lorde das Trevas e HP e o segredo da Esfinge, portanto fiquem ligados, pois ao soar das 12 badaladas dois novos capítulos estarão disponíveis para leitura e apreciação dos nossos dignos leitores... Bom até mais e boa tarde |
_________________ Se apenas puder viver por acaso, acaso viverei para sempre? |
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Le Weasley
Intermediário

Mensagens: 396
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Enviada:
Sáb Abr 28, 2007 6:45 pm |
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Rafaaaaa! *eu de novo*
Tu escreve muito bem moço! *puxa saco* xD
Quero continuação, viu senhor?
Hunf!
;** |
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Rafalupin
Intermediário

Mensagens: 215
Localização: Nos campos de Hogwarts, voando em uma vassoura.
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Enviada:
Sáb Abr 28, 2007 11:12 pm |
  |
Bom pessoal, aqui tá mais um...Aki e Le, obrigado pela força...tá aí mais um pra vcs apreciarem...
Cap.004
Histórias de família
Julius se levantou, ainda se espreguiçando, o quarto ainda na penumbra, dava para ver Heros encarrapitada na gaiola. Rumou para o banheiro que ficava no fim do corredor.
O banho foi rápido, pois seu tio parecia estar com pressa, logo após voltou para o quarto e abriu o armário. De um lado as roupas trouxas, de outro as roupas de bruxo.
Julius desceu vestido como um perfeito trouxa, calça jeans, tênis e camiseta.
Quando entrou na cozinha seu tio o olhou por uns segundos e baixou a cabeça.
__ Sente-se para tomar seu café, só voltaremos à tardinha e provavelmente só comeremos lá pelas cinco da tarde. – Julius assentiu com a cabeça e sentou-se para o café.
Logo após, Alex e Julius estavam prontos para ir. Parados no meio da sala, iriam de pó-de-flú. O garoto não deixou de sentir um friozinho na barriga quando seu tio estendeu o pote, que continha o pó, para ele, pois a sua última experiência com o pó-de-flú não fora das melhores e ele ainda achava que seu nariz ainda estava meio achatado desde aquela vez.
Pegou o pó e rumou para a lareira.
__ UNICÓRNIO DOURADO – Gritou já sentindo as chamas mornas lamberem sua pele, o giro, a tonteira e finalmente... quase caiu quando saiu da lareira, teria caído se não fosse Alex que estava em sua frente e o segurou antes que ele desse de cara no chão como da última vez.
O cheiro característico da loja estava, se era possível, ainda mais forte que da última vez.
Alex começou a preparar as mercadorias para a venda. Julius ajudava como podia e Alex parecia feliz que arranjara um ajudante para o dia.
Quando a loja fora aberta o menino descobriu que a loja de Alex era famosa entre os bruxos, porque o movimento não parava. Alex era muito gentil com todos que entravam e a maioria das pessoas pareciam conhecê-lo, pois o tratavam pelo primeiro nome.
__ Como vai Emília? – perguntava uma bruxa de aspecto biruta,usava vestes cor de rosa e um chapéu de caubói verde. Alex respondeu que ia tudo bem ao que Julius derrubou uma saca de pele de ararambóia e a bruxa se virou.
Julius fitava Alex com uma cara de culpado, pelo que estava acostumado com seu avô, por muito menos ele já estava de castigo.
__ Tudo bem Julius, não se preocupe com isso. – disse Alex para alívio do garoto, mas foi a velha bruxa que o surpreendeu.
__ JULIUS???? – gritou ela estridente e o menino levou um grande susto deixando cair a saca outra vez – É ele? – disse ela virando-se para Alex.
Alex sorriu e balançou a cabeça afirmativamente.
Por isto o garoto não esperava, a bruxa pulou em seu pescoço enchendo ele de beijos e amassando a sua roupa toda. O garoto sem entender procurou uma resposta nos olhos do tio que falou sorridente.
__ Julius, eu te apresento sua avó Cassandra Boneth.
Quando finalmente sua avó o soltou ficou olhando para ele como se fosse um tesouro roubado a muito tempo.
__ Ele é igualzinho a mãe, mas tem a testa de Julio, me lembro quando seu pai era da sua idade, era uma peste – riu ela.
__ É mesmo, não tinha reparado como ele é parecido com Penélope – concordou Alex franzindo a ligeiramente a testa.
__ Como você está grande – tagarelou a bruxa, e então se virou para Alex – por que você não me disse que ele estava com você?
__ Para falar a verdade, eu não tive tempo... – murmurou simplesmente.
Julius ainda estava digerindo toda aquela bagunça, quando um velho de aparência sisuda entrou na loja, vestia uma veste verde escura, mas não usava chapéu.
__ Patrick, aqui está ele... – esganiçou a bruxa – É o Julius.
Os olhos do velho se arregalaram. Parecia que o velho estava tendo uma visão, mas de repente o rosto do velho voltou ao normal, ele chegou perto de garoto e falou em uma voz forte:
__ É bom tê-lo de volta... – e caminhou até Alex.
__ Bom dia Sr. Swan. Minha encomenda já chegou?
__ Bom dia Sr. Boneth, sim a mercadoria chegou ontem à noite. – e desapareceu atrás de uma porta, que Julius sabia ser o depósito.
Cassandra pareceu não notar a frieza do homem, que agora pagava à Alex dois galeões pela mercadoria, e continuava saltitando em volta de Julius fazendo perguntas do tipo: “ quanto você está pesando?” ou então dizia ”Você está muito magro, aqueles trouxas não te alimentavam direito?” , se Julius não estivesse totalmente anestesiado com a situação, teria protestado contra esse comentário.Mas então o homem falou ribombante.
__ Vamos Cassandra, ainda há muito que fazer...
Ela pareceu meio desapontada, mas despediu-se do neto e foi embora, mas não antes de convidá-lo para ir visitá-la nas férias.
Quando os dois saíram Alex sorriu.
__ Surpreso? – perguntou ao garoto.
Estupefato o menino respondeu:
__ Com o que? O fato de minha avó me adorar ou o do meu avô me odiar?
Alex deu de ombros.
__ O velho Boneth sempre foi assim, não se preocupe com isso...
__ Eu já estou acostumado, lembra tio? – disse amargurado.
__ É, eu sei... – Alex olhou no relógio da parede e fez uma careta. – Que tal ir para casa mais cedo hoje?
__ Por mim tudo bem..
Então Alex fechou a loja e logo estavam em casa.
Quando Julius saiu da lareira levou um susto, Heros voou na sua direção e pousara no seu ombro, a ave por incrível que pareça parecia aflita, olhava com aqueles olhos negros e beliscava a orelha do garoto, enfim quando pareceu dar-se por satisfeita vendo que não faltava nenhum pedaço do garoto ela bateu as asas e voou de volta para o segundo andar pelas escadas. Alex antes de ir para a cozinha ainda comentou:
__ Que bicho estranho!!
Julius enquanto isso rumou para frente da casa onde sentou para olhar a vizinhança. Os vizinhos eram extremamente gentis e também muito esquisitos, não era a primeira vez que o garoto notava que a maioria dos bruxos tinha um aspecto biruta, mas nem todos, constatou ele olhando no fim da rua quando o Sr. Chin chegava da rua. Ele parecia sério demais e até naquelas roupas de bruxo ele remetia uma aura de poder, respeito.
Quando o Sr. Chin viu Julius acenou discretamente para o garoto. Não é que ele tinha mesmo simpatizado com ele?
Quando começou a anoitecer Emília e Camile chegaram.
Na hora do jantar, Camile contou muito contente que havia comprado mais um livro “do Bruxo mais poderoso do mundo”, segundo ela.” Viagens com trasgos” de Gilderoy Lockhart era o melhor livro dele (mesmo ainda não tendo lido), na capa do livro tinha um bruxo loiro com os cabelos encaracolados e vestes azul turquesa, em uma posição meio ridícula, pensou Julius, lançando um feitiço direto em uma criatura grande e de uma cor que ia de um acinzentado para o verde escuro e era enorme, com cabelos que pareciam musgo.
__ Um trasgo da montanha – disse Alex notando o interesse do garoto.
Depois do jantar Emília enxotou os dois para suas camas, estava na hora de ir dormir. Julius nem reclamou, pois estava mesmo cansado. Além do mais, tinha tido algumas surpresas naquele dia.
Heros estava no quarto, piou baixinho quando o garoto entrou.
__ Ah! Você está aí.. O que deu em você hoje cedo hein? – disse o menino – sinceramente não sei o que você tem às vezes, me assusta ouviu.
A coruja o encarava com seus olhos negros, estranho, aquele animal parecia entender tudo, parecia estar magoada.
__ Desculpe – disse Julius, acarinhando a bela penugem do animal. – eu adoro voooo....cê. – disse ele em meio a um bocejo.
Trocou de roupa e foi se deitar. Dormiu.
A gaiola se abriu e Heros voou pela janela em direção à noite.
Julius acordou no outro dia, de manhã, Heros não estava no quarto.
__ Onde se meteu essa coruja? – se perguntou o garoto ainda deitado.
Olhou o armário, roupas trouxas de um lado, e bruxas do outro.
Entrou na cozinha, vestindo camiseta, calça jeans e tênis. Emília estava, como em todas as manhãs, fazendo o café.
__ Bom dia - disse ele.
__ Bom dia Julinho. Tome seu café rápido, pois vamos levar o almoço para seu tio Alex e Camile que foram para o mercado.
__ Vamos passar o dia na loja?
__ Sim, geralmente em fim de mês o movimento aumenta – disse ela acenando a varinha fazendo com que algumas batatas se descascavam sozinhas – e ainda mais com o ano letivo tão perto... amanhã nó já iremos levar vocês até a Laguna.
Quando chegaram na loja, Alex e Camile estavam visivelmente entediados, pois ao contrário do que Emília pensara, o movimento na loja estava muito fraco naquele dia.
__ Se continuar desse jeito – resmungou Alex – eu fecho mais cedo hoje também. Sua voz parecia um pouco desapontada.
E então Camile teve a idéia.
__ Que tal se eu e Julius formos dar uma volta pelo mercado, hein Julius? Que você acha?
__ Vamos sim...
Emília olhou para os dois.
__ Podem ir, mas voltem antes da hora do almoço.
__ Ta bom mãe – disse Camile entediada.
Os dois saíram nas ruas ensolaradas do mercado. A paisagem era a mesma: Bruxos se acotovelando em lojas com produtos em promoção, andando lado a lado. Julius ainda não havia reparado na beleza e simplicidade do lugar.
Passaram em frente à loja de Verne que acenou para eles. Logo depois Camile encontrou algumas amigas e deixou Julius sozinho andando pelo mercado.
Procurava algo naquele lugar, até que encontrou.
No fim da rua principal, à direita na terceira rua depois do pub. A livraria “Feitiços e Alfarrábios”.
Entrou naquela que deveria ser uma grande livraria, pois a todo o momento entrava e saia uma pessoa. Era uma sala ampla e alta, coisa que não parecia ser de fora, as prateleiras abarrotadas de livros, livros no chão, pendurados no teto, enfim, livros por todos os lados.
Andando pela sala ele logo descobriu uma saleta no fundo, a porta era escondida por uma cortina verde escura meio desbotada, que tapava totalmente a porta, se não fosse um forte vento que havia vindo de nenhum lugar, ele nem teria visto a porta.
Lá dentro havia um grande livro, em cima de um pedestal, ladeado por velas, que eram a única iluminação do lugar. Ao lado estava uma placa.
SE VERITAS – O LIVRO DOS LIVROS: Conta a lenda que este livro pertenceu à Cassandra Vablátsk, a grande Bruxa da adivinhação. Segundo as pesquisas do Ministério da Magia Francês, este livro contaria a história de qualquer um que tivesse a ousadia de desafiá-lo.
Para tanto era preciso apenas escrever o próprio nome em suas páginas... curioso não?
Uma imensa curiosidade se abateu no menino, pegou a pena que estava ao lado do livro, molhou no tinteiro e escreveu na primeira página do livro... Julius Thonson Boneth...
O livro começou a vibrar e brilhar suas paginas começaram a folhear sozinhas muito rápido, até que pararam... no meio do livro estava escrito em letras garrafais:
O SUCESSOR: marcado para governar, sucessor do maior e mais temido mestre das trevas, aquele que idiotamente não se nomeia... Tom Riddle. Filho do comensal mais terrível e daquele que se arrependeu no último instante. Começará seu reinad...
__ O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – Julius deu um pulo e fechou o livro. Parado na porta estava um bruxo corpulento e careca.
__ Nada... – ia começar a se justificar...
__ Como você fez funcionar? – disse o homem empurrando o garoto e abrindo o livro – como você fez? – A expressão do bruxo era de quem achara finalmente um motivo para viver.
__ Eu.. eu só escrevi o meu nome nele, está escrito na placa...
__ Que placa? – disse o bruxo de repente.
__ Aquel... – mas a placa não estava mais lá. – nada, eu não sei como fiz isso.
O bruxo o olhava desconfiado...
__ Posso ajudar em alguma coisa? – disse o homem ainda se recuperando do choque.
__ Não, obrigado... eu só estava olhando.
E saiu dali rapidinho.
Andava pela rua meio abobalhado, sem conseguir pensar direito, foi então que trombou com alguém e caiu. Era Nagate Chin, o pai de Chiang.
Chin estendeu a mão para Julius que segurou e foi erguido por ele.
__ Que pressa garoto... – disse ele sorrindo.
__ Estava procurando Millie, eu estava... estava...
__ Bom, então se cuide Sr. Boneth. – disse segurando de leve o braço do garoto.
Uma dor lancinante se instalou em seu braço no local em que o bruxo estava segurando.
__ AI, - gemeu o garoto.
__ O que foi? – Julius levantou a manga da camisa e lá estava. Ainda vermelha, um crânio com uma serpente saindo de sua boca como se fosse uma língua.
__ Morsmordre – disse o Sr. Chin com a mão na boca. – Então é verdade!!
__ Verdade? O que é verdade?
__ Nada – desconversou o bruxo parecendo sair de um transe – eu tenho que ir..até mais Julius.
E saiu apressado, deixando o garoto ali sem entender nada.
Julius andou até encontrar Camile, mas não disse nada a ele, não queria seu tio e sua tia fazendo perguntas, sentiu que aquilo deveria ser um segredo só dele.
Encontrou a menina na frente de uma sorveteria com a amigas.
__ Julius!!! – esganiçou-se a menina – O que aconteceu? Você está branco!!!
__ Nada – mentiu – acho que estou com muita fome. Vamos voltar para a loja.
A loja foi fechada durante a hora do almoço, quando Alex conjurou do nada uma mesa espaçosa com quatro cadeiras.
O dia passou sem maiores problemas, a não ser o fato de Julius estar tão avoado que derrubou um pote de pó de ovo de fada mordente em Camile, causando uma cansativa coceira na menina.
Voltaram à noite para casa, Camile e Julius estavam exaustos ( de tanto atrapalhar Emília e Alex ).Tomaram banho e foram dormir, sem jantar.
Antes de virar de lado, o garoto ainda pensou... É amanhã o grande dia.
Virou e dormiu.
Nesse momento Heros entrava pela janela e ia para a sua gaiola, que se fechou no momento em que ela entrou.
Julius acordou particularmente feliz naquela manhã. Estava prestes a começar uma nova etapa em sua vida, hoje iria para a escola de bruxos e aprenderia a fazer magia. “Não se engane” dissera o tio, ”fazer magia não é fácil, mas também não é impossível, é só se concentrar”.
Levantou da cama, Heros, para variar, não estava na gaiola. Abriu o armário e como sempre, lá estavam as vestes bruxas de um lado e as vestes trouxas do outro lado, mas naquele momento algo mudou dentro dele.
Saiu do quarto vestido com vestes de bruxo negras, fazendo contraste com seus olhos azuis e seus cabelos claros. Emília e Camile estavam no quarto da menina acabando de pôr as roupas de Camile no malão.
__ Ah mãe! Essa não. – dizia a menina, olhando de lado para uma veste meio velha, estava um pouco puída na manga, mas de resto estava boa.
O menino entrou no quarto, as duas se viraram e levaram um susto.
__ Julius?? – Estranhou a menina. – você é o primeiro bruxo que eu conheço que fica esquisito nessas roupas.
__ Você acha? – respondeu o garoto, se arrependendo de ter vestido aquelas roupas. Mas Emília veio ao seu auxílio.
__ Não é verdade, você está muito bem, mas... Julius – ela falou franzindo ligeiramente a testa – que vestes são essas, não me lembra de ter pedido para Alex comprar vestes negras, a não ser as da escola, e essas não são da escola.
Julius olhou para a tia e deu um sorriso maroto.
__ Essas eu pedi para o tio Alex comprar... como diz a Mille, “não resisti” – disse ele com uma voz afetada.
Emília e Julius caíram na gargalhada e Mille, depois de se sentir indignada, juntou-se a eles também.
Era bom demais sentar ali na cozinha da casa dos Swan e conversar durante o almoço. Camile parecia nervosa, agora que o dia da partida finalmente chegara, faltavam apenas horas para irem para a tal Laguna Circe e finalmente à escola. Esses eram os pensamentos de Camile naquele momento de descontração, quem dera os de Julius fossem esses também, mas não eram.
Desde o outro dia que o incidente com o Sr. Chin não saia da sua mente, aquela tatuagem vermelha como uma ferida, aquele crânio com aquela cobra, ainda dava arrepios no garoto de apenas 11 anos. Mas o mais estranho foi a expressão no rosto de Nagate Chin, era uma mistura de medo e surpresa.
O garoto ficara em dúvida se contava sobre o acontecido para os tios, mas teve a impressão de que devia guardar este acontecimento para ele, junto com a história do livro e toda aquela história de sucessor... afinal ele nem sabia quem era Tom Riddle e o único grande mago das trevas de que ele tinha ouvido falar era Lord Voldemort, e ele estava morto.
Como estava enganado.
Julius acordou do seu devaneio com o olhar insistente da prima, sorriu para disfarçar. Emília parecera notar o devaneio do garoto por que disse:
__ Porque tão sério?
__ Pensando no vovô. – mentiu ele.
__ Qual deles? – rebateu Emília esperta.
__ Nos dois, eu acho... Tão diferentes, tão distantes, mas já tem algo em comum. – completou com um muxoxo.
__ O quê?
__ Os dois me odeiam, e fazem questão de que eu saiba disso.
Emília olhou-o exasperada e acariciou seu rosto, Camile que parecia antes muito interessada no que o primo tinha a dizer, ficou rapidamente muito mais interessada no seu prato.
O almoço permaneceu naquela aura triste pelo resto do tempo, até que Emília levantou da mesa.
__ Mille, acabe de arrumar seu malão enquanto eu e seu primo vamos ter uma conversa.
Camile fez uma cara muito desgostosa, mas obedeceu a mãe.
__ Julius, você sabe o que é um comensal da morte? – perguntou Emília séria assim que sentaram no sofá da sala.
__ Não exatamente.
__ Os comensais eram os covardes que faziam o serviço sujo para você-sabe-quem, esses covardes faziam tudo por ele.
Julius encarou Emília nos olhos.
__ Meu pai e minha mãe eram comensais – afirmou triste.
__ É, eu sei. E eles não foram simples comensais, eram famosos por ser terríveis, principalmente Julio, estavam sempre juntos. Sua mãe nunca fazia nada, só ficava olhando Julio com um olhar vidrado, enquanto ele fazia suas... suas maldades. “Os Boneth”, eram chamados durante todo o reinado de horror daquele Lord deles, foram os piores.
Julius engoliu seco aquilo, Emília continuou:
__ Não acreditei quando seu pai se tornou um comensal, e acreditei menos ainda quando descobri que Penny, que havia sumido, estava com ele. – nesse momento uma lágrima solitária rolou pelo rosto da mulher. – seu pai era mal, tanto quanto você-sabe-quem, ou mais, ele sempre fora poderoso desde sua adolescência, mas pelo jeito ainda não era suficiente...
Então Julius interrompeu:
__ E mamãe, também era assim?
__ Sua mãe sempre foi muito fraca. As pessoas diziam que ela não participava dos ataques, que ficava só olhando por que achava suas vítimas indignas de sua varinha, mas não era isso. Penny sempre foi muito fraca. Eu ainda acho que ela era contra aquilo tudo. Ela só foi fraca demais para dizer não para Julio.
“Os boneth” pensou o garoto, agora estava explicada a expressão no rosto de Chiang quando descobrira quem ele realmente era. “Os Bo...Boneth??” ela dissera.
Emília parecia cansada, seu rosto sempre sorridente era um misto de tristeza e desilusão. Talvez a lembrança ainda fosse muito vívida, ainda forte demais.
Mas era hora de respostas, então Julius pensou em uma maneira de perguntar sobre a história do sucessor sem se entregar.
__ Mas tia – disse ele, ao que ela olhou para ele – agora que Vold... Você-sabe-quem se foi... Quem ficou no seu lugar? Ele não deixou nenhum sucessor, deixou?
Agora sua tia realmente ficara surpresa.
__ Por Merlim, tomara que não...
“Voldemort deve ter sido poderoso mesmo”, pensou o garoto.
__ E o que aconteceu com os comensais? – perguntou.
__ Alguns foram presos, outros mortos, mas uma grande parte deles ainda anda entre nós, se fazendo de bruxos amigos, por que tiveram a sorte de nunca terem seus nomes conhecidos pelo mundo mágico. Sua mãe nunca foi vista atacando ninguém.
__ E então como sabiam que ela era uma comensal?
__ Uma noite, seu pai resolveu vingar-se de seus avós, mamãe e papai. Fontes descobriram que ele iria atacar, eu e seu tio fomos atrás dele.
__ Meu pai atacou o vovô?
__ Por que você acha que ele manca de uma perna?
__ Ele sempre disse que era da guerra.
__ Não deixa de ser verdade, bem isso não importa, o que importa é que chegamos a tempo de salvar seus avós, mas Julio e Penny ainda estavam lá. Ele se divertia torturando seu avô, enquanto sua mãe estava do lado de fora. Com o capuz encobrindo a cabeça. Alex duelou com seu pai, e ficou muito ferido, aí o Ministério chegou e então Julio abraçou sua mãe e desaparatou. Desapareceu.
__ Mas então mamãe não se importou com a vovó e o vovô!!
__ Não – suplicou Emília – ela não podia fazer nada, Julio era muito poderoso e ela era fraca, fraca demais. E então eu tive que delatar a minha irmã. Como fizemos agora com o seu pai.
__ Como assim?
__ Nós tivemos que avisar o Ministério Francês e o Inglês, que seu pai não está morto e está te mandando cartas.
__ Mas...
__ Nós precisamos fazer isso Julius, seu pai é perigoso, eu gostaria de poder dizer que ele é maluco mas não é a verdade.
Julius baixou a cabeça, sabia que aquilo era para o bem de todos e seria muito egoísta de deixar seu pai solto, agora sabendo de tudo que ele havia feito no passado.
__ Por isso é tão importante que você fique longe do seu pai. Longe de tudo que ele dê para você. Entende por que eu te peço isso?
__ Sim – disse ele finalmente. Estava zonzo com tudo aquilo, sua mãe fora uma vítima, incapaz de dizer não para o marido.
Com a cabeça pesada, cheia de temores e perguntas ele foi andar com sua prima, “um último passeio antes de ir” dissera ela.
Enquanto andavam, se assomava dentro do garoto uma grande raiva, um sentimento ruim, maléfico e extremamente forte. Nunca havia sentido algo tão forte, teve vontade de gritar, chorar, machucar... alguém, qualquer um.
__ Em que você está pensando? – perguntou Camile interrompendo o livre fluxo daquele sentimento.
__ Em nada... só estou ansioso para me tornar um bruxo poderoso... – (e poder me vingar dele) pensou ele.
Quando voltaram para a casa dos Swan à tardinha, suas malas estavam no meio da sala, em cima do malão do garoto estava a gaiola de Heros, vazia. A casa estava silenciosa e escura.
__ Onde será que esta a mamãe?
__ Não sei, será que el...
Mas não terminou a frase, a sala escura se iluminara e bem ao meio da sala aparecera uma mesa enorme e cheia de comida e doces.
O queixo de Julius caiu e Camile sorria abobalhada.
__ Vocês não acharam que iriam sair daqui sem uma festança não é? – disse Emilia que estava ao lado de Alex na porta da cozinha.
Camile e Julius só conseguiam rir.
Todos os pensamentos ruins foram varridos da mente do garoto naquele instante, mas mesmo assim algo havia se quebrado dentro dele. Seu coração sorria, mas sua alma gritava.
Às nove horas estavam prontos na porta da casa, vestidos como trouxas porque iriam de carro até o local onde ficava a tal Laguna Circe, e o caminho passava por estradas trouxas.
Camile parecia que ia explodir de excitação a medida que se aproximavam à estrada e soltou um gritinho quando saíram da estrada e entrarem numa estradinha de chão batido, e logo depois em uma mata escura.
__ Todos pra fora – disse Alex quando eles aparentemente teriam chegado. Julius achou estranho por que ali não havia uma poça d’água quanto mais uma laguna, mas não quis dizer nada.
Alex levitou os malões com sua varinha e Emília iluminou o caminho com um feitiço Lumus. Estava andando há alguns minutos quando pararam em frente a um velho carvalho seco, se depararam então com uma enorme pedra no meio de uma clareira que se abria no coração da mata escura.
__ É ali – disse Emília apontando na direção da pedra.
“Ali ?” – pensou o menino. – “Ali onde ?”
Naquele lugar só existia mesmo a enorme rocha no meio da clareira. Foram se aproximando com a luz da varinha de Emília bruxuleando a sua frente.
Quando chegaram perto da pedra, algo ou alguém saiu de trás da mesma.
A criatura era baixa, na altura do ombro de Camile, tinha a pele azul muito escuro, um nariz comprido, os pés grandes como nadadeiras, por roupas usava somente um casaco verde musgo, que deixavam seu peito de fora e calças da mesma cor, muito curtas.
Julius e Camile olhavam intrigados para a criatura quando esta fez uma reverência.
__ Boa noite nobres bruxos... – disse olhando enviesado para o grupo a sua frente – Eu sou Glein, O elfo da floresta e guardião da Laguna.
Quando finalmente levantou o rosto, exibia um sorriso malvado. Julius teve um mau pressentimento.
__ Boa noite Glein, O elfo. – disse Alex untuoso. – Esses dois jovens aqui têm passagem livre para a Laguna...
__ Ninguém tem passagem livre para a Laguna – interrompeu o Elfo. Alex pareceu desconcertado.
__ Como assim?
__ Todos devem passar pelo teste de Glein, O elfo. – disse Glein apontando um dedo fino para a sua cabeça.
__ E o que vem a ser este teste? – perguntou Emília saindo das sombras com a varinha em punho.
__ É simples... nobre bruxa – disse o elfo, se encolhendo ligeiramente. – com os poderes que me foram conferidos eu direi se os jovens bruxos podem passar por Glein e começar sua jornada em busca do poder.
“Poder, isso...isso me interessa” pensou Julius. Glein Pareceu captar esse pensamento, pois olhou diretamente no olho do garoto e sorriu.
__ Como disse – continuou o elfo – eu sou o guardião da Laguna. Essa responsabilidade remonta do primeiro ancestral de glein... criado pela magestosa Madame Circe, A terrível.
__ Eu entendo, mas ande rápido – disse Alex sendo ríspido – nós não podemos perder a condução para a escola.
O elfo sorriu mais uma vez.
__ Se não passarem por mim... ninguém vai a lugar algum.
__ Mas.. – disse Camile.
__ Eu sei, sei sim. Glein da floresta sabe de tudo que se passa, sabe sim. – ele levantou um dedo nodoso como se houvesse se lembrado de alguma coisa. – Vou ver o que vai na sua mente. – disse ele olhando para Julius.
Ele se aproximou do garoto que se encolheu...
__ Glein tem o dever de testar os impuros, os maculados – chegou bem perto e entoou. – “Os impuros entrarão sem hesitação...mas só se o que for preciso estiver em seu coração...”
__ Pode continuar então. – falou Julius sem medo.
Glein então colocou suas mãos no peito de Julius e no mesmo momento deu um pulo para trás, se atirando aos pés do garoto.
__ Desculpe jovem mestre... Glein não sab... sabia que era o mestre, não sabia não.. perdoe o pobre e ignorante Glein... Desculpe Jovem mago... não queria perturbá-lo.
O estado de pavor que tomou a criatura assustou Julius também. Alex, Emília e Camile pareciam parados no tempo, não conseguiam esboçar nenhuma atitude. Então Julius falou.
__ Acalme-se, levante-se daí.. – disse ele com a voz firme.
O elfo deu um salto e estava de pé. Completamente petrificado de medo.
Nesse momento Alex pareceu sair do transe.
__ Então teste Camile e vamos embora.
O elfo olhou com medo para Julius.
__ Se está tudo bem para o mestre, está bem para Glein... – começando a fazer reverências.
__ Então vamos... – disse Alex aborrecido.
Então o elfo estalou o dedo e uma abertura na pedra se formou. Emília levitou novamente os malões e entraram na abertura. Camile primeiro, Alex, e Emília entraram depois, deixando Julius para entrar logo depois. Mas antes de entrar o elfo segurou seu braço e disse:
__ Estarei esperando seu chamado... Jovem Mestre, esperarei ansioso por isso.
E Julius entrou na passagem, achando aquilo muito estranho.
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_________________ Se apenas puder viver por acaso, acaso viverei para sempre? |
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