Ligado à música, escrevi, durante alguns meses, para o site MP3 Clube e depois para o portal Estadao.com.br, do grupo O Estado de São Paulo. Atualmente, sou colaborador da revista Jazz +, lançada no mercado brasileiro em julho de 2003. Paralelamente à atividade de jornalista, trabalhei por 9 anos em lojas de CDs. Foi aí que tudo começou.
Quando entrei na faculdade já trabalhava com CDs na extinta Mr. Music, no bairro dos Jardins, SP. Foi lá que comecei a aprender sobre música e me interessar por jazz e outros estilos além do rock/pop. Tive sorte, pois a loja só vendia CDs importados e os consumidores eram exigentes e conhecedores de música.
Depois de dois anos, fui convidado a trabalhar na novata Planet Music. Por cinco anos, tive a oportunidade de trabalhar como gerente em várias filiais, como nos Shoppings Iguatemi, Eldorado, Paulista, West Plaza, e depois como comprador dessas lojas. Logo depois tive uma passagem rápida pela Hi-Fi do Iguatemi.
Meu último contato com lojas de CDs foi em 99, na Musical Box, no bairro de Higienópolis, SP. Essa loja está há 25 anos no mercado e já teve um dos melhores acervos de jazz e música clássica da cidade de São Paulo.
Infelizmente, hoje, as lojas tradicionais de CDs estão acabando. As grandes redes ( Saraiva, Siciliano e Fnac) dominam o mercado, que está cada vez menor graças à pirataria e ao preço dos CDs. Ainda há algumas lojas com bons acervos de jazz, entre elas Pops Discos e Livraria Cultura, do Shopping Villa-Lobos, ambas na capital paulista, e a Modern Sound, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Emerson Marques Lopes