Ele é desconhecido no Brasil, mas um músico respeitado na Europa e Estados Unidos. Sua carreira é mais centrada nas trilhas sonoras, até hoje mais de 50. Entre elas, Amor a Primeira Vista, Quiz Show, Paixão Eterna e a trilha do seriado de TV Chicago Hope. Já foi premiado com um Grammy de melhor gravação de new age. Isso mesmo, Mark Isham também ataca nesse gênero. Depois dessa introdução você deve estar se perguntando o que ele está fazendo em um site sobre jazz, ou em uma lista de discos de jazz.
Nos últimos anos, além de todos esses trabalhos, o trompetista Mark Isham tem se dedicado ao jazz. Seu último disco, "Miles Remembered", de 1999, é um tributo ao trompetista Miles Davis. Porém, quatro anos antes, Isham lançou Blue Sun, seu primeiro disco voltado exclusivamente ao jazz.
A proximidade com o gênero veio por causa da devoção a Davis e pelo instrumento que toca, o trompete. Em Blue Sun, o músico tentou usar o seu virtuosismo e sua experiência com a música new age a favor do jazz. Cercado de um grupo afinado com David Goldblatt (piano), Steve Tavaglione (sax tenor), Doug Lunn (baixo) e Kurt Wortmann (bateria), o disco consegue ficar entre o bebop e o cool, de uma maneira agradável e hipnótica. O disco traz nove músicas, sendo que apenas "In A Sentimental Mood", clássico de Duke Ellington, e "Lazzy Afternoon" não são de autoria do músico.
A grande maioria das melodias são baladas para ouvir a dois. É o caso de "That Beautiful Sadness", "In More Than Love" e "And Miles To Go...Before He Sleeps", onde o sax de Tavaglione é destaque. As mais jazzísticas são "Barcelona", "Trapeze", "Blue Sun" e "Tour De Chance", que lembra os trabalhos mais recentes do guitarrista Pat Metheny.
Blue Sun é um daqueles discos que provavelmente você não encontrará nas lojas e que a gravadora Sony do Brasil mal deve saber quem é "esse tal de Mark Isham". Mais uma vez, um álbum de qualidade fica em segundo plano. Não deixe de conhecer essa preciosidade.
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