O contra-baixista norte-americano Ray Brown morreu este ano (2002), mas deixou um legado surpreendente para o mundo do jazz. Considerado um dos melhores músicos da sua geração, ele teve seu talento reconhecido na época que tocou com o pianista Oscar Peterson, entre 51 e 66. Em sua biografia também está um rápido casamento com a cantora Ella Fitzgerald.
Na última década, o músico gravou pela gravadora Telarc, conhecida pela qualidade sonora de seus discos. Entre os projetos desenvolvidos está a série "My Best Friends", onde Brown convida em cada disco músicos com um mesmo instrumento em comum.
Desta vez vamos tratar do disco "Don't Get Sassy", onde Brown está no ambiente que mais gosta, um trio. Aqui, ele é acompanhado pelo pianista Benny Green e o baterista Jeff Hamilton. O disco foi lançado em 94, pela Telarc.
Apesar de ser gravado em estúdio, o trio está muito a vontade. O disco traz duas composições do contra-baixista, "Brown's New Blues" e "When You Go". Mas são nas músicas de outros compositores que o trio brilha. Entre elas: "Kelly's Blues", de Oscar Peterson, "Con Alma", de Dizzy Gillespie, tocado com o arco, e "Everything I Love", do mestre Cole Porter. Um dos momentos mais marcante é um pot-pourri com músicas de Duke Ellington.
Ray Brown foi e é uma unanimidade quando se fala de baixo. Sua genialidade não pode ser comparada com a de Charles Mingus, que foi um músico de vanguarda e um alquimista do baixo, mas Ray Brown, com seu jeito simpático, será lembrado sempre com um dos grandes do jazz.
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