Apesar dos puristas de jazz odiá-lo, o smooth jazz ou o jazz contemporâneo conquistou o seu espaço nos anos 90. Artistas deste gênero são a maioria em gravadoras como a GRP ou a Warner Jazz. Entre os representantes mais respeitados do smooth jazz estão nomes como Dave Grusin, George Benson, David Benoit, Fourplay, Spyro Gyro e tantos outros.
Em 1999, no famoso Festival de Montreux, na Suíça, o Warner reuniu seus artistas de jazz contemporâneo para uma apresentação especial. O resultado foi o CD duplo “Cassino Lights 99”, que teve como atração o guitarrista Larry Carlton, os pianista Bob James e George Duke, o trompetista Rick Braun, os saxofonistas Kirk Whalum, Boney James, Kenny Garrett e Mark Turner, a cantora Gabriela Anders, o cantor Kevin Mahogany e o grupo Fourplay. O disco tem encontros inspirados como em “Soweto” e “Cold Duck Time”, com Whalum e Carlton, e “Old Folks”, com Turner e James. Nas apresentações individuais , o destaque fica para a swingada “Wayne’s Thang”, com o quarteto de Kenny Garrett, e “Mind Games”, com o trio de Bob James. O supergrupo Fourplay, composto por Bob James, Larry Carlton, Nathan East e Harvey Mason, traz uma reedição de música “Four”, de Miles Davis. O disco traz ainda três faixas reunindo todos os músicos. Entre as músicas estão “Westchester Lady”, composta por Bob James, e a clássica “Watermelon Man”, do mestre Herbie Hancock. A cantora argentina Gabriela Anders e o arranjador George Duke se inspiraram no Brasil para interpretar a canção “Brazilian Love Affair”. O smooth jazz tem como grande mérito aproximar os ouvintes menos atentos para o jazz. Gostem ou não este serviço tem sido bem feito por centenas de artistas competentes e de renome mundial. Sendo assim, como dirigia o velho lobo Zagallo: “Vocês vão ter que me engolir” . Desculpe, purista, mas este é um caminho sem volta.
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