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Emerson Marques Lopes
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DON'T SMOKE IN BED


 A canadense Holly Cole não pode ser chamada de cantora de jazz. Isso não quer dizer que está quarentona não tenha voz ou capacidade para tal. Pelo contrário, desde o seu primeiro disco, em 91, Cole tem mostrada sua versatilidade na hora de interpretar e na escolha do repertório.

Com o Holly Cole Trio, composto pelo baixista David Piltch e o pianista Aaron Davis, a cantora tem seus momentos mais brilhantes. Uma dessas contribuições foi o disco “Don’t Smoke in Bed”, de 93. Aqui, com esta formação, a voz de Cole é a grande estrela do álbum.

O disco abre com “I Can See Clearly Now”, do cantor Johnny Cash. Sua versão é um misto de música folk com o pop. A diversidade começa a aparecer em faixas como “Je Ne T'aime Pas", de Kurt Weill, e “Que Sera Sera”.

Para quem está à procura de jazz, Cole não renega o gênero. Pelo contrário, ela deixa claro que bebeu, e muito, desta fonte. Confira “Get Out of Town”, de Cole Porter, a canção natalina “Everyday Will Be Like a Holiday”, com a participação especial do saxofonista Joe Henderson, e “Blame It On My Youth”.

Holly Cole declarou que sua arte é “desconcertar” as canções e procurar um novo caminho para elas. Com essa idéia e sua voz grave e sensual, ela tem encontrado um público sedento de algo que há muito está em falta no mercado, coragem e personalidade. Confira.



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