Influenciado por Bill Evans, Bud Powell e Thelonious Monk, o pianista americano Chick Corea vem ampliando o seu repertório e ousando cada vez mais. Ele não se prende a padrões e procura experimentar um pouco de tudo. Fez história nos anos 70 com o super-grupo Return To Forever, ao lado do baixista Stanley Clark e do guitarrista Al DiMeola. Antes disso, tocou dois anos com Miles Davis, no fim dos anos 60. Nos anos 80 voltou a flertar com o jazz fusion criando o The Elektric Band, com o baixista John Patitucci e o baterista Dave Weckl. Mas a essência do músico sempre foi seu piano, tocado com muita personalidade e domínio.
No disco "Expressions", Corea está sozinho ao piano, fato raro de acontecer. Para o ouvinte, é uma oportunidade única poder ouvi-lo tocando vários clássicos do jazz com arranjos criativos e simples ao mesmo tempo. O disco abre com o clássico de Billy Strayhorn, "Lush Llife", seguido de "This Nearly Was Mine", da dupla Rodgers & Hammerstein. Em "I Didn't Know What Time It Was", de Hart & Rodgers, Corea está tomado pela melodia e improvisa com maestria. Já na inconfundível composição de Thelonious Monk, "Monk's Mood", a notas marcantes e secas dão espaço para um arranjo mais moderno, mas sem descaracterizar a obra de Monk.
O disco ainda traz três músicas que já foram regravadas centenas de vezes. Felizmente, Corea não ficou preso as versões anteriores e fez valer mais uma vez sua criatividade e sensibilidade. São elas: "Someone To Watch Over Me", "Stella By Starlight" e a delicada composição do ator e cineasta Charles Chaplin, "Smile". É claro que o músico não poderia deixar de incluir algumas composições próprias, entre elas, "Blues For Art", uma mistura bem dosada de blues e jazz.
Caso você goste deste álbum, escute também "Chick Corea Akoustic Band - Alive", no qual o pianista é acompanhado por Patitucci e Weckl, ao vivo na Califórnia, o que faz o disco ter mais improviso, graças ao entrosamento perfeito do trio.
|