O maestro, arranjador, compositor e pianista Duke Ellington é, ainda hoje, a figura mais importante do jazz. Sua técnica, criatividade, talento e influência são comparados com Beethoven e Bach. No comando da sua big band, Ellington dominou a cena nos anos 40 e 50 e por mais de quatro décadas fez o que mais gostava, centenas turnês levando ao público toda a sua genialidade.
Entre dezenas de discos um é obrigatório na trajetória do músico, "Ellington At Newport 1956", gravado ao vivo no famoso festival de jazz americano. Até hoje, este é o disco mais vendido de toda a sua carreira. Aqui, Ellington está na fase de parceria com o compositor Billy Strayhorn, considerada a mais popular. Nesta época, Ellington já era um mito e suas músicas sinônimo de jazz refinado.
"At Newport" foi relançado em 1999, em dois CDs, com faixas adicionais gravadas em estúdio e mixagens entre sons ao vivo e estúdio. Isso foi feito já que durante a gravação ao vivo alguns músicos, entre eles o saxofonista Paul Gonsalves, tocaram em microfones de pouca qualidade. Por falar em Gonsalves, seu solo de quase 10 minutos em "Diminuendo in Blue" e "Crescendo in Blue" é um show a parte nesta noite que ficou marcada na carreira de Ellington.
O disco traz versões em estúdio e ao vivo de "Festival Suite: Part I, Part II e Part III, uma de tantas composições de Ellington e Strayhorn. Há outras músicas compostas por Strayhorn, a principal é "Take The A Train", além de "I Got It Bad". Outros destaques do CD são "Jeep's Blues", em duas versões, e os clássicos "Tea for Two" e a suave "Sophisticated Lady".
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