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GERSHWIN FOR LOVERS


O pianista americano Marcus Roberts é um dos músicos mais importantes da nova geração do jazz. Em seu currículo há nada mais nada menos que cinco anos acompanhando o trompetista Wynton Marsalis e vários discos-tributos aos mestres Scott Joplin, Cole Porter, Duke Ellington e Gershwin. É exatamente esse tributo às músicas de George e Ira Gershwin, gravadas no disco 'Gershwin For Lovers', que merece um destaque a mais.

Roberts, que tem em Jelly Roll Morton sua maior influência, não quis fazer um disco com orquestra ou metais. Ele usou o trivial. Seu piano, o baixo de Reginald Veal e a bateria de Herlin Riley Jr. O resultado lembra os grandes discos de Thelonious Monk e Bud Powell.

O repertório não foge do que são consideradas as canções imortais de Gershwin. O disco abre com 'A Foggy Day' e é seguida por uma versão intimista de 'The Man I Love'. Depois disso, o ouvinte está pronto para uma versão quase latina da clássica 'Summertime'. Em outra canção do famoso musical Porgy and Bess, 'It Ain't Necessarily So', o trio cria a atmosfera de um autêntico piano bar. O álbum ainda traz uma versão só para piano de 'Someone To Watch Over Me', um arranjo delicioso de 'But Not For Me' e uma versão definitiva de 'They Can't Take That Away For Me', com destaque para o solo do baixista Veal. 

Discos com músicas de Gershwin existem vários, sejam eles cantados, orquestrados ou instrumentais, não importa, o que realmente interessa é a riqueza das suas composições que atravessaram o século XX e rumam para outros tantos. O que se deve enaltecer é a versatilidade e os arranjos criados pelo piano de Marcus Roberts nesse disco essencial.


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