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Emerson Marques Lopes
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A BLOWIN’ SESSION


Parcerias entre grandes músicos de jazz é muito comum e saudável. É impossível esquecer duetos entre John Coltrane e Miles Davis, Charlie Parker e Dizzy Gillespie e Gerry Mulligan e Chet Baker. Nesses três exemplos, cada músico tocava um instrumento distinto, neste caso, sax e trompete, respectivamente. Apesar de ser mais comum colaborações entre instrumentos diferentes, o jazz também foi testemunha de duetos com o mesmo instrumento.

Entre os saxofonistas, duetos clássicos reuniram mestres como Al Cohn e Zoot Sims, Gene Ammons e Sonny Stitt, Lee Konitz e Warne Marsh, Dexter Gordon e Wardell Gray e, mais recentemente, Eric Alexander e Vincent Herring. A história das parcerias entre saxofonistas teve seu momento máximo quando os hardboppers Johnny Griffin, Hank Mobley e John Coltrane se encontraram e gravaram o disco A Blowin’ Session, em 1957.

Originalmente o disco seria um dueto entre Griffin e Mobley. Mas o destino achou isso “pouco” e acabou colocando Coltrane na jogada. Segundo o próprio Griffin, ele e outros músicos estavam esperando uma carona pra ir ao estúdio de Van Gelder, em Nova Jersey, quando avistaram Coltrane do outro lado da rua. Pronto. O resto é história.

Ao lado de Mobley, Coltrane e Griffin, o álbum ainda traz os “coadjuvantes” Art Blakey (bateria), Wynton Kelly (piano) e Paul Chambers (baixo) e um “tal” de Lee Morgan (trompete). É preciso dizer mais alguma coisa? No repertório, “apenas” quatro músicas, com 10 minutos de duração cada uma.

O disco abre com o clássico “The Way You Look Tonight”, de Jerome Kern. Nesta música, Griffin toca um dos solos mais rápidos da história do saxofone. É quase impossível acreditar que alguém pode tocar assim. Ainda nesta faixa, Morgan e Blakey também mostram suas armas. Em “Ball Bearing”, Coltrane aparece no primeiro solo, seguido de Morgan, Griffin, Mobley e Kelly. Em outra melodia de Kern, “All The Things You Are”, as diferenças entre os três ficam evidentes. É fácil perceber o toque veloz de Griffin, a inquietude de Coltrane e a delicadeza de Mobley. Destaque ainda para o solo de Chambers. Para terminar, “Smoke Stack” mostra mais uma vez solos de todos os músicos, com destaque para o trompete de Morgan.

Em 1999, pela coleção Rudy Van Gelder, o disco foi relançado com uma faixa a mais, uma gravação alternativa de “Smoke Stack”. Para quem gostar desta trinca de saxes, procure também os discos da série Saxophone Summit, lançados pela gravadora Telarc. O primeiro CD, Gathering Of Spirits (2004), traz Joe Lovano, David Liebman e Michael Bracker. Já o segundo álbum, Seraphic Light (2008), Brecker, que morreu em 2007, foi substituído por Ravi Coltrane.




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