Apadrinhado por Wynton Marsalis, Roy Hargrove se tornou, em menos de cinco anos, um dos maiores talentos do trompete da nova geração. Influenciado por Lee Morgan e Freddie Hubbard, ele começou a carreira gravando pela gravadora Novus. Após cinco discos, a toda poderosa Verve não teve dúvida e o contratou, na época com 23 anos.
Aliado à Verve, Hargrove entrou em contato com grandes nomes do jazz e estreou com o pé direito sua parceria com o lançamento do disco “With The Tenors Of Out Time”, de 1994. Neste trabalho, o quinteto do trompetista, com destaque para o pianista Cyrus Chestnut e o baixista Rodney Whitaker, convidou cinco grandes saxofonistas tenores: Joe Henderson, Johnny Griffin, Stanley Turrentine, Joshua Redman e Branford Marsalis. Com um time deste o disco não poderia ter outro resultado, uma obra-prima. Logo de saída, uma parceria entre Hargrove e Turrentine em “Stoppin'The Biscuit”, escrita pelo trompetista. Os dois voltam a se encontrar em “Wild Is Love”, composição dos anos 50, que aqui tem clima de bossa nova. Além do trompete tradicional, Hargrove também ataca no flugelhon ao lado do sax de Griffin, na romântica “When We Were One”, em “Once Forgotten”, com Chestnut roubando a cena, e em “Never Let Me Go”, com destaque para o solo de Whitaker. Mas o grande momento do disco acontece ao lado de outro peso pesado do sax, Joe Henderson. Escute a suingada “Shade Of Jade” e a tranqüila ‘Serenity”, e perceba o forte elo criado pelo sax de Henderson e o trompete de Hargrove. Para terminar, dois “novos” saxofonistas acompanham o trompetista. Branford Marsalis aparece em “Valse Hot” e Redman mostra sua técnica em “Acrosss The Pond”.
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