O trompetista Freddie Hubbard não é considerado uma estrela do jazz e muito menos um grande vendedor de disco. Pelo menos é o que pensa a indústria fonográfica. Mas para os fãs de jazz, Hubbard é uma lenda quando o assunto é trompete. Ele tocou com Art Blakey nos anos 60, depois acompanhou John Coltrane e participou do disco "Free Jazz" de Ornette Coleman. Nos anos 70, o músico fez parte do super-grupo V.S.O.P. formado por Herbie Hancock, Wayne Shorter, Tony Williams e Ron Carter.
Um pouco antes de se juntar ao V.S.O.P., Hubbard gravou o disco "Red Clay", em 1970. Aqui, ele está acompanhado de Hancock (teclados), Ron Carter (baixo), Joe Henderson (sax), Lenny White (bateria) e John Hammond (orgão). O álbum originalmente tinha cinco músicas, mas, em maio de 2002, a gravadora Sony o relançou com uma faixa a mais, "Red Clay". Neste take, o trompetista tem a participação especial do guitarrista George Benson e do saxofonista Stanley Turrentine. E tem mais, a gravação é ao vivo.
Está mesma faixa, o grande "hit" do músico, abre o disco. Depois é a vez da romântica "Delohia", na qual o trompete de Hubbard e o órgão de Hammond dão um show. Já em "Suíte Sioux", o ouvinte poderá perceber um toque de Miles Davis na época que cruzou o jazz com o rock. Aqui, Hubbard mostra que Davis foi uma importante figura em sua vida. O mesmo acontece em "The Intrepid Fox", uma levada funky com mais de dez minutos. Para fechar "Cold Turkey", composta por John Lennon, em 79, e editado no disco "Shaved Fish", do ex-Beatle.
Felizmente, Freddie Hubbard continua na ativa. Seu trompete é sem dúvida um referencial para os músicos jovens. Aproveite o relançamento de "Red Clay" para conheçer um dos grandes talentos do hard bop. Além deste disco, a Sony está colocando no mercado outros títulos do selo CTI, entre eles álbuns de George Benson, Tom Jobim e Kenny Burrell. Não deixe de conhecer.
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