O documentarista Ken Burns levou anos produzindo a série “Jazz”, que foi apresentada no Brasil pelo canal a cabo GNT. Nele, Burns conta a história do jazz desde os primórdios, no início do século XX, até o fim dos anos 90. Além do documentário, uma coleção de CDs, cada disco com um artista, foi lançada no Brasil pela Sony. Aqui vamos falar de um outro título baseado na série, a caixa com cinco CDs chamada “Ken Burns Jazz: The Story of American’s Music”.
O ouvinte encontrará 94 canções que abrangem uma grande quantidade de músicos e várias fases do jazz. Os discos seguem uma ordem cronológica. No primeiro CD, você encontra pérolas como “Stardust”, com Louis Armstrong, “Dead Man Blues’, com Jelly Roll Morton, e ”Backwater Blues”, interpretada por Bessie Smith. O segundo disco destaque para Duke Ellington e Chuck Webb. O terceiro CD abrange o fim dos anos 40 e início dos 50, quando mestres como Dizzy Gillespie, Charlie Parker e Thelonious Monk brilhavam.
O desfile de craque continua com gravações como “I Get a Kick out of You”, no trompete de Clifford Brown, “Giant Step”, com o saxofonista John Coltrane, “In The Mood”, com a orquestra de Glenn Miller, a marcante “Take Five”, com o quarteto de Dave Brubeck; o trompete de Chet Baker e o sax de Gerry Mulligan, em “Walking Shoes”. Na parte vocal, destaque para Billie Holiday, em “Strange Fruit” e “Fine e Mellow” e Sarah Vaughan no clássico “They Can’t Take That Away From Me”. Infelizmente cantoras como Ella Fitzgerald, Anita O’Day e Carnen McRae ficaram de fora. Dos artistas mais contemporâneos não poderia faltar Herbie Hancock, Wynton Marsalis e a cantora Cassandra Wilson.
É claro que cinco CDs não dá para nada. Muita coisa não foi incluída. Mas a intenção da caixa é mostrar alguns nomes do cenário e os ritmos do jazz. O ouvinte poderá perceber a evolução do jazz através de canções inesquecíveis e interpretações inspiradas. Além disso, a caixa traz um encarte rico em fotos e dados históricos sobre os músicos da coleção, o que vai estimular o leitor-ouvinte a conhecer mais este grande universo que é o jazz.
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