
Os anos
40 e 50 são chamados de época de ouro de Hollywood.
Dezenas de astros e estrelas brilhavam em filmes da Metro e da Paramount.
Era o tempo dos grandes musicais e das super produções.
A música se confundia com o cinema e vice-versa. Estrelas
como Judy Garland, Lena Horn, Edith Piaf e Doris Day eram reconhecidas
como atrizes e cantoras.
Assim
como Judy, Lena, Edith e Doris, a cantora e atriz Julie
London encantou o público com sua voz e sua beleza em mais de uma
dezena de filmes e discos. Com sua beleza física de tirar
o fôlego e sua voz macia, ela fez história e habitou
a mente de milhares de jovens nos anos 40 e 50.
Uma
boa maneira de conhecer Julie London é ouvir o disco Time
For Love – The Best Of , lançado pela gravadora Rhino.
O CD, que conta com um encarte rico em fotos e informações,
traz 18 músicas e dá um ótimo panorama do
repertório que acompanhou a cantora por quase toda a carreira.
Entre elas, a mais famosa de todas, “Cry Me A River”.
Neste
CD, que privilegia as canções românticas,
o ouvinte vai ter a oportunidade de ouvi-la acompanhada por uma orquestra,
como em “ My Heart Belongs to Daddy”, “A Conttage For Sale” e “Two
Sleepy People”, ou pela guitarra de Barney Keseel e o baixo de Ray
Leatherwood em músicas como “No Moon At All”, “Easy Street” e “I´m
In The Moof For Love”.
Julie
ainda esbanja sensualidade em outros três momentos bens
distintos. Ao lado de uma orquestra à Glenn Miller - “June
In January” - na versão do clássico de Thelonious Monk
- “Round Midnight” - ou acompanhada apenas da guitarra de Kessel
- “Gone With The Wind”.
Assim
como na sua vida pessoal, Julie London morreu em 2000 sem causar
alarde ou notícia. Apesar de nunca ter estado no time
das divas do jazz, ela conseguiu escrever seu nome na história
da música contemporânea dos Estados Unidos e habitar
a discoteca de milhares de ouvintes em todo o mundo. Isso é o
que interessa.
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