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Emerson Marques Lopes
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I GOT NO KICK AGAINST MODERN JAZZ


Os Beatles foram a banda de rock mais popular do mundo. Com o fim do grupo no começo dos anos 70 e a morte de Lennon nos anos 80, o culto aos ingleses de Liverpool aumentou ainda mais. Suas composições são cantadas e regravadas até hoje pelos mais diversos músicos e estilos musicais. É claro que o jazz não poderia ficar de fora. O disco I Got No Kick Against Modern Jazz traz toda a magia das canções Lennon e McCartney.

O álbum privilegia os artistas do chamado jazz moderno ou smooth jazz da gravadora americana GRP. Para quem procura o lirismo das letras dos Beatles esse não é o disco indicado. Das 14 músicas, apenas duas são cantadas. Felizmente, essas duas são interpretadas por dois grandes cantores, o guitarrista George Benson em 'The Long and Winding Road' e a mais nova sensação do jazz canadense, Diana Krall, em 'And I Love Her'.

Na área instrumental o ouvinte está muito bem servido, não só pelos músicos, mas também pelas canções escolhidas. Logo de início, o pianista McCoy Tyner faz um arranjo bem jazzístico para 'She's Leaving Home'. Depois é a vez dos malucos do Groove Collective. Sua versão acid jazz de 'She's So Heavy' da direito até a berimbau no meio de tudo. Duas outras versões também merecem destaques: 'While My Guitar Gently Weeps', com o guitarrista Russ Freeman e 'Blackbird', com o trompetista Arturo Sandoval em uma versão com ritmo de swing.

Para terminar, dois dos maiores clássicos dos Beatles em interpretações apenas no piano solo. Simplesmente, Chick Corea em 'Eleanor Rigby' e Dave Grusin em 'Yesterday'. 

Além dos nomes citados, outros músicos como Lee Ritenour, David Benoit, Spyro Gyra e Ramsey Lewis mostram seus arranjos inovadores. Com todas essas atrações e a obra dos Beatles como pano de fundo, só não compra quem é ruim da cabeça ou doente do pé .

 

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