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NICE WORK IF YOU CAN GET IT


Michael Feinstein é o típico cantor americano. Seus arranjos e sua forma de interpretar e tocar piano são a mais pura representação da música americana dos anos 40 e 50. Infelizmente, para ele, há um rival de peso, o cantor Harry Connick Jr. O estilo dos dois é muito parecido. Felizmente, para nós, essa 'disputa', que pode ser comparada ao que aconteceu entre Frank Sinatra e Tony Bennett, nos anos 50 e 60, não ofuscou o talento e a devoção de Feinstein pela música e pelos grandes compositores contemporâneos.

Feinstein apareceu, em 1987, com o disco 'Pure Gershwin', onde interpretava canções dos irmãos Gershwin. Vale lembrar que o disco que destacamos aqui é o segundo trabalho da trilogia com as canções do compositor americano. Em 1998 ele lançaria 'Michael & Gershwin'. 

O álbum 'Nice Work If You Can Get It', de 1996, além de destacar toda a melodia e lirismo de Ira e George Gershwin, considerados como um dos maiores gênios da música americana, traz músicas que não foram aproveitadas em vários musicais realizados por Gershwin, no início do século XX. Canções como 'Who Cares?' e 'Ask, Me Again', dos musicais 'Of Thee I Sing' e 'Girl Crazy' (respectivamente), foram descartadas nos vários tributos lançados nas últimas décadas. Outras canções, estas gravadas agora pela primeira vez , são 'Anything For You', que traz a mente os velhos musicais da Metro, e 'Will You Remember', da peça 'Lady, Be Good'. 

Feinstein não esqueceu de clássicos dos compositores e caprichou nos arranjos e nas orquestrações de quatro canções mundialmente consagradas. São elas: a obra-prima 'Fascinating Rhythm', de 1924, 'A Foggy Days (In London Town)', do filme estrelado por Fred Astaire e Joan Fontaine, de 1937 e as populares 'They Can't Take That Away From Me' e 'Someone To Watch Over Me', que aqui aparece com alguns versos raros escritos por Ira, em 1926, e que nunca foram editados em nenhuma outra gravação até hoje. Para fechar o disco, a música póstuma 'For You, For Me, Forevermore', que ganhou vida nas mãos de Ira a partir de alguns rascunhos deixados por George.

As novidades apresentadas neste disco têm dois motivos. O primeiro é a admiração que Feisntein tem pela obra de Gershwin. Em segundo lugar, o músico trabalhou com Ira de 1977 até a sua morte em 1983. Durante esses anos, ele teve a oportunidade de conhecer a fundo e descobrir canções perdidas entre o imenso legado deixado pelos irmãos Gershwin. Sorte do fã que tem a oportunidade de conhecer toda a beleza e genialidade desses dois grandes compositores.


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