Com mais de 15 anos de carreira e apenas seis discos lançados, a cantora Patrícia Barber é desconhecida da maioria do público brasileiro. Por isso, apesar de não ser o ideal, é interessante localizar o leitor para o seu jeito de cantar. Barber é um misto entre Nina Simone, Diana Krall e Sarah Vaughan. Mas para a cantora suas maiores influências são Peggy Lee e Judy Garland, isto mesmo, a Dorothy do Mágico de Oz e para os menos avisados, a mãe da Liza Minnelli. O disco em questão aqui é exatamente o último e o mais bem sucedido da trajetória de Barber, Night Club, lançado em 2000.
Neste disco, Barber resolveu se render de vez aos clássicos do gênero. Acompanhada de competentes músicos, como o guitarrista Charlie Hunter e o baixista Marc Johnson, o álbum mostra a sua versatilidade e competência, não apenas no vocal, mas também ao piano, instrumento que aprendeu a tocar ainda adolescente. No repertorio, canções do interpretadas por Frank Sinatra, "All or Nothing at All" e "I Fall in Love Too Easily", clássicos de Cole Porter, "So in Love" e Johnny Mercer, "Autumn Leaves". Outro momento marcante é a canção "Bye Bye Blackbird" e um dos hinos do maestro Burt Bacharach, "Alfie".
Para completar, uma música brasileira não poderia deixar de ser incluída junto com esses Standards, a composição de Marcos Valle "Summer Samba", que originalmente tem o nome de "Samba de Verão" e foi uma das músicas mais tocantes da Bossa Nova. Além disso, Barber mostra em "Yesterday", que não é a dos Beatles, uma gravação seca com piano e voz que deixaria Sarah Vaughan e Dinhah Washington orgulhosas em saber que uma "novata" irá manter a dinastia das divas do jazz ainda por muitos anos.
Como já falamos outras vezes nas Dicas de CDs, este é mais um disco que a EMI brasileira nunca ouviu falar, conseqüentemente, nunca lançou por aqui e provavelmente nunca irá lançar. Fica aqui a dica. Relaxe, compre um bom vinho, convide alguém especial e tenha uma noite inesquecível, com Patricia Barber embalando a noite.
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