O pianista canadense Oscar Peterson é na atualidade o maior pianista em atividade. Peterson é normalmente comparado a Art Tatum e Count Basie. Seu desprendimento ao tocar é sua principal característica. Por mais de 50 anos, Peterson tem despertado admiração e simpatia em milhares de fãs ao redor do globo. Vencedor de mais de cinco Grammy, o pianista teve como membro quase fixo do seu trio o baixista Ray Brown e o baterista Ed Thigpen, isso sem falar nos guitarrista Joe Pass e Herb Ellis. Seus discos mais famosos são os songbooks de Gershwin e Ellington e a gravação do musical de Leonard Bernstein e Stephen Sondeheim, o clássico "West Side Story". Mas é no disco "My Favorite Iinstrument", que Peterson está na sua mais pura essência. Apenas ele e o piano, sem acompanhamento ou barreiras musicais.
O disco foi lançado no fim dos anos 60 e é considerado o melhor do músico nesta década. É o primeiro em sua carreira gravado apenas com o piano, o que deixa o músico ainda mais à vontade para dedilhar as suas improvisações sobre os grandes standards do jazz . O álbum abre com o clássico "Someone To Watch Over Me", de Gershwin, que Peterson transformou em uma verdadeira aula de improviso e criatividade. Em outro clássico, "Body and Soul", o ouvinte vai presenciar toda a sutileza do músico. O mesmo acontece com "Little Girl Blue", de Rodgers & Hart, e "Who Can I Turn To". Já na composição de Billy Strayhorn, "Take The A Train", Peterson criou quase uma big band com sua agilidade e inspiração ao piano. O desfecho fica com "Bye, Bye Blackbird", no qual o músico volta a diminuir o ritmo e comprova que dificilmente gênios saem dos bancos escolares. Peterson nasceu com o dom e felizmente, com quase 80 anos, continua tocando nos principais festivais de jazz do planeta, mostrando que sua inventividade não envelheceu com os anos. Confira.
|