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 Jazz
Emerson Marques Lopes
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SWING IS THE THING


Muitas vezes a longevidade é considerada um fardo para carregar. Isto acontece quando a pessoa não tem mais alegria de viver ou está doente e o que mais deseja é partir desta para uma melhor. Felizmente, para os fâs de jazz, este não foi o caso do saxofonista norte-americano Flip Phillips, que morreu aos 85 anos, em 2001.

 

Um pouco antes de sua morte, Phillips, que foi descoberto por Woody Herman na década de 40, gravou seu primeiro disco por uma grande gravadora, a Verve. Mais uma vez, o saxofonista deixou claro porque foi convocado por Norman Granz para fazer parte da turnê itinerante Jazz at the Philharmonic, entre 46 e 57. Seu toque continua elegante e preciso.

 

Além disto, o CD traz participações especiais de outras duas feras do sax tenor, o “jovem” James Carter e o craque Joe Lovano, isto sem falar do baixista Christian McBride, do pianista Benny Green, do guitarrista Howard Alden e do baterista Keith Washington.

 

O disco abre com o trio Phillips, Lovano e Carter no hard bop “The Mask Of Zorro”. Outras duas colaborações do trio, “Where or When” e “Flip the Wrip”, também são de tirar o fôlego do ouvinte. Um verdadeiro encontro de gerações e um desfile de improvisos.

 

O clima fica mais tranqüilo em “In a Mellow Tone”, de Dule Ellington, com destaque para o baixo de McBride, “For All We Know”, na qual a influência de Ben Webster está evidente, e em “This is All I Ask”.

 

O piano de Green é destaque na singela “Susan’s Dream” e a guitarra de Alden brilha na swingada “Exactly Like Us”, composta por Alden e Phillips. Para fechar, a faixa-título deixa dispensa explicações e convida você para dançar.

 

Nesta semana lembramos os quatro anos da morte de Flip Phillips. Mas os ouvintes de jazz não têm o que lamentar. Pelo contrário, a longevidade de Phillips foi muito bem utilizada e deixou um rastro de talento, criatividade e muito swing.


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