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Emerson Marques Lopes
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IN TRIBUTE


 Apesar de não fazer parte da "elite" das cantoras de jazz, Diane Schuur tem um público cativo e o respeito da crítica. Com quase 20 anos de carreira, a cantora começou a chamar a atenção do público quando gravou um disco ao lado da orquestra de Count Basie, em 87. A voz de Schuur tem um tom suave e agradável. É quase impossível não se encantar com sua maneira de cantar e reinventar grandes clássicos do jazz. Um bom exemplo disso é o disco "In Tribute", de 1992, no qual ela homenageia grandes cantoras dos anos 40, 50 e 60.


Na edição americana do CD, há um encarte com 40 páginas falando um pouco das 12 cantoras retratada por Schuur neste disco. São elas: Billy Holiday, Helen Morgan, Anita O'Day, Sara Vaughan, Carmen McRae, Ella Fitzgerald, Libby Holman, Peggy Lee, Dinah Washington, Ivie Anderson, Nancy Wilson e Mabel Mercer. O disco nacional às vezes é disponibilizado pela gravadora BMG, mas, neste caso, vale a pena gastar um pouco mais e comprar o importado. 


Schuur pegou músicas que ficaram famosas nas vozes dessas cantoras e escalou uma big band para acompanhá-la, ora com arranjos de cordas e ora com os metais. O resultado é um disco cheio de lirismo e muito swing. Entre as preciosidades do disco estão "The Man I Love", de Gershwin, e imortalizada na voz de Holiday. Outra canção é "God Bless The Child", composta por Holiday, que Schuur canta com toda sinceridade que a música merece. 


Ainda no campo dos clássicos, o ouvinte será brindado com "Round Midnight", de Thelonious Monk, aqui arranjado com cordas, "Body And Soul", "Sophisticated Lady", obra-prima de Duke Ellington, e "Every Time We Say Goodbye". A melhor parte do disco é as canções agitadas, com arranjos suingados à Glenn Miller. Aqui, Schuur ataca com "How High The Moon", clássico famoso nas vozes de Anita O'Day e Sarah Vaughan, "The Best Is Yet To Come" e ainda "Love For Sale", do mestre Cole Porter.


Comprar este disco servirá para duas coisas. A primeira é "conhecer" Diane Schuur, que já esteve no Brasil mais de uma vez e fez apresentação irretocáveis. A outra é poder aprender um pouco mais sobre essas grandes cantoras que influenciaram Schuur e a maioria das cantoras de jazz da atualidade.


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