O setentão Horace Silver continua dedilhando seu piano até hoje. Mas seu grande momento aconteceu no fim dos anos 50. Após ser descoberto pelo saxofonista Stan Getz e tocar com o baterista Art Blakey, Silver iniciou sua carreira solo. Escutar Horace Silver é um bom começo para depois encarara pianistas mais “difíceis” como Thelonious Monk e Bud Powell.
“Blowin’ the Blues Away”, de 59, é considerado, ao lado de “Song for My Father”, seu melhor disco. Influenciado pela música latina, Silver coloca tempero no be bop em canções como “Break City” e Blowin’ The Blues Away. O hard bop aparece forte em “Baghdad blues”. Aqui os antigos parceiros do pianista, o saxofonista tenor Junior Cook, e o trompetista Blue Mitchell têm lugar de destaque. O confronto entre os dois instrumentos é de arrepiar. O disco traz também Horace tocando com um trio, acompanhado do baterista Louis Hayes e do baixista Eugene Taylor. Nesta hora, piano é a grande estrela. Escute a inspirada “Melancholy Mood”, “How Did it Happen”, uma composição marcante, e “St. Vitus Dance”, na qual Horace deixa clara a influência exercida pelo mestre Duke Ellington. Outro destaque do álbum é emocionante “Peace”, uma das melodias mais famosas do músico, onde o trompete de Blue Mitchell rouba a cena.
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