Keith Jarrett é um daqueles músicos raros de encontrar. Essa constatação é bem simples de explicar: o pianista americano, nascido na Pensilvânia, conseguiu em 30 anos de carreira agradar os puristas do jazz e ao mesmo tempo os ouvintes de música clássica. Seu nome é garantia de uma interpretação sem igual e improvisação no limite máximo. Seus concertos são maratonas de muita inspiração e suor, literalmente falando.
O disco The Köln Concert, gravado na Alemanha, em 1975, é seu maior momento ao vivo registrado em um CD e seu disco mais vendido. Jarrett está sozinho, sem acompanhamento. São quatro faixas que originalmente saiu em um LP duplo. O pianista cria uma atmosfera entre ele e o instrumento que transcende a relação 'normal' entre ambos. Por mais de uma hora, ele transmite ao público todo o seu domínio e criatividade. É impressionante o talento improvisador de Jarrett. Com a mão esquerda ele marca o ritmo e com a direita tira melodias que impressionam.
Desde o lançamento do disco, as apresentações de Jarrett são muito concorridas nos maiores festivais de jazz do mundo. Outros discos só de piano e ao vivo vieram depois como os gravados em Paris e Viena.
Vale a pena comentar que o músico tocou dois anos com Miles Davis (em 69 e 71) e tem em Bill Evans sua maior influência.
Atualmente Jarrett se divide em trabalhos com um trio de jazz (acompanhado pelo baixista Gary Peacock e o baterista Jack Dejohnette), recitais de música erudita e suas famosas apresentações solo ao piano. Se tiver oportunidade, assista um concerto do pianista em vídeo. É uma experiência inesquecível.
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