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| | JOANNE KATHLEEN ROWLING Consulte o Guia específico de HARRY POTTER: Autora responsável pela revitalização da literatura juvenil no âmbito global, com seu Harry Potter, provando as palavras de Terry Pratchett: "Os jovens estão dispostos a ler, desde que alguém escreva alguma coisa que interesse a eles". Rowling se tornou uma referência na literatura juvenil, com um estilo dinâmico, mas rico em detalhamentos voltados ao extraordinário. Sua obra faz críticas às pessoas sem imaginação, como os Dursley, que vivem dos equipamentos de cavar buracos, vendidos pelo pai. Também não poupa as instituições públicas, como o Ministério da Magia, que parece competente, a princípio, mas vai se demonstrando uma fonte de injustiças ao longo da obra. Sobre os castigos físicos aos alunos, a Condessa de Ségur (Séc XIX), era abertamente a favor, C.S.Lewis era veladamente a favor, Anthony Buckeridge mostrava-se contra, Mark Twain mostrava que existiam, assustavam mas eram inúteis, Monteiro Lobatonem falava neles, deixava as crianças fazerem o que queriam. Rowling, contudo, assume uma postura curiosa, uma espécie de crítica irônica: Minerva McGonagall, a bondosa interina de Dumbledore, aplica um castigo terrível a Harry, Draco, Hermione e Rony - passar a noite numa floresta mortal - e terem de ouvir o zelador Filtch lamentando a abolição dos castigos 'antigos', todos torturas medievais. Ela assume influências de C.S.Lewis, como todo autor britânico, mas sofre perseguições religiosas justamente dos maiores fãs de Lewis, pois é ideologicamente oposta a ele. Basta dizer que sua formação na pedagogia contemporânea a coloca exatamente como os educadores que Lewis criticava no livro "A Cadeira de Prata", da série Nárnia. Os críticos conservadores cristãos a odeiam. Conheça os pontos de vista dessa nova inquisição, que está sendo movida contra a autora, nesta página completa em português. ou nesse estranho artigo. Um dos mais assustadores artigos, também em português, acusa Rowling de satanista. Todo esse histerismo poderia ser engraçado, mas nenhuma intolerância religiosa costuma dar margens a riso, nos tempos que correm. Rowling não assume a influência de Diana Wynne Jones, mas veja os links: 1 - 2 | JOHANNA SPYRI Autora do livro HEIDI (pode lê-lo gratuitamente por aqui) um clássico para meninas, que contrasta a confusão da cidade com a vida nas montanhas, Teve inúmeras versões em filmes e desenhos animados. Houve uma série em desenhos animados, cujo diretor de arte foi Hayao Miyazaki, que foi exibida por Silvio Santos no meio de seu programa dominical, obtendo picos de audiência. | JOHN RONALD REUEL TOLKIEN Se não sabe, esse é o nome completo do sulafricano autor do Senhor dos Anéis. Consulte o Guia sobresites. No guia Sobresites tem tudo sobre ele, as única observações que tenho a fazer são de cunho pessoal: A despeito de serem tão religioso e possuir formação similar a C.S.Lewis, a orientação divina aparece em Nárnia, mas não aparece em Terramédia. Os personagens de Tolkien mostram-se sempre aflitos, em busca de um guia, uma orientação divina confiável. Por isso a traição de Saruman desnorteou tanto Gandalf, que, quando caiu em Moria, desorientou os oito seguidores. A gênese descrita por Tolkien, em Silmarillion, parece diretamente influenciada por Lord Dunsany. Dê uma olhada em Gods of Pegana. | JOSÉ MAURO DE VASCONCELLOS Um dos autores mais populares dos anos 60-70, produziu uma obra interessante e lacrimogênia, sendo a mais conhecida o autobiográfico Meu Pé de Laranja Lima, que foi transformada em novela, embora eu considere o Veleiro de Cristal, a mais emocionante. Infelizmente há pouquíssima coisa sobre ele na Internet. As capas de seus livros ficavam por conta do monstro sagrado Jayme Cortez (01, 02). | JÚLIO GABRIEL VERNE (Jules Verne) Não foi o inventor da Ficção Científica - bem antes dele havia Voltaire (Micrômegas obra completa em francês, obra completa em inglês, ilustrado), Kepler (Somnium,facsímilie do texto em latim) e Cyrano de Bergerac, que viveram um momento em que a ciência conquistava, palmo a palmo, o direito de existir, para depois ser questionada eticamente por Mary Shelley (Frankenstein obra completa em inglês). Mas foi Edgar Allan Poe que influenciou Verne, pois desenvolveu aventura e clima em seu Hans Pfall. Júlio Verne foi duplamente privilegiado por: - um período histórico onde as explorações e a ciência prometiam prodígios, excitando a imaginação da classe média. A entropia desse sonho foi registrada pelo livro Jurassik Park, de Michael Crichton;
- o fato da França ser o centro da cultura de sua época, Verne ficava lendo os registros de patentes e combinando diversas invenções, como o aqualug de Nemo, que é uma mistura dos escafandros (conhecidos desde o séc XVIII) com um novo processo de compressão de ar em cilindros.
Seu primeiro livro não teria sido publicado sem a ajuda de Alexandre Dumas Filho e . Teve uma vasta obra que pode ser lida gratuitamente pela Internet em francês, inglês e até espanhol, nesse site. Em hebreu, neste outro site. Para obter uma bibliografia completa e glossário de personagens. No curioso e pouco conhecido livro Fora dos Eixos, o Clube do Canhão (que encabeçara a expedição à Lua) cria um canhão cujo recuo seria capaz de de mudar o eixo de rotação do mundo para que coincidisse com seu eixo magnético. Assim tornaria mais barata a exploração do Polo Norte. Isso traduz muito bem a mentalidade norte-americana (povo muito admirado por Verne) de botar o mundo de pernas para o ar, de forma a alcançar seus objetivos. Seu contemporâneo mais extraordinário foi o escritor e desenhista Albert Robida, verifique a inventividade desse francês: 01, 02, 03. | Criadora do seriado animorphs - Grupo de adolescentes recebe, de extraterrestres bons, o poder de se transformar em animais, para combater extra-terrestres maus. O ponto alto é a modificação que a transformação em animais causa na mente dos personagens, questão que a autora tomou emprestada de Úrsula K.Leguin, em sua trilogia Wizard of Earthsea.O ponto fraco é a baixa densidade do texto. Os personagens, antes de tomar qualquer decisão, perdem páginas e mais páginas debatendo se devem ou não agir. Cada livro dessa série, espremido, não daria três parágrafos de Harry Potter.Mas então como faz sucesso? Muito simples: a empatia do leitor com os personagens, quer seja por uma identidade individual, ou pelos atores que os interpretam na TV, faz com que esses momentos de diálogo sejam agradáveis ao leitor, que se sente mais próximo aos personagens. Applegate é escritora profissional e conhece seu público. Não há mais espaço para amadores na literatura juvenil. | | | |
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