LAURA INGALLS WILDER Criadora da série 'Laura Ingalls', que muitos consideram autobiográfica, mas não o seja exatamente, mas que retratam a vida de uma criança da fronteira (períodos de 1871 a 1885), durante a marcha para o oeste. Com grande sensibilidade e realismo nascido da experiência da autora, nascida em 1867, tornam essa série um clássico, aliado ao apelo da imagem de uma terra a ser explorada, uma vida longe da cidade, mais simples, embora difícil, como fica patente no penoso volume 5 - O Longo Inverno - baseado no rigoroso inverno de 1980. Foi transformada em seriado de TV em nos anos 1970, tendo sido exibida no Brasil, a reboque do sucesso dos Waltons. Uma das autoras favoritas da escritora Ângela Carneiro. |
LEWIS CARROLL (Charles Lutwidge Dogson) Grande matemático, fotógrafo brilhante e autor de Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland) e sua continuação Alice no País dos Espelhos (Alice Through the Looking-Glass). Essa obra impressionou tanto a Rainha Vitória, que pediu para ler os outros livros do autor. Para sua decepção, eram tratados de matemática. Versão em português de Clélia Ramos de Alice no País das Maravilhas (um trabalho muito bom) - a tradução é bem mais fiel que a antiga, de Monteiro Lobato, que poluiu um pouco o texto com termos datados como 'reinações'. Alice in Wonderland - completa, em inglês, enriquecida com ilustrações de diversos autores, inclusive Carroll, Sr. John Tenniel (1865), Arthur Rackan (1907), Maria Kirk (1904) entre outros. Mesmo que não saiba inglês, só as imagens já compensam - imperdível Alice no País das Maravilhas, em inglês legível em HTML com opção de ser ouvida em Real Áudio, um projeto da Universidade de Ohio. Alice no País dos Espelhos, em inglês. A personagem principal foi inspirada numa das modelos fotográficos de Dogson - Alice Liddell. o que rendeu a Lewis Carrol acusações póstumas de pedofilia, grangeando a fúria da mãe da menina. Um excelente artigo da isto é sobre ninfetas, que menciona Carroll. Antes de sair atirando pedras, contudo, devemos lembrar que a maioria das acusações originam-se numa sociedade conservadora, portanto maliciosa, alimentada pela fome da imprensa de queimar o nome dos grandes autores. A versão em desenho animado mais notável é a de Disney, onde diversos desenhistas participaram, notadamente Mark Davis e Fred Moore. O desenho, em si, combina os dois livros de Alice. Outra versão inferior de Hanna Barbera tem um atrativo adicional: O gato careteiro era dublado por Sammy Davis Jr. Há também diversas versões para filmes, destacando-se a de 1972, com Peter Sellers e Dudley Moore. No geral, as versões da obra de Lewis Carrol, tanto animadas quanto live-action, são marcadas pela falta de compreensão do universo de Alice, geralmente interpretado pelos roteiristas como um "mundo maluco de coisas absurdas", quando na verdade, entre muitas coisas extraordinárias, crítica o comportamento vitoriano e aplica de estruturas lógicas matemáticas em diálogos, gerando poesia e surpresas. Quer cliparts de Alice?.
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LÚCIA MACHADO DE ALMEIDA Os livros de Lúcia foram sucesso entre as crianças nos anos 1970-80, pois eram muito dinâmicos, divertidos e de leitora obrigatória nas escolas - era um alívio para todos, durante uma ditadura militar, perceber que uma coisa obrigatória pode ser divertida. O Escaravelho do Diabo, da coleção Vagalume, da Ática, marcou época (há uma crônica divertida sobre uma garota escolhendo esse livro), quase todos os sites que mencionam esse livro são acompanhados pela frase: "você se lembra do Escaravelho do Diabo?". A série Xisto também fez bastante sucesso. Há pouca coisa sobre essa autora na Internet. |
LYMAN FRANK BAUM Autor de O Mágico de OZ, série favorita dos americanos, já teve várias versões para cinema e desenhos animados, inclusive sátiras. Baum conseguia estabelecer figuras extraordinárias com um artifício simples: dava uma característica a um personagem e fazia-o assumir o papel oposto ou situação que testasse tal característica. Por exemplo: Leão covarde, Espantalho cordial, Bruxa boa e humem de lata sentimental, sem contar com uma garotinha caseira fora de casa. Obras completas de L.Frank Baum, em inglês, formato html. |
MADELEINE HENRIETTE GIRAUD (Madeleine Mirzayantz née Gélinet) Autora da série sir Jerry, escrita nas décadas de 1930, aventuras policiais com chá e bolinhos para crianças. Literatura leve, divertida, bem típica do inter-guerras, enaltecendo a vida das garotinhas prendadas e falando bem dos indianos. Coleção Menina e Moça – livros franceses editados no Brasil pela Livraria José Olympio – tradução da BIBLIOTHEQUE DE SUZETTEhttp://www.prizma.net.tr/fer/index.htm |