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| AUTORES (página 6 de 7) |  | Em ordem alfabética
| | | MALBA TAHAN (Júlio César de Mello e Souza) Se Monteiro Lobato era um adepto da linha anti-didática de Mark Twain – crianças livres, questionadoras, abrindo um mundo de fantasia – o educador Malba Tahan optou pela vertente francesa de lições de moral e conselhos sábios, tratando as crianças como pequenos adultos. Malba Tahan alcançou o ponto máximo dessa vertente com fábulas engenhosas, cheias de matemática, sagacidade, bom senso e uma dose alarmante de religiosidade. Saídas surpreendentes nivelavam seus contos com os orientais pelo topo. Ironicamente, esse defensor da moral e religiosidade só conseguiu publicar seus contos através da falsidade ideológica, fingindo-se tradutor de um autor oriental, pois Malba Tahan era, na verdade um professor de matemática carioca, chamado Júlio César de Melo e Souza. Ao contrário de Lobato, Malba Tahan não conseguiu mudar a face da literatura juvenil brasileira, pois foi um fenômeno isolado. Seu único herdeiro literário foi o acadêmico e mago Paulo Coelho, outro fenômeno isolado. As histórias de Malba Tahan perderam sua característica juvenil, pois seus artifícios engenhosos de matemática, lógica e xadrez agradam mais aos adultos do que às crianças. Felizmente o legado desse grande autor está preservado. | MARIA CLARA MACHADO No Brasil, ela foi um dos grandes divisores de águas, não só na dramaturgia, mas também na literatura infanto-juvenil, basta observar que, depois dela, muitas obras voltadas para esse público assumiram elementos de oralidade, onde antes havia literalidade. Em miúdos, sua linguagem teatral bem sucedida invadiu as demais obras. Obituário com histórico.(em inglês). Para os leitores de Maria Clara Machado, Iva Ibotson parecerá uma atualização temática. | MARK TWAIN (Samuel Clemmens) Autor do clássico dos clássicos sobre jovens - Tom Sawyer. Maior influência de Monteiro Lobato. Esse é apenas o segundo livro da série que começou com as Aventuras de Hucleberry Finn, mas é o mais importante, sendo os demais, sombras desse. Escreveu outros, como Um Yankee na Corte do Rei Arthur. Sammuel costumava dizer que os grandes livros são como o vinho e os dele são como água, que é o que as pessoas tomam quando estão realmente com sede. Museu mark Twain. | MAURICE DRUON Criador do clássico Tistú, o Menino do Dedo Verde, leitura obrigatória nas escolas de primeiro grau nos anos 70-80, que se transformou em peça de teatro, no Brasil. | MICHAEL ENDE Um dos maiores autores alemães de livros juvenis. Autor de História Sem Fim (The Neverending Story), que virou o filme mais caro feito na Alemanha até a ocasião, pelas mãos do diretor Wolfgang Petersen. Também escreveu o premiado "Manu, a Menina que Sabia Ouvir" (Mommo), que virou filme com John Houston. Um manifesto contra o consumismo, trazido pelos homens cinza, e faz uma acusação direta a Karl Marx, de ter desmontado o mundo e criado outro similar ao anterior, talvez porque as novas teorias, que salvam o capitalismo de suas crises, usam sempre a análise marxista. Há um trecho on-line, selecionado para trtabalho com grupos. O Teatro de sombras de Ofélia e outros livros de Ende não alcançaram tanto sucesso. | | MICHAEL REEVES É um roteirista de desenhos animados. Extraordinariamente ativo, responsável pelos melhores episódios de BATMAN, Caverna do Dragão (leia o último episódio, que não foi filmado) e Gárgulas. Tem um conhecimento e fascinação pela obra de Shakespeare, de cujos personagens usa e abusa. É um roteirista de grande produtividade. | MIRA LOBE Essa autora alemã possui estilo e valores muito parecidos com os de Michael Ende, pois ambos questionam a corrosão dos valores tradicionais pela entrada de sola da sociedade de consumo. Só que Mira é bem mais fraca em imaginação e ousadia, por ser mais antiga. Com sua série Anita (Anni), apareceu no Brasil pela Coleção Jovens do Mundo Todo, da Editora Brasiliense, o que quer dizer que diversos exemplares podem ser encontrados em bibliotecas públicas e escolares pelo Brasil afora. Um deles é Anita e o Cinema - Anni Und der Film. | MONTEIRO LOBATO O sonho de Lobato era ser um multimilionário homem de negócios ou um escritor adulto, tradutor respeitável de artigos científicos, mas fracassou em quase todas essas aspirações. Conheça melhor Lobato nesse pequeno histórico de Renato Roschel Mas foi sua obra juvenil - O Sítio do Picapau Amarelo - que ele realmente foi brilhou, mudando os rumos de toda a literatura brasileira, criando, conforme a tese de José Roberto Withaker, uma geração inteira. Lobato desenvolveu personagens tão estranhos para a época, como uma boneca falante, mandona, desbocada, numa época em que as mulheres tinham de obedecer os maridos de voz baixa. Por sinal, Emília era divorciada do Marquês de rabicó, ao passo que Narizinho e Dona Benta eram viúvas. A imaginação não parava, numa série onde a definição de 'criança boa' se dava pela orientação dos atos e não pela obediência aos adultos, o que não impediu Emília de destruir parte considerável da população humana em "A chave do Tamanho", livro fortemente inspirado em H.G.Wells. Não havia punições físicas para as crianças livres, mas elas espeitavam a autoridade da Dona Benta, que os fazia descer das estrelas com um grito. Como se não bastasse tudo isso, apesar de ser nacionalista, Monteiro Lobato não se incomodava em enriquecer suas obras com inclusão de personagens estrangeiros(excelente ensaio), como Peter Pan, ded J.M.Barrie e gato Félix ou atores de cinema, como Shirley Temple, ao contrário de alguns autores nacionais que acham que escrever um livro brasileiro é aprisionar-se a auto-referencias. Na excelenteversão atualizada da Globo, Dona Benta usa a internet e um êmulo de Harry Potter apareceu no sítio, demonstrando que os autores entenderam perfeitamente essa característica de Lobato. O granded crítico e escritor de Ficção Científica Fausto Cunha nos lembra que Lobato escreveu uma obra de ficção científica de cunho racista: O Presidente Negro. Artigo de Marisa Lajolo sobre o assunto Mas para mostrar que as pessoas não se tornam grandes por serem perfeitas, mas humanas, Lobato também é acusado de ser viciado em cocaína, que teria associado ao pó de Peter Pan, de J.M.Barrie, daí a idéia do pó de pir-lim-pim-pim, mas esse é um tema tão tabu, que ninguém se atreveu a colocar qualquer texto localizável sobre isso na Internet. | PAMELA L. TRAVERS Autora australiana da série zen Mary Poppins, que foi transformada num dos maiores musicais da história pela Disney. Infelizmente não está havendo reedição desse clássico. Anteriormente a J.K.Rowling, Travers também foi acusada de ser satanista e usar sua personagem para preparar a vinda do Anticristo. Esse artigo defende a autora e mostra que os fundamentalistas fazem confusão de esoterismo, ocultismo e satanismo.
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