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| AUTORES (Letra A) |  | | ANA MARIA MACHADO Premiadíssima autora, com livros para diversas faixas etárias. Trabalha temas profundos de forma interessante e divertida, como o conceito de história, em Bisa Bia e Bisa Bel (com mais de meio milhão de exemplares vendidos), onde presente, futuro e passado convivem na mesma pessoa, ou a idéia de relatividade em Bem do Seu Tamanho, com ilustrações impecáveis de Gerson Conforto.
Em abril de 2003, Ana Maria Machado foi eleita para ocupar a cadeira nº1 da Academia Brasileira de Letras. Esse guia presta uma homenagem à grande autora.
Canal Kids fala sobre a autora. Todo o autor profissional deveria ter um site como o de Ana Maria, para que os leitores possam visualizar os autores. | ANTHONY BUCKERIDGE Autor da série Johnny, a grande referência dos livros de colégio interno, inclusive da série Harry Potter. É mencionado por André Forastieri em seu artigo A Liberdade Infinita da Literatura Juvenil. Série foi originariamente um programa de rádio, posteriormente seriado da Tv britânica. Nunca passou no Brasil. O autor se retrata como sendo o agradável e perspicaz Sr. Adams, enquanto caricaturiza tanto o diretor Penberton quanto o outro professor Sr. Dickinson. Grande parte dos elementos do colégio Linbury, onde Johnny é interno, podem ser encontrados numa escala caricatural, em Hogwarts, colégio de Harry Potter. Contrariamente a outros autores da época, ou anteriores, como C.S.Lewis, estudiosos consideram que Buckeridge deixa transparecer posição contrária a castigos corporais. | ASTRID LINDGREN Maior escritora de livros infantis da Suécia, falecida recentemente. Seus livros da série Pippi Longstocking (Bibi Meialonga, nas antigas edições da Ediouro e Píppi Meialonga, edição atual da Companhia das Letras), virou filme em 1988 (que já foi exibido na TV brasileira) e em 1997, longa de animação, e série de desenhos animados. A comparação dessa fortíssima personagem e Mônica (de Maurício de Souza) revela a diferença cultural de dois povos: Pippi Longstocking é livre, independente, mora sozinha e brinca nua com os canibais vegetarianos de uma ilha perdida, que é a forma como os suecos sonham o mundo. Mônica jé apresenta uma postura autoritária, sempre oprimindo opiniões contrárias, encarnando não só a ditadura militar de 1964 (período no qual essa personagem conquistou o Brasil), mas também a simpatia histórica do povo brasileiro pelos poderosos. Não sei se essa identidade de Mônica com a ditadura foi consciente da parte de seu criador, mas as grandes obras, voluntária ou involuntariamente, representam o meio em que foram criadas. Observe que Cebolinha sempre apanha ao caricaturar Mônica nas paredes, assim como os jornalistas apanhavam quando retratavam a ditadura militar. Astrid recebeu uma indicação póstuma ao prêmio Nobel de literatura. Notícias sobre Astrid e seus livros: 1 - 2 | |
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