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  Literatura Juvenil
Paulo Ferreira  "Paffomiloff"
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RESENHAS

DISKWORLD (Série)

Terry Pratchett

Conrad

Talvez seja a série mais engraçada já publicada, destronando até o Dicionário do Diabo, de Ambrose Bierce. Foi transformada em videogame para o Playstation, com dublagem do grupo Mont Python.

A própria CONRAD editora já se encarregou de criar um site completo, em português, sobre essa obra. Atualmente as editoras que sabem valorizar seus produtos não podem prescindir dessa estratégia, já que o público leitor de livros juvenis é o mesmo que navega na Internet. A Conrad sabe precisamente o que tem nas mãos.

O que mais surpreende é o poder narrativo de Pratchett. Em certos momentos, você sente a história fisicamente ou visualmente, com uma intensidade anormal.

A COR DA MAGIA e A LUZ FANTÁSTICA
Têm os mesmos personagens e a mesma estrutura narrativa, podendo ser considerados como um livro em duas partes. Até o momento são os mais hilariantes.

Apresenta-se um mundo, inspirado no modelo cosmológico indiano. As situações se desenvolvem agressivamente, sempre caricaturando os hábitos cotidianos (como o turista Duasflor), questionando a realidade (a máquina fotográfica de Duasflor é o exemplo máximo disso), invertendo os papéis (Rincewind, o mago, evita o máximo que pode qualquer coisa mágica).

Nota-se claramente a influência dos desenhos animados na narrativa, como na descrição da Bagagem de Duasflor.

DIREITOS IGUAIS, RITUAIS IGUAIS
Esse é bem diferente dos dois anteriores, ainda que mantendo muito do senso de humor, acrescenta mais ternura, talvez por estar lidando com a história de uma menina que tem um artefato mágico e que viaja pelo rio com ciganos... (não parece com a história de Lyra, da BÚSSOLA DOURADA, de Pullman?).

Há momentos de visões extraordinárias como o vôo de Eskarina e sua avó escapando do avanço da luz lenta de Discworld. Também temos reflexões sobre a vida e religião - Vovó Cera do Tempo, por exemplo, não lia por motivos religiosos, já que ler livros de autores mortos equivaleria a praticar necromancia.

O APRENDIZ DE MORTE
Esse é o mais reflexivo de todos, fala sobre o maior tabu da nossa cultura: a relação dos homens com a morte, a futilidade de imaginá-la como vetor de justiça e... bem, Pratchett não perde oportunidade de fazer piadas, ou o nome do poderoso corcel de Morte não seria Pituco.

 

 

 
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