SobreSites > Técnicas de Pintura > Artigos > Cor pastel ou Giz pastel?
Página Inicial do Guia
Informações Gerais
Desenho
Gravura
Lápis de Cor
Pastel e Cera
Aquarela e Guache
Óleo
Acrílica
Aerografia
Desenho Animado
Arte para Crianças
Sumi-e
Artesanato
Pintura Spray
Pintura em Tecido
Ilustração Científica
Artes do Fogo
Temas Específicos
Restauração
Cursos On-line
Artigos
Fale com a Editora
Outros Guias
· Psicologia
· Turismo
· Espiritismo
· Ceticismo
 Técnicas de Pintura
Maria de Fátima Seehagen
Editora do seu Guia de Técnicas de Pintura na Internet
Google
 
Web www.sobresites.com
COR PASTEL OU GIZ PASTEL?

Tratando-se de artes visuais, é comum ouvir-se:

  • Tal objeto possui  “cor pastel”...
 

Trata-se então de uma cor suave que surge da adição do pigmento branco a uma cor, diminuindo a sua saturação.

O termo deriva, por analogia, da suavidade da técnica de pintura em que se emprega o giz pastel: uma elegante maneira de “pintar a seco”, como a chamava Leonardo da Vinci, que emprega pequenos bastões de pigmento misturado com um agente aglutinante, geralmente "goma de alcatira" ou "tragacanto". 

Sua invenção é atribuída ao pintor alemão Johann Thiele, mas Rosalba Carriera, 1675-1750, uma artista veneziana, foi a primeira a fazer uso realmente do giz pastel como material de pintura e não apenas para desenhar esboços. 
Chardin, 1699-1779, fez alguns retratos que chocaram a sua época, mas depois disto, uma enorme quantidade de artistas, à exemplo de Mengs, Nattier, Copley, Delacroix, Degás, Millet, Manet, Renoir, Toulouse-Lautrec, Redon, Vuillard, Bonnard, Glackens, Whistler e Hassam, para listar apenas os nomes mais familiares, vem usando o giz pastel normalmente como linguagem artística. 

- Como reage a cor nesta técnica que possui tantos matizes que variam até o infinito sendo hoje conhecidas mais de 1600 tonalidades, cuja opacidade de grande valor expressivo possui uma intensidade que permanece intacta por longo tempo? 

Por sua composição simples, o giz pastel oferece ao artista a pureza das cores, uma vez, que é aplicado em seu estado natural, sem intervenção de nenhum médium que possa alterar as cores escurecendo-as ou amarelando-as. 

Esta pureza de cores, que é valorizada pela qualidade dos pigmentos usados na fabricação também deverá ser observada pelo artista, evitando mesclas superpostas, principalmente se os tons forem muito diferentes, pois resultaria em uma pintura de baixa qualidade.  

De difícil fixação, por tratar-se de um finíssimo pó, deverá preferencialmente ser aplicado sobre papéis coloridos, do tipo Ingres, Miteintes, Tizziano,Carmem ou similares, ligeiramente rugosos, o que irá prender o grão de pó e, desta maneira, compor a pintura.  

No entanto, as cores irão modificar-se ao fundirem-se com um fundo colorido, devendo o artista estabelecer um tom que se harmonize com o seu esquema de pintura, tomando o especial cuidado de que não possua dobras ou marcas que irão comprometer o efeito final. 

A pintura deverá ser iniciada com uma definição simples das massas de luz, obtendo-se uma sugestão imediata da forma. O acabamento obtido com a fusão de tons fará suavizar o contraste tonal, fazendo desaparecer os contrastes duros. O uso de toques ligeiros e seguros evidenciando a luz é uma das principais características da técni

Nos retratos, a pele se obtém fundindo suavemente matizes quentes e frios, aplicados em uma superposição de acabamentos fundidos (esfumados) e frotados (apenas aplicados). O contraste destas qualidades acentua a beleza do efeito criando um atrativo modelado da forma, enquanto que um excessivo esfumado, demasiadamente elaborado, irá produzir uma pintura sem brilho, de efeito pesado. 
 

As sombras e distâncias poderão ser sugeridas por aplicações rápidas de cor, sem esfumar, produzindo transparência e profundidade. Neste caso o cuidado será em aplicar os traços de cor com destreza, não os cruzando em demasia o que resultaria em uma pintura confusa de cores carregadas. 

Apesar da excelente qualidade de alguns vernizes, a exemplo dos fabricados pela Talens e Winsor&Newton, a fixação das cores na pintura com giz pastel traz o grande inconveniente de reduzir ou eliminar totalmente a beleza dos tons matte, característicos da técnica. Recomenda-se então uma fixação leve, pois uma fixação completa poderá transformar o trabalho em uma têmpera guache.

Uma vez que a pintura tenha sido elaborada com suficiente pressão táctil, as cores permanecerão aderidas á superfície bastando então a proteção do vidro da moldura.

Outro inimigo das cores do giz é a umidade. Manchas que aparecem principalmente nos tons escuros podem ser eliminadas esfregando-se delicadamente sobre elas o dedo limpo.

As bordas que podem ser produzidas por gotículas de água dentro da moldura, em caso de umidade excessiva, podem também ser eliminadas com retoques frotados até que se iguale a área afetada. 

Se você desejar saber mais sobre esta técnica ou tornar-se um artista em giz pastel, participe das aulas on-line oferecidas pelo de Fátima atelier: http://www.defatima.com.br/saladeaula 
 

Maria de Fátima Seehagen 
é facilitadora em Criatividade Aplicada, 
orientadora do de Fátima atelier 
E-mail : fatelier@terra.com.br 
http://www.defatima.com.br 





Projeto SobreSites | Sala de Imprensa | Usabilidade
Política de Privacidade | Condições de Uso | Torne-se Editor