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Mensagem |
Robério Matos
Mensagens: 130
Localização: Natal-RN
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Enviada:
Qua Mar 14, 2007 11:16 pm |
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Sou o Vento. Sou a Luz
Eu viajo pelos mares
Caminho sobre as ondas
Vôo sobre as nuvens
Corro ao largo dos córregos
Nado nas correntezas dos rios
Penetro nas florestas virgens
Empurro embarcações
Sou veloz como o leopardo.
Eu sou o vento!
Sou mais ágil que o som
E de passagem pela madrugada
Abro os olhos do alvorecer.
Sou filha do sol
E sobre a terra reflito
Seus raios embraseados.
Sou nada e também sou tudo:
Nada, quando enclausurada
Ou asfixiada num casulo.
Tudo, quando uma vez startada
Uma ingênua centelha.
Não conheço a treva
Porém, e ironicamente,
Dela dependo para viver...
Eu sou a luz! |
_________________ Carpe Diem, amigo(a)
Robério Matos
www.roberiomatos.com
Editado pela última vez por Robério Matos em Dom Mar 25, 2007 8:31 pm, num total de 1 vez |
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Pupila
Mensagens: 4057
Localização: São Paulo
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Enviada:
Qua Mar 14, 2007 11:42 pm |
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| Robério Matos escreveu: |
Sou o Vento. Sou a Luz
Eu viajo pelos mares
Caminho sobre as ondas
Vôo sobre as nuvens
Corro ao largo dos córregos
Nado nas correntezas dos rios
Penetro nas florestas virgens
Empurro embarcações
Sou veloz como o leopardo.
Eu sou o vento!
Sou mais ágil que o som
E, de passagem pela madrugada,
Abro os olhos do alvorecer.
Sou filha do sol
E sobre a terra reflito
Seus raios embraseados.
Sou nada e também sou tudo:
Nada, quando enclausurada
Ou asfixiada num casulo.
Tudo, quando uma vez startada
Uma ingênua centelha.
Não conheço a treva
Porém, e ironicamente,
Dela dependo para viver...
Eu sou a luz! |
e sois brisa em versos...
encantamento certo para o olhar...
beijos poéticos |
_________________ *ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
Membro Moderador do Fórum do Guia de Poesias. |
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Lucia Constantino
Mensagens: 571
Localização: Curitiba - Paraná
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Enviada:
Sáb Mar 17, 2007 7:35 pm |
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| Robério Matos escreveu: |
Sou o Vento. Sou a Luz
Eu viajo pelos mares
Caminho sobre as ondas
Vôo sobre as nuvens
Corro ao largo dos córregos
Nado nas correntezas dos rios
Penetro nas florestas virgens
Empurro embarcações
Sou veloz como o leopardo.
Eu sou o vento!
Sou mais ágil que o som
E, de passagem pela madrugada,
Abro os olhos do alvorecer.
Sou filha do sol
E sobre a terra reflito
Seus raios embraseados.
Sou nada e também sou tudo:
Nada, quando enclausurada
Ou asfixiada num casulo.
Tudo, quando uma vez startada
Uma ingênua centelha.
Não conheço a treva
Porém, e ironicamente,
Dela dependo para viver...
Eu sou a luz! |
Meu caro poeta, como disse um dia o Luiz Guerra, "acho que já comentei esse teu poema em outras plagas" -- mas continuo achando-o belíssimo. Também li vários poemas seus, você escreve muito bem, parabéns. Desculpe a demora em comentar, é que não tenho passado por aqui com frequência. Um grande beijo |
_________________ "Senhor, ata-me à árvore a que pertenço. Que se apóiem sobre mim. Que eu me apoie sobre outro. (...) Sinto necessidade de ser."
Antoine de Saint-Exupéry
http://cantaresepoesia.blogspot.com
http://luciaconstantino.multiply.com |
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Robério Matos
Mensagens: 130
Localização: Natal-RN
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Enviada:
Seg Mar 19, 2007 2:43 pm |
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Faz-de-conta que Sou Normal
Que sou como todo o mundo
Que chora – e como choro!
Que ri – eu, com parcimônia
(para economizar, afinal...)
Que sonha – o meu com desdouro
Que ama – em decimal
Pois inteiros são meus bloqueios...
Faz-de-conta que não sou louco
Que não sofro de esquizofrenia
Nem mesmo sinto aperto, agonia.
Que não tenho paranóias
Que meus fãs não me perseguem
Só por ser popstar, um artista
Embora ignorem que seja autista.
Faz-de-conta que neste agora
Estou a escrever uma bela poesia
Ou a recompor a 5ª Sinfonia
Seja neste momento de euforia,
Em qualquer outra hora
Ou em um outro dia...
Faz-de-conta que exista alguém
Que não se importe com esta loucura
E até goste do enredo, da estrutura
Destes versos sem métrica e melodia
E que não perceba que hoje não é hoje
Mas que hoje é outro dia...
Faz-de-conta que mesmo sendo normal,
Nunca, jamais, nada disto escrevi.
Tudo não passou de fértil imaginação
De pura fantasia ou mera alucinação
Seja dos meus gentis leitores
Ou ainda de zombaria de mau gosto
De espíritos intuídos por meus mentores... |
_________________ Carpe Diem, amigo(a)
Robério Matos
www.roberiomatos.com
Editado pela última vez por Robério Matos em Dom Mar 25, 2007 8:29 pm, num total de 1 vez |
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Robério Matos
Mensagens: 130
Localização: Natal-RN
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Enviada:
Sáb Mar 24, 2007 1:04 pm |
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CORDEL
Renato Casimiro
Conheci há poucos dias
Graças à comunicação virtuá
Um vurto muito especial
Conterrâneo do meu Juá
Terra do Padre Cícero
Que todos devem se alembrar.
Homi de muito estudo e saber
Que renega parte dos afazê
Pra com muita paixão e amor
Se dedicar a ajudar e defender
Os artistas da cultura popular
Procurando ninguém esquecer.
Nascido em Juazeiro em 1949
Antonio Renato Soares Casimiro
É Engenheiro Químico Industrial
Que só faltou usar inté o papiro
Prá se tornar dotô em Ciência
Esforço e afinco que só admiro.
Professor da UFC(*)desde 1973
No Tecnologia dos Alimentos
Dentre tantos cargos e funções
Mais nobres são os ensinamentos
Que a todos os amantes da arte
Doa com élan e conhecimento.
Padrinho de poetas e xilógrafos
De cantadores e cordelistas
Enfim, dos entusiastas da cultura
Nunca ninguém tirou da lista
Apois com paixão e candura
Sempre apoiô todos os artistas.
Assim, para o dotô Casimiro
Que um kilo de livro me mandô
Dedico o meu primeiro cordel
Mais divagá quinem um andô
Imbora muito tenha me esforçado
Para com ele agradá o sinhô.
(*) Universidade Federal do Ceará |
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Robério Matos
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Pupila
Mensagens: 4057
Localização: São Paulo
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Enviada:
Sáb Mar 31, 2007 11:48 pm |
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| Robério Matos escreveu: |
Faz-de-conta que Sou Normal
Que sou como todo o mundo
Que chora – e como choro!
Que ri – eu, com parcimônia
(para economizar, afinal...)
Que sonha – o meu com desdouro
Que ama – em decimal
Pois inteiros são meus bloqueios...
Faz-de-conta que não sou louco
Que não sofro de esquizofrenia
Nem mesmo sinto aperto, agonia.
Que não tenho paranóias
Que meus fãs não me perseguem
Só por ser popstar, um artista
Embora ignorem que seja autista.
Faz-de-conta que neste agora
Estou a escrever uma bela poesia
Ou a recompor a 5ª Sinfonia
Seja neste momento de euforia,
Em qualquer outra hora
Ou em um outro dia...
Faz-de-conta que exista alguém
Que não se importe com esta loucura
E até goste do enredo, da estrutura
Destes versos sem métrica e melodia
E que não perceba que hoje não é hoje
Mas que hoje é outro dia...
Faz-de-conta que mesmo sendo normal,
Nunca, jamais, nada disto escrevi.
Tudo não passou de fértil imaginação
De pura fantasia ou mera alucinação
Seja dos meus gentis leitores
Ou ainda de zombaria de mau gosto
De espíritos intuídos por meus mentores... |
Um Faz-de-conta... que embebedam o olhar,
se faz tesouro nos dedos do poeta...
adorei!
beijos poéticos |
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Membro Moderador do Fórum do Guia de Poesias. |
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Ibernise M. Morais Silva
Mensagens: 1033
Localização: http://www.ibernisemaria.prosaeverso.net
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Enviada:
Qua Abr 04, 2007 4:48 pm |
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Caríssimo amigo Robério Matos,
O faz-de-conta é a nossa fantasia, é onde podemos ser tudo e ser nada. Este dualismo nos impulsiona. Gostei demais de seus versos.Quero, nesta oportunidade, lhe desejar Felíz Páscoa. Abraço fraterno. Ibernise. |
_________________ AMIGOS E ANJOS...20.11.2006/Ibernise
Anjos amigos... Amigos anjos...
Anjos são guardiões e companheiros...
Amigos são irmãos aduaneiros...
Duplamente anjos, são arcanjos... |
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bbrian
Mensagens: 3899
Localização: ES
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Enviada:
Sáb Abr 07, 2007 5:27 pm |
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| Robério Matos escreveu: |
Um Reflexo ou O Nada
Uma sombra
De um
Ser humano,
Em pé, estático.
A silhueta de
Um espantalho,
Imóvel,
Indiferente,
Que sequer existira
De fato.
A cena:
Quem a observara,
Então,
Além da sombra,
Do espantalho:
Um reflexo,
Ou... o nada...
(Este sim, era real...) |
Magnifico parâmetro do humano e espantalho, conclusao profunda.Beijos no coraçao! |
_________________ TODO SOFRIMENTO É UM INSTRUMENTO DE RESGATE! |
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Robério Matos
Mensagens: 130
Localização: Natal-RN
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Enviada:
Ter Mai 08, 2007 10:11 am |
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REFLEXÃO - Doar ou Receber?
Amar ou ser amado? Perdoar ou ser perdoado? Doar, ou receber?
Claro! Receber, ora bolas!
Poderíamos ter por mote uma dessas, ou qualquer outra analogia, para iniciarmos esta conversa.
O detalhe é que nos habituamos, ao longo de todas as eras, a abrir um largo sorriso sempre que recebemos algo - às vezes não importa tanto o que seja, ou se sequer o mereçamos, até.
Mais surpreendente ainda é que, quando isso acontece, não era esperado pelo senso comum, posto que, embora acostumados e mimados com o recebimento de “méritos”, nem sempre nos julgamos à altura da ação.
Por outro lado, dar algo a alguém? Perdoar? Eu, heim Rosa! - Em troca do quê? Surge de imediato o questionamento.
Pois bem: Há pouco tempo fora prejudicado e me sentira injustiçado com o comportamento - despropositado, diga-se de passagem - de uma conhecida, ato esse que já houvera sucedido em situação anterior.
Sem compreender porque a amiga adotara aquela injustificada e reprisada atitude - que, a meu ver, poderia ter sido evitada, de repente ocorreu-me, durante alguns milésimos de segundos, a idéia de que algo adrede poderia ter sido planejado e que, desta feita, eu deveria adotar medidas retaliatórias em defesa dos meus interesses.
Dias após, qual fora a minha surpresa! Lá estava, sobre a mesa de minha sala, um exuberante e encantador arranjo de flores, quiçá o mais belo que já vira.
Para mim não deveria ser, disso tinha certeza, até quando alguém do meu convívio induzira-me a atenção para o atraente e harmônico conjunto de flores! “Pior”! Havia um envelope a mim endereçado, dentro do qual existia um bilhete (escrito de próprio punho - coisa rara, hoje em dia…) onde o remetente, mesmo que veladamente, apresentava-me suas desculpas e, ainda por cima, agradecia pela maneira cordial com a qual eu reagira à atitude que tanto me incomodara.
Confesso a vocês, meus amigos, que aquele momento mágico despertara-me um inusitado sentimento de gratidão e, ao mesmo tempo, um certo acanhamento e autocensura diante da minha reação inicial (agora refletida) quando da ocorrência do lapso cometido por aquela senhora.
Assim, ouso responder à questão objeto desta reflexão: Doar é, de longe, mais gratificante, pois esse sublime ato contempla igualmente o doador (se não primordialmente) e a pessoa-alvo, ao passo que Receber é unilateral e só beneficia o seu destinatário final.
“A cortesia compra a satisfação sem despesa” |
_________________ Carpe Diem, amigo(a)
Robério Matos
www.roberiomatos.com |
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Robério Matos
Mensagens: 130
Localização: Natal-RN
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Enviada:
Qua Jun 13, 2007 8:27 pm |
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Apenas
Não corro
Apenas ando
Não durmo
Apenas deito
Não posso
Apenas quero
Não vou
Apenas espero
Não rezo
Apenas creio
Não tenho
Apenas desejo
Não como
Apenas bebo
Não vejo
Apenas sinto
Não beijo
Apenas toco
Não amo
Apenas suspiro
Não vivo
Apenas morro |
_________________ Carpe Diem, amigo(a)
Robério Matos
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jcm-medeiros
Mensagens: 376
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Enviada:
Qua Jun 13, 2007 9:34 pm |
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Bravo! meu amigo, este foi um dos poemas mais belos que tive a oportunidade de ler aqui, no fórum de poesias. Uma idéia concebida muito mais como fruto de um sentimento do que qualquer outra coisa, e que, sob o guia de uma cabeça inteligente e perspicaz, tomou forma nas deliciosas linhas que o amigo nos apresenta. Saiba bem: não lhe mando os meus elogios, apenas o devido reconhecimento... Um abraço! |
_________________ João |
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livejey

Mensagens: 52
Localização: Penafiel - Portugal
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Enviada:
Qui Jun 14, 2007 7:32 am |
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| Robério Matos escreveu: |
Um Reflexo ou O Nada
Uma sombra
De um
Ser humano,
Em pé, estático.
A silhueta de
Um espantalho,
Imóvel,
Indiferente,
Que sequer existira
De fato.
A cena:
Quem a observara,
Então,
Além da sombra,
Do espantalho:
Um reflexo,
Ou... o nada...
(Este sim, era real...) |
a sombra revela sempre a negritude da alma escura, de dias k passam inglorios..... belas palavras |
_________________ viver nao custa, custa é saber viver |
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Robério Matos
Mensagens: 130
Localização: Natal-RN
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Enviada:
Qui Jun 14, 2007 10:02 am |
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| Robério Matos escreveu: |
Apenas
Não corro
Apenas ando
Não durmo
Apenas deito
Não posso
Apenas quero
Não vou
Apenas espero
Não rezo
Apenas creio
Não tenho
Apenas desejo
Não como
Apenas bebo
Não vejo
Apenas sinto
Não beijo
Apenas toco
Não amo
Apenas suspiro
Não vivo
Apenas morro |
Em pouco versos o autor deixa-nos inúmeras possibilidades de interpretação.
Parabéns.
Norma Mendes |
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Robério Matos
Mensagens: 130
Localização: Natal-RN
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Enviada:
Sex Jun 15, 2007 6:26 pm |
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Semblante suave
Sofia sofria
silente, serena.
Soletro-lhe solícito
sincera sextilha.
Singela, sombria. |
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Robério Matos
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Robério Matos
Mensagens: 130
Localização: Natal-RN
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Enviada:
Ter Jul 10, 2007 8:12 pm |
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Momento Nirvana
Despojado das paixões
Das sansaras, do frenesi
Transparente e lívido
Sem couraças ou rompantes
Deixo-me fluir
Levitando sobre a massa...,
Transcendendo o finito. |
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Robério Matos
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