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RITA MARILDA PAULINO BACO
Mensagens: 94
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Enviada:
Qui Nov 15, 2007 10:44 pm |
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VELOZ COMO TEMPO
Ah! Quantas horas se vão
O relógio corre velozmente
O tempo avança na simetria do
momento,
Rondando as mentes que adormecem
mansamente.
A aurora desponta no horizonte
E a suave voz, clama por amor
Mas ouve-se o grito do mundo
No exato momento do absurdo
Quando a noite se fez dia
Na linha curva do pensamento.
Refletores que se apagam
Vidas vã que então se calam
Na negritude do silencio que
se faz,
Lança se a flecha aguda
Que certeira se espalha
Na guerra fria da hora
Que o relógio então Pará.
Cruza a estrada sem rumo
Abraça a vida, em cada segundo
E pela trilha que anda
Cansada chora sua história.
Ascende então a fogueira
Esquenta o corpo, sem chão
Pois a alma envolta se engana
Na fantasia sem ilusão.
Bastidores em alerta
Rios, mares em fusão
Delírio da madrugada
Na noite escura, a solidão.
E ao tocar a sineta
No céu ouve o entoar
Na branda voz de um anjo
Que vem a todos saudar.
Deixa no leito o sentindo
Espele a dor do inimigo
Rega o barco sem o leme
Navegando sua tristeza.
E como a nuvem que joga
A água então no chão
Seguindo então sua trilha
Segura então sua mão.
E2RM
20/07/2007
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_________________ A FLOR DA VIDA
No abraço inocente
Do amor ao encantar
O coração adolescente
Dos jovens ao enamorar
Renasce a flor da vida
Nos lábios úmidos a juntar.
RITA |
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RITA MARILDA PAULINO BACO
Mensagens: 94
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Enviada:
Qui Nov 15, 2007 10:49 pm |
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RECOMEÇAR TODO DIA
No existir predomina um lema a vida seguir
Andar por meio as pedras, buscando a rosa e
sorrir,
Recomeçar todo dia na hora do amanhecer
Agradecendo a DEUS o sol no monte envolver.
E pelas bordas na encosta que os problemas surgir
Pegar na mão a alçada do tal poente e remir.
Embaralhando o jogo tentando a carta achar, para trazer
o sorriso na aurora ao despontar.
Sinalizar o caminho com as pedrinhas do mar
Como se fosse criança brincando para acertar.
Na cumplicidade que assume de averiguar
o passar, como o sinal de transito pedindo para
esperar.
Com o roçar da folhagem que o vento assopra a bailar
Enchendo a natureza de flores brancas a enfeitar
O leve aceno do tempo que nos ensina a amar
Mostrando que a beleza existe em cada olhar.
Na nostalgia que imprime um sonho a realizar
Mas que avante acelera a voz de DEUS a embalar
E como neuras do mundo que cada passo marcar
A sempre a música erudita, como a canção de ninar.
E poetando vou indo, colhendo as flores que há
Na primavera que vindo, enfeita o céu e o mar
Deixando atrás o outono, com folhas secas no ar
Aconchegando no inverno nos braços de quem amar.
Assim caminha a vida, com a estampa a vibrar
Em cada rosto a imagem do céu da terra e do mar
Pelas esquinas remidas, os sonhos a procurar
Na existência que a vida, aqui na terra nos dá.
E vendo o barco na proa, no ancoradouro parar
Olhar a frente o horizonte em meio às ondas dançar
Catar com as mãos a areia, colher a rosa e cheirar
Sentir o tempo e o vento aos poucos nos enlevar.
No assentir da existência que a chama acende a inovar
Cada pedaço do texto que vou falando o que há
Que DEUS eterniza a semente nas curvas a ultrapassar
Sobre a doce corrente que segue o caminhar.
E2RM
31/04/2007
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No abraço inocente
Do amor ao encantar
O coração adolescente
Dos jovens ao enamorar
Renasce a flor da vida
Nos lábios úmidos a juntar.
RITA |
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RITA MARILDA PAULINO BACO
Mensagens: 94
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Enviada:
Qui Nov 15, 2007 10:53 pm |
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Desculpe-me, mas como faço para retirar a poesia do outro topico |
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RITA MARILDA PAULINO BACO
Mensagens: 94
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Enviada:
Qui Nov 15, 2007 11:14 pm |
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VERSEJA POBRE POETA
Verseja a voz do vento
Atina ao eco do tempo
E a noite envolve o leigo
Na penumbra da escuridão.
Verseja pobre poeta
Que fala do amor que sentiu
E no aceno doído do peito
Pobre poeta lamenta a sua dor.
Verseja os olhos do mundo
Que o luar apareceu
Nos versos nobres do poeta
Que de amor então morreu.
Verseja a madrugada
Soluça ao amanhecer
Vendo a aurora que acorda
Com raios de sol a dissolver.
Verseja a vida lá fora
Verseja a sorte que açora
A natureza vazia
Do poeta que amou.
E versejando calara
A voz do eco parou
Como o tempo passará
Nos versos que enfatizou.
E2RM
6/06/200
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Pupila
Mensagens: 4057
Localização: São Paulo
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Enviada:
Sex Nov 16, 2007 12:21 pm |
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Que bom recebê-la aqui com teus versos tantos!
Bem-Vinda!
beijos poéticos
(quanto ao outro tópico, não se preocupe, já retirei, estava só aguardando o seu próprio tópico) |
_________________ *ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
Membro Moderador do Fórum do Guia de Poesias. |
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RITA MARILDA PAULINO BACO
Mensagens: 94
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Enviada:
Sex Nov 16, 2007 10:41 pm |
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DIAS, MESES OU ANOS
Dias, meses ou anos
Vão passando sem notar
Falta amor, ao ser humano
Que não sabe o que é amar.
Os secúlos, ou os milênios
Trás marcado o habitar
De gerações que lutaram
Para a harmonia chegar.
Vence o fraco, ou vence o forte
Vence a maneira de amar
Nos dias, meses ou anos
Que aqui na terra passar.
E no lampejo do tempo
Que assôpra a vã ilusão
A conciência se lança
Na espreita sem tensão.
Segue o vazio da alma
Na solidão a consternar
A selvageria latente
Da humanidade avançar.
E pela barca do mundo
De cada luar a mudar
A evolução se mistura
Com o insolúvel emanar.
Das evidências prescritas
Em corações a maldar
A sobrevivência sofrida
De cada ser que passar.
Pela aventura da terra
Na viagem a vagar
Os dias, meses ou anos
Que solidifica o pensar.
Como a história do tempo
Que o paraiso saudou
Na luz divina de CRISTO
Que aqui no mundo andou..
E2RM
2/12/2006
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RITA MARILDA PAULINO BACO
Mensagens: 94
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Enviada:
Sex Nov 16, 2007 11:12 pm |
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VIAJEIRO
Como a névoa ao longe se perde
O triste zumbidos de um amor distante.
O sonâmbulo passeia pela noite.
Como uma trépida alvorada de amanhecer.
Foge pássaro viajeiro
Foge! Porque a morte te espera!
Nobre ave seu destino esta traçado
Como seus dias estão contados.
Fuja! Do deserto que te perdeu,
Do horizonte que o céu oprimiu.
Não lamentes sua desventura.
Nem chores seu desprazer.
Comumente a solidão quebrou.
O sorriso aos poucos sumiu
Como risos longínquos de uma multidão!
Vamos fuja pássaro viajeiro
Antes que alguém cruze seu caminho!
Fuja antes que peregrinos vadios
Em ti busque o seu prazer.
Pois a negra podridão da humanidade
Afeta em ti.. Pobre viajeiro
1970[/quote] |
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RITA |
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RITA MARILDA PAULINO BACO
Mensagens: 94
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Enviada:
Sáb Nov 17, 2007 8:25 pm |
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O RELOGIO
Ouço ao longe o tilintar
Do relógio na parede
Que trabalha sem parar.
Vai girando os ponteiros
Marcando o tempo a passar
Que se esvai com as lembranças
Que se vão, para não voltar.
Cada minuto corrido
Cada segundo a meditar
São as horas, e os momentos
Que pairam em nosso olhar.
Vão levando o presente
O passado vai ficar
No futuro que espera
Vida nova começar.
E os ponteiros que giram
São como as vidas a passar
Girando neste planeta
Como estrelas a brilhar.
E2RM
20/11/2006
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RITA MARILDA PAULINO BACO
Mensagens: 94
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Enviada:
Dom Nov 18, 2007 1:34 pm |
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DEUS SUBLIME
Como falar de DEUS
Sublime eco que ressoa pela vida
Em cada palavra escrita no dia, a dia.
Como falar de DEUS
Embevecido lema que analisa
Em cada palavra dita, a voz do amor a
recrutar.
A mensagem verdadeira
A poesia altaneira
Que se compõe o amar.
Falar de DEUS é ouvir o som do mar
É ver a vida renovar, no sorriso inocente
da criança a brincar.
Falar de DEUS é relembrar o que ocorreu
De um ser divino que por nos então morreu
Falar de DEUS é ver o dia, ouvir o som da melodia
Sentir o vento que passa, no doce afago do que viveu.
Falar de DEUS é olhar a lua, dar um abraço de alegria
É correr, brincar, amar a cada dia enfrentando as correrias
Falar de DEUS é como a brisa que sentimos
É como a vida que palpita, é como a lagrima descrita
É como o filho que amamenta trazendo então energia.
Falar de DEUS é ver o mundo, sentir de perto o perigo
Falar de DEUS é ter no peito um coração perfeito
Que bate sem reclamar.
Falar de DEUS é tudo isto
É um infinito indescrito
É magia é beleza
É a mais pura certeza
Que nascemos para amar.
Pois somos filhos seletos
Que vivemos num universo
Criado para reinar
Na imensidão verdadeira
Da vida que é uma veia
Que nos deu para lembrar.
DEUS é sabedoria
É suprema poesia
Que transmite em seu olhar
É como o brilho da noite
Colorindo o horizonte
Com estrelas a brilhar.
E2RM
16/09/2007
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RITA MARILDA PAULINO BACO
Mensagens: 94
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Enviada:
Dom Nov 18, 2007 1:56 pm |
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LAPIDAR CADA SEGUNDO DE AMOR
Andai pela vida afora
Buscai o amor e a paixão
No olhar de cada criança
Que vive aqui neste chão.
Secai a lagrima que escorre
Na face rubra da dor
Que esvai o simplicio torpor
Da triste alma que chora
No desencarnar do amor.
Lapidai cada segundo
Do necta de um grande amor
Que como a flor tem o perfume
Que embriaga sem dor.
Calai a voz do profeta
Lembrai o seculo que foi
Que andarilho seguiste
Pelas vielas do horror.
Acalmai a tempestade
Que agride o coração
Trazendo então o tormento
Da perca do seu amor.
E violando o seu tempo
No eterno furor a compor
Os versos negros que fala
A velha poesia do amor.
Levitai pelo espaço
Como uma pluma no ar
Evaporando sem traço
Deixando as marcas legais.
Do velho amor que antecede
Ao velho mundo em que DEUS
Plantou raizes profundas
Em templos por andou.
Regozijai com o sorriso
Se aqui um dia amou
Mesmo que seja um segundo
O coração palpitou.
Te fez sonhar com a poesia
Ao recitar um sarau
Falando da alegria
Que aqui no mundo encontrou.
Sentir o leve enlaço
No peito a acelerar
A adrenalina ou embaraço
De ver amor brotar.
E2RM
26/06/2007 |
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RITA MARILDA PAULINO BACO
Mensagens: 94
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Enviada:
Seg Nov 19, 2007 10:29 pm |
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LUA AZUL
Na rua vi a lua que andava sem parar
Navegava entre as nuvens cintilando
a brilhar,
Trazia no prateado o explendor a marcar
A magia e a beleza que ofuscava o olhar.
Linda princesa da noite
Poderosa e vulgar
Que induz velhos amantes
O amor eternizar.
E no glamur do seu brilho
Retrata o peculiar
Viaja pelo universo
Encantando o céu e o mar.
Lua azul do cor do céu
Enche os olhos do amor
Faz da vida um grande sonho
Emudecendo ao calor.
De corpos que então se unem
Na paixão a envolver
Tecendo em sua magia
Um amor para não esquecer.
E2RM
31/05/2007
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RITA MARILDA PAULINO BACO
Mensagens: 94
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Enviada:
Qua Nov 21, 2007 11:10 pm |
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SUCUMBINDO AO AMOR
Lá vai a vida que levo
no enugrume que sucumbi ao amor
Trago na alma a sabedoria de dias vã
que meu espírito mediou.
Saudei o abismo do mundo
No mais profundo absurdo
Que alma vã pode agüentar
E nas corruptelas da estrada
Perdi-me acabrunhada no lodo
escuso do lamaçal.
Titubiei por entre o poente da vida
Entreguei-me a sombra da noite
no escuso mundo do afoite
Neguei meus pais na inclusão.
Deite-me a relva quente
Subi o degrau da oscilação
Atravessei a rua da saudade
Jogando fora a ilusão.
Vi-me, porém extasiada
No deleite da encruzilhada
Submissa feita a prolé sem asa
Senti-me inteiro a vel prazer.
Renegada diante a sorte
Tracei eu mesmo o sul e o norte
Na interminável busca da paixão.
Sem perceber que a vida é uma
Que o destino tende a rever
A tal jornada de outra vida
Que temos que aprender.
E pela sombra caminha
Vaga alma na escuridão
Sob o perfil da incoerência
Que nada temos, nada vemos
Ou simplesmente aceitamos.
O inconfundível dialeto do prazer
Que vem a vida reverter
Cobrindo o corpo da lama imunda
Que absorve cada segundo
Dos devaneios do amor.
E2RM
19/11/2007  |
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RITA |
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RITA MARILDA PAULINO BACO
Mensagens: 94
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Enviada:
Sex Nov 23, 2007 10:05 pm |
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AH! SE EU TIVESSE O DOM
Ah! Se eu tivesse o dom
De ler as mentes ou ouvir
O que ocorre lá dentro do
cérebro,
Ao ir dormir.
E ao ouvir o som do mundo
Sentisse em cada segundo
Os sonhos realizar.
Veria a vida em reflexo
Como um grande afeto
No abraço que alguém dá.
Ah! Se tivesse o saber
De poder então dizer
Que o amor vai violar.
O egoísmo absurdo
O ódio que tem no mundo
E ate mesmo melhorar.
O pensamento seleto
Que se move como leque
Tentando suavizar.
Teria a nobre ciência
Do enigma da carência
Que o mundo afetar.
Riria do impossível
Faria uma nobre poesia
Para todos encantar.
Velaria a inocência
Rezaria então por crença
E olharia o luar.
Navegaria o paraíso
Ouviria cada ruído
Que vem do fundo mar.
Acabaria com as guerras
Como a fome que encerra
A vida em algum lugar.
Tornaria a voz do mundo
Num grito que aqui escuto
Soando para DEUS olhar.
Revezaria os efeitos
Faria tudo direito
Inclusive apreciar.
A humanidade serena
Achando a vida mais bela
Ouvindo o cantarolar.
Do pássaro branco que enleva
A semente de uma era
Para a vida continuar.
Ah! Se pudesse ser
Ah! Se DEUS então conter
Os desatinos atrevidos
De a esperança brotar.
Como sinal da alegria
Trazendo no dia, a dia
A fé que então reinará.
E2RM
6/08/2007 |
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RITA MARILDA PAULINO BACO
Mensagens: 94
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Enviada:
Sex Nov 23, 2007 10:25 pm |
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A FLORESTA QUE SUMIU
Javali, bem-te-vi
Como anta se espanta
Na floresta que em festa
Tudo acerta, na hora certa.
No riacho com a flecha
Índio aponta sua lança
Caça a caça então mata
E arrasta com a barcaça.
Lança a Santa no riacho
Na ilusão da solidão
Pois na mata se acata
A verdade de um Rei.
Predomina sua mina
Canta a ave agoureira
Sabiá se afeiçoa
A Senhora do lugar.
Gorjeando em seu ninho
Canarinho entristeceu
Vendo o rio pequenino
Sem a fonte que morreu.
E na moita escondida
A coruja já previu
Com espanto que avança
A floresta já sumiu.
E2RM
8/03/2007 |
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RITA MARILDA PAULINO BACO
Mensagens: 94
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Enviada:
Sáb Nov 24, 2007 9:37 pm |
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TUDO DORME
Dorme o sorriso esquecido
Da aventura que ficou
Dorme o sonho da donzela
Que sozinha então chorou.
Dorme o menino perdido
Que na floresta embrenhou
Dorme o mendigo na rua
Pois seu teto desabou.
Dorme a senhora da vida
Que há muito procurou
A esperança bem vinda
Dos sonhos que cultivou.
Dorme o crepúsculo que vai
Com a noite que então vem
Dorme a aurora vazia
Sem o sol que ainda não vem.
Dorme o guerreiro sentido
Com medo do amanhecer
Pois a morte avizinha
Ao som da vida a sofrer.
Dorme a chuva lá nuvem
Deixando o solo aquecer
Dorme o deserto atrevido
Com a areia a reter.
Dorme o palhaço sem circo
Que o picadeiro quebrou
Dorme a platéia sem riso
Do show que não começou.
Dorme o rico, dorme o pobre
Dorme o sábio sem poder
Dorme o índio na floresta
Sem ter pão para comer.
Dorme o pássaro na gaiola
Olhando o mundo sem ver
Entre as grades que o separa
De sua vida viver.
E2RM
7/09/2007 |
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