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Mensagem |
Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Dom Jun 22, 2008 11:30 pm |
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PRATICAR NA PRÁTICA
I – (A) ILUMINAÇÃO
o poema é o que quiseres
desde que o faças
digo eu
enquanto nele escrevo
uns versos
iguais a praticar na prática
II – (B) ESCREVENDO
escrevo como é uso fazê-lo
vendo ao escrever:
escrevendo
desvendo o mundo
deste sentir
onde os versos se formam
III – (C) CINTILAÇÃO
metáforas servem apenas
para fazer poemas
com figuras
onde destilo
estilo
de sentir este senti-lo!...
Assim |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Ter Jun 24, 2008 2:28 pm |
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IMPORTANTE É O QUE IMPORTA
Hoje é mais um dia em relação ao dia de ontem,
um dia que passou e já não é Presente
e pode continuar presente.
Todos os dias são bons para falar de Poesia
com quem a procura, mas o melhor
é falar com quem a encontra.
Nunca saberemos só pela cara quem poderá ser
o “cara”, a cara?
Uma cara que nos fica querida, só porque
gosta de Poesia, porque não?
Deste lado das palavras, onde elas são escritas,
onde elas são escrita.
Aqui, onde vou fazendo a minha, imaginando tudo
e mais umas raspas
que sobram do atrito do corte
quando neste lazer o laser não funciona.
Coisa frequente sobrar palavras das palavras
ou faltarem,
dizermos de mais ou de menos.
Como se não bastasse dizer uma vez, somo tentados
a repetir.
Como se não chegasse percorrer a escala harmónica,
sendo essa a nossa verdade:
toda a vida é repetição pedida à vida, um respirar
de novo o ovo, o voo, a ave.
Sê-la para voar,
selar o acordo
onde acordamos todos os significados e sentidos.
Em arte nenhuma como na Poesia a percepção
é importante e exigente!
Imaginem ler um poema de alguém que não gostem,
se não se abstraírem do autor
jamais aquela voz terá o encanto que teria
se ao lê-la apenas nela procurássemos o seu canto.
Muito do canto é encanto,
pode ter muito pouco de técnico e a perfeição
é a feição do afecto que nos afecta.
Comecei a publicar Escrita(s)
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31602#31602 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qua Jun 25, 2008 10:46 am |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qui Jun 26, 2008 3:36 pm |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Sáb Jun 28, 2008 12:49 am |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Sáb Jun 28, 2008 11:04 am |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Dom Jun 29, 2008 7:19 pm |
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Ibernise M. Morais Silva
Mensagens: 1033
Localização: http://www.ibernisemaria.prosaeverso.net
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Enviada:
Dom Jun 29, 2008 9:20 pm |
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Caríssimo Francisco Coimbra.
Que beleza de estilo, exaurindo as possibilidades das palavras no contexto dos versos e seus reversos..
Destaque na sequência explêndida:PRATICAR NA PRÁTICA
I – (A) ILUMINAÇÃO/ II – (B) ESCREVENDO/III – (C) CINTILAÇÃO
III – (C) CINTILAÇÃO
metáforas servem apenas
para fazer poemas
com figuras
onde destilo
estilo
de sentir este senti-lo!...
Assim
Parabéns. Bjs
Ibernise |
_________________ AMIGOS E ANJOS...20.11.2006/Ibernise
Anjos amigos... Amigos anjos...
Anjos são guardiões e companheiros...
Amigos são irmãos aduaneiros...
Duplamente anjos, são arcanjos... |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Seg Jun 30, 2008 7:07 am |
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PLATÓNICO DE PLANTÃO
Namoro-te sem saberes
Eu platónico de plantão,
Agora vês meus dizeres
Conhece o meu coração.
Bela é tua Poesia,
Inspira-me toda ela,
Dando-me a fantasia
De seres qual Cinderela!
#
APURO DE RAÇA
I
no dorso da mulher
o lombo magnifico
duma égua pura
onde uma raça
se apurou ou
o criador idealizou!
II
eu queria ser criador
de mulheres belas
como Cinderelas
cruzamentos tendo
da fantasia
com uma pura poesia!
III
ter-te-ia com cabeleira
feita dum cometa
bem amplo
onde abrindo
as mãos
teus olhos sorrissem!...
Assim
Escrita(s)…
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31661#31661 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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Ibernise M. Morais Silva
Mensagens: 1033
Localização: http://www.ibernisemaria.prosaeverso.net
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Enviada:
Seg Jun 30, 2008 9:28 pm |
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Caríssimo Francisco Coimbra parabéns pelo poema PLATÓNICO DE PLANTÃO.
Platônicas emoções que transportam os sonhos. Dorsos colossais e cabeleiras com brilho das caudas dos cometas. Cometas que viajam e que impressionam com seu brilho num rastro de luz.
Destaque novamente para a série três pelo fechamento da idéia de sonho e desejo:
ter-te-ia com cabeleira
feita dum cometa
bem amplo
onde abrindo
as mãos
teus olhos sorrissem!...
Assim
Bjs amigo. Seja muito feliz
Ótima semana.
Ibernise |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Ter Jul 01, 2008 9:18 am |
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Pupila
Mensagens: 4061
Localização: São Paulo
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Enviada:
Qua Jul 02, 2008 12:22 am |
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teus versos
são cantigas
que instigam
todo o sentir.
beijos poéticos |
_________________ *ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
Membro Moderador do Fórum do Guia de Poesias. |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qui Jul 03, 2008 12:32 pm |
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Pupila
Mensagens: 4061
Localização: São Paulo
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Enviada:
Ter Jul 08, 2008 10:40 pm |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Sáb Jul 12, 2008 7:26 pm |
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COIMBRA
I
Na minha terra e lugar
Onde nasci sem sonhar
Faço hoje cinquenta e dois anos
Que ainda não preenchi de sonhos
Não me tornei eu cantor
Mas tenho popular amor
Pelo canto onde se fazem poemas
Para deixar da vida nossos temas
Cantor silencioso busco
Viver deste lusco-fusco
Onde os dias e as noites se vêem
Nas suas horas feitas crepúsculo
De sensação inacabado
Alimento este meu fado
Estando onde não estou estando
Como para caminhar vou andando
Versos versando vivo
Indo à terra no cultivo
Duma memória do futuro a seguir
Sem pressa de saber onde quero ir
Sou quem quero ser
Na necessidade 1 ter
De rimas entrelaçadas nas veias
Onde corre sangue destas ideias
XIII
Na minha terra e lugar
Eu já nasci dum sonhar
Feito dum embalo do movimento
Onde procuro sempre o momento
Tenho mantido ao dia
Promessa duma alegria
Se ela não vier é sem desanimar
No dia seguinte a irei eu procurar
No interior deste crer
Alimentado de querer
Sou os desejos onde um viajante
Segue o seu rumo para ir adiante
Registando desta vida
Escrita onde percorrida
De breve parece uma só corrida
E lenta aparece uma mó movida
Na lentidão da canção
Onde se mói meu grão
Como ele cai numa ampulheta
O tempo é como a areia certa
Medindo o movimento
A começar do momento
Sempre e para sempre sempre
Até o espanto repente do Apre!
XXV
Na minha terra e lugar
Volto sempre pra sonhar
Belezas dum Mondego e sua ninfa
Para sempre alimentando a linfa
Volto até à infância
Deixada sem distância
Na terra onde eu nasci vivi me vi
Logo em excessos de tudo a senti
Acabei ficando calmo
Como a recitar salmo
Sem a pressa que sempre apressa
Quem não se questione Homessa!
Abro sem pressa livro
Onde da vida me livro
Quando quero estancar o pensar
Corto a raiz dum pensamento alar
São belas descrições
Possíveis para visões
Onde voo sem precisar um avião
Tendo uma caneta a par da ilusão
Chego onde procuro
Que é onde descubro
O que sei que lá está logo aqui
Eu sou de onde vem o Consegui!
XXXVII
Em minha terra e lugar
Rimo sempre no sonhar
Sendo eu como vou escrevendo
Com simplicidade que vais lendo
Herdei só facilidades
Respeito outras idades
É nesta que quero continuar nu
A despir as palavra como um tu
Às vezes mais difícil
Será equilibrar um til
Em cima da boa palavra acção
E aí a boa acção é “chateação”
Essa ninguém deseja
Embora não me aflija
Ela só pode tornar-me modesto
Mas não é modéstia que detesto
Há este correr até ficar
Onde conseguir acabar
Dentro dos limites à pele dados
Para o papel onde são jogados
Há muito de um hábito
Nisto que sou eu habito
Na poesia que me acompanha
Procuro a palavra que a apanha
XLVIII
Agora que estou nos cinquenta
Já tudo se entrelaça
Nem a impaciência me esquenta
Nem a vida me maça
Pupila, agradecido! |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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