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Mensagem |
Pupila
Mensagens: 4057
Localização: São Paulo
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Enviada:
Qua Jul 02, 2008 12:16 am |
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| João Dinato Ferreira escreveu: |
Palavras em cárcere
As palavras que tinham meu veto
Desobedientemente se desprendem
De onde estavam grudadas
E ganham voz
São as palavras que só comigo as guardo
Que só eu as sinto
Parecem um sangue na boca
Salgado, doloroso...
E me vêm de repente num ímpeto devastador
Eu então as liberto
Ao mesmo tempo que as sentencio
A existirem para sempre na forma de poema. |
João Dinato,
Palavras que fluem
rumo a uma libertação
constante em tuas mãos!
beijos poéticos |
_________________ *ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
Membro Moderador do Fórum do Guia de Poesias. |
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João Dinato Ferreira
Mensagens: 635
Localização: Minas Gerais
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Enviada:
Sex Jul 04, 2008 6:23 pm |
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| Marianna escreveu: |
Belas palavras...seu poema tem sabor de liberdade!
Boa semana! |
| Pupila escreveu: |
João Dinato,
Palavras que fluem
rumo a uma libertação
constante em tuas mãos!
beijos poéticos |
Queridas poetas Marianna e Pupila,
Obrigado pela atenção prestada
à minha "escrita''
como "palavras que fluem
rumo a uma libertação".
Abraço!
NETO |
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João Dinato Ferreira
Mensagens: 635
Localização: Minas Gerais
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Enviada:
Sex Jul 11, 2008 6:18 pm |
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SOLUÇÃO
Cansava de olhar o mar
Cansava de olhar o céu
Não entendia como o céu
Nunca encontrava mar.
Mas sempre saia do mar
Uma luz vinda do céu
Era ele olhando o céu
E as estrelas sobre o mar.
Mas o céu nunca encontrava o mar
Então ele encheu-se de céu
Banhando-se no mar. |
_________________ Ao encontro da arte, no verso...
Editado pela última vez por João Dinato Ferreira em Seg Abr 06, 2009 8:05 pm, num total de 3 vezes |
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João Dinato Ferreira
Mensagens: 635
Localização: Minas Gerais
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Enviada:
Sáb Jul 19, 2008 12:51 am |
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Poeminha ruralista
O homem do campo, erudito da simplicidade
Nunca careceu de faculdade
Muito menos o pirilampo estudou eletricidade. |
_________________ Ao encontro da arte, no verso...
Editado pela última vez por João Dinato Ferreira em Seg Abr 06, 2009 8:05 pm, num total de 2 vezes |
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Marién

Mensagens: 86
Localização: Lisboa. Portugal
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Enviada:
Sáb Jul 19, 2008 12:01 pm |
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Olá, João Dinato Ferreira. Uma saudação cordial e um abraço amigo.
Gostei muito de conhecer a tua obra poética.
Destaco, pelo extraordinário sentido-de-poesia e a profundidade da mensagem, os poemas "Meu medo" e "Palavras em cárcere".
Um abraço, desde Lisboa. |
_________________ Tania Alegria (Marién)
http://navegandoespelhos.blogspot.com/
Avatar: foto de Man Ray |
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João Dinato Ferreira
Mensagens: 635
Localização: Minas Gerais
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Enviada:
Sáb Jul 19, 2008 12:32 pm |
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Marién, obrigado pela atenção
e pelo bondoso comentário
Até mais!  |
_________________ Ao encontro da arte, no verso... |
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João Dinato Ferreira
Mensagens: 635
Localização: Minas Gerais
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Enviada:
Sáb Jul 19, 2008 1:48 pm |
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À poeta Elisa
Não cabe na frase o coração
O coração não se mede
Está além de mensuras
E de cogitações
Ele desaparece de tão grande que é
Tamanha paixão e nobreza o coração não cabe na frase
Não insistas
Nela só cabem uma e outra inquietações
Frações ínfimas de tua tristeza
Ou de tua alegria
Que transbordaram numa elaboração sintática concisa
E não muito retórica
Sempre nessa primeira pessoa em que falas
Sempre poética
E sensualmente feminina.
Não cabe na frase o coração, com o qual sentes a perda
Não, na frase não cabe nem a perda
Apenas parte dela
O resto está perdido dentro do coração
Tudo cabe lá dentro
Tudo está perdido lá dentro
Está tudo misturado
O teu amor e teu ódio
(sabes o que é?)
Nem o amor nem o ódio cabem na frase
São uma mistura
Porque na frase só cabem coisas que não se misturam
Só cabem galhos, estrelas, o mar, as pedras, os sapos
Não cabe nada além disso
O resto transcende em mistério. |
_________________ Ao encontro da arte, no verso...
Editado pela última vez por João Dinato Ferreira em Seg Abr 06, 2009 8:06 pm, num total de 2 vezes |
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Marianna
Mensagens: 441
Localização: SP
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Enviada:
Sáb Jul 19, 2008 5:10 pm |
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Que bela homenagem! Muito bonito o poema!
Abraço e bom final de semana! |
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João Dinato Ferreira
Mensagens: 635
Localização: Minas Gerais
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Enviada:
Ter Jul 22, 2008 6:16 pm |
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Marianna,
Obrigado por apreciar meu poema e comentar
Um abraço desde as Alterosas  |
_________________ Ao encontro da arte, no verso... |
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João Dinato Ferreira
Mensagens: 635
Localização: Minas Gerais
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Enviada:
Ter Jul 22, 2008 6:21 pm |
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Quando desdenhei da noite e de um poema que só me veio, às portas do crepúsculo
A noite não passa
O céu só me faz cismar
É noite escassa
E sem cio
Num bairro sem bar
Eu podia adormecer agora...
Vai, noite
Dê-me sossego
Eu quero a aurora! |
_________________ Ao encontro da arte, no verso...
Editado pela última vez por João Dinato Ferreira em Seg Abr 06, 2009 8:06 pm, num total de 2 vezes |
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João Dinato Ferreira
Mensagens: 635
Localização: Minas Gerais
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Enviada:
Qua Jul 23, 2008 6:28 pm |
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O pajé
Caçava, pescava
Tomava bebida
De mandioca braba
Até que sumiu na mata
Voltou três dias depois
Fumou, fumou, fumou
Engoliu fumaça
Tem jeito não
Esse é pajé mesmo! |
_________________ Ao encontro da arte, no verso...
Editado pela última vez por João Dinato Ferreira em Seg Abr 06, 2009 8:20 pm, num total de 2 vezes |
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Pupila
Mensagens: 4057
Localização: São Paulo
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Enviada:
Seg Jul 28, 2008 4:48 pm |
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| João Dinato Ferreira escreveu: |
Quando desdenhei da noite e de um poema que só me veio, às portas do crepúsculo
A noite não passa
O céu só me faz cismar
É noite escassa
E sem cio
Num bairro sem bar
Eu podia adormecer agora...
Vai, noite
Dê-me sossego
Eu quero a aurora! |
e assim nascem os versos,
surpreendendo os dedos...
beijos poéticos |
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MAÍSA CRISTINA *Pupila
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João Dinato Ferreira
Mensagens: 635
Localização: Minas Gerais
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Enviada:
Sáb Ago 02, 2008 9:38 am |
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Pupila,
Obrigado pela atenção
e pelos comentários
Abraço! |
_________________ Ao encontro da arte, no verso... |
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João Dinato Ferreira
Mensagens: 635
Localização: Minas Gerais
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Enviada:
Sáb Ago 02, 2008 9:43 am |
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As duas faces da manhã no cais do porto
Deus fez a manhã
Para soltar passarinhos
Recolher navios
O navio triste recolhido
Escuta o canto do alegre passarinho solto
Ancora
E o alegre passarinho solto voa
Ouve o marulho triste vindo do mar
Onde o taciturno navio chora
Escutando o passarinho cantar. |
_________________ Ao encontro da arte, no verso...
Editado pela última vez por João Dinato Ferreira em Seg Abr 06, 2009 8:07 pm, num total de 2 vezes |
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Pupila
Mensagens: 4057
Localização: São Paulo
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Enviada:
Seg Ago 18, 2008 10:14 pm |
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| João Dinato Ferreira escreveu: |
As duas faces da manhã no cais do porto
Deus fez a manhã
Para soltar passarinhos
Recolher navios
O navio triste recolhido
Escuta o canto do alegre passarinho solto
Ancora
E o alegre passarinho solto voa
Ouve o marulho triste vindo do mar
Onde o taciturno navio chora
Escutando o passarinho cantar. |
ouvi o canto
ouvi o taciturno navio chorar...
Imagético!
beijos poéticos |
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MAÍSA CRISTINA *Pupila
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