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Luiz Alberto Machado



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MensagemEnviada: Qui Set 27, 2007 7:39 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Olá, pessoal
estamos abrindo este espaço para apresentar sugestões e dicas para quem estiver desenvolvendo o seu trabalho acadêmico, seja TCC, monografia de especialização, dissertação de mestrado ou tese de doutorado.

FAÇA O SEU TCC SEM TRAUMAS é um curso que aborda questões desde ciência, senso comum, filosofia, conhecimento, produção e reprodução do conhecimento, pesquisa, disciplinamento de estudos, metodologia, como elaborar o tema da pesquisa, como confeccionar o projeto de pesquisa, o modelo adequado de pesquisa, como confeccionar o TCC, as fases, a redação, a orientação e a apresentação e defesa perante a banca examinadora.

CURSO: FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS!!! Vagas limitadas.

EMENTA: A pesquisa e a importância da investigação científica. Os tipos de pesquisa. O estudo científico mediante os preceitos filosóficos/científicos em confronto com o senso comum. A produção e a reprodução do conhecimento: o modo de observação e as implicações com a produção e reprodução do conhecimento científico. A teoria do conhecimento: a epistemologia nos estudos científicos. O método: a aplicação de uma metodologia científica. O projeto: planejamento e disciplina de estudos investigatórios. O TCC: da construção da abordagem tecendo a problemática para aplicação do conhecimento metodológico.

OBS: Estaremos aqui contribuindo com dicas metodológicas e conceituais, além de sugestões de temas e pesquisas.

Por enquanto convido para acesarem:
http://www.luizalbertomachado.com.br/pesquisa.htm
http://pesquisaecia.blogspot.com/
e
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=17085623


Editado pela última vez por Luiz Alberto Machado em Qui Jun 11, 2009 11:11 am, num total de 1 vez
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Luiz Alberto Machado



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MensagemEnviada: Seg Out 01, 2007 5:44 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

O TCC - TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

O TRABALHO ACADÊMICO: PASSO APASSO DO TEMA À DEFESA.

O trabalho acadêmico se desenvolve seguindo alguns requisitos.
Em primeiro lugar é preciso ter um tema. Este tema deve ser escolhido dentro da área de atuação do pesquisador e deve ser específico de forma tal que já traga a idéia do resultado que se espera com ele.
A escolha do tema deve ser efetuada com algumas razões implícitas: o que quer pesquisar, quem ou o que será pesquisado, porque pesquisar e aonde quer chegar com a pesquisa.
Tendo essas idéias subjacentes ao tema, procede-se, portanto, o planejamento. Este planejamento requer exatamente as respostas das razões implícitas no tema.
O planejamento é o projeto de pesquisa propriamente dito, onde o tema já deverá estar constando.
Com o tema e um esboço do planejamento, vem o projeto contendo: uma introdução abordando o tema, a justificativa de pesquisa, os objetivos gerais e específicos, o referencial teórico para embasamento da pesquisa, a metodologia aplicada, um cronograma de trabalho e as referências bibliográficas básicas para a pesquisa.
Estas são as partes integrantes do projeto de pesquisa que significa, nada mais nada menos, o planejamento prévio do que vai ser feito durante a pesquisa.

Veja mais acessando:
Pesquisa & Cia http://pesquisaecia.blogspot.com/
& http://www.luizalbertomachado.com.br/pesquisa.htm
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MensagemEnviada: Ter Out 02, 2007 5:21 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

PESQUISA & CIA http://pesquisaecia.blogspot.com/
TCC - PLANEJANDO A PESQUISA: O PROJETO

O projeto de pesquisa é o planejamento prévio para a realização da pesquisa. Para o projeto de pesquisa, o primeiro passo é o tema.
O tema deve ser escolhido de forma específica e, de preferência, que tenha identificação com as propostas de formação do postulante. Escolhido tema, vem a justificativa.
A justificativa é a oportunidade que o postulante tem para colocar a razão de levar a cabo o estudo acerca da temática escolhida. Esta parte é de suma importância para se delinear o que quer, como quer e onde quer chegar com a pesquisa.
Logo após, vêm os objetivos. Os objetivos é exatamente o esmiuçamento daquilo que se quer, como quer e onde quer chegar com a pesquisa. Os objetivos são, assim, geral e específicos. O Objetivo Geral é aquele que está subjacente à temática escolhida para pesquisa.Já os objetivos específicos são aqueles que são, ao mesmo tempo, oriundos e originários de tudo que se quer, como quer e onde quer chegar com a pesquisa.
Feito isso, parte para o Referencial Teórico que é tudo que o postulante tem idéia sobre o que envolve o tema, suas leituras preliminares, conceitos prévios, desdobramentos e peculiaridades temáticas, já se propondo reiteradamente o que quer, como quer e onde quer chegar com os estudos.
Em seguida vem a Metodologia escolhida para se alcançar os resultados propostos na questão temática. A metodologia merece uma consideração mais enfática, o que deixarei para tratar no próximo post, considerando de forma mais detalhada.Com a metodologia se constrói o cronograma que é o planejamento, tintim por tintim, desde o início da escolha temática, até a conclusão da versão definitiva do trabalho para a banca examinadora.
Por fim deve ainda constar no projeto, as referências bibliográficas que embasaram a justificativa, o referencial teórico e o método escolhido para o desenvolvimento do trabalho.Em linhas gerais, estas são as partes do projeto de pesquisa.

Veja mais no Pesquisa & Cia acessando:
http://pesquisaecia.blogspot.com/
&
http://www.luizalbertomachado.com.br/pesquisa.htm
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MensagemEnviada: Qua Out 10, 2007 7:40 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

O TRABALHO ACADÊMICO: PASSO APASSO DO TEMA À DEFESA.

O trabalho acadêmico se desenvolve seguindo alguns requisitos.
Em primeiro lugar é preciso ter um tema. Este tema deve ser escolhido dentro da área de atuação do pesquisador e deve ser específico de forma tal que já traga a idéia do resultado que se espera com ele.
A escolha do tema deve ser efetuada com algumas razões implícitas: o que quer pesquisar, quem ou o que será pesquisado, porque pesquisar e aonde quer chegar com a pesquisa.
Tendo essas idéias subjacentes ao tema, procede-se, portanto, o planejamento. Este planejamento requer exatamente as respostas das razões implícitas no tema.
O planejamento é o projeto de pesquisa propriamente dito, onde o tema já deverá estar constando.
Com o tema e um esboço do planejamento, vem o projeto contendo: uma introdução abordando o tema, a justificativa de pesquisa, os objetivos gerais e específicos, o referencial teórico para embasamento da pesquisa, a metodologia aplicada, um cronograma de trabalho e as referências bibliográficas básicas para a pesquisa.
Estas são as partes integrantes do projeto de pesquisa que significa, nada mais nada menos, o planejamento prévio do que vai ser feito durante a pesquisa.
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MensagemEnviada: Qua Out 10, 2007 7:41 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

COMO ESCREVER A TESE CERTA E VENCER


José Murilo de Carvalho*


Ter que fazer uma tese de doutoramento na incerteza de como será recebida e na insegurança quanto ao futuro da carreira é experiência traumática. Quando passei por ela, gostaria de ter tido alguma ajuda. É esta ajuda que ofereço hoje, após 30 anos de carreira, a um hipotético doutorando, ou doutoranda, sobretudo das áreas de humanidades e ciências sociais. Ela não vai garantir êxito, mas pode ajudar a descobrir o caminho das pedras. Dois pontos importantes na feitura da tese são as citações e o vocabulário. Você será identificado, classificado e avaliado de acordo com os autores que citar e a terminologia que usar. Se citar os autores e usar os termos corretos, estará a meio caminho do clube. Caso contrário, ficará de fora à espera de uma eventual mudança de cânone, que pode vir tarde demais. Começo com os autores. A regra no Brasil foi e continua sendo: cite sempre e abundantemente para mostrar erudição. Mas, atenção, não cite qualquer um. É preciso identificar os autores do momento. Eles serão sempre estrangeiros. Atualmente, a preferência é para franceses, alemães e ingleses, nesta ordem. Cito alguns, lembrando que a lista é fluida. Entre os franceses, estão no alto Chartier, Ricoeur, Lacan, Derrida, Deleuze, Lefort. Foucault e Bourdieu ainda podem ser citados com proveito. Quem se lembrar de Althusser e Poulantzas, no entanto, estará vinte anos atrasado, cheirará a naftalina. Se for para citar um marxista, só o velho Gramsci, que resiste bravamente, ou o norte-americano F. Jameson. Entre os alemães, Nietzsche voltou com força. Auerbach e Benjamin, na teoria literária, e Norbert Elias, em sociologia e história, são citação obrigatória. Sociólogos e cientistas políticos não devem esquecer Habermas. Dentre os ingleses, Hobsbawm, P. Burke e Giddens darão boa impressão. Autores norte-americanos estão em alta. Em ciência política, são indispensáveis. Robert Dahl ainda é aposta segura, Rorty e Rawls continuam no topo. Em antropologia, C. Geertz pega muito bem, o mesmo para R. Darnton e Hayden White em história. Não perca tempo com latino-americanos (ou africanos, asiáticos, etc.). Você conseguirá apenas parecer um tanto exótico. Da Península Ibérica, só Boaventura de Souza Santos, e para a turma de direito. Brasileiros não ajudarão muito mas também não causarão estrago, se bem escolhidos. Um autor brasileiro, no entanto, nunca poderá faltar: seu orientador ou orientadora. Ignorá-lo é pecado capital. Você poderá ser aprovado na defesa da tese mas não terá seu apoio para negociar a publicação dela e muito menos a orelha assinada por ele, ou ela. Se o orientador ou orientadora não publicou nada, não desanime. Mencione uma aula, uma conferência, qualquer coisa. O vocabulário é a outra peça chave. Uma palavra correta e você será logo bem visto. Uma palavra errada e você será esnobado. Como no caso dos autores, no entanto, é preciso descobrir os termos do dia. No momento, não importa qual seja o tema de sua tese, procure encaixar em seu texto uma ou mais das seguintes palavras: olhar (as pessoas não vêem, opinam, comentam, analisam: elas lançam um olhar); descentrar (descentre sobretudo o Estado e o sujeito); desconstruir (desconstrua tudo); resgate (resgate também tudo o que for possível, história, memória, cultura, deus e o diabo, mesmo que seja para desconstruir depois); polissêmico (nada de ?mono?); outro, diferença, alteridade (é a diferença erudita), multiculturalismo (isto é básico: tudo é diferença, fragmente tudo, se não conseguir juntar depois, melhor); discurso, fala, escrita, dicção (os autores teóricos produzem discurso, historiadores fazem escrita, poetas têm dicção); imaginário (tudo é imaginado, inclusive a imaginação); cotidiano (você fará sucesso se escolher como objeto de estudo algum aspecto novo do cotidiano, por exemplo, a história da depilação feminina); etnia e gênero (essenciais para ficar bem com afro-brasileiros e mulheres); povos (sempre no plural, ?os povos da floresta?, ?os povos da rua?, no singular caiu de moda, lembra o populismo dos anos 60, só o Brizola usa); cidadania (personifique-a: a cidadania fez isso ou aquilo, reivindicou, etc.). Para maior efeito, tente combinar duas ou mais dessas palavras. Resgate a diferença. Melhor ainda: resgate o olhar do outro. Atinja a perfeição: desconstrua, com novo olhar, os discursos negadores do multiculturalismo. E assim por diante.Como no caso dos autores, certas palavras comprometem. Você parecerá démodé se falar em classe social, modo de produção, infra-estrutura, camponês, burguesia, nacionalismo. Em história, se mencionar descrição, fato, verdade, pode encomendar a alma.Além dos autores e do vocabulário, é preciso ainda aprender a escrever como um intelectual acadêmico (note que acadêmico não se refere mais à Academia Brasileira de Letras, mas à universidade). Sobretudo, não deixe que seu estilo se confunda com o de jornalistas ou outros leigos. Você deve transmitir a impressão de profundidade, isto é, não pode ser entendido por qualquer leitor. Há três regras básicas que formulo com a ajuda do editor S.T. Williamson. Primeira: nunca use uma palavra curta se puder substituí-la por outra maior: não é ?crítica?, mas ?criticismo?. Segunda: nunca use só uma palavra se puder usar duas ou mais: ?é provável? deve ser substituído por ?a evidência disponível sugere não ser improvável?. Terceira: nunca diga de maneira simples o que pode ser dito de maneira complexa. Você não passará de um mero jornalista se disser: ?os mendigos devem ter seus direitos respeitados?. Mas se revelará um autêntico cientista social se escrever: ?o discurso multicultural, com ser desconstrutor da exclusão, postula o resgate da cidadania dos povos da rua?.Boa sorte.

Artigo recolhido do Aerograma, publicação da Aeroplano Editora http://www.aeroplanoeditora.com.br/
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MensagemEnviada: Seg Nov 05, 2007 10:08 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

O TRABALHO ACADÊMICO: O SENSO COMUM E O MÉTODO CIENTÍFICO

O senso comum é o resultado das crenças e heranças culturais que se fincam dentro da gente e acompanham nossa existência pro resto da vida. É o que comumente chamamos de filosofia de vida e é tratado como conhecimento empírico, ou seja, aquele adquirido pela experiência.

Dai passamos a entender que senso comum é tudo aquilo que acreditamos ou que formamos nossas crenças e convicções, e que nos foi dado a conhecer pela família, pelos amigos e pelo aprendizado que topamos no dia-a-dia.

Como o senso comum está assentado na crença, no imutável, no definitivo e nas convicções tradicionais, torna-se altamente pessoal porque está dentro de cada um de nós, dependendo da formação, cultura e discernimento. Isto significa dizer que, tendo em vista a vida ser sempre paradoxal e contraditória, além de uma dinâmica com novidades a todo momento, todas as convicções, crenças e tradicionalismos chegam um dia a ruir no meio da avalanche de coisas que ocorrem do nascer ao pôr do sol e, deste, a mais um novo amanhecer.

Por outro lado, articulado com essa dinâmica da vida é que se constrói o conhecimento científico. Esse conhecimento se pauta no método. E o método científico se constrói com disciplinamentos que comparam, checam, debatem, refazem e questionam constantemente sob análise, reflexão e crítica tudo que se mostra na nossa vida, acompanhado de um rigoroso planejamento de pesquisa. Ou seja, trocando em miúdos, é sempre buscar a prova dos nove em tudo que nos cerca e ocorre aos nossos sentidos.

O trabalho acadêmico obedece aos critérios do método científico, afastando-se do senso comum – ou seja, sem paixões, simpatias, interesses ou quaisquer coisas que recebam intereferências do emocional ou do pré-concebido -, para proceder imparcialmente na investigação da verdade. E, para tanto, é necessária muita obstinação, muita dedicação e abertura de cabeça.

Distinguindo, assim, o que é senso comum e o que se almeja com o conhecimento científico, na próxima semana abordarei aqui uma primeira coisa a ser feita num estudo científico: a escolha do tema. Isto porque a escolha do tema é fundamental para se definir o que se quer, aonde se quer chegar, o que quer dizer e o porque de se abordar esse ou aquele tema.
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MensagemEnviada: Seg Nov 05, 2007 10:10 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

A PESQUISA, O TCC, A DISSERTAÇÃO E A TESE: OSSO DURO DE ROER?

Muita gente treme na base na hora da conclusão de um curso de graduação ou pós-graduação, justamente quando chega a hora da apresentação da monografia ou defesa da dissertação de mestrado ou tese de doutorado. E isso se deve ao fato de que o brasileiro não possui o hábito de ler, muito menos o costume de pesquisar as coisas.

Prova disso, é a existência de um aparato legislativo na defesa do cidadão que, muita gente na hora do vamos ver, peca pela desinformação.

O problema de não possuir o hábito da leitura está evidenciado já nos graves problemas que muitos encontram para efetuar qualquer que seja a redação, principalmente objeto de escárnio quando tomamos conhecimento das provas de redação dos vestibulares, onde horrores e imbróglios estapafúrdios são flagrantes a torto e a direito.

A constatação mais aguda disso é quando nos defrontamos com os índices de analfabetismo absoluto, relativo ou outra vertente que se queira dar para quem mal sabe escrever sequer uma cartinha esdrúxula ao mais próximo parente ou amigo, ou mesmo quem não distingue uma coisa de outra ou, ainda, pela completa falta de discernimento disso daquilo.

Deplorável os extremos tanto de aculturação assimilando língua outra que não o vernáculo pátrio, como o do xenofobismo que nacionaliza expressões idiomáticas que em muitas vezes são corruptelas e comprovação do relaxamento e da incultura.
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MensagemEnviada: Qui Nov 08, 2007 10:12 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

MÉTODO CIENTÍFICO

Um estudo acerca do “Método Científico” se reveste de importância pela necessidade de adoção metodológica para a realização de estudos científicos, tratando, pois, acerca do método, seus conceitos e peculiaridades, para evidenciar o aspecto metodológico no estudo científico. Desta forma, a partir de uma revisão da literatura efetuada com base nos estudos realizados por Bacon (1979), Descartes (1973), Popper (1975), Alves Mazzotii e Gewandsnajder (1998), Cervo e Bervian (1983), Caéffé (1996), Vera (1983), Galliano (1986), Guedes (1997), Lakatos e Marcone (1987), Lucie (1978), Ruiz (2002) e Severino (1996), dentre outros, procurar-se-á, portanto, apresentar e analisar os formatos metodológicos desenvolvidos no exercício e prática científica.
Observar-se-á no estudo a tipologia, implicações, características e modalidades de métodos utilizados no fazer científico, buscando apresentar de que forma o método conduz o saber e o conhecimento na ciência, isto porque esta é o resultado de conclusões e estudos de numerosas gerações de pesquisadores e que, em suas premissas, objetivos e aplicações, ela reflete as preocupações da civilização de uma época, que impõem circunstâncias mais ou menos favoráveis ao seu desenvolvimento. .
Inicialmente, a palavra método é de origem grega e significa o conjunto de etapas realizadas ordenadamente na investigação de fatos ou na busca da verdade. E buscando a conceituação do método, Jolivet (1979:71), traz a conceituação de que este:
É a ordem que se deve impor aos diferentes processos necessários para atingir um fim dado. E tem como fim disciplinar o espírito, excluir de sua investigação o capricho e o acaso, adaptar o esforço a empregar segundo as exigências do objeto, determinar os meios de investigação e a ordem da pesquisa. Ele é fator de segurança e economia, exigindo para ser fecundo, inteligência e talento.
Já Guedes (1997), Severino (1996) e Galliano (1986) entendem ser o método, em sentido amplo, o processo, ou o conjunto de processos que permite conhecer determinada realidade, produzir certo objeto ou desempenhar este ou aquele tipo de comportamento. Isto quer dizer que o método é a ordem que se impõe aos diferentes processos necessários para atingir um determinado resultado ou finalidade.
Guedes (1997:124) conceitua método como sendo "um conjunto de regras e procedimentos que orienta o trabalho do pesquisa e confere aos seus resultados a confiabilidade ou credibilidade científica", e isso quer dizer que a utilização de um método confere uma veracidade quanto a apresentação de qualquer trabalho desenvolvido.
Na observação de Alves-Mazzotti e Gewandsznajder (1998), baseada na classificação e terminologia aristotélica, a noção de método está ligada à noção de trabalho pela implicação e efetiva manipulação do trabalho de se conhecer e que, para ser produzido, não se pode fazer de qualquer maneira, mas de um modo determinado e respeitando uma técnica que desemboca num método. Isto quer dizer, portanto, que inseparável do trabalho, o método responde a uma exigência de racionalização e de uma adequação cada vez mais rigorosa entre os meios e os fins. Desta forma, a verificação pela prática, de sua eficiência, tende a fazer do método objeto de conhecimento específico que pode ser transmitido, independentemente das formas de atividade ou de trabalho a que se aplica. Assim, considerado, o método é o próprio trabalho humano, enquanto procura tornar-se cada vez mais racional, ou então, a própria racionalidade desse trabalho que, ao manipular a realidade, natural e humana, com o duplo propósito de conhecê-la e transformá-la, descobre a racionalidade do mundo natural e a racionalidade do pensamento e da atividade humana que, pelo trabalho, alcançam esse duplo objetivo.
Verifica-se, assim, que a elaboração do método não pode ser anterior ao descobrimento do objeto. Assim sendo, o método é apenas um meio consistente de acesso a um dos objetivos do sistema. E para melhor entendimento acerca do método, é conveniente, antes abordar as distinções entre as diferentes formas de conhecimento.
O conhecimento, segundo Fourez (1995), Alves (2000), Lucie (1978) e Carvalho (1997), torna-se elemento indispensável e premissa fundamental para a atividade prática do homem, por revelar um conjunto de idéias e comportamentos pelos quais ele assimilou a vivência da atividade e a expressão racional.
O conhecimento pode ser, segundo Aranha e Martins (1994), sensível, empírico e científico.
O conhecimento sensível, segundo Aranha e Martins (1994), é comum aos homens e aos animais, consiste na apreensão dos objetos particulares pelos sentidos, visão, audição, olfato, dentre outros. Este se limita ao particular, não constituindo experiência e sendo apenas uma de suas condições de possibilidade.
Já o conhecimento empírico, para Cervo e Bervian (1983), resulta de uma experiência que não é capaz de justificar-se ou fundamentar-se, uma vez que empiria consiste em saber que as coisas se passam de determinada maneira, sendo incapaz de dizer porque se passam assim.
Por fim, o conhecimento científico, segundo Jolivet (1979), caracteriza-se por ter como objeto não o particular e o contingente, mas o universal e o necessário por ser sistemático e, conseqüentemente, metódico. Com isso, o conhecimento só é científico na medida em que constitui um sistema, uma unidade ou um todo lógico, no qual os juízos se acham vinculados uns aos outros, pela coerência ou pela racionalidade do método.
Em relação à ciência, para Severino (1996), o método desempenha duas funções indispensáveis, sendo a primeira que consiste em tornar possível a obtenção dos conhecimentos que, na ausência de método, seriam obtidos por acaso ou fortuitamente. Já a segunda, em permitir a articulação ou ordenação desses conhecimentos em um conjunto lógico ou sistemático que somente por isso merece o título de ciência. Observa-se, com isso, que o método é um extraordinário instrumento de trabalho que ajuda, mas não substitui por si só o talento do pesquisador, ou seja, não basta que o indivíduo confie apenas na sua inteligência deve utilizar o método para que possa construir algo que seja sustentável merecedor de atenção do seu publico alvo.
Vê-se, com isso, que o método científico, conforme Bastos (1995:92), significa:
Processo sistemático de aquisição de conhecimento que segue uma série de passos interdependentes que, para efeitos didáticos, podem ser apresentados na seguinte ordem: definição do problema (obstáculo ou pergunta que necessita de uma solu';cão); formulação das hipóteses (explicações para o problema); raciocínio dedutivo (dedução de implicações das hipóteses formuladas); coleta e análise de dados (observação, teste e experimentação das implicações deduzidas das hipóteses - teste das hipóteses); rejeição, ou não das hipóteses (análise dos resultados para determinar se há evidências que rejeitam ou não as hipóteses).
Assim sendo, o método científico é um instrumento formado por um conjunto de procedimentos, mediante os quais os problemas científicos são formulados e as hipóteses científicas são examinadas.
As técnicas de raciocínio científico são basicamente duas: indução e deducação. E para entendimento acerca do método científico, há que se levar em consideração que a metodologia indutiva-dedutiva de Aristóteles (1979), via a investigação como uma evolução de observações para princípios gerais e de volta às observações. Ele afirmava que o cientista deveria induzir princípios explicativos a partir dos fenômenos a serem implicados, e então deduzir proposições sobre tais fenômenos das premissas que incluem aqueles princípios. Existem duas formas de indução: a primeira consiste da simples enumeração e a segunda é uma intuição direta daqueles princípios gerais que são exemplificados nos fenômenos. Para Aristóteles (1979), o genuíno conhecimento científico tinha o status de verdade necessária.
Já a proposta de Galileu (1978) distingue entre dois estágios na avaliação das interpretações em Ciência. O primeiro estágio consiste em demarcar as interpretações científicas das não-científicas. o segundo estágio é para determinar a aceitabilidade daquelas interpretações que se qualificam como científicas. A ênfase dominante nos seus escritos é afirmativa em relação à necessidade da confirmação experimental. Tais condições são as bases do método experimental desenvolvido por Galileu (1978), discordando dos seguidores de Aristóteles (1979), considerando que o conhecimento da essência intima das substancias individuais deve ser substituído, como objetivo das investigações. Os principais passos de seu método são: observação; análise; verificação; generalização; confirmação. E conforme Jolivet (1979:72), “(...) se apóia nos fatos da experiência. É o método das ciências da natureza, que partes dos fatos e admitem apenas o critério da verificação dos fatos”. Este se aplica às manifestações quantitativas e qualitativas pelas quais os objetos materiais e seu comportamento se revelam. Ele se exerce pela observação dos aspectos e comportamentos dos objetos em situações predeterminadas e controladas de modo a exibir favoravelmente aquelas manifestações que a análise prévia indicou como mais relevantes, pois são as experiências onde as observações se fazem através dos sentidos ou dos seus desdobramentos e extensões, que constituem instrumentos.
O raciocínio indutivo provém da teoria da indução de Bancon (1979), contemporâneo de Galileu e também crítico contra Aristóteles, considerava que o processo da abstração e o silogismo, não propiciavam um conhecimento completo do universo e se opôs ao emprego da indução completa por simples enumeração e assinala que é essencial a observação e a experimentação dos fenômenos. Seus passos são: experimentação; formulação de hipóteses; repetição; testagem das hipóteses; formulação de generalização e leis. A teoria da indução, tal como exposta no Novum Organum, distingue inicialmente experiência vaga e experiência escriturada. A primeira compreende o conjunto de noções recolhidas pelo observador quando opera ao acaso. A segunda abrange o conjunto de noções acumuladas pelo investigador quando, tendo sido posto de sobreaviso por determinado motivo, esse último tipo constitui o mais importante e o ponto de partida para a constituição das tábuas da investigação, núcleo de todo o método baconiano. Assim sendo, a Indução, que dá-se com a observação e o registro de certos fatos ou fenômenos, prossegue com sua análise, comparação e classificação, com que descobre uma relação constante entre os objetos observados. Seu objetivo é chegar a conclusões muito mais amplas do que premissas.
Para Guedes (1997:132), a "indução é a propriedade lógica que possibilita a generalização de uma proposição a partir de proposições particulares", ou seja, parte do geral para o particular. Mediante isso vê-se que o método indutivo é um processo de raciocínio de onde se parte de fatos particulares para chegar a uma conclusão cujo é muito mais amplo do que o das premissas nas quais se basearam .
Já o raciocínio dedutivo advém do método dedutivo criado por Descartes (1973), afastando-se dos processos indutivos. Para ele, chega–se à certeza, por intermédio da razão, princípios absoluto do conhecimento humano, postulando quatro regras: evidência; análise; síntese; enumeração. Para Jolivet (1979:75): “As regras cartesianas são a análise deve ser completa e a síntese deve ser gradual”. Isto quer dizer que a explicação significa a descoberta da semelhança, naquilo que, à primeira vista parece dessemelhante: é o encontro da identidade na diferença. Assim, a dedução é necessária à verdade da teoria, mas não é suficiente. Para que uma teoria explique, é preciso que acrescente algo a nossas idéias esse algo seja aceitável logicamente. Assim sendo, a dedução consiste em tirar uma verdade particular de uma verdade geral na qual ela está implícita, podendo chegar a conclusões falsas. Com isso, a dedução compõe-se dos seguintes elementos: uma lei premissa geral, o fato que se quer verificar e um princípio racional que norteia o pensamento e que se pode ser formulado assim: tudo que se afirma de uma proposição geral, afirma-se igualmente das proposicões particulares que ela encerra.
Para Guedes (1997: 135), a dedução, "é o desdobramento lógico, atribuir ao particular as mesmas propriedades na premissa", ou seja, do particular para o geral, através do silogismo, que é o confronto das premissas para se chegar a uma conclusão. Entende-se, pois, que conforme Descartes (1973), o papel da observação e do experimento é o de fornecer conhecimento das condições em que os eventos de um certo tipo ocorrem. Outro papel é o de sugerir hipóteses que especificam mecanismos consistentes com as leis fundamentais. O valor de uma hipótese depende de seu poder explicativo junto com as leis gerais. Elas eram, para Descartes, baseadas em analogias em experiências do dia-a-dia.
O modelo conhecido como método hipotético-dedutivo foi proposto por Popper (1975), defendendo o valor do conhecimento racional, devido as teorias corresponder à realidade, baseanbdo-se no esquema que vai das expectativas ou conhecimento prévio, problema, conjecturas e falseamento.
Para Popper (1975) existem três etapas para este método: o problema, uma situação que necessita ser resolvida, cuja resposta não é dada de forma evidente, podendo ser de ordem prática ou teórica; levantamento de hipóteses; conjeturas a respeito do problema, levantamento dos vários aspectos do problema e as suas possíveis relações, construção de inúmeras hipóteses reduzidas a níveis possíveis de testabilidade; tentativa de falseamento, etapa em que se tenta falsear, por todas as maneiras possíveis, as respostas apresentadas em formas de hipóteses, tentativa de eliminação de erros, verificabilidade empírica. É conhecida como pensamento neopositivista.
Daí entender-se que a investigação científica se inicia quando se descobre que os conhecimentos existentes, oriundo do senso comum ou do corpo de conhecimentos existentes na ciência, são insuficientes para explicar os problemas surgidos. O conhecimento prévio que se lança a um problema pode ser tanto do conhecimento ordinário quanto do científico. Através desses métodos se obtém enunciados, teorias, leis, que explicam as condições que determinam a ocorrência dos fatos e dos fenômenos associados a um problema, sendo possível fazer predições sobre esses fenômenos e construir um corpo de novos enunciados, quiçá novas leis e teorias, fundamentados na verificação dessas predições, e na correspondência desses enunciados com a realidade fenomenal. O método científico permite a construção conceitual de imagens da realidade que sejam verdadeiras e impessoais, passíveis de serem submetidas a testes de falseabilidade.
Já para Guedes (1997:124), o método hipotético-dedutivo "é uma tentativa da eliminação das dificuldades em produzir conhecimento verdadeiro através da lógica indutiva (...) os fatos particulares são previamente escolhidos por uma determinada compreensão do mundo (...) em conseguir falsear as hipóteses levantadas". Assim sendo, conforme o autor, é uma tentativa de eliminação das dificuldades em produzir conhecimento verdadeiro através da lógica indutiva. É uma crítica ao método indutivo, pois defende que não se pode produzir conhecimento e tê-lo como verdadeiro apenas catalogando fatos particulares e, por indução, encontrando generalizações.
O método dialético, para Guedes (1997:136), "é a tentativa da explicação do real na sua dinamicidade", ou seja, apresentando o objeto, contrapondo-se, criticando e observando a sua dinâmica. Assim sendo, é a tentativa de explicação do real na sua dinamicidade. É a lógica do real e foi Hegel quem desenvolveu a sua reflexão sob a ótica da possibilidade da mudança. A idéia passou a ser privilegiada, pois Hegel acreditava que o verdadeiro conhecimento acontecia na idéia. A dialética hegeliana é expressa tentando explicar o fenômeno da mudança. A metodologia dialética possibilitou às ciências sociais um grande desenvolvimento. Se a dialética é a lógica do real e se o real é multifacetado, mutável, existiriam tantas dialéticas quantas fossem os fenômenos.
Observa-se, pois que o sistema científico está voltado para a total expressão do conhecimento obtido acerca da estrutura e do comportamento de objeto, enquanto que o método busca novos resultados, traçando os modos de movimento nos sentidos destes resultados, integrando, num todo, o captado do mundo objetivo e a clarividência humana do ulterior conhecimento e da transformação do objeto.
Outros métodos científicos alternativos são encontrados, a exemplo do método histórico que, segundo Vera (1983), representa o método científico por excelência, tendo em conta os fatos e as realidades, desprendendo-se de todo elemento subjetivo, onde através da investigação de fatos, hábitos e instituições do passado, tenta-se avaliar seu impacto na sociedade contemporânea. Este método surgiu com o filósofo e folclorista alemão, Jakob Grimm (1785-01863), que na opinião de Marconi e Lakatos (1987:81) “(...) é importante, na medida em que se faz o resgate histórico da evolução do trabalho, do emprego e da ocupação, e se resgata também a história dos bancos no decorrer do tempo”, pois consiste em investigar acontecimentos, processos e instituições do passado, para verificar a sua influência na sociedade de hoje, pois as instituições alcançaram sua forma atual através de alterações de suas partes componentes, ao longo do tempo, influenciado pelo contexto cultural particular de cada época. Consiste, pois, este método em investigar acontecimentos, processo se instituições do passado para verificar sua influencia na sociedade de hoje. Seu estudo, para uma melhor compreensão do papel que atualmente desempenham na sociedade, deve remontar aos períodos de sua firmação e de suas modificações.
O método comparativo, segundo Vera (1983), é usado tanto para comparações de grupos no presente, no passado, ou entre os existentes e os do passado, quanto entre sociedades de iguais ou de diferentes estágios de desenvolvimentos.
O método monográfico, segundo Kersher e Kersher (1999), Rey (1993), Silva e Menezes (2000) e Nunes (2000), consiste no estudo de determinados indivíduos profissões, condições, instituições, grupos ou comunidades, com a finalidade de obter generalizações. A investigação deve examinar o tema escolhido observando todos os fatores que o influenciaram e analisando – o em todos os seus aspectos.
O método estatístico, segundo Vera (1983) e Rey (1993), significa redução de fenômenos sociológicos, políticos, econômicos, dentre outros. Os termos quantitativos e a manipulação estatística que permitem comprovar as relações dos fenômenos entre si, e obter generalizações sobre sua natureza. Por esta razão a estatística pode ser considerada um método de experimentação e prova, pois é método de analise. Quer dizer, para Guedes (1997), o método estatístico é o esforço metodológico para oferecer uma compreensão probabilística dos fenômenos em estudo, expressando os fenômenos em bases relativas e aplicado a qualquer ciência.
O método clínico, para Guedes (1997), é a tentativa de compreender o fenômeno nos seus aspectos qualitativo, estudando o desenvolvimento de um doente nos seus mais variados aspectos e o desenvolvimento de uma performance cognitiva pela qualidade das respostas e não pela quantidade.
O método psicométrico, segundo Guedes (1997), estuda os fenômenos cognitivos através da medição das respostas dadas pelo sujeito, é um método quantitativo muito usado em psicologia.
Enfim, observa-se que o método científico é de suma importância para o desenvolvimento de constatação da verdade, evitando assim a dogmática e o sectarismo da verdade absoluta, obsoleta e imutável.
Tendo-se, pois, realizado presente estudo onde foi possível adquirir informações esclarecedoras acerca do método científico, notadamente por que parte do princípio epistemológico e da forma como todos os conhecimentos são adquiridos na formação empírica do indivíduo para a formação de um juízo científico, explicitando a busca pelo questionamento dinâmico na condução de uma visão idônea e independente, traduzindo a necessidade de se manter métodos na busca incessante pela verdade.
Principalmente nos tempos atuais onde se dão os confrontos entre os dogmatismos religiosos, ideológicos ou nacionalistas frente a observância científica que é independente, mesmo que seja sustentada e custeada pelo poder e disso sempre necessite, mesmo assim, a ciência isenta o indivíduo dos mitos, tabus e totens que transcorrem no seio da sociedade.
Esclareceu-se, pois, com o presente estudo que a introdução de um método torna eficiente e eficaz no desenvolvimento do projeto ou trabalho científico, acarreta uma visão balizada baseada nos alicerces disponíveis das ciências, da Filosofia, dentre outras. E isto contribui substancialmente para a formação de trabalhos que devem conter aspectos metodológicos para que se insira no contexto de uma obra científica, capaz de traduzir-se numa colaboração efetiva à humanidade.
As técnicas e práticas usuais ao método são substanciais ferramentas na consecução do trabalho que vise uma formação acadêmica. Isto porque, conhecendo-se o método empregado na pesquisa, aplicado convenientemente durante as investigações, fica evidenciada a credibilidade ao resultado apresentado pelo pesquisador, através de um procedimento epistemológico que significa estudar a forma como o homem se relaciona com o mundo para construir o conhecimento. Conhecimento esse que deve ser e estar isento de qualquer que seja a intervenção de crença ou preconcebidas máximas absolutas, e levada apenas pela experimentação, pela coleta de dados, pela análise de variáveis, pelo tratamento de todos os componentes que se insinuam nas considerações, enquanto se dirimem as hipóteses no levantamento de qualquer problemática dada.
Possuir um conhecimento científico é hoje um paradigma de comportamento nas expressões e reproduções de idéias que devem ser discutidas, sistematizadas, criticadas, alijadas, suprimidas, renomeadas, até que se encontre um consenso satisfatório para a sua aceitação, mesmo sob a desconfiança de que uma nova idéia pode sair do recôndito para desmoroná-la à menor insinuação de confronto.
A sistematização da pesquisa leva a um conhecimento seguro, real e alicerçado na conclusão de qualquer planejamento que se queira desenvolver ao longo dos estudos universitários. E o postulante que se encontrar apto a desenvolver tal sistematização, explorando os diversos métodos, elaborando os diversificados esquemas, construindo uma múltipla observação do que já foi apresentado, com certeza, poderá delinear o seu caminho consoante o estreitamento com a realidade científica para transformar o mundo em local mais aprazível e mais conseqüente para a vida.

BIBLIOGRAFIA
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VERA, Asti. Metodologia da pesquisa científica. Porto Alegre: Globo, 1983.

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